Espanha discute lei mais dura contra menor infrator
De Madri
Quatro anos após o assassinato brutal de Sandra Palo, um dos autores do crime, Rafael Garcia, deixou o centro de internamento de menores. Legalmente, Rafita, como é conhecido, continuará submetido ao regime penitenciário mas permanecerá livre, necessitando atender apenas algumas exigências previstas na lei que trata de crianças e adolescentes infratores.
A notícia por mais brasileira que pareça está nos jornais espanhóis, provocada pela ação dos pais da menina Sandra Palo raptada, violada, atropelada e queimada por seus assassinos em um crime que chocou a Espanha, em 2003. Eles foram para a frente do centro de internamento para assistir à liberação do rapaz em mais uma atitude com o objetivo de chamar atenção da opinião pública para a necessidade de revisão na legislação.
Os pais de Sandra têm sido incansáveis na mobilização da sociedade espanhola para que o debate, jurídico e social, se aprofunde e medidas eficazes sejam adotadas pelo governo.
Aqui, eles também procuram uma fórmula conciliadora entre os que pedem maior rigidez na punição a estes menores de idade e os que alertam para o alcance que deve ter as medidas de reabilitação.
Caminhe para o lado que for, a Espanha, assim como o Brasil, deve rever o código que pune crianças e adolescentes infratores no sentido de não lhes fazer perder a noção da violência cometida e impedi-los de repetir estes atos.
Os espanhóis, assim como os brasileiros, estão preocupados com o aumento no consumo de cocaína, principalmente após a divulgação de dados da ONU que coloca o país no topo da classificação mundial. Segundo editorial do jornal ABC, de Madri, o número de usuários menores de idade se multiplicou por quatro nos últimos dez anos.
O inusitado está na fórmula encontrada pela ministra espanhola da Saúde, Elena Salgado, que apresentou um programa estratégico, aplicável até 2010, para reduzir o consumo de cocaína, aumentar a percepção de risco, retardar a idade de início do contato com a droga e melhorar o atendimento as pessoas viciadas.
A ministra pretende, por exemplo, que os garçons vigiem o uso da droga nos bares e discotecas, transformando-os em espécies de “soldados da moral e dos bons costumes”. Incluem-se neste “exército” os donos dos estabelecimentos que passariam a controlar seus clientes. Há intenção, ainda, de distribuir certificados de “centros sem droga” para aqueles locais em que o consumo tenha sido, comprovadamente, eliminado.
Que a sociedade tem responsabilidade a assumir, não há dúvida, mas transferi-la a garçons parece ser uma ação inócua e de pouca criatividade para interromper um negócio tocado de maneira extremamente profissional
São Paulo já teve secretária de Esporte batizada Nadia Campeão e de Saúde, Roberto Baratas. Dia desses apareceu na televisão um diretor do departamento de obras de sobrenome Pontes. Se parar para pensar você lembrará de outros exemplos de pessoas com nomes associados ao destino. O argentino Walter Duer teve paciência, relacionou os casos e lançou “Marcados por el destino: Cuando la Vocacion te Llama por tu Nombre”.
O livro é citado na crônica do médico-escritor Moacyr Scliar que confessa colecionar nomes que condicionam o destino. No trabalho do argentino Duer descobre-se o caso do general romeno chamado de Nicolai Militaru, do chapeleiro que atende pelo nome de A.Cabezas, do médico Fernando Cura e do advogado Eduardo Leyes.
Álvaro Trigo é ministro da Agricultura do Uruguai, Carlos Vaquer comanda a Sociedade Rural, enquanto Diego Buraco está à frente da Câmara de Construção da Argentina.
Roupa entra e sai de moda. A cintura desce, a barra sobe, e a gente cresce nisso e se acostuma. Dança também. Um andamento mais rápido ou mais lento, e com apenas sete notas, o mesmo tanto de pecados capitais, faz-se milagre na cadência. Junta daqui, espicha dali e haja imaginação para dar nome ao resultado, na música e no pecado. A quadrilha, por exemplo, aquela da contradança, nasceu na Inglaterra, por volta do século XVIII, pra tirar sarro do povo e animar os grandes salões da nobreza. Posso apostar que a razão primeira era que, das janelas do palácio, a corte olhava e sentia uma pontinha de inveja dos folguedos populares. Como não podia simplesmente copiar, confessando que gostava, fingia que arremedava, quando na verdade se esbaldava. Foi glamurizada quando chegou à França e acabou desembarcando aqui, com os mesmos propósitos europeus, na bagagem da aristocracia e de não tão aristocráticos invasores. Uma vez instalada e aclimatada deu início à zombaria, só que o destino da quadrilha, que ironia, na falta da nobreza que não vingou aqui na terra onde (quase) tudo dá, foi descer a escadaria do palácio e cair no colo do próprio povo. Esse, sem saber, ria de si mesmo, mas acabou por condená-la a um único mês que nem trinta e um dias tem. A quadrilha brilhava, então, em festa junina, fazendo troça de roupa reformada, de botina velha e de chapéu de palha. Era bigode falso, vestido de noiva remendado, e padre de faz-de-conta. Mas o tempo foi passando, a moda foi mudando, e a quadrilha, como era de esperar, cansou da roça. Sentiu saudade do cenário suntuoso e do requinte dos idos tempos e resolveu galgar de novo os degraus palacianos. Nobreza, como bem sabemos, já não havia, mas a quadrilha exigiu roupa de grife, perfume importado, peruca, botox e bigode bem cuidado. Zombeteira, vaidosa e gananciosa que é, decidiu alojar-se onde o discurso é bonito e onde se faz conta tão bem que só se erra quando convém. Já assimilara trejeitos tropicais, mas descartou milho cozido, pé de moleque e quentão e passou a caviar, vinho importado e camarão. Ditou moda e ficou. Soberana! Hoje os nada nobres - apesar de excelências - que povoam palácios, não dançam mais. A quadrilha, seguindo a moda, mudou, e como o solo aqui é fértil, ramificou. Em nova formação ganhou tentáculos e deixou o ritmo pra lá. Pena que da alegria da festa junina tenha sobrado tão pouco. Nela a dança rolava solta num tablado ao rés-do-chão e a gente assistia aplaudindo, comendo e bebendo quentão. Hoje é a quadrilha que se refestela. Mantém a tradição e ainda zomba do povo, só que agora, quem dança? Nós. Hoje, haja imaginação pra dar nome ao resultado, na dança e no pecado. E a gente cresce nisso e se acostuma. Pense nisso, e até a semana que vem.
