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  Mílton Jung
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Agora o outro lado: Subprefeitura responde a suspeitas

Em nota, a Secretaria Municipal das Subprefeituras respondeu as suspeitas de que fiscais das subprefeituras tinham envolvimento com a Máfia dos Bingos:

"Em relação a denúncias sobre o envolvimento de funcionários da Subprefeitura Vila Mariana com advogado de donos de máquinas de caça-níqueis e bingos, informamos que a Subprefeitura da Vila Mariana, após apuração dos fatos, já providenciou a exoneração do servidor Wanderlei Araújo do cargo de Assistente Técnico, por entender sua conduta inadequada, já que teria solicitado patrocínio do advogado para realização de evento sem autorização do subprefeito. Informamos ainda que o citado servidor não era fiscal.

O assunto, da mesma forma como tem sido feito na subprefeitura da Sé, foi encaminhado para averiguação preliminar feita em conjunto pelas Secretarias Municipais das Subprefeituras e de Negócios Jurídicos, que têm providenciado e continuará providenciando o afastando imediato de qualquer funcionário público que possa estar envolvido em atividades ilegais nas subprefeituras".






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CPI da Câmara vai investigar subprefeituras

O relator da CPI dos Jogos Eletrônicos, vereador Adílson Amadeu, antecipou ao CBN São Paulo que a comissão vai investigar os fiscais das subprefeituras que têm contato com o advogado dos bingos Jamil Chokr. Amadeu disse que além do subprefeito de Vila Marian, Fábio Lepique, mais três agentes serão convocados a dar explicações.

Adílson Amadeu afirmou que eles teriam recebedio R$ 5 mil para patrocínio de uma "festinha".

Na sexta-feira, o jornalista Lúcio Sturm, da TV Record, entrevistou por telefone um fiscail da Vila Mariana, que não teve seu nome identificado, que confirmou o contato com o advogado que estava disposto a ajudar a subprefeitura na confecção de cartazes e folhetos informativos.

Ouça a entrevista do relator da CPI dos Jogos Eletrônicos, vereador Adílson Amadeu, para a jornalista Fabíola Cidral, âncora do CBN São Paulo:






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Denúncia fecha mais um bingo em São Paulo

O Bingo Royale Itaim foi fechado por fiscais da prefeitura, após denúncia feita por um ouvinte-internauta do CBN São Paulo que enviou a informação ao secretário municipal das Subprefeituras, Andrea Matarazzo, pelo e-mail amatarazzo@prefeitura.sp.gov.br.

A nota abaixo foi enviada pela assessoria de comunicação da secretaria:

"Após entrevista na CBN em que o secretário Andrea Matarazzo passou seus contatos, ele foi procurado, via e-mail, por vários ouvintes. Um deles denunciou o desrespeito ao lacre feito no Bingo Royale Itaim, na rua Joaquim Floriano, 850. Por conta desta denúncia, acionou a Subprefeitura de Pinheiros, que foi ao local e constatou o desrespeito ao quarto lacre já colocado no estabelecimento, realizado na sexta-feira passada, dia 15. Diante desse novo desrespeito, o local teve suas portas de acesso fechadas com concreto. O caso foi novamente encaminhado para o 15º DP para investigação por reincidência na desobediência ao lacre da Prefeitura".

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Nome dos fiscais está em lista da Corregedoria

As informações para a investigação sobre o envolvimento da Máfia dos Bingos com a Máfia dos Fiscais podem ser encontradas no trabalho realizado pelo Instituto de Criminalística "Perito Criminal Dr. Octávio Eduardo de Brito Alvarenga" de São Paulo. Caso a prefeitura paulistana tenha interesse em descobrir quem seriam os quatro fiscais que mantinham contato com o advogado Jamil Chokr deve solicitar a Corregedoria de Polícia os laudos com nomes e telefones que fazem parte da agenda do radiocomunicador (Nextel) usado pelo “homem-bomba”.

É um catatau de papel com listas e mais listas que mostram as relações de Chokr com policiais civis, federais, técnicos do Instituto de Criminalística (sim, ele também conhecia as pessoas que faziam perícia nas máquinas de vídeo-bingo e caça-níqueis) e fiscais das subprefeituras de Vila Mariana e Pinheiros.

Para não perder tempo em meio a papelada, a prefeitura pode solicitar os laudos com o levantamento das ligações recebidas e realizadas pelo advogado Jamil Chokr que levam os números a seguir:

01/020/28728/2007

01/020/28729/2007

Os documentos estão em poder da Corregedoria da Polícia em segredo de justiça, portanto o secretário municipal das Subprefeituras, Andrea Matarazzo, deverá encontrar a mesma dificuldade que diz ter tido quando procurou a Polícia Federal. O órgão tem em pastas a degravação das conversas telefônicas obtidas na Operação Xeque Mate que, também, apontam indícios de envolvimento da Máfia dos Bingos com a Máfia dos Fiscais.

