Hoje, estamos de luto, recolhidos, tristes, emocionados, emotivos, conectados, de olhos abertos e luzes acesas. E o que provocou isso tudo, o despertar, a conexão, e a reflexão decorrente, foi a tragédia ocorrida na cidade de São Paulo, com a queda de mais uma aeronave e a morte de centenas de pessoas, na noite de terça. Como disse um amigo, agora não é hora de pensar em culpa e de discutir a localização do aeroporto, que estava ali muito antes da chegada dos moradores com a benção dos poderes públicos. Não é hora de discutir a perícia do piloto, a eficácia dos trabalhos de reforma da pista principal de pouso e decolagem, a sorte, o azar, o direito à informação, ao conforto e à paz, nem de discutir o sexo dos anjos. É hora de falar, de chorar, de botar para fora os nós da garganta e os do estômago. É hora de reagir, da maneira que se pode e que se sabe. Não tem receita e nem regra de etiqueta que regule.
Tragédia é acontecimento tão impactante que arranca a gente da zona de conforto, provocando catarse coletiva e purificando-nos a alma através da descarga emocional. Elimina tensões e angústias há muito acumuladas e ignoradas. A catarse vem nos socorrer e libertar para que possamos chorar e sofrer por algo concreto. Catarse vem do grego, κάθαρση, e significa purificação, expiação.
O número absurdo de acontecimentos negativos à nossa volta, erros, desmandos, agressividade, violência, abandono, mortes, acidentes, assaltos, abuso a crianças, surra em professores, desrespeito pelo próximo, corrupção (classificada em ativa e passiva!), descaso das autoridades, e por aí vai que a lista é comprida, acaba nos anestesiando e nos induzindo ao conformismo para evitarmos o tão temido sofrimento. Mas o ser humano precisa do amor e da dor, para ser completo!
Vivemos a era do perfeito. Rosto sem marcas (aparentes), corpo sem gordura, anorexia, bulimia, seios com silicone, bundas duras e empinadas, lordose, crianças que nadam, dançam, usam aparelhos nos dentes, aprendem chinês, judô, xadrez, e vivem virtualmente. Têm até animaizinhos de estimação virtuais. É proibido errar, é proibido chorar, é proibido reclamar (até por que, reclamar para quem?), e é proibido sofrer.
Quem me conhece sabe que faço o que posso para estar de bem com a vida, mas com ela inteira, com seus momentos de alegria e de tristeza, com as perdas e ganhos, com o amor vivido intensamente e com a solidão vivida da mesma forma.
É tempo de buscarmos não apenas o belo, mas o equilíbrio e a flexibilidade. É ali que moram a beleza duradoura, o bem-estar verdadeiro e a segurança que tanto buscamos.
Que esta tragédia que nos atinge de forma tão brutal, em meio ao frio e à chuva, nos possibilite, acima de tudo, o despertar. Que possamos sair do torpor e do estado anestésico em que temos vivido.
Pense nisso, e até a semana que vem.
Maria Lucia Solla é professora, terapeuta e autora do livro “De bem com a vida mesmo que doa”, lançado pela editora Libratrês. Aos domingos, está neste blog com textos sobre o cotidiano.
Transmitir sentimentos e pensamentos através de gestos é uma forma de comunicação não-verbal. O entendimento destes sinais ocorre conforme a cultura de cada povo, podendo oferecer mensagens completamente opostas. Dois dedos formando um "V", sinal de vitória após a Segunda Guerra Mundial e adaptado ao "paz e amor" do movimento hippie nos anos 1970, é visto como gesto obsceno em certas culturas.
Nesta sexta-feira, o colega Walter Maierovitch, em seu blog http://www.waltermaierovitch.globlog.com.br, contou que mandar o pessoal para aquele lugar não ofende à honra ou ao decoro de ninguém, na Itália. Pelo menos, foi esta a percepção da Corte Suprema de Justiça que teve de decidir se um "vaffanculo", solto em um momento de indignação, seria condenável pelo crime de injúria.