Maria Lucia Solla é professora, terapeuta e autora do livro “De bem com a vida mesmo que doa”, lançado pela editora Libratrês. Aos domingos, está neste blog com textos sobre o cotidiano
O jovem Gabriel Kwak pensava no seu trabalho de conclusão de curso quando decidiu relatar a história de dois ícones da política brasileira e, em especial, paulista: Jânio Quadros e Adhemar de Barros.
Entrevistou mais de 100 pessoas. Conversou com políticos e jornalistas, pesquisou até onde seu esforço permitiu e do trabalho bem acabado surgiu o livro “O Trevo e a Vassoura”, lançado pela editora “A Girafa”.
O conheci autografando na Praça Benedito Calixto no projeto “Autor na Praça”. Quem o vê ainda com cara nova tem dúvidas sobre o que teria lhe interessado tanto na história desta turma do passado.
Reproduzo aqui trecho do livro, um tira-gosto para que você entenda, desde já, os bons motivos que levaraqm Kwak a esta experiência:
“Jânio Quadros queria que Carlos Lacerda, o homem que havia precipitado o seu gesto ingênuo de renúncia, escrevesse um manifesto de homens públicos com direitos politicos cassados. O espevitado ex-presidente fez essa proposta ao veterano jornalista Luiz Ernesto Kawall, muito ligado a Lacerda, na missa de sétimo dia do empressário Ciccilo Matarazzo.
Dias depois, Luiz Ernesto esteve com Lacerda no Rio de Janeiro, na editora Nova Fronteira, de propriedade do ex-governador da Guanabara, e tocou no assunto. O Corvo cortou:
- Esse é um traidor da patria. Eu nunca mais quero falar com esse f.d.p !
Oito dias depois, Carlos Lacerda faleceu na Clínica São Vicente. Jânio, então, declarou à Folha de S. Paulo que o falecido tinha sido “o culpado da sua renúncia”. Luiz Ernesto contra-atacou, plantando na coluna “Painel” do mesmo jornal as declarações sobre Jânio que ouvira de Lacerda, dias antes.
Dias depois, Luiz Ernesto foi a um vernissage de Paulo de Tarso Santos em A Galeria, na Rua Haddock Lobo, nos Jardins, São Paulo. Lá encontrou Jânio QUadros, em companhia de Fernando Mauro Pires da Rocha e Roberto Cardoso Alves. Quando viu o jornalsita, o ex-presidente teria pedido o fair play e saído em disparada em sua direção. Fora de si, chamou Luiz Ernesto às falas:
- Foi você que me chamou de traidor da “Folha”? - Eu não. Foi o Lacerda.
Sacudindo um copo na direção de Luiz Ernesto, Jânio ameaçou:
- Mentira ! Vou esmagá-lo !
Luiz Ernesto não se intimidou e ainda arremedou o estilo do homem da vassoura:
- Esmaga-lo-ei primeiro, presidente !
Se não fosse a entrada em cena da “turma-do-deixa-disso” , a noite acabaria em prejuízo para um dos dois galos de briga. Abreu Sodré, no entanto, queria que o episódio, verdadeira cena de opera-bufa, tivesse outro desfecho. O ex-governador disse a Luiz Ernesto:
A Saldanha Marinho tem algumas coisas estranhas. Já falei dela na crônica “É Hoje” (se tiver interesse vá até o arquivo aí ao lado), na qual descrevo minha caminhada ao estádio Olímpico. Mas nunca citei a história da sua banda, que hoje mudou de lugar mas mantém o nome da rua; das casas de umbanda que se avizinhavam da minha; ou da Nega Lu, pai-de-santo-gay, gente boa, de voz potente e verve afiada, já falecida. Virou purpurina diriam os amigos próximos. Guardo estas curiosidades para outros bate-papos do blog.