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), poderia convocar a base governista para propor a abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito na Câmara Municipal que investigaria as suspeitas e teria maior facilidade para obter os documentos protegidos por sigilo de justiça. A alegação de que o legislativo municipal já tem a CPI dos Jogos Eletrônicos não convence, pois a comissão foi criada com outro objetivo, investigar a sonegação de pagamento de ISS pelos estabelecimentos comerciais que têm máquinas de vídeo-bingo e caça-níqueis, a não ser que os vereadores aceitem a manobra juridicamente arriscada de mudarem o foco da CPI.

Em tempo: com exceção da Subprefeitura da Sé nenhuma outra está sendo investigada, seja em inquérito policial seja em sindicância interna.

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CPI dos Bingos é kit-PT, diz Serra

“É o kit-PT. Qualquer coisinha eles querem CPI. Para os outros, não para eles”. A critica é do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), que não quer saber de comissão parlamentar de inquérito na Assembléia Legislativa para a investigar o envolvimento de policiais paulistas com a Máfia dos Jogos Eletrônicos, conforme informação da reportagem da CBN.

Mais erra do que acerta o governador com esta afirmação.

O acerto fica por conta da avaliação de que os petistas só querem CPI para investigar o governo dos outros. Em Brasília, fogem do assunto como o diabo da cruz.

O primeiro erro é a falta de auto-crítica, já que os deputados e vereadores tucanos agem da mesma forma na Assembléia Legislativa e na Câmara Municipal.

O segundo é que o pedido de CPI não se restringe ao PT. Parlamentares do PV querem a comissão, também.

O terceiro e maior erro é considerar “coisinha” o tamanho da denúncia que atinge a polícia de São Paulo. Quase todas as delegacias e seccionais, também, estão sob suspeita, desde a descoberta do dinheiro e anotações no carro do advogado dos bingos Jamil Chokr.


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Secretário reclama da falta de informação

Os meios de comunicação têm as informações, diálogos são divulgados, listas de telefone circulam nas redações, repórteres gravam entrevista com supostos envolvidos em caso de corrupção, mas a prefeitura de São Paulo ainda não teve acesso aos dados das investigações da Máfia dos Bingos que estão sob segredo de justiça.

O secretário municipal das Subprefeituras, Andrea Matarazzo, disse na CBN que a Polícia Federal pediu para ele ir ao STJ se quiser ter acesso às informações já que a instituição não tem autorização para divulgá-las.

Matarazzo, que acumula o cargo de Subprefeito da Sé, anunciou o afastamento do diretor de fiscalização Reginaldo Fazzion até o fim do processo interno de investigação. O secretário lembra que a medida é preventiva e não condenatória.

Quanto ao diálogo divulgado pela Folha, que levou ao afastamento do funcionário, fez o seguinte comentário: "Se tiver alguém vendendo facilidade está vendendo vento". Justifica a afirmação lembrando que boa parte dos bingos na cidade está fechada.

Uma sugestão ao secretário Matarazzo: visite a Corregedoria da Polícia onde estão parte das informações sobre possível envolvimento da Máfia do Bingo com a Máfia dos Fiscais.

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Erramos, mas não nos enganamos

Ao contrário do que registramos neste blog dois policiais foram afastados das funções externas após a denúncia de que o advogado dos bingos Jamil Chokr transportava propina para as delegacias de polícias de São Paulo. Mas não comemore: os dois eram os PMs que encontraram o dinheiro e levaram a denúncia para a Corregedoria. Os outros só sofreram alguma punição neste fim de semana, após reportagem do Estadão.

A informação é do deputado estadual do PV-SP, Olímpio Gomes, em entrevista a Fabíola Cidral, no CBN São Paulo

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Refundando o Brasil

"O Brasil terá de mudar de nome para 171lândia"

Fernando Gabeira, deputado federal PV-RJ, sobre a possibilidade de Renan Calheiros não ser cassado, em entrevista na CBN

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Tem mais duas subprefeituras e 4 fiscais na lista dos bingos

A quebra de sigilo telefônico do advogado de donos de máquinas de caça-níqueis e bingos Jamil Chokr revelou que ele mantinha contato com funcionários de pelo menos duas subprefeituras de São Paulo, Vila Mariana e Pinheiros, conforme informações obtidas por este blog. Chokr transformou-se em "homem bomba" após ter se envolvido em acidente de carro quando fugia de um suposto assalto. Com ele estavam cerca de R$ 27 mil e uma relação em que aparece o nome de homens de confiança de delegados titulares de 84 dos 93 distritos policiais de São Paulo.