Mesmo de posse do texto da corte maior em mãos, eu não recomendaria que você experimentasse usar a expressão diante de um legítimo "Ferretti". Estive na Itália por quase duas semanas e, confesso, houve momentos em que tive vontade de elevar a voz para disparar um sonoro "vaffa". Me contive (ou quase). A interpretação e reação do ofendido não seria baseada na jurisprudência, com certeza.
Aqui no Brasil, apesar da falta de respaldo da justiça, a atriz Cris Nicolotti virou estrela com música interpretada durante peça teatral na qual repete, em bom português, "vaffanculo". Quem ouve dá gargalhadas. Não se sente atingido.
Houve outras situações nas quais gestos considerados obscenos provocaram debates acalorados. Em uma dessas, estivemos a beira de uma crise diplomática. O piloto da American Airlines Dale Robbin Hersh, em janeiro de 2004, mostrou o dedo médio enquanto tirava foto de identificação na área de desembarque do Aeroporto Internacional de Guarulhos. Os agentes da Polícia Federal consideraram desacato a autoridade.
Usar o dedo médio para ofender os outros, tem sido muito mais comum do que se imagina. Uma senadora italiana da extrema-direita, semana passada, além de chamar o adversário esquerdista de criminoso, ainda fez o famoso gesto, que, tanto lá como aqui, tem o mesmo significado: "vaffanculo".
No esporte, vários jogadores protagonizaram o gesto em público. De Romário, com a camisa do Vasco, a Fininho (quem ?), com a do Corinthians, todos revelaram descontentamento acentuando o dedo médio. O técnico do Real Madrid Fábio Capello (ele é italiano) teve de dar muitas explicações e foi punido após repetir o sinal para a torcida que o hostilizava.
A cena de Marco Aurélio Garcia, flagrado em um legítimo top-top-top (de acordo com o ouvinte-internauta Deco Ribeiro é assim que Henfil descrevia o gesto), entre quatro paredes, foi descrito como comemoração e desrespeito, por alguns. Para o autor, um desabafo, sinal de indignação.
Para mim, momento de pura honestidade. Desnudo das declarações burocráticas, dos textos diplomáticos e afirmações calculadas à luz do conhecimento, o assessor do presidente Lula expôs seu sincero pensamento naquele instante.
Que todas as autoridades, quando estiverem diante das câmeras, ajam da mesma forma, revelando ao cidadão o que realmente pensam, por mais absurdo e estúpidos que sejam estes pensamentos. Ao menos saberemos com quem estamos tratando.
Tem um Senador da República, Valdir Raupp, que apresentou projeto de lei com texto que prevê multa para o motorista que fizer um gesto obsceno no trânsito. Esqueceu de conceituar o tal gesto o que não nos permite saber se o top-top-top de Marco Aurélio Garcia lhe renderia pontos na carteira.
Vasculhando a internet em busca de gestos obscenos, encontrei texto de Edmundo Leite, postado no "Bate-pronto, blog de esportes do Estadão", do qual destaco o seguinte parágrafo:
Os que usam o dedo médio para expressar os seus sentimentos deveriam aprender com o grande mestre Johnny Cash, que ensinou que para fazer isso com dignidade é preciso estar por cima e, mais que isso, ter absoluta certeza disso. Foi o que aconteceu em 1996, quando foi à forra depois de ser premiado como Melhor Álbum Country pelo fabuloso disco Unchained. Do alto de seus então 64 anos de sabedoria, Cash pagou um anúncio de página inteira na BillBoard, a principal revista de música do país, para agradecer o apoio recebido das rádios e do meio musical de Nashville, a meca do Country, que haviam ignorado o disco.
"Jamais diríamos onde será a construção para não sermos fatos de especulação imobiliárias". A ministra Dilma Russef não havia chegado ao ponto final da frase e as especulações sobre o local do novo aeroporto, anunciado pelo governo, se iniciavam.