Hoje quero me ater a um personagem que ganhou destaque mais recentemente, na Saldanha: Mauro Castro. O conheci pessoalmente nestes dias de Porto Alegre. Seu trabalho, no entanto, já havia sido apresentado a mim através de meu irmão que tem em casa o livro “Taxitramas”, lançado pela Editora Sulina. Aliás, tinha. Pois foi parar na minha mala.
Quando liguei para o “Ponto da Saldanha” e chamei o táxi, torci para que fosse ele o motorista. A sincronicidade – coisa inventada pela família Jung - me ofereceu a chance de reconhecê-lo dentro do Fiat Mille cor laranja (como todos os táxis que circulam em Porto Alegre) que parou diante da minha casa. Mesmo com a imagem obscurecida por trás do pára-brisa o rosto marcado pelo bigode e barbicha e a cabeça liberada de cabelos me eram familiares. Já tinha visto Mauro Castro em foto reproduzida no livro escrito por ele há um ano.
“Já está na segunda edição”, falou com orgulho o autor das crônicas que começaram a ser escritas há quatro anos no jornal Diário Gaúcho. O convite partiu de um de seus passageiros, editor do jornal, que após ouvir seus casos sugeriu-lhe uma coluna, aceita de bom grado.
Lendo as demais crônicas descobre-se que no banco ao lado de Mauro Castro já andaram Luis Fernando Veríssimo e Moacyr Scliar. Sujeito de sorte este, não !
Mauro transferiu os textos do Diário para o blog Taxitramas (http://www.taxitramas.blogger.com.br/) que leva o simpático subtítulo: “Taxistas são terríveis: reparam em tudo. Alguns ainda escrevem na internet”. Lá, como no jornal, descreve situações do cotidiano, daquelas que muitos de nós podemos ter passado, mas que apenas os homens de boa visão são capazes de enxergá-las como histórias a serem contadas.
No pouco tempo da corrida, entre a Saldanha e a José de Alencar, onde fica o Hospital Mãe de Deus, tive oportunidade de tirar-lhe algumas informações. Soube, por exemplo, que o segundo livro vem aí; que nunca havia escrito nada antes do convite do jornal; que leu pouco até a provocação do jornalista; que gosta mesmo é de ler crônicas; que não se considera escritor, apesar de muita gente o reconhecer como tal; que as corridas não aumentaram após ter escrito o livro; que “esse negócio de escrever livro não dá dinheiro, dá prazer”; e que andar de táxi em Porto Alegre é muito barato.
Com pouco mais de R$ 5,00 conheci um personagem famoso da Saldanha, fiz uma entrevista, cheguei no meu destino e “ganhei” o direito de reproduzir uma das crônicas assinadas por Mauro Castro:
“O Panfleto Sobre o Painel”
A passageira pediu que eu a ajudasse a colocar sua mãe no carro, uma senhora idosa, que caminhava com dificuldade. Depois de algumas tentativas desastradas de levar a velhinha até o táxi, pedi licença e peguei-a no colo. Ela era miúda e não foi difícil. Acomodei-a no banco da frente, ajustei o cinto e fomos embora.
A mulher ia no banco de trás, falando pelos cotovelos, enquanto a velhinha, sua mãe, corcunda, com a cabeça projetada a frente, agarrada na alça da porta, ia ao meu lado, muda. Tudo transcorria bem, até que uma rajada de vento atingiu o painel do carro.
Os motoristas da noite costumam receber panfletos de casas noturnas – elas oferecem comissão aos taxistas que levam passageiros até seus estabelecimentos. Em geral, são casas de prostituição de luxo. Os papeluchos trazem fotos de belas mulheres com pouca roupa e nenhuma vergonha. Meu motorista da noite sempre tem alguns destes panfletos sobre o painel do táxi, para mostrar a clientes em busca de diversão.
Naquele dia eu tinha um livro do português António Lobo Antunes, sobre o painel. Além de excelente leitura, ele ajudava a ocultar os tais panfletos indiscretos. Isso até aquela lufada de vento trazer à tona um folheto com a foto de uma morena arrasa-quarteirão, nuazinha da Silva. O papel fez uma pirueta no ar e parou em pé, preso entre o livro e o painel, bem em frente à velhinha !
O susto foi tamanho que ela teve de segurar a dentadura, que já lhe escapava pelo queixo caído. Sua filha precisou socorrê-la com uma bombinha para a asma, enquanto eu sumia com o panfleto e me desmanchava em desculpas.
No fim da corrida, quem diz que ela me deixou pegá-la no colo ?
O texto é do deputado Paulo Pimenta (PT-RS) que caiu na vala comum dos serviços de atendimento das empresas que atuam no Brasil e decidiu incluir o tema na sua pauta no Congresso Nacional. As dificuldades enfrentadas pelo parlamentar fazem parte do cotidiano do cidadão. Você que lê este blog já deve ter passado por situação semelhante:
“Durante os últimos dias, em função de ter permanecido imobilizado por conta de um acidente que sofri, aproveitei para tentar pôr em dia alguns assuntos pendentes. Foi aí que começou meu martírio: o massacre do teleatendimento.