Neste domingo, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), fez a promessa de praxe: haverá punição exemplar no caso de alguma denúncia ser comprovada. O comentário tinha como alvo a revelação de conversas entre o vice-presidente da Associação Brasileira de Bingos, Marco Antonio Tobal, e um outro homem identificado apenas como Jaques que faria a intermediação da propina para que casas de bingo fossem mantidas abertas na região administrada pela Subprefeitura da Sé, conforme informou a Folha de São Paulo, no sábado.

O que Kassab ainda não sabia - e se sabia não comentou - é que pelo menos quatro funcionários ligados as subprefeituras também aparecem na lista de telefonemas do advogado que está em poder da Polícia Federal. Três da Vila Mariana e um de Pinheiros. O fato de o nome deles estarem lá, não significa que tenham envolvimento com atos de corrupção, mas mostra que Chokr arrumava formas de se aproximar das subprefeituras possivelmente para obter benefícios dos fiscais.

Um dos funcionários da Subprefeitura de Vila Mariana, em conversa gravada pelo Jornal da Record, na sexta-feira, negou qualquer relação irregular com Chokr. Explicou que o advogado havia se oferecido para comprar cartazes e informativos anunciando uma atividade desenvolvida pelo órgão. O pedido de doações para empresários, comerciantes e moradores da região parece ser prática comum nas subprefeituras devido a falta de verbas para as atividades.

Coincidência: subprefeitos já falaram em CPI

O subprefeito Nilton Elias Nachle que responde pelos bairros de Alto de Pinheiros, Pinheiros, Itaim Bibi e Jardim Paulista, desde quando tomou posse tem realizado operações que culminaram com o fechamento de casas de jogos, bares e restaurantes. Segundo declarações de Nachle à CPI dos Jogos Eletrônicos "havia 15 bingos em funcionamento na região e 13 estariam fechados".

Em setembro de 2006, após ação policial, um cassino clandestino foi fechado no Itaim Bibi e entre as pessoas presas estava o bicheiro Ivo Noal. Ele é acusado de ter recebido cerca de U$ 80 mil por mês de mafiosos italianos para operar as máquinas em São Paulo, como informou o presidente do Instituto Brasileiro Giovanni Falconi, Walter Maierovitch, comentarista do Justiça e Cidadania, da Rádio CBN.

O mais famoso bicheiro de São Paulo é tratado por alguns funcionários da subprefeitura de Pinheiros como "Doutor Noal" e identificado como "uma pessoal muito legal".

O subprefeito de Vila Mariana, Fábio Augusto Martins Lepique, responde ainda pelos bairros de Saúde e Moema. Ele também esteve na CPI que investiga a sonegação de ISS das casas que exploram vídeo-bingo e caça-níqueis. No depoimento, afirmou que apenas um dos 13 bingos da região ainda funciona devido a existência de liminar.

Andrea Matarazzo, da Subprefeitura da Sé, que foi citada na denúncia feita pela Folha, e Paulo Bressan, da Lapa, também estiveram na comissão parlamentar de inquérito.


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Governo do Estado demorou para agir em denúncia

No sábado, 26 de maio, quando os jornais estampavam informações sobre o acidente de carro com o advogado dos bingos Jamil Chokr, enviei e-mail para a produtora do CBN São Paulo, Fabiana Boa Sorte, para que acompanhássemos de perto o caso e marcássemos entrevistas sobre o assunto para a edição de segunda-feira. No dia 28, além de entrevista, tratamos do tema no Conexão Rio-São Paulo, chamando atenção para a desconfiança que a Corregedoria da Polícia, responsável pela investigação, tinha da informação de que a sigla DP que aparecia na contabilidade do advogado seria "distrito policial" ou "delegacia da polícia". Um porta-voz da corregedoria levantou a possibilidade de ser apenas uma ingênua "despesa pessoal".

Os fatos que vieram na sequência você deve ter acompanhado, afinal uma série de reportagens fori publicada no rádio, nos jornais e nas emissoras de televisão.

No entanto, foram necessários 22 dias, inúmeras denúncias, além do anúncio do jornal O Estado de São Paulo de que 84 dos 93 distritos policiais da cidade fariam parte do mapa da propina, para o Governo do Estado reagir. Foram afastados 20 policiais suspeito de envolvimento com a Máfia do Jogo, designados mais dois delegados da corregedoria para acompanhar a delegada Cíntia Maria, que até agora trabalhava sozinha, e três equipes de investigadores.

Se até um neófito (para ser gentil comigo mesmo) em casos policiais e investigações como este jornalista foi capaz de desconfiar de que havia algo mais do que simples despesas pessoais no carro do advogado, é difícil de entender o descaso do Governo do Estado, Secretaria de Segurança e Corregedoria da Polícia em relação aos fatos. Talvez a reação se explique pelas palavras do delegado-geral Mário Jordão Toledo Leme. Ele disse estar "surpreendido" com a extensão do problema.

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E a Assembléia de São Paulo ...

