A prefeitura pinta o prédio pichado, o dono do imóvel não paga nada e se obriga a colocar uma placa de patrocínio na fachada. É o que diz a lei antipichação aprovada pela Câmara Municipal que, segundo o líder do Governo, vereador Police Neto (PSDB), "é a segunda fase do Cidade Limpa".
O "patrocinador" terá direito a colocar o que o vereador Netinho chama de assinatura de 15 centímetros de altura por 30 de largura para expor sua marca. A ação da prefeitura pode ocorrer em imóveis residenciais e comerciais.
Para funcionar, a prefeitura precisa convencer as empresas a investirem no programa em troca de apenas uma assinatura e os moradores de aceitarem manter na fachada da casa a tal assinatura. Sem esquecer, de convencer os pichadores de pararem de atacar e emporcalhar a cidade.
Vereadores petistas querem que o Ministério Público descubra por que a prefeitura investe pouco na cidade e muito nos bancos. Paulo Fiorilo e Antonio Donato entraram com representação contra o prefeito Gilberto Kassab (DEM/EX-PFL) para que a administração municipal seja investigada por manter cerca de R$ 4,5 bi em aplicações financeiras, enquanto deixa de usar o dinheiro previsto no orçamento para as áreas de educação, transporte e saúde, entre outras.
Segundo os vereadores, a poupança de Kassab é uma contradição se analisadas as carências do município. Fiorilio lembra que “os gastos com material escolar e com uniformes encontram-se em pífios 0,47%” – o que explicaria o fato de os alunos da rede municipal de ensino não terem recebido toda a roupa de verão e não ter prazo para a entrega da roupa de inverno, conforme informação deste blog, postada em 13/06.
Outro problema apontado na representação é a falta de informação sobre o rendimento obtido pela prefeitura ao deixar o dinheiro aplicado no banco em vez de investi-lo na cidade. Fiorilo reclama que “aos contratos celebrados com as instituições financeiras que gerenciam os valores não foi dada qualquer publicidade".
Os vereadores petistas não afirmam mas temem, na verdade, que a estratégia financeira do prefeito Gilberto Kassab seja fazer caixa neste primeiro semestre para deixar os investimentos mais próximos do fim do ano quando o debate sobre a campanha eleitoral estará mais vivo.
Outras informações sobre o tema, inclusive com a justificativa do prefeito Gilberto Kassab, você encontra neste blog, nos dias 09/06 e 13/06
Muito projeto, pouca votação, quase nenhuma reunião
Esse é um resumo do balanço sobre as atividades na Assembléia Legislativa de São Paulo realizado pelo Movimento Voto Consciente formado por "guerrilheiros da cidadania" - justiça seja feita, a maioria é "guerrilheira". Eles fazem aquilo que o cidadão não tem paciência nem tempo: acompanham o trabalho da Assembléia e da Câmara de Vereadores.
Um dos destaques positivos do terceiro mês de atividades da Assembléia foi o início da discussão para mudança no regimento interno que pode tornar a casa mais produtiva. Poderiam arrumar um caminho para ser mais independente, também, já que os deputados estaduais há muitos anos seguem as ordens enviadas pelo Palácio dos Bandeirantes.
Vamos ao relatório dos "guerrilheiros":
"O Movimento Voto Consciente mantém seu compromisso de acompanhar e divulgar os trabalhos dos 94 deputados estaduais de São Paulo. A 16ª Legislatura da Assembléia Legislativa (ALESP) do estado atingiu seu terceiro mês com os seguintes destaques:
Pedido de Informação aos deputados e a resposta da função fiscalizadora. Pesquisa realizada entre os dias 20 de março e 30 de maio, entre outras questões, foi perguntado de forma bastante simples: como pretende ser fiscalizador do Executivo? Todos os deputados receberam o questionário, e 68 deles o responderam, o que representa 72% do total.
Aprovação de projetos Ao longo dos últimos trinta dias, até o início da semana, foi possível notar que a ALESP aprovou cerca de 38 projetos. A despeito desse considerável volume- 2 foram de autoria da mesa e os demais dos deputados, onde 22 foram demonominações e 14 de utilidade pública.