Primeiro, foi a tentativa de resolver o problema de um ponto da TV a cabo. Após identificar um telefone 0400, a única forma de acesso do cliente à empresa, fui obrigado a repetir o mesmo procedimento cerca de 20 vezes. Uma a uma, as ligações eram concluídas com uma voz educada que anunciava o mesmo veredicto: "Repita sua operação, por favor, e faça contato com outra das nossas atendentes".
"Seu código, seu CPF, por favor, seu endereço, nome completo, um momento, por favor, mais um momentinho, senhor, seu protocolo de solicitação de mudança de ponto, mais um momento. Obrigado por aguardar, o senhor está ligando para reclamar que a visita agendada não ocorreu. Não é comigo, senhor. Aqui é agendamento de visitas e não reclamações de visita não cumprida. Repita a operação, obrigado, senhor".
Liguei novamente e repeti tudo, código, CPF, endereço... e, no final, o veredicto era o mesmo: "O senhor deseja agendar uma nova visita, aqui tratamos somente reclamações de visitas agendadas e não cumpridas. Repita a operação e procure outra de nossas atendentes". E lá ia eu ligando novamente, repetindo tudo de novo até conseguir agendar a famosa visita para dia 1° de junho. Nem preciso dizer que não apareceu ninguém e muito menos me ligaram. Não sei se todos vocês sabem, mas as ligações são pagas pelos clientes. Ou seja, as pessoas pagam para serem desrespeitadas.
Pior foi quando resolvi cancelar um número de celular. Caí num 0800 que conseguiu ser pior que um 0400. Confesso que não acreditei no que estava acontecendo, só mudou a voz da gravação que orientava os números a serem digitados até chegar a um atendente.
Percebi que quando eu digitava o número relativo a cancelamento de conta, me deixavam esperando até desistir. Foi quando tive a idéia de digitar o número relativo à obtenção de novas linhas. Incrível, atenderam na hora. Comprovei que era tudo planejado para que o cliente desistisse, vencido pelo cansaço, de um direito ou de um desejo qualquer.
Comecei a contar para outras pessoas o que aconteceu comigo e, pasmem, cada uma tinha uma história muito pior do que as minhas. O massacre do teleatendimento é uma epidemia que rouba o tempo, a paciência e a disposição de milhões de pessoas todos os dias. Cartões de créditos, planos de saúde e assistência técnica são mais alguns exemplos dos universos afetados por essa chaga.
Confesso que não tenho a solução. Sei que várias têm sido as tentativas de encontrar mecanismos de proteção aos consumidores. Vou me dedicar a estudar uma idéia criativa para ajudar no enfrentamento desse massacre. Se alguém tiver alguma sugestão, por favor, entre em contato conosco, pois alguma coisa precisa ser feita. Por hora, formalizarei uma denúncia na Comissão de Defesa do Consumidor e vou estudar um projeto de lei, limitando o tempo de espera nos serviços de teleatendimento”
Para chegar ao endereço do deputado Paulo Pimenta e dos demais parlamentares na Câmara dos Deputados, seja para confraternizar seja para reclamar, acesse www.camara.gov.br.
Espera-se no saguão do hospital, se aguarda na sala de emergência, se perde tempo na transferência para um quarto, se sofre diante da demora para o exame e se estressa até com o pedido no restaurante. Assim os dias de um paciente se passam.
Por que, aliás, o cidadão infortunado com uma doença qualquer é chamado de paciente ?
A colaboradora deste blog Maria Lucia Solla respondeu assim, por e-mail:
“Os médicos nos chamam de pacientes pra ver se contaminam. Mas contra isso já nascemos vacinados. Eu, ao menos, com certeza”
Foi o ouvinte-internauta Rodrigo Castelli quem fez o alerta ao enviar e-mail com o título "É verdade ?". Para tirar a dúvida cliquei no link oferecido e encontrei a informação que reproduzo abaixo:
"Extra! Extra! Extra! A polícia federal acaba de prender o jornalista Heródoto Barbeiro. O delegado encarregado da prisão disse que o jornalista vinha sendo monitorado por escuta radiofônica todos os dias da semana, entre 6 e 9 e meia da manhã: “Em várias gravações, a gente ouvia nitidamente pessoas dizendo que o âncora da cobertura “era o dotô Barbeiro, era o dotô Barbeiro”. Além do mais, em uma operação batizada de “Navalha”, necessariamente teria que haver um “Barbeiro” envolvido”. Ao entrar no carro da polícia, Heródoto Barbeiro desabafou: “Eu sou inocente. Isso tem a participação do Clésio – Dedo-Duro – Botelho...” As informações são da SEMBN – a rádio que troca a notícia".
“Como deve ser o diálogo de governantes e governados” pergunta o médico-escritor Moacyr Scliar, em uma de suas crônicas publicadas no jornal Zero Hora. No texto, lembra frases recentes de autoridades brasileiras sobre a crise no setor aéreo que causaram indignação apesar de terem sido disparadas com o intenção do bom humor.
Scliar faz a pergunta em tom de auto-provocação, já que ele próprio oferece as respostas. Diz que, em primeiro lugar, governante tem de falar sério. E ressalta o fato de o brasileiro ser brincalhão, mas não querer brincadeiras de seus líderes.