Um dos lugares em estudo fica na região do Taboão da Serra, na zona oeste da região metropolitana. Em favor da área, além dos vazios urbanos que ainda podem ser encontrados, está o acesso pelo Rodoanel.
A Anac e a Aeronáutica terão de apresentar, em no máximo 90 dias, estudos sobre locais disponíveis para a construção.
Grupos de empreiteiras trabalham, há pelos menos seis meses, no projeto de construcão de um novo aeroporto a 35 quilômetros do centro de São Paulo. Segundo o Estadão, nos planos das empresas Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez o aeroporto poderia ser entregue em três anos a um custo inferior dos R$ 5 bilhões previstos pelo Governo Federal.
Desde as primeiras horas do acidente com o avião da TAM, ouvintes-internautas têm enviado mensagens sugerindo boicote ao aeroporto de Congonhas. Por telefone, houve quem defendesse o fim das operações em sinal de respeito as cerca de 200 pessoas mortas, na terça-feira à noite.
Laiz Dietschi, por exemplo, entende que o boicote "seria o melhor recado da sociedade para que as autoridades pensem sobre a minimização dos riscos de uso do aeroporto". Cátia Soares escreveu lembrando que "sem ação da sociedade o governo se manterá paralisado", enquanto o ouvinte-internauta Christian BuenaVista propôs "um abraço da sociedade no aeroporto de Congonhas" para sinalizar o bloqueio as operações de vôo.
As reações já ocorrem publicamente em diferentes segmentos. Na edição da noite de ontem (quinta-feira), o Jornal da Record apresentou editorial, lido pelo apresentador Celso Freitas, em que anuncia o boicote oficial a Congonhas até que a situação de segurança seja modificada. Nenhum funcionário da empresa poderá voar em aviões que operem em Congonhas.
O Instituto de Defesa do Consumidor lançou oficialmente o boicote contra Congonhas. Quem pretende apoiar a iniciativa do Idec pode acessar a página http://www.idec.org.br onde está à disposição abaixo-assinado pedindo o fechamento do aeroporto. O documento será enviado ao presidente Luis Inácio Lula da silva.
O ouvinte-internauta do CBN SP Rodrigo Monteiro envia página na internet que explica como funciona a caixa-preta dos aviões, onde devem estar boa parte das respostas para o acidente da TAM.
O crime da ranhura: Infraero está em uma sinuca de bico
Oded Grajew, do Instituto Ethos e a frente do projeto Nossa São Paulo, lembra que a Infraero está em uma "sinuca de bico" com a liberação da pista principal do aeroporto de Congonhas sem a realização das ranhuras transversais, chamadas tecnicamente de grooving.
O empresário diz que se as ranhuras não são importantes, a Infraero vai cometer um crime ao gastar dinheiro público em obra desnecessária; se as ranhuras são fundamentais e a pista foi liberada sem a obra, a Infraero já cometeu o crime.
Vizinha do aeroporto de Congonhas desde 1954, Lygia Horta é uma das mulheres que lutam para reduzir os riscos a segurança e a saúde provocados pelo excesso de aviões. Ela fundou a Associação dos Moradores do Bairro de Moema em 1987 e uma das metas era limitar o horário dos vôos.
Filha de um servidor público que trabalhou na construção do aeroporto, Lygia falou ao CBN SP que, há cerca de duas semanas, a associação obteve liminar que proíbe as empresas aéreas de operarem das 11 da noite às 6 da manhã. No entanto, a norma segue sendo desrespeitada.
Lygia Horta contou que, atualmente, fica deitada na cama, enquanto tenta dormir, anotando o número de vôos que chegam ou partem de Congonhas fora do horário determinado pela justiça.
Ouça a entrevista na qual Lygia Horta conta como era a relação da cidade com o aeroporto de Congonhas na década de 50:
A rádio falou e a TV mostrou. O avião da TAM, este aí da foto, arremeteu hoje cedo no aeroporto de Congonhas. Os passageiros ouvidos pela repórter Vanessa Di Sevo, da CBN, disseram que a operação foi tranquila.