Corregedoria e Comissão de Ética No dia 06 de junho foram constituídas a Corregedoria da ALESP, que ficará a cargo da deputada Célia Leão (PSDB) e a Comissão de Ética. A aparente relevância desses organismos contrasta com os resultados, na última legislatura foram 6 reuniões nos 4 anos e na anterior (1999 a 2002) foram 19 reuniões. O Movimento Voto Consciente entende que a ética do Legislativo não pode se sobrepor às leis do país e tampouco ao que a sociedade espera de seus representantes.
Excesso de projetos A Ordem do Dia continua acumulando projetos, ultrapassando quatro centenas (402) em 06 de junho. Ao longo do último mês foram realizadas 21 sessões ordinárias e oito extraordinárias. A falta de acordo e o baixo rendimento dos trabalhos impedem a ALESP de atender às demandas criadas pelos próprios parlamentares e seus projetos, além das questões do Poder Executivo. Interfere no rendimento a criação de inúmeras frentes parlamentares – grupos suprapartidários de deputados que se reúnem em torno de assuntos de interesse comum. Dentre as frentes criadas se destacam: Frente Parlamentar do Idoso, da APAE, da Segurança Alimentar e Nutricional, da Reforma Política com Participação Popular, em Defesa da Represa Billings, da Agenda 21, de Apoio a Micro e Pequena Empresa etc. O Movimento Voto Consciente enxerga a importância dessas frentes, mas tais questões não podem afastar o parlamento de suas atribuições principais. Para efeito de colaboração, a organização sugere a criação da Frente Parlamentar de Discussão da Ordem do Dia.
Trabalho nas Comissões Sete comissões da ALESP só elegeram a presidência e sequer se reuniram para iniciar os trabalhos. As demais 11 comissões, de um total de 23, se reuniram entre duas e três vezes. Tal questão fere o princípio fundamental das reuniões semanais, e atestam que a ALESP apresenta um número exagerado de comissões. O Movimento Voto Consciente sugere um realinhamento dos temas e uma diminuição ordenada desse total de grupos, em nome do bom andamento das ações legislativas. Importante iniciativa já está em tramitação na Casa, na sessão ordinária desta terça-feira, 12/6, foi protocolado o projeto de resolução que altera o regimento interno da Assembléia Legislativa. A proposta é resultado do trabalho de comissão especialmente constituída pelo Ato da Mesa nº 33, de 11/04/07, para atualizar o estatuto legal da Casa, cuja última consolidação data de 2005. O projeto inicia agora sua tramitação e, segundo as normas vigentes, deverá sofrer duas discussões. O principal ponto diz respeito à redução do número de comissões, de 23 para 12.
Rosangela T. Giembinsky - Coordenação das Atividades na ALESP Humberto Dantas - cientista político e colaborador"
Quinta-feira é o dia do amigo. Ele sempre aparece. No telefone, no e-mail, às vezes na porta de casa. Principalmente se o seu time perdeu na quarta-feira à noite. Nesta quinta, muitos amigos vão aparecer e não me encontrarão. Antes que insinuem a existência de algum habeas corpus preventivo que garantiria minha ausência, ou uma fuga da responsabilidade de receber os amigos em momento tão oportuno (para eles, lógico), esclareço que se não estou diante do microfone da CBN é devido a participação em Seminário Internacional de Jornalismo On Line que se realiza na sede do Itaú Cultural, na avenida Paulista.
Hoje, a partir das 11 e meia da manhã, com transmissão pela Internet (www.terra.com.br), estarei mediando debate sobre os desafios para a mídia tradicional, os valores do jornalismo e as novas tecnologias. Na mesa, Mário Magalhães, ombudsman da Folha, Sidnei Basile, diretor secretário editorial da Editora Abril, e Caio Túlio Costa, diretor presidente de Internet da Brasil Telecom.
Aos amigos, meu convite para que apareçam por lá, ou me aguardem para sexta-feira, quando o CBN São Paulo será apresentado, ao vivo, da Conferência Internacional de Negócios e Responsabilidade Social-2007, no hotel Transamérica.