Tem um segundo argumento: o povo não quer comentários, esperam de seu governo “soluções objetivas, rápidas, precisas e eficazes”.
A tentação da brincadeira, da frase bem humorada e da piadinha de oportunidade já deixou muita gente de saia justa, não apenas governantes. No setor corporativo até hoje os homens escorregam em gracinhas sobre as mulheres durante uma reunião, na maioria das vezes com a mesa cercada ou comandada por elas.
No almoço de domingo, quem nunca deixou escapar maledicências sobre solteironas diante daquela tia que até hoje está a procura de marido; ou fez voz afeminada em imitação barata de um gay no dia em que o tio enrustido foi visitar os sobrinhos; sem falar das bolas-fora quando a turma parte para as piadas étnicas e esquece a presença do amigo judeu.
O discurso politicamente correto, as escolas de “marqueteiros“ e os treinamento de mídia limitaram muitas dessas gafes que fazem parte do anedotário nacional, mas não foram sucientes para eliminá-las do pensamento do cidadão. Por isso, escapam no primeiro descuido e podem gerar constrangimento de toda ordem.
A única vantagem mesmo é que ao se assistir a um autoridade nesta situação tem-se a certeza de que pelo menos naquele instante não estão sendo hipócritas. Dizem a verdade, falam o que pensam, sem cerimônias e sem vergonha, sem-vergonha.
Para Scliar “há um sentimento de que, sem seriedade, os problemas do país não serão resolvidos”. Eu acrescentaria que sem sinceridade, também não. O Brasil seria melhor se as pessoas dissessem o que realmente pensam. Com certeza não continuaríamos sendo enganados por aparências construídas em laboratório e tornaria mais fácil a tarefa de definir o caráter de cada um.
"Não sou candidato a prefeito", insiste em responder o ex-governador paulista Geraldo Alckmin aos repórteres que insistem em perguntar, aqui em Porto Alegre.
Não há porque duvidar. Quando todos sabiam que ele era candidato nas eleições anteriores, Alckmin usava outra frase: "eleição é em ano par, só falo sobre o assunto no ano que vem".
Portanto, o PSDB já pode começar a estudar um nome para disputar a sucessão de Gilberto Kassab (DEM), na capital paulista.
O recado e a foto são da ouvinte-internauta Camila Nerbas:
"Estive visitando a cidade de Itu no domingo,17 de junho, lugar que conheci durante a infância em uma excursão escolar. Tive uma decepção enorme com relação ao cuidado que as autoridades estão tendo na valorização da arquitetura histórica local. Algumas ruas que são destacadas pelo percurso turístico escapam deste descaso, mas muito próximo à estas, na região central mesmo, um verdadeiro crime visual provocado pela publicidade dos estabelecimentos comerciais. Sugiro com urgência que seja aplicada a Lei Cidade Limpa na cidade de Itu"
PEC é projeto de emenda constitucional, portanto proposta de lei que mexe na Constituição.. A PEC apresentada pelo deputado federal Pompeo de Mattos (PDT-RS) também pode ser conhecida como Chocadeira de Vereadores.
Se aprovada – já está na pauta da Câmara dos Deputados – cria mais 7 mil e 600 vagas de vereadores no Brasil. Permitirá o retorno de boa parte daqueles que que perderam o cargo após o corte decidido pelo Tribunal Superior Eleitoral, em 2004.
A Chocadeira de Vereadores até obrigará algumas cidades a diminuir o número de cadeiras na Câmara das atuais nove para sete. No entanto, com o cálculo proposto por Pompeo no momento em que puxar o traço e fechar as contas, o País estará pagando salário para 15% mais vereadores do que temos na atualidade.
A PEC, que deverá ser votada na primeira quinzena de julho, não afetará as grandes cidades como São Paulo, mas deve pesar muito no bolso do cidadão dos municípios de porte médio.
O país que se ajoelhou diante de Evita Peron jamais havia eleito uma governadora, tabu quebrado neste fim de semana na Argentina com a vitória de Fabiana Ríos, do ARI, para comandar nos próximos quatro anos a Terra do Fogo.
Surpreendente mesmo para nós, que já entregamos prefeituras e governos estaduais às mulheres há muitos anos, é o gesto de um homem argentino: Hugo Coccaro, que concorreu no segundo turno com Fabiana Ríos, não se limitou ao discurso de praxe reconhecendo a derrota, foi ao escritório político da adversária para cumprimentá-la pela vitória.
Macri: "Gracias a los que apostaron a la esperanza y no al miedo"
Deixo a manchete do Clarin.com em espanhol para que ninguém imagine que estejamos reproduzindo velhos textos da disputa eleitoral à presidência, no Brasil. A frase que soa parecida com a de Lula na primeira vitória é do presidente do Boca e governador eleito de Buenos Aires, Maurício Macri, líder do PRO.
No discurso que buscou marcar diferenças com o governo nacional, Macri afirmou ainda que "nossos dirigentes demonstraram que se pode fazer campanha limpa, sem agressão e sem caluniar".
São Paulo é exemplo e inspiração de reportagem do jornal Zero Hora, do Rio Grande do Sul, sobre a poluição visual. O tema provocado por um leitor ganhou duas páginas no caderno de Cultura e reproduziu uma série de opiniões que copio para você nas notas abaixo. Todos são arquitetos, cada um com seu olhar. Há quem defenda, há quem critica, mas não há indiferença. E você: o que pensa de tudo isso ?