Arremeter poderia ter sido uma das tentativas do piloto do airbus da TAM que se acidentou, em Congonhas.
Mas, afinal, o que é arremeter ?
O especialista em segurança de vôo Roberto Peterka, perito aposentado do Departamento de Investigação e Prevenção de Acidentes do antigo Serac, explicou no CBN SP:
Está no Ancelmo Gois, a reprodução de trechos do poema de Carlos Drummond de Andrade:
Acordo para a morte. Barbeio-me, visto-me, calço-me. É meu último dia: um dia cortado de nenhum pressentimento. Tudo funciona como sempre Saio para a rua. Vou morrer. Não morrerei agora. Um dia
(...)
A morte dispôs poltronas para o conforto da espera. Aqui se encontram os que vão morrer e não sabem. Jornais, café, chicletes, algodão para o ouvido, pequenos serviços cercam de delicadeza nossos corpos amarrados. Vamos morrer, já não é apenas meu fim particular e limitado, somos vinte a ser destruídos, morreremos vinte, vinte nos espatifaremos, é agora.
(...)
Ó brancura, serenidade sob a violência da morte sem aviso prévio, cautelosa, não obstante irreprimível aproximação de um perigo atmosférico golpe vibrado no ar, lâmina de vento no pescoço, raio choque estrondo fulguração rolamos pulverizados caio verticalmente e me transformo em notícia.
A manchete acima está em O Globo, desta quinta-feira. Na reportagem de Cristiane Jungblut e Geraldo Doca, o jornal afirma: "Sobram autoridades e siglas, mas faltam comando e gestão na aviação, dizem especialistas e parlamentares ... A crise aérea agravada com o segundo grande acidente aéreo em dez meses reacendeu a polêmica sobre a falta de comando no setor da aviação civil. Parlamentares e especialistas afirmam que há uma crise de gestão e apontam o Ministério da Defesa como o elo mais fraco neste momento"
No CBN SP desta quarta-feira, a diretora do Emurb Regina Monteiro, que atua desde a década de 90 com o objetivo de reduzir as operações de vôo em Congonhas, afirmou que uma das dificuldades nas conversas com autoridades era saber quem manda no que e quem manda em quem. O mal é antigo.
O presidente do Snea (sindicato que representa as empresas), José Marcio Mollo, diz que Congonhas já registrou no passado 60 pousos e decolagens por hora -e que hoje opera 44. "É cômodo para o governo tentar culpar as empresas", afirma. "Se os vôos forem desviados de Congonhas, o aeroporto de Guarulhos também não aguenta, explode."
É o que diz reportagem desta quinta-feira, da Folha de São Paulo:
Pressões das companhias aéreas foram determinantes para a liberação da pista principal do aeroporto de Congonhas antes da conclusão da reforma e da realização do "grooving" -processo de cavar sulcos no asfalto para acelerar o escoamento da chuva. Oficialmente, a Infraero (estatal que administra os aeroportos) e a Anac negam que tenha havido quaisquer pressões. Segundo apurou a Folha, o lobby empresarial visava não só manter a inauguração em 29 de junho, antes do começo das férias, mesmo sem a realização do "grooving", mas também reduzir pousos e decolagens de jatos executivos e táxi aéreo, o que realmente aconteceu.
A informação vai ao encontro da postura da TAM que, na entrevista coletiva de terça, elogiou as condições da pista principal do aeroporto de Congonhas. Agora há pouco, um especialista em aviação ouvido no Bom Dia Brasil falou que as empresas teriam prejuízo enorme se reduzissem pousos e decolagens em Congonhas.
Talvez o seguro de vida pago pelas empresas seja mais barato.