Como sei, contudo, da ansiedade dos amigos, deixo aqui apenas uma mensagem:
“Uma nova façanha do Imortal Tricolor começou a ser construída no estádio da Bombonera, em Buenos Aires, nesta final de Libertadores”
Prefeitura confirma problema no Leve Leite em toda cidade
Após as críticas de que o programa Leve Leite havia deixado de atender os alunos da rede municipal de ensino na zona norte de São Paulo, a prefeitura já admite que o problema se estende as demais regiões da capital. A Tangará havia suspendido o fornecimento, em maio, após não aceitar a negociação de preço proposta pela administração municipal. Agora chegou a vez da Itambé que responde pela entrega nas demais áreas.
As famílias da zona norte estão há três meses sem o litro de leite em pó a que têm direito e, por isso, foram as primeiras a reclamar. Nas demais áreas, as crianças levaram o produto para a casa em maio, mas deixarão de recebê-lo em junho. Sendo assim, a estimativa é que até o fim do mês os cerca de 1,1 milhão de alunos da rede municipal de ensino não serão mais beneficiados pelo programa.
Acompanhe outras notas com informações sobre o tema neste blog, nos dias 11, 12 e 13 de junho.
O Supremo Tribunal Federal manteve o direito do cidadão a ter um nome de nascimento registrado em cartório. Os “Notários e Registradores” resistem a decisão em vigor desde 1997 criada para acabar com uma vergonha nacional: a enorme quantidade de crianças que nasciam e morriam sem serem registradas devido a falta de dinheiro dos pais.
Nesta quarta-feira, o STF declarou a constitucionalidade dos artigos que dispõem sobre gratuidade do registro civil e da certidão de óbito para cidadãos reconhecidamente pobres, bem como dos atos necessários ao exercício da cidadania. A Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg) argumenta que os cartórios, entes pertencentes à esfera privada, terão que arcar com o ônus da gratuidade, fato que ensejaria o trabalho forçado e a ofensa ao princípio da liberdade profissional.
"Todo dia, quando venho trabalhar, passo em frente ao edifício ocupado pelo MSTC (Movimento dos Sem Teto do Centro), na avenida Prestes Maia. Pra falar a verdade, tem dias que nem me dou conta da presença do prédio. Outras vezes, olho pra ele e me indigno – e, de certa forma, me frustro também, por saber que a realidade mata ao menos uma esperança por dia. Mas tem horas que simplesmente me pego imaginando como estão os moradores, querendo saber se a Dona Inara melhorou, se o bebê da Graça era menino ou menina, se o seu Donato arrumou conseguiu voltar pro Ceará...
Hoje, porém, o Prestes Maia estava diferente. Ao passar por lá, vi os caminhões de mudança estacionados na porta e o povo carregando móveis velhos, trouxas de roupa, brinquedos quebrados, sacos de comida. As 468 famílias que viviam ali estão de saída porque foram incluídas em diferentes programas habitacionais, cada uma de acordo com sua renda. As mais "ricas" ficarão em imóveis da região central. As outras vão pra mais longe. Mas, ao que tudo indica, todas vão deixar de ser chamadas de sem-teto.
A reivindicação inicial do MSTC era de que o edifício fosse desapropriado, reformado e abrigasse ali mesmo as famílias, que já formavam uma comunidade, com regras de organização e laços de amizade. Mas ao perceberem que isso seria esperar demais de um governo PSDB/PFL (ah, esqueci, agora eles são DEMOCRATAS), o movimento concluiu que o atendimento era a melhor saída possível.
Incluir os sem-teto em programas habitacionais foi o jeito que o governo arrumou de fazer a coisa certa pelo motivo errado. Afinal, o atendimento às famílias do MSTC não veio como parte de uma Política Pública de Habitação. Aconteceu simplesmente porque era preciso expulsar os pobres e deixar livre o caminho para o pessoal do mercado imobiliário, que tem olhado cada vez com mais carinho para os imóveis da região. E como a geografia do edifício não permitia que a Polícia invadisse o lugar sem que o despejo acabasse em morte, o governo teve que arrumar uma maneira de fazer os sem-teto saírem de lá "sem conflito". Enfim... mas quem quer saber?
O fato é que eu não vou mais ver os sem-teto quando for trabalhar. Nem eu nem os milhares de paulistanos que passam diariamente por ali. E, daqui uns anos, quando o prédio der lugar a um edifício classe média ou algo que o valha, ninguém mais vai lembrar que ali, bem no meio da cidade, havia um edifício ocupado por mais de dois mil sem-teto. Talvez nem mesmo os ex-moradores queiram se lembrar. E talvez esqueçam também que o movimento de que fizeram parte lutava por uma Política Pública de Habitação, e não pela casa própria.