Aguarda-se com ansiedade o depoimento de algum membro do legislativo estadual, nesta segunda-feira, sobre as denúncias de envolvimento de quase 100% dos distritos policiais da capital com a Máfia do Jogo. Ou, mais uma vez, os deputados estaduais vão fazer de conta que o assunto não tem nada a ver com eles ?

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Lula deve ter adorado esta do Rio Amazonas

O rádio e a internet foram os primeiros, os telejornais falaram à noite e os jornais logo cedo anunciaram que pesquisadores brasileiros e peruanos teriam comprovado que o Rio Amazonas é o mais extenso do mundo. Os cálculos ainda não estão concluídos mas estima-se que chegue aos 6.850 km, suficiente para superar o Nilo e seus 6.670 km.

Aguarda-se ansiosamente a declaração pública do presidente Lula sobre o fato: “Nunca antes no Brasil, o Rio Amazonas foi o mais extenso do mundo”.


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Depois o Serra reclama do pessoal da USP

“Nasceu Gabriella, nova neta de Mônica e José Serra, filha de Verônica e Alex Bourgeois e irmã de Antonio, que escolheu o nome. O avô estava na sala de parto, e foi ele quem entregou Gabriella para Verônica, às 10h15 da manhã, no Einstein. A garota nasceu forte e saudável, e a família está feliz”.

A nota é da coluna Persona, de César Giobbi, no Estadão. Depois o Serra reclama que os estudantes da USP o acusam de ser centralizador, não sabe por quê.


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De música e família



Por Maria Lucia Solla

Olá,

Fui passar o final de semana na casa do meu filho, no extremo sul de Minas Gerais. Ele mora com a família, no topo de uma montanha cercada de vales, de outras montanhas e da natureza toda, com a qual convivem respeitosa e agradecidamente.
Sempre aprendo, e aprendo muito lá.
No final da tarde de sexta-feira estava lendo, tranqüila na sala, quando comecei a ouvir meu filho no banheiro, administrando um de sete, um de cinco e uma de três, no banho. Foi muito interessante.
O resultado era um quarteto afinado, composto de uma só família de instrumentos que emitiam sons completamente diferentes. Ouvi de gritos de Tarzan a choro, e risadas de quase perder o fôlego. Às vezes meu filho, o primeiro violino, conseguia um solo surpreendentemente calmo e equilibrado, mas era por pouco tempo porque os outros instrumentos se atiravam literalmente em cena. Os movimentos da peça eram inesperados e surpreendentes. Tinham começado hesitantes, na entrada do banheiro, num adagio ma non troppo, e crescido até chegarem ao allegro. Tudo indicava que haveria um segundo movimento, mas não demorou para que quebrassem todas as regras e ziguezagueassem entre extremos.
Sem anúncio prévio nem sutil indicação, um ou outro instrumento se retirava do conjunto, por espaços de tempo descompassados, e o andamento continuava surpreendendo.
Havia ais, havia uis, havia sai daí que agora é minha vez, e olha ele pai! E eu, de camarote, sorria, me deliciando. Lavou bem a orelha filho? Ai pai, meu olho! Enxuga bem no meio dos dedos. Deixa eu ver atrás da orelha. Ai!
Quando estavam todos vestidos e cheirosos, meu filho pediu para eu secar os cabelos da criançada, e plugou o secador na tomada ao lado do sofá onde eu tinha sentado para ler.
Terminada a tarefa, dei graças aos céus por serem só três cabecinhas molhadas. Era o meu limite. Os cabelos da pequena, além de longos, finos e loiros, são cacheados. Bastaria um deslize para que eu perdesse pontos preciosos da sua confiança.
Entrei no quarteto, no meio de nova execução, quando fui à saleta de televisão onde se acomodavam para ver um filme, com o pai. Não demorou para eu perceber que a melodia resultante era bem diferente da que eu ouvira antes, vinda do banheiro. Saí de cena para testar e percebi que a melodia recobrava a harmonia original.
Tomei então a decisão de conter meu instrumento. De hoje em diante vou tocar mais baixinho, acompanhando mais do que solando. Quem tem ensaiado junto todos os dias, ano após ano, tem maestria do conjunto. Eu não. Sei que toco bem, sem falsa modéstia, mas no conjunto, sem ensaio, faço apenas o que posso, e de improviso, no momento da apresentação. Nunca tinha olhado para nós mesmos, através dessa lente. Gostei. Não posso dizer que vejo mais, mas seguramente vejo melhor.
Quem disse que vovós e vovôs não ouvem e não vêem bem?
Pense nisso, e até a semana que vem.