Issao: catálogo telefônico “A cidade contemporânea é um depositário de interesses pessoais, uma terra de ninguém, uma vitrine a céu aberto, como um imenso catálogo telefônico. Há uma hipertrofia da imagem, uma gigantografia” “No primeiro momento, há uma gritaria. Depois, as pessoas se acostumam. A legislação em geral trabalha com as noções de mínimo e máximo, não com o ideal. Há uma excessiva permissividade. É nesse quadro que um prefeito totalmente desconhecido, que veio do anonimato (Gilberto Kassab, que era vice de José Serra), de um partido conservador (o recente Democratas, antigo PFL) aparece com uma vontade política de ver as coisas com outros olhos.”
“A cidade respirou, se viu aliviada. Estávamos míopes, com os olhos sujos”.
Issao Minami, arquiteto, professor da FAU-USP.
Prysthom : cidade artificial
“Um certo excesso e feiúra fazem parte da cidade contemporânea. É uma condição inevitável. Acho artificial o que foi feito em São Paulo. Talvez fossem mais interessantes programas que envolvessem a população na revalorização dos espaços”.
“Pessoalmente, achei ótimo. Em Recife, o centro histórico até que está bem preservado, mas nos chamados bairros de classe média a poluição visual é muito invasiva, muito violenta. Ali, pouco a pouco, os espaços públicos foram sendo privatizados."
Angela Prysthom, professora no Departamento de Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco, doutora pela Universidade de Nottingham (Inglaterra).
Portella: cidade clonada
"A desordem dos anúncios comerciais pode criar o que chamam na Inglaterra de "clones towns". Clone towns são cidades onde a identidade histórica e local das ruas de comércio é substituída por anúncios comerciais de franquias e lojas de departamento, cujos logotipos são conhecidos internacionalmente. Neste caso, o indivíduo perde a referência da identidade local de cada cidade e passa apenas a ter uma imagem mental de vários anúncios sobrepostos uns aos outros. Em uma visita que fiz às cidades de Alexandria e Cairo, no Egito, no ano passado, pude ter essa experiência. Nessas cidades, embora o contexto cultural seja completamente diferente do brasileiro, em muitas ruas comerciais os prédios históricos são cobertos por anúncios de franquias internacionais, sendo a situação muito similar com a que encontro em Pelotas ou Porto Alegre."
Adriana Portella, arquiteta e pesquisadora
Kiefer: cidade negada
“A cidade, hoje, é vista mais como um lugar para se ganhar dinheiro do que um lugar para se viver. As ruas deixaram de ser ruas. Há uma negação da cidade histórica, que era feita para se andar”.
Flávio Kiefer, arquiteto, UniRitter-RS. Mahfuz: cidade borrão
“É um mundo regido pelo grito. Ora, edifícios de escritórios não deveriam ficar berrando pela cidade. Edifícios de escritórios deveriam ser discretos. Tudo acaba em um excesso de formas. Vira um borrão”
Edson Mahfuz, arquiteto, professor de Arquitetura da UFRGs
Espera, angústia e alívio marcaram os dias em Porto Alegre. Na sala de espera do Hospital Mãe de Deus aguardei durante horas notícias sobre o estado de saúde de meu pai. Um dia antes havia desfilado meu orgulho ao lado dele, como você pôde (pode) ler neste blog. Homem de 71 anos que nunca apreciou muito seguir a risca as recomendações médicas agora terá de permanecer “amarrado” as regras até o momento certo para a cirurgia que pretende liberar o tráfego de sangue em veias e artérias.
Ainda bem que tive a oportunidade de estar ao lado dele quando precisou, e me foi oferecida a chance de continuar com ele.
Mais precisamente, sou fascinada por elas! Admiro, respeito e gosto de brincar com elas. São femininas as palavras. Dão a impressão de fragilidade e de se deixarem subjugar, quando na verdade exercitam misteriosa liberdade. Como são flexíveis, fazem o que querem de si mesmas. Vestem-se, transformam-se, maquiam-se e surgem como adjetivos, substantivos, advérbios ou verbos que se conjugam de acordo com os tempos. Impressionam. Surpreendem. Assustam! Fogem de nossas bocas e nos deixam boquiabertos e sem nem uma, quando mais precisamos delas. Fazem chorar, mas também fazem rir. Ofendem, mas só se as reconhecemos como ofensa. Se tentarem me ofender em polonês, por exemplo, e eu não puder atrelar emoção às palavras ditas, uma vez que não as reconheço, sou capaz de sorrir de volta, e com isso desarmar o atacante.
Penso que esta seja uma boa chave para o segredo do bem viver: palavras só têm poder quando as investimos do dito cujo, em ritual solitário ou coletivo. Só quando embarcamos no seu significado e levamos conosco a bagagem de emoções. Uma palavra pode ser mortal, admito, mas é a única arma que podemos enfrentar sem medo de morrer porque temos o poder de desarmá-la. O projétil da palavra não vem dela mesma; é disparado pela emoção. A nossa. Palavras podem dar esperança ou matá-la, desmentindo o dito que é sempre a última que morre. Gente, isso é poder demais, não é? Vivemos reféns delas. Você, eu, todo mundo! Reféns de uma arma municiada por nós mesmos.