Mas isso também não importa. O que importa é ficarmos todos com a sensação de que está tudo bem: temos a Lei Cidade Limpa, podemos freqüentar um Centro "revitalizado", com prédios bem cuidados, monumentos iluminados, teatro, orquestra, polícia, Virada Cultural. Sem conviver com a sujeira, com a pobreza, com a desigualdade, com a violência, com a fome. E, ao final, por não termos mais essas coisas ao alcance dos nossos olhos, talvez a gente comece a pensar que nada disso existe de verdade."
Carolina Dall’Oli escreveu com Débora Mismettio o livro-reportagem A Céu Aberto, que fala dos movimentos populares em defesa da moradia tendo como palco principal a ocupação de um dos prédios da Avenida Prestes Maia
Com o desrespeito à gramática, não dá nem para culpar o motorista do carrão que estacionou em lugar proibido. O flagrante foi do ouvinte-internauta Vinicius Santos no momento em que passava pela Joaquim Floriano, no bairro do Itaim Bibi
“Relaxa e goza” foi a sugestão da ministra do Turismo Marta Suplicy aos passageiros que têm enfrentado transtornos para viajar de avião no Brasil. A afirmação feita em um momento de “inspiração” da ex-prefeita de São Paulo teve de ser seguida por um pedido de desculpas oficial, através de nota.
Para amenizar a gafe, a ministra deve ter sacado de algum dicionário de autoria desconhecida no País para chegar a seguinte explicação: “relaxa e goza” significa “viajar vale a pena”.
Prefeitura não tem prazo para entrega de uniforme, em SP
O inverno está chegando, a temperatura caiu bastante e alguns alunos da rede municipal de ensino ainda não receberam os uniformes de verão. E não há prazo para entrega, também, das roupas para encarar o inverno. Em mais uma cartada, na tentativa de resolver este problema, a Secretaria Municipal de Negócios Jurídicos entrou com recurso no Tribunal de Justiça do Estado para que a cidade possa levar à frente licitação para a distribuição de uniformes a 900 mil alunos.
A previsão era que o contrato fosse assinado em 23 de maio, mas uma das empresas que concorriam na licitação obteve liminar na justiça suspendendo o resultado. A prefeitura aguarda o julgamento do recurso para que os quase 1,8 milhão de uniformes sejam entregues. Segundo o secretário municipal de Educação, Alexandre Schneider, a prefeitura teria economizado 40% em relação aos valores pagos nos anos anteriores – leia-se, no Governo Marta.
A prefeitura, aliás, anuncia que economizou, também, na compra de leite em pó, conforme entrevista do prefeito publicada neste blog. Ou seja, sobra dinheiro no cofre público e faltam uniformes e leite para as crianças nas escolas.
Quando fala sobre o tema, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) diz que este é o ônus do bom administrador.
Deu na Renata Lo Prete (Painel/Folha) desta quarta:
“O presidente da Câmara paulistana, Antonio Carlos Rodrigues (PR), só pensa naquilo: ser o vice na chapa do PT para a prefeitura em 2008. Mas somente se a candidata for Marta Suplicy.”
Antonio Carlos Rodrigues, aliás, segue com seu projeto de mudar o nome do Viaduto do Chá agregando o nome de Octavio Frias de Oliveira, conforme informou este blog.
Revisão do Plano Diretor em São Paulo só no fim do ano
É o que pedem ao Ministério Público Estadual cinco entidades que criticam a falta de oportunidade para debater as mudanças propostas pela prefeitura de São Paulo. Para o Movimento Defenda São Paulo, o Instituto Pólis, a União dos Movimentos de Moradia, o Centro de Direitos Humanos Gaspar Garcia e a Casa da Cidade a revisão prevista pela prefeitura mexe em pontos que podem prejudicar o desenvolvimento urbano da capital.
Ouça o trecho da entrevista com o urbanista Kazuo Nakano, do Instituto Pólis, no CBN SP:
A prefeitura tinha até o ano passado para enviar à Câmara uma revisão do plano atual, aprovado em 2001, mas pediu uma prorrogação até o fim deste ano. A Câmara prorrogou o prazo só até 30 de junho. No entanto, as audiências obrigatórias estão suspensas devido decisão judicial.