Maria Lucia Solla é professora, terapeuta e autora do livro “De bem com a vida mesmo que doa”, lançado pela editora Libratrês. Aos domingos, está neste blog com textos sobre o cotidiano

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Laura Finocchiaro canta Mário Quintana, no CBN SP

O poeta Mário Quintana terá seus versos cantados por Laura Finocchiaro, gaúcha que há mais de 20 anos mora em São Paulo. Neste sábado, a cantora conversou com Fabíola Cidral, no CBN São Paulo, e, pela primeira vez, mostrou em público o trabalho que pretende lançar no segundo semestre.

Aproveite a entrevista e conheça a música inédita de Laura:



Laura Finocchiaro estará no Centro Cultural São Paulo neste domingo, às seis da tarde (saiba mais em nota deste blog do dia 15/06)

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Denúncia de corrupção na Subprefeitura da Sé

Acompanhe trecho da reportagem da Folha de São Paulo sobre o diálogo entre o vice-presidente da Associação Brasileira de Bingos e Jaques, intermediário de suposta propina paga a fiscal da Subprefeitura da Sé para manter casas de bingo abertas. A conversa teria ocorrido em 9 de fevereiro deste, às 3 e 15 da tarde.

"E o tiule para dar pra esses putos?", pergunta Jaques - tiule é a gíria de cadeia e de travesti para designar dinheiro.
"Ah! Manda vir pegar, né?", responde Tobal. Ele diz que o pagamento era para o despachante Jaques.
Na conversa, Jaques avisa Tobal que um determinado bingo pode voltar a operar -a Folha apurou que se trata do Sampa Bingo, na avenida Ipiranga, área sob a jurisdição da Subprefeitura da Sé: "O que foi conversado foi a nível de subprefeitura. Você derruba as paredes, eles não vão mais te incomodar", conta Jaques.
A parede derrubada era a que havia sido erguida pela subprefeitura em 8 de fevereiro porque o bingo desrespeitara a ordem de fechamento. A conversa gravada pela PF foi no dia seguinte. O lacre definitivo do bingo só ocorreu em 27 de abril, 77 dias depois da conversa.
Logo em seguida, ele cita o preço do negócio: "Ficou 30 cruzeiros!", um valor que policiais acreditam ser R$ 30 mil.
"Puta vida! É muito! Duas de dez eu topo", propõe Tobal. "Eles tinham pedido 50, bicho, nós que quebramos para 30", rebate Jaques.
Tobal quer saber quem autorizaria a abertura: "Reginaldo", responde Jaques.
Há pelo menos três Reginaldos na Subprefeitura da Sé. O mais graduado na hierarquia do órgão é Reginaldo José Fazzion, supervisor de fiscalização.

Como não seria recomendável aparecer na subprefeitura, Tobal indica uma pessoa para fechar o negócio -Willian Rossi. "Esteja lá na subprefeitura do centro e aí você vai encontrar com o rapaz, depois você vai com o Willian lá no bingo e pega os valores, tá bom?", ordena. Segundo Tobal, Rossi é o dono daquele bingo.


Mais informações:http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1606200701.htm


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CBN São Paulo: Ouvintes-internautas com a palavra

Os caminhos abertos para pessoas com deficiência física foi um dos temas debatidos no CBN São Paulo, nessa sexta-feira, que foi apresentado do estúdio montado na Conferência Internacional de Empresas e Responsabilidade Social, promovida pelo Instituto Ethos, no Hotel Transamérica. Participaram o consultor João Ribas e Priscila Neves, que falaram sobre o trabalho desenvolvido na Serasa, a vereador Mara Gabrilli (PSDB), que relatou ações adotadas na cidade de São Paulo, e o fotógrafo e cineasta Renato Freitas, que está com mostra em São Paulo e atua em defesa de crianças com AiDS (veja mais sobre ele neste blog)

O estúdio itinerante da CBN foi adaptado para atender as pessoas com necessidades especiais, uma medida que será adotada em todos os locais em que a emissora montar sua estrutura (veja foto)




Durante o debate alguns ouvintes-internautas também deram sua opinião sobre o tema. Acompanhe:

“Tenho uma filha cadeirante, 22 anos, formada em pedagogia com habilitação em educação infantil na PUC-SP. Ela procura trabalho em escolas ou estágio, desde o 3o ano, e não consegue. As escolas pequenas não tem estrutura; as grandes, nem chamam para entrevistas. Há casos de escolas que quando a vem na cadeira de rodas, falam: “chiiiiiiiiiiiiiiiii, como voce vai cuidar das crianças ?” Ela foi voluntária de uma creche por cinco anos. Quando se formou e cogitou a possibilidade de ser contratada, ouviu : “Não é possível...”. Além de concursos, que chances ela tem ? Como conseguir ser pedagoga ? A inclusão melhorou muito para alunos, mas professores ?" (Magali Camargo).