Já sabemos que o tal segredo do pensamento positivo é puro placebo e não tem efeito se cada um dos nossos pensamentos não vier acoplado a um sentimento correspondente. Posso passar anos repetindo que tenho sucesso profissional, que tenho toneladas de tudo o que preciso para viver bem, que sou amada e tenho saúde, mas se realmente não me sentir assim, estou perdendo tempo. Sou feliz, sou feliz, repetido milhares de vezes, terá o mesmo efeito de uni duni te.
A gente sofre com o som de algumas palavras, vibra com o som de outras, e vai pondo tudo em malas e carregando vida afora. Vai arrastando essa bagagem, suando, chorando de dor em tudo o que é canto do corpo e da alma. Faz bolhas nos pés e nas mãos, do peso delas. E não solta! Não larga, não deixa ir. E palavra aprisionada é como mulher; se rebela, espezinha, despreza, faz o diabo.
E se a gente só carregar aquelas que nos fizeram felizes?
Não, meu caro, nem essas. Palavra não aceita meio termo. É como mulher; é tudo ou nada. Se algumas ficam, ficamos todas, diriam aquelas que nos fizeram chorar; aquelas que sapatearam sobre nosso ego.
O bom é soltar, não aprisionar nenhuma. É considerá-las com o respeito que merecem, quando se apresentam, sermos tocados por elas e deixá-las ir. É aceitar cada imagem que trazem, com uma tela em branco, para que cada uma possa desenhar-se livremente em todo seu esplendor. Pense nisso, e até a semana que vem.
Maria Lucia Solla é professora, terapeuta e autora do livro “De bem com a vida mesmo que doa”, lançado pela editora Libratrês. Aos domingos, está neste blog com textos sobre o cotidiano
Airton Ferreira da Silva, o Pavilhão, zagueiro como poucos que tiveram na história do futebol brasileiro, chegou acompanhado por amigos e apoiado em uma bengala. Tive o atrevimento de apertar-lhe a mão e dirigir-lhe um sincero “muito prazer”. O rosto está envelhecido, sinal de uma doença que não perdoa nem os merecedores da imortalidade.
Iúra, que um dia chorou emocionado ao me ver, menino, entristecido por uma derrota qualquer, também estava lá. Muito mais gordo do que na época em que era conhecido como o Passarinho, mas com o mesmo sorriso. Tarciso também sorria e foi saudado pela torcida assim que perceberam a presença dele. Apesar da idade, ainda conserva muito do Flecha Negra que conquistou o título mundial de 1983.
China, que na função de capitão ergueu o troféu de um dos muitos títulos que comemorei, está bem mais largo do que na época em que dominava o meio campo gremista. Anchieta, o capitão dos Andes, elegante como seu futebol, desce as escadas de cabelos grisalhos. Mazaropi passa correndo, o jogo estava para começar, incentivando aqueles que o aplaudiam.
O desfile de ídolos na noite desta quarta-feira no Olímpico Monumental foi intenso, assim como meu orgulho de ver que parte da história deste clube reverenciava a presença de meu parceiro de torcida. Após muitos anos, nós dois não conseguimos lembrar quando foi a última vez, voltei ao estádio ao lado de meu pai, aquele que me levou para comemorar o primeiro título de campeão, em 1977.
E não eram apenas meus ídolos que faziam questão de estender a mão para ele. Antes mesmo de cruzarmos o Pórtico dos Campeões, torcedores gritavam seu nome e acenavam. Já nas cadeiras cativas, a saudação acompanhada do grito de gol que marcou sua carreira (gol-gol-gol) sinalizava a lembrança ainda viva na memória daquela legião de gremistas.
Os místicos lamentavam a ausência dele no microfone da radio Guaíba: - Você era pé-quente ! O compositor gaudério o homenageou com um apelido que nos fez rir: - Este é o Frank Sinatra do rádio gaúcho. Havia os que se cutucavam e comentavam em voz baixa como se não quisessem incomodar. Mesmo destes não consegui esconder minha satisfação pela homenagem.
Há 30 anos, quando deixei a casa onde morava em direção ao estádio, de mãos dadas com ele, caminhávamos em busca de um título jamais comemorado por mim; nessa noite de quarta, fiz o caminho inverso, saí do estádio para a casa, com o braço sobre os ombros do meu pai na certeza de que, tendo acontecido o que tinha de acontecer dentro de campo, aquele era meu maior troféu.
Obrigado, Boca
É um privilégio decidir um título de Libertadores com um time que tem a história do Boca Juniors.
Em memória
A imortalidade não se perde em uma final de campeonato; se conquista com uma história de vida.
E para sair de férias
Muito obrigado aos amigos, leitores, ouvintes e internautas que me escrevem desde o fim da partida. Fico feliz de saber que enquanto assistiam ao jogo de alguma maneira lembraram deste jornalista. É muito mais do que eu poderia merecer.