A proposta apresentada pela prefeitura, que está disponível na internet (www,prefeitura.sp.gov.br) não agrada gente de dentro do próprio governo municipal.
Dilema na USP: "Coletiva ou sem coletiva, eis a questão !
Os estudantes da USP que invadiram a sede da reitoria há cerca de 40 dias desperdiçaram parte do tempo da assembléia realizada na noite de terça-feira para discutir qual deveria ser o formato da entrevista a ser convocada no dia seguinte.
Das propostas em votação estavam a realização de entrevista coletiva apenas com distribuição de comunicado ou com abertura de espaço para as perguntas de repórter. Havia, também, a possibilidade de convocarem entrevista mas apenas falarem se fosse ao vivo porque “senão vão colocar só 5 segundos da nossa palavra no ar”. A decisão final pouco interessa porque esqueceram os estudantes de discutir se ainda tem jornalista disposto a ouvir o que eles não tem a dizer.
Logo no início da ocupação, o âncora da CBN Roberto Nonato tentou entrevistar o responsável pelo serviço de imprensa da ocupação, o estudante Marcelo Dias. Ouça no que deu?
“Lojas grã-finas de Ipanema e de shoppings como o Rio Sul resolveram anunciar suas promoções para o Dia dos Namorados, ontem, em... inglês! ... Uma chegou ao exagerar de traduzir o nome da data para o idioma alienígena. “Valentine’s Day” é o cacete!
Como escreveria Góis, deve ser horrível morar em uma cidade na qual os comerciantes não sabem escrever em português.
A falta de domínio em inglês e espanhol não será mais um obstáculo para 124 taxistas que vão transportar turistas durante o Pan. O serviço “O táxi que fala sua língua” vai oferecer uma espécie de tradução simultânea aos estrangeiros. Pelo programa, que já começou a funcionar em caráter experimental, o taxista, assim que um passageiro estrangeiro entrar em seu carro, liga para uma central de tradução formada por 64 alunos do curso de letras da Uerj. O estudante que atender traduz para o idioma desejado através do sistema viva voz. Orçado em R$ 600 mil, o projeto é uma iniciativa do Ministério do Turismo.
O prefeito de Hellenikon, Christos Kortzidis, faz greve de fome para impedir que áreas públicas continuem sendo “privatizadas”, no litoral da Grécia. O político insiste na idéias de que o governo grego tem de parar a ocupação irregular da área que recebeu as competições de velas nos Jogos Olímpicos de 2004. Ele teme que o acesso livro do cidadão a orla marítima seja bloqueado devido a presença ostensiva da iniciativa privada.
Kortzidis fala a mesma língua de muitos brasileiros que gostariam de assistir na sua cidade à atuação de políticos para bloquear a invasão de calçadas, parques e outras áreas públicas.
Kassab explica falta de leite para 216 mil crianças, em São Paulo
Sob o argumento de que a cidade não será refém das empresas, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) explicou a interrupção no programa Leve-Leite da prefeitura de São Paulo para as escolas da zona norte da capital. Cerca de 216 mil crianças estão há três meses sem receber o litro de leite em pó a que tem direito devido a briga da prefeitura com uma das empresas fornecedora do produto.
Ouça a justificativa do prefeito Gilberto Kassab à repórter Vanessa Di Sevo, da CBN:
Enquanto a burocracia não resolve, as crianças seguem sem leite. Leia mais na nota "Leve-Leite vira Deve-Leite, em São Paulo" neste blog.
Cinco meses depois, vítimas da cratera ainda vivem em hotel
Pelo menos 25 famílias ainda não puderam retornar para casa nem receberam indenização pelos prejuízos provocados durante o acidente na linha 4 do Metrô de São Paulo. O defensor público Vítore Maximiano disse ao CBN São Paulo que o Consórcio Via Amarela não aceita pagar os valores cobrados nem aceita ter sido o causador de rachaduras nas residências:
O Consórcio Via Amarela informou que não fala, publicamente, sobre o assunto.