“Meu pai tem paralisia infantil, porém a vida toda ele trabalhou. Numa época, ele trabalhava à noite, noutra era de dia, saía de casa às quatro da manhã. Lembro que ele sempre sofreu discriminação, "o aleijado”, o “manquinha”, entre outros, porém levantava a cabeça e ia em frente. Ao meu ver, sempre achei que deficiente é aquela pessoa que não procura o que fazer da vida e que, simplesmente, fica esperado pela caridade dos outros, pois quem quer algo de bom em sua vida tem que correr atrás." (André Luís)

“Eu gostaria de aproveitar a oportunidade para denunciar as montadoras que, de acordo com a lei, deveriam montar os carros para deficientes conforme as necessidades exigidas pelos laudos e pelo próprio DETRAN. Porém, se for exigido um carro com câmbio automático as mesmas só nos oferecem carros não populares. Até o ano passado, a GM fabricou o Corsa 1.6, agora nem sob encomenda ou por necessidade. Não é estranho? Nos carros mais caros podem ser instalados e para qualquer tipo de pessoa, mas para nós que necessitamos não é possível“ (Elias Moura)














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A redenção pelo sexo e pela religião na cidade triste

Por Wellington Ramalhoso

Sabe aqueles relatos de sexo, confissões entre amigos, entre amigas, textos em revista, na internet? Muita autocensura, não é? E muito exagero também, não é? São os relatos mais imprecisos que existem. Ou é muito mais ou é muito menos do que aquilo que contam. E quando se faz tanta questão de relatar um bom sexo é porque, na média, as coisas não vão ou não iam muito bem. O mais provável é que as coisas realmente não sejam tão espetaculares, assim como não é tão garantido o passaporte para o paraíso.

Não era sobre isso que eu ia falar, mas sei lá por qual motivo isso me veio à cabeça.

O que queria dizer é que atravessaram as pontes e viadutos da Cidade triste, lotaram os ônibus e os trens, fecharam as ruas. Milhões... E não era pra trabalhar. As avenidas foram tomadas pela multidão. Ou melhor, por duas multidões. Multidões furiosas, ávidas pela chance de se manifestar. E não era pra derrubar ou formar governo, não era pra comemorar título nem pra cortejo fúnebre.

As multidões não se encontraram. Uma celebrou a religiosidade no feriado de quinta-feira, Corpus Christi, e a outra celebrou a liberdade sexual três dias depois, no domingo.

Assim tem sido nos últimos tempos na Cidade Triste. As duas multidões crescem a cada ano como se houvesse uma competição entre elas. Mas não duvido de que existam os que participem das duas celebrações. Assim como há os que participam mesmo sem um vínculo forte com as causas em questão.

A marcha evangélica e a parada gay se popularizam, tornam-se tradicionais. Viram um colosso, como tudo na Cidade Triste. Cidade livre? Cidade celebrada? Cidade ainda triste.

Nenhuma das multidões hasteou a faixa “Basta de corrupção!!! Prisão aos criminosos do colarinho branco!!!”. Nem a “Chega de desigualdade e miséria” nem a “Estatizem tudo” nem a “Privatizem tudo”. Nem mesmo se viu a faixa “Moradia já, Saúde agora, Educação imediatamente”. Nem ao menos a trivial “Justiça!” foi carregada.

As multidões não gritaram pela restrição aos carros nem por mais investimentos em transportes para a melhoria da circulação pela Cidade Triste. Não clamaram pela limpeza dos rios nem pela construção de mais parques. Não bradaram contra a violência dos bandidos e da polícia. Não urraram por mais lazer e espaços públicos.

Mas o que significa mesmo ler nas entrelinhas? O que dizem e pedem, então, as multidões em suas espetaculares marchas pela Cidade Triste? Pedem respeito à sua fé e à sua orientação sexual? Sim, pedem. Pedem porque carecem de espaço público e liberdade, carecem de festa e lazer.

Não é de admirar que a religião e o sexo impulsionem as maiores manifestações populares da Cidade Triste. As multidões pedem respeito porque, conscientemente ou não, sabem que a religião e o sexo são dois dos últimos refúgios onde se abriga o indivíduo que se vê num ambiente violento, restritivo, insalubre e deplorável.

“O mundo é bárbaro e corrupto, mas Deus me conforta, tenho orgulho disso e me deixa orar, irmão!” “O mundo é desigual e miserável, mas o sexo me redime, tenho orgulho disso e me deixa pelo menos trepar!”

Não é tão simples assim, mas o mundo é amargo mesmo e o que é ruim fica pior e monstruoso na Cidade Triste, megalópole mal-amada do terceiro mundo (ou quinto?). A cidade toda é uma grande Carençolândia*.

Talvez isso seja uma nova configuração de tradições. A marcha evangélica vai ocupando o lugar das celebrações católicas e a parada gay deixa na poeira o Carnaval da cidade sem-Carnaval. Tudo ampliado e mais agudo dentro desse caldeirão traiçoeiro.

E o tempo foi passando, o texto foi acabando e não consegui arrumar uma explicação para aquele começo. Deixa ele lá.