Da casa, na Saldanha Marinho, dá para ouvir o grito de gol e assistir ao desfile de uma torcida que no ritmo do hino de seu clube do coração segue a pé a caminho do Olímpico. Morei ali por quase três décadas. Em 1977, repetindo mesmo trajeto e gesto que havia anos realizava, deixei a casa para trás de mãos dadas com meu pai em direção ao estádio. Não era um jogo qualquer como tantos outros que acompanhara nos meus 14 anos de vida. Era o jogo.
O Grêmio não vencia havia oito anos o Campeonato Gaúcho. Com Telê Santana no comando montara um time e tanto: Corbo, Eurico, Oberdan e Ladinho; Vitor Hugo, Tadeu e Iura; Tarciso, André Catimba e Éder. Havia sido o melhor da competição e só, só precisa de mais uma vitória.
No caminho para o estádio, ouve-se apenas uma expressão: “É hoje”, repetem os torcedores que se engajam na caravana.
“É hoje, pai, que eu vou ser campeão ? “É hoje”, responde confiante.
O estádio lotado em azul, preto e branco. Das cadeiras cativas, como se fosse um presente, diante de mim, Iura passa para André que crava a bola na rede. É gol ! É gol do Grêmio.
Lembro como chorei, chorei muito. Era a primeira vez que via meu Grêmio ser campeão.
Daqui a pouco, deixo a mesma casa, na Saldanha Marinho. Como se estivesse de mãos dadas com meu pai, sigo para o Olímpico com a mesma confiança daquele menino. É hoje, é hoje que vamos construir mais um capítulo das façanhas do Imortal Tricolor.
Na cambalhota, André se machuca, sai de campo, mas já era campeão
Subprefeito e secretário voltam a CPI do Jogo Eletrônico
A CPI do Jogo Eletrônico entra, oficialmente, nas investigações sobre o envolvimento da Máfia dos Bingos com a Máfia dos Fiscais. Na sessão dessa terça-feira, os vereadores aprovaram a proposta do relator da comissão, vereador Adílson Amadeu (PTB), de "convidar" o Secretário Municipal das Subprefeituras, Andrea Matarazzo, e o Subsecretário da Vila Mariana, Fábio Lepique para reunião extraordinária marcada para sexta-feira.
Adilson Amadeu já havia adiantado a proposta ao CBN São Paulo.
A CPI criada originalmente para verificar a sonegação de pagamento de ISS das casas de jogos decidiu investigar, também, o envolvimento de fiscais depois que este blog informou que pelo menos quatro agentes de duas subprefeituras (Vila Mariana e Pinheiros) estavam na lista telefônica do advogado Jamil Chokr, suspeito de pagar propina a autoridades para que os bingos fossem mantidos abertos.
Além de Matarazzo e Lepique - que já haviam participado da CPI para falar sobre a sonegação de impostos -, foram chamados três fiscais da subprefeitura de Vila Mariana.
(Mais informações sobre o tema role esta página para baixo)
A ministra do Turismo Marta Suplicy está em alta no aeroporto de Congonhas, O nome dela é repetido por boa parte dos viajantes toda a vez que as moças do sistema de som anunciam o atraso do vôo.
Aliás, está na hora de contratar uma fonoaudióloga para a turma do alto-falante. Não bastasse a dor de cabeça pela demora no embarque, os viajantes são torturados por algumas das mais irritantes vozes e entonações do espaço aéreo.
Já que a Infraero e quejandos não são capazes de oferecer ao viajante sistema de vôo competente poderiam ao menos providenciar a todos os portadores de laptops na sala de embarque um benjamim, aquele adaptador que alguns conhecem por "T", para plugar na tomada elétrica. É tanta gente precisando recarregar as baterias, após horas de espera pelos aviões, que o número de tomadas não é suficiente em Congonhas.
O benjamim pode se transformar em "mimo" da Telefônica que deve ter registrado aumento no número de acessos ao serviço wireless com a crise nos aeroportos. Mais tempo na sala de embarque igual a mais tempo de navegação.
Pela quinta vez, a Subprefeitura de Itaquera vai fechar o Bingo Leão de Ouro, na rua Victorio Santim, 52. Nem mesmo o fato de os operários da prefeitura terem construindo três vezes uma parede para impedir acesso a casa foi suficiente para impedir a jogatina. O dono do bingo já responde a inquérito policial e as multas pela teimosia chegam a R$ 150 mil.
Eros, meu labrador, que não entende muito bem das coisas do homem, quer saber por que o bingo só será fechado amanhã (quarta-feira) se os fiscais já sabem que a casa está funcionando irregularmente desde a tarde de hoje.
Atenta e indagadora, a ouvinte-internauta Eunice Teresa Alves não entende porque apenas na capital paulista os bingos estão sendo fechados. Ela escreve para informar que em Osasco e imediações (leia-se Carapicuiba e Itapevi) as casas funcionam normalmente. Sugere até aos funcionários que protestam em São Paulo pela perda de emprego que se candidatem para trabalhar por lá. "A lei aqui deve ser outra", suspeita a moradora de Osasco.
Nesta terça-feira, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, disse que vai incluir um lanche na distribuição do Leve-Leite para compensar os meses que os alunos da rede pública estão sem leite em pó. Ouça a reportagem de Vanessa Di Sevo.