Inspeção veicular: saiba como manter seu carro em ordem
O início da inspeção veicular em maio do ano que vem obrigará os motoristas a realizarem manutenção periódica nos carros, na cidade de São Paulo. A medida, além de reduzir o nível de poluentes na atmosfera, deve provocar diminuição no número de acidentes de trânsito, segundo o professor do departamento de engenharia mecânica automobilística do Centro Universitário da Fundação Educacional Inaciana, de São Bernardo do Campo, Ricardo Bock.
Ouça a entrevista e não deixe de fazer a manutenção no seu carro:
Presidente do TJ quer autonomia financeira em São Paulo
A autonomia financeira e administrativa do Tribunal de Justiça está sendo reivindicada pelo seu presidente Celso Luis Limongi que realiza, nesta terça-feira, reunião com o governador do Estado, José Serra
A proposta do presidente do TJ de São Paulo é a definição de um percentual fixo do orçamento do Estado para o judiciário:
Acompanhe alguns números do TJ que, segundo Celso Luis Limongi, revelam o tamanho da encrenca a ser resolvida:
A sala de aula da disciplina sobre corrupção oferecida pela Universidade de Brasília está botando gente pelo ladrão. Quando foi criada, em 2005, havia pouco mais de uma dezena de alunos, hoje as aulas de Teoria e Análise Crítica da Prática da Corrupção tem mais de 40 interessados. Claro que não se aprende a corromper. Parece que isto o pessoal já nasce sabendo. O Centro de Estudos Avançados e Multidisciplinares, da UnB, discute a evolução histórica da corrupção e as soluções para este problema que, ao contrário do que alguns imaginam, não começou com a fundação de Brasília.
Porto Alegre é a favor de lei seca no combate a violência, com restrições
Quatro das 10 cidades mais violentas do Rio Grande do Sul concordam com a implantação da lei seca para reduzir o número de homicídios e acidentes graves. A capital, Porto Alegre, defende a idéia desde que sejam mapeados os pontos de maior violência.
De todos os representantes das cidades que compareceram a reunião na Secretaria da Segurança do Estado, nesta segunda-feira, apenas Novo Hamburgo, na região metropolitana, apresentou trabalhos de prevenção em andamento na cidade. A prefeitura da cidade conhecida por ser um dos principais centros de produção de calçados do País, no entanto, quer debater mais o tema antes de proibir a venda de bebidas alcoólicas nas madrugadas de sábado e domingo.
Estudo do Governo do Estado do Rio Grande do Sul mostra que 82% dos assassinatos nos fins de semana são cometidos sob influência de bebidas.
Taxa de congestionamento é criticada em Nova Iorque
A proposta do prefeito de Nova Iorque, Michael Bloomberg, de reduzir os gases de efeito estufa com a cobrança da "taxa de congestionamento" é combatida pela maioria dos moradores. Pela idéia do político, líder empresarial e ambientalista de última hora, a taxa seria paga por quem entrasse de carro em Manhattan durante o horário comercial, conforme já havia informado, há duas semanas, este blog e o programa CBN São Paulo.
O valor a ser cobrado dos motoristas iria variar de U$ 8, para os carros, a U$ 21, para os caminhões.. Bloomberg diz que, em três anos, seriam arrecadados cerca de U$ 31 bi, dinheiro que financiaria a ampliação do sistema de transporte público. Nem assim a idéia agradou os nova iorquinos.
Londres já tem taxa similar. Desde 2003, os motoristas britânicos tem de pagar o equivalente a U$ 16, pouco menos de R$ 32, para entrar no centro da cidade. O programa está para ser expandido para áreas próximas do centro. De acordo com o prefeito Ken Livingstone "46% das viagens em Londres eram feitas de carro e, atualmente, o índice está abaixo dos 42%". O administrador explica que com isso houve redução de 20% na emissão de dióxido de carbono na área central.
Como Londres, Singapura e Estocolmo já incorporaram a cobrança para combater os congestionamento. Aqui no Brasil, os paulistanos tem arrepios só de lembrar desta possibilidade. Enquanto não se aprova a idéia, os arrepios ocorrem dentro dos carros em longos engarrafamentos.
Dia de jogar fora coisas inúteis em subprefeituras de São Paulo
Os 15 mil funcionários das subprefeituras de São Paulo terão uma tarefa especial, nesta terça-feira. Todo e qualquer material considerado sem utilidade que estiver na sede das 31 subprefeituras da capital será descartado. Esta é uma das etapas do programa 5S desenvolvido pela Secretaria Municipal de Coordenação das Subprefeituras que pretende recolher mais de 1 tonelada de material.