*Expressão criada pelo jornalista, escritor, ator e compositor Xico Sá.


Wellington Ramalhoso é jornalista da Rádio CBN, tem talento nas letras e texto postado em www.jornalirismo.com.br

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Laura Finocchiaro para embalar o fim de semana

Prá pensar nos prazeres do fim de semana, ouça a música de Laura Finocchiaro que apresenta seu novo show "Amor Absoluto", neste domingo, dia 17, no Centro Cultural São Paulo, na rua Vergueiro, 1000, às seis da tarde.

Laura é destaque, também, do CBN São Paulo deste sábado, apresentado pela Fabíola Cidral, a partir das 9 horas.

A música é Link de Laura e Leca Machado:



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Metrô x Serra x Justiça. E nós com isso ?

O metrô parou e o bode expiatório do governador de São Paulo José Serra (PSDB) foi a justiça do Trabalho. Para Serra foi a demora na ação do TRT que levou o caos a cidade na quinta-feira. A vice-presidente Judicial do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 2ª Região (SP), juíza Wilma Nogueira de Araújo Vaz da Silva devolveu a crítica.

Este blog foi buscar a opiniao de quem sabe das coisas e publica a opinião do presidente do Instituto Brasileiro Goiovanni Falconi, Walter Maierovitch, comentarista do quadro Justiça e Cidadania, que vai ao ar na CBN, terças e quintas, logo após as 11 da manhã.

Leia e participe desta discussão:

Jogo do Empurra.

“Empurrar” responsabilidade para terceiro a fim de não “queimar o filme” com os eleitores é comum nos políticos, em especial quando estão em cargo de chefia de poder de estado: presidente, governadores, prefeitos.

Depois da trapalhada que motivou a grave na USP, o governador Serra fez de tudo, --até inusitado decreto declaratório--, para “tirar o corpo”. Jogou todas as fichas no diversionismo, para atribuir falta de causa à parede. Na greve do metrô, foram meses de negociações sem que o governador Serra trabalhasse com a previsível hipótese de greve.

Mas, se nos políticos, especialmente nos carreiristas, é hábito procurar transferir responsabilidades, parece que essa reprovável postura começou a fazer escola na Justiça.

A juíza Wilma Nogueira de Araújo Vaz da Silva, vice-presidente do TRT, agarrou-se em interpretação particular do código de processo para tentar justificar seu atraso em decidir questão de máxima urgência.

Questão urgente, quer jurídica quando médico-hospitalar, exige rapidez e consciência. A melhor interpretação do código, em atenção ao que o romanos chamavam de “periculum in mora” ( perigo na demora), é de até 5 dias. Conforme o caso, em minutos ou poucas horas. No caso da juíza Wilma, como ensina a sabedoria popular, “era para ontem”, ou seja, um dia antes da greve.
Quanto ao mais, a juíza esqueceu que o Judiciário é chamado para decidir questões da “polis”, ou seja, políticas: da cidade, do cidadão, do estado, dos partidos e quejandos.



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Cidade Limpa: empresa ganha da prefeitura na justiça

Depois de uma seqüência de derrotas, uma empresa de publicidade externa consegue vencer a prefeitura de São Paulo na Justiça e garantir a permanência de seus anúncios na cidade. O juiz Marcelo Sérgio da 2ª Vara da Fazenda Pública deu razão a reclamação da Publitas Mídia Exterior Ltda considerando a administração municipal incompetente para impedir o exercício da função de empresa regularmente constituída.

Justificou assim o juiz em parte da sentença publicada no Diário Oficial:

"Todos nós sabemos, sobretudo em época de torrenciais chuvas, que as embalagens plásticas (PET) causam grande poluição nos rios que cortam o Município. Poderia, então, com vistas à proteção do meio ambiente e precaução contra enchentes, proibir, no território municipal, a fabricação dessas embalagens? Ou seja, no exercício de sua competência, deve a Municipalidade zelar para que a mídia externa não venha a causar prejuízo ao meio ambiente, e não, por incapacidade fiscalizatória, coibir a atividade econômica".

A prefeitura ainda pode recorrer da decisão.

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Denúncia de exploração infantil, em Minas, dá prêmio à CBN

Empresas mineradoras da região de Ouro Preto, em Minas Gerais, usam mão-de-obra infantil na coleta da pedra-sabão ou rocha de talco, como também é conhecida. Este material serve de base para o artesanato produzido na localidade de Mata dos Palmitos e conhecido em todo o Brasil. A repórter Luciana Marinho denunciou o crime que é cometido contra as crianças do lugar em uma série de reportagens que foi ao ar no CBN São Paulo.

Nesta quinta-feira, "Crime e Responsabilidade na Era da Pedra-Sabão" recebeu o prêmio Ethos de Jornalismo, na categoria rádio.