"Eu não sou gay. E é uma questão de foro íntimo de cada um". Esta foi a resposta do prefeito Gilberto Kassab (DEM), de São Paulo, ao ser perguntado se assumiria a orientação sexual em campanha eleitoral caso fosse gay.
Parada Gay se transforma em "Micareta" Foi de um travesti uma das mais sensatas afirmações feitas durante a Parada Gay, no domingo. Não guardei o nome, mas ele apareceu na reportagem da Neide Duarte, da TV Globo, em meio ao colorido das roupas que se confundia com o da maquiagem, e criticou: “A Parada está mais parecida com uma micareta, mesmo assim não deixarei de lutar pelo fim do preconceito”. A afirmação chama atenção para o risco que a Parada corre se continuar crescendo desta forma. Ninguém se acerta em relação ao número de participantes. Os mais entusiasmados calculam 4 milhões de pessoas, os mais preconceituosos dizem que não chegou a 3 milhões. Discutir estes números é deixar de lado o mais importante deste movimento: aceitar a diversidade.
Na avenida Paulista, havia famílias com crianças pequenas no colo e sob os ombros, e nenhuma delas imaginando que participar do desfile dos gays iria “colocar em risco” a educação de meninos e meninas. Nem deveriam, mesmo. Esta geração que surge, acostumada a aceitar diferentes opções e relações , tende a ser mais civilizada.
De volta a “micareta”: a festa que reuniu um mundaréu de gente nas redondezas da Paulista não pode perder sua bandeira, sempre colorida e consciente. O presidente da Associação da Parada do Orgulho GLBT, Nelson Matias Pereira, falou ao Portal G1 da sua preocupação: ”O evento começa a atrair gente estranha à Parada e tem vindo muita gente que não tem afinidade com a comunidade”. Um dos pontos a ser repensado são os trios elétricos, que chegaram a 23 este ano. “Talvez coloquemos só os trios da militância (excluindo, por exemplo, trios de boates GLS)”. Levando em consideração a afirmação do nosso personagem lá de cima, a causa gay não deve ser atropelada pela enorme quantidade de trios elétricos.
O uso do GNV como combustível ajuda a melhorar a qualidade do ar, mas não é a solução. O alerta foi feito pelo comentarista Osvaldo Stella, do programa Ambiente Urbano, que vai ao ar no CBN São Paulo, segundas-feiras, logo após às 11h da manhã. Provocado pela participação de ouvintes-internautas, Stella explicou que "combustível limpo é um mito".
Ouça um trecho do comentário de Osvaldo Stella, no CBN São Paulo:
Leve-Leite se transforma em Deve-Leite, em São Paulo
Há três meses, o programa Leve-Leite da Prefeitura de São Paulo deixou de atender 116 mil crianças da rede pública de educação, na zona norte da capital, devido ao rompimento de contrato com a empresa Tangará. De acordo com o programa, cada criança tem direito a levar para casa 1 quilo de leite em pó por mês.
A repórter Vanessa Di Sevo, da CBN, conversou com uma das mães que sofrem com a interrupção do programa, Patrícia de Paula Carvalho, que tem dois filhos no Centro Educacional e Infantil Benedito Coelho, Vila Mirante:
Em tempo: O vereador Donato (PT) informou ao CBN São Paulo que o problema deve se expandir para as demais regiões de São Paulo porque a Prefeitura não realizou licitação pública para a renovação do programa. A Prefeitura não confirma esta informação.
Ouvinte-internauta descreve situação em aeroporto de Buenos Aires
Por Antonio Carlos de Oliveira Freitas exilado na Argentina
"Sirvo-me dessa mensagem para atualizá-lo sobre o caos que centenas de brasileiros e pessoas de outras nacionalidades estao vivenciando no aeroporto de Ezeiza (Buenos Aires), por conta da TAM. Há dois vôos (8003 e 8007), ambos com mais de 400 passageiros, algumas pessoas como no meu caso estao aqui desde às 2:00 horas e se nao fosse obter informacao na chamada "sala vip" e questionasse o que estava acontecendo ninguém saberia qual providência estava sendo tomada. Nenhum dos empregados da TAM sabe o que está havendo, apenas culpam o tempo, mas apenas em parte isso é verdade, pois faz 1 hora que um vôo da empresa LAN decolou daqui e ao serem questionados nao sabiam (TAM) qual o motivo disso. Nao existe qualquer responsável para administrar essa crise. Há centenas de pessoas deitadas no chao do aeroporto, inclusive pessoas idosas, como no caso de minha mae, nao têm qualquer diferenciacao, quicá respeito. A funcionária da TAM (VIRGINIA) disse que a empresa nao cobre despesas por problemas de tempo e quando questionada acerca da hipótese de a situacao prolongar-se por muito tempo, entao ela disse que: "nao sabia, achava que cada um devia fazer o que entendesse melhor, pois a empresa nao arca com esse tipo de imprevisto - clima" - Entretanto, quando indagada sobre a decolagem do vôo da empresa LAN, restou lacônica, apenas desabafando: "nao sei o que está acontecendo, meus chefes nao me informam". Desculpe pelo desabafo, mas é ultrajante a situacao em que dezenas, centenas de pessoas se encontram, sendo que apenas agora houve uma mudanca de bilhete, onde afirmam que um Airbus 330 virá buscar todos, em vôo que sairá daqui às 15:45 hs.....será verdade???"
Comerciantes estão retirando as placas que cobriam as fachadas de suas lojas e empresários de publicidade externa tiveram de rever seus negócios, devido a aprovação da Lei Cidade Limpa, em São Paulo. No entanto, alguns políticos com cargo no parlamento insistem em desrespeitar as normas pendurando faixas em locais proibido. Nem o nome do prefeito Gilberto Kassab (DEM), principal incentivador da implantação da lei, escapa. Outros nomes citados em reportagens e mensagens enviadas por ouvintes-internautas do CBN São Paulo são os dos deputados estaduais Campos Machado (PTB) e Milton Leite Júnior (DEM) e dos vereadores Dalton Silvano (PSDB), Milton Leite (PMDB) e Goulart (PMDB).
O caso do deputado estadual Campos Machado (PTB) vem sendo acompanhado há algum tempo pelo CBN SP. Ele mantêm dois anúncios indicativos diante do escritório político na avenida Nove de Julho, 4100, que escondem uma bela árvore como já mostrou este blog a partir de simulação feita pela prefeitura de São Paulo. O nome dele reaparece agora na fotografia de um dos ouvintes-internautas indignados com o desrespeito a Lei Cidade Limpa. Carmen Mascarenhas, presidente da Ação Pró 9 de Julho, enviou a foto abaixo registrada nas ruas do bairro do Bixiga e escreveu: "O mais intrigante é que essas faixas como você pode ver na imagem é de um deputado que tem pregado o respeito ao meio ambiente".
Uma placa que, segundo a Folha, é elogiosa ao prefeito Gilberto Kassab e ao vereador Dalton Silvano "aparece como que do nada" sempre que uma equipe da prefeitura cuida dos jardins de um canteiro da rua Pedra Azul, na Aclimação, zona sul. A prefeitura disse ao repórter Evandro Spinelli que não sabe quem põe o anúncio. O vereador também não. Kassab informou, por meio de sua assessoria, que não sabia da irregularidade e a placa teria de ser tirada.
Tem mais gente que pega carona no nome do prefeito, conforme denunciou um ouvinte que encaminhou os dados ao CBN São Paulo mas pede para que não sejam divulgados. Ele conta que o deputado estadual Milton Leite Junior (DEM) e o pai dele, o vereador Milton Leite (PMDB), colocam faixas penduradas nos postes agradecendo a Kassab pelas melhorias na zona sul, base eleitoral deles. Cita que o material pode ser encontrado na avenida Guarapiranga, Estrada do M'Boi Mirim, avenida Senados Teotônio Vilella, avenida Robert Kennedy e avenida Dona Belmira Sampaio. "Prá lá da ponte da Avenida Interlagos e da nova ponte do Complexo Jurubatuba o espaço é ocupado por uma trinca: o deputado estadual Jorge Caruso (PMDB), o vereador Goulart (PMDB) e o candidato a deputado federal Benjamim", escreve o ouvinte-internauta.
Quem tiver fotografia dos abusos mande para o endereço milton@cbn.com.br que a gente publica aqui no blog.