Vale a pena reservar 10 minutos do seu dia para ouvir esta reportagem:



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Fotógrafo brasileiro flagra "corpo e alma" em mostra

"Estimular o observador à discussão existente entre a matéria e o espírito" é o objetivo do trabalho inédito apresentado pelo fotógrafo e cineasta Renato Freitas, em São Paulo. Vivendo em Nova Iorque, Freitas traz para o público brasileiro uma técnica especial desenvolvida sem recurso digital. A mostra "Body & Soul" está no Cultural Blue Life, na avenida Brasil, 298, de segunda a sexta, das 10h às 19h, até o dia 7 de julho.

Renato Freitas participou do CBN São Paulo, desta sexta-feira, apresentado da Conferência Internacional de Empresas e Responsabilidade Social, no Hotel Transamérica. Admire, neste blog, duas das fotografias que fazem parte da mostra. Mais informações acesse www.renatofreitas.com.

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Confira o trabalho do fotógrafo e cineasta Renato Freitas que está, ao vivo, no CBN São Paulo:



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Confira o trabalho do fotógrafo e cineasta Renato Freitas que está, ao vivo, no CBN São Paulo:



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Caia fora da Paulista

Estudantes e funcionários da USP vão arrumar sarna para se coçar. Nesta tarde, 14 horas, plena sexta-feira, com a cidade ainda complexada pelos mais de 170 km de congestionamento provocados pela greve no metrô, eles farão protesto na avenida Paulista.

Manifestação daquelas para deixar o mais esquerdista dos paulistanos irritado.

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Rei do brega-erótico critica Marta Suplicy

O cantor Wando, conhecido pelas músicas de conteúdo erótico e conquistador barato, criticou a ministra do Turismo Marta Suplicy pelo "relaxa e goza". Para ele, que foi flagrado pelo jornal O Globo desembarcando no aeroporto Santos Dumont, no Rio, "as mulheres bem-amadas gostam de chegar cedo em casa ... a ministra parece não ter necessidade de cumprir horários".

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CBN SP está em seminário de responsabilidade social

Ações para facilitar o deslocamento dos paulistanos e o trabalho cultural ligado ao tema da responsbilidade social, são dois dos temas que estarão sendo tratados no CBN São Paulo desta sexta-feira. O programa será apresentado, ao vivo, do estúdo da rádio CBN, construído no Seminário Internacional de Empresas e Responsabilidade Social, promovido pelo Instituto Ethos, no Hotel Transamérica, na zona sul da capital.

A vereadora Mara Gabrilli (PSDB) e o antropólogo João Ribas falam se é possível fazer de São Paulo uma cidade acessível à sua população. O fotógrafo e cineasta Renato Freitas chegou de Nova Iorque e conversa com os ouvintes sobre o trabalho inédito que apresenta na capital.


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Miséria gera alta incidência de hepatite no nordeste

A pobreza extrema e a falta de investimento em saneamento levam a população do nordeste a ter alta incidência de hepatite A. Lá, 38% das crianças de 5 a 9 anos, contraíram a doença; entre 10 e 19, o índice passa para 55%.

A hepatite é conhecida por ser a doença silenciosa. Calcula-se que 90% dos brasileiros com mais de 20 anos podem ter sido expostos ao vírus. A maioria convive com a doença sem saber. A pesquisa desenvolvida por faculdades federais quer descobrir quem são estes brasileiros.

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Censo da hepatite dá com nariz na porta

O início do "Censo da Hepatite" frustrou os organizadores em São Paulo. A equipe formada por oito profissionais de saúde se deparou no primeiro dia de visita com problemas típicos das grandes cidades: medo da violência e desordem urbana. No bairro de Pinheiros, uma das 60 áreas escolhidas pelos pesquisadores, a primeira casa visitada não abriu a porta. O morador disse que nunca havia ouvido falar do censo e se negou a participar. Na segunda, o que deveria ser uma casa, segundo dados do Censo Demográfico do IBGE, já havia se transformado em loja de equipamento de reabilitação. A partir desta sexta, vão mudar a estratégia para dar continuidade a pesquisa que se iniciou no nordeste e já passou pelo centro-oeste e Distrito Federal.

Pesquisadores da USP vão coletar os dados na capital paulista. Os moradores devem responder a um questionário sobre os hábitos da família, informando, por exemplo, se passaram por transfusão de sangue. Depois, a equipe vai coletar amostras de sangue de todos os integrantes da família e enviar para análise no Instituto Adolpho Lutz. Se der negativo, uma carta será enviada, qualquer problema detectado fará com que a família volte a receber a visita do agente de saúde.

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  PERFIL
   
 

Mílton Jung é jornalista, âncora do programa CBN São Paulo e autor dos livros "Conte Sua História de São Paulo" e "Jornalismo de Rádio".

e-mail:
milton.jung@cbn.com.br

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