Os dois principais canais de televisão (Globo e Record) divulgaram, na noite desta quarta-feira, imagens que mostram o momento do pouso do vôo 3054, da TAM. O avião cruza em apenas 3 segundos a pista. O mesmo trecho foi percorrido em 11 segundos por uma aeronave que aterrissou momentos antes. O vídeo revelaria, assim, que o comandante do airbus desceu em alta velocidade e (perdoe-me por insistir no assunto) justifica a questão levantada com o ministro da Justiça, Tarso Genro, em entrevista pela manhã na CBN
Para ver a imagem acesse o link abixo do portal G1:
Ouvintes-internautas discutem entrevista com Tarso Genro
O ministro da Justiça, Tarso Genro, foi entrevistado por este jornalista, hoje, na CBN, e concedeu as declarações de praxe, preferindo não entrar em polêmicas. Algumas delas repetiu pouco mais tarde durante a entrevista coletiva.
Ouvintes-internautas do CBN SP fizeram críticas ao meu desempenho. Fui acusado de inquisidor, assim como de "amolecedor". Reproduzo duas das mensagens destes ouvintes-internautas e ofereço o link da entrevista para que você possa fazer sua avaliação e comentários.
A ouvinte-internauta Maria Rita Guedes Queiroz Lopes escreveu:
"Prezado Milton Jung, Bom dia. Eu sempre me irritei com sua maneira tendenciosa de efetuar entrevistas e comentários, mas achei que eu poderia estar um pouco equivocada, e que eu poderia estar sendo preconceituosa em relação a uma pessoa que, claramente, apoia o governo de centro acadêmico de quinta categoria que nos "dirige". Agora, depois de ouvir sua entrevista com o Ministro Tarso Genro, não dá mais. Até o gancho final para a saída oficial que já se anuncia você se prestou a dar: o piloto tocou na pista de maneira inapropriada. Que vergonha para o bravo povo gaúcho. Você faz parte de um sistema tão nefasto quanto o que vigorou neste país por 21 anos. E talvez até mais nefasto pois se reveste de "transparência". Pelo menos na era negra da ditadura as coisas eram mais claras e as receitas de bolo de chocolate na primeira página do Estadão não deixam dúvidas Só posso te dizer uma coisa: QUE VERGONHA!!! Sei que isso não significa absolutamente nada para você e para o grupo ao qual a rádio CBN pertence, mas vou imitar um gesto que meu saudoso avô fazia cada vez que se irritava muito com o editorial do Estadão ou da Folha. Eu achava muita graça nisso, mas hoje entendo perfeitamente. EU NÃO SOU MAIS OUVINTE DESTA RÁDIO"
O ouvinte-internauta Carlos Bernardes escreveu:
"Sou assiduo ouvinte desta rádio desde sua criação. Fico muito triste quando tragédias como essa são usadas politicamente e de forma arbitrária pela imprensa, como está sendo agora feito pela CBN. Sua entrevista com o Ministro da Justiça, Tarso Genro, mais parecia um inquérito ou acusação direta. Fica claro aí uma defesa de uma classe e não especificamente a preocupação com o acidente em si ou com suas dores. Não nos esqueçamos aqui do caso da Escola Base, cujos donos foram condenados por TODA a imprensa nacional, destruiram suas vidas e depois se verificou que não era bem aquilo que foi amplamente noticiado o que ocorrera. Por exemplo, tres pilotos disseram que os aviões da TAM vôam "pinados", prejudicando o frear da aeronave. Vocês noticiaram isso? Por que voces não fazem um trabalho isento e se pronunciem após concluido o inquérito. Não gostaria de pensar assim, mas vejo que determinados repórteres devem estar como abutres atrás dos parentes e amigos das vítimas querendo deles uma declaração que elevem a indignação nacional ou o índice de audiência de determinados veículos de rádio e televisão e venda de jornais e revistas. Uma rádio comno essa, com sua importância, não pode se servir ao erro de servir a interesse expúrios de certos setores da sociedade.
Acompanhe a entrevista do ministro da Justiça Tarso Genro acessando http://www.cbn.com.br
Uma das principais lutas do Movimento Defenda São Paulo, ONG que atua em questões relacionadas a capital paulista, foi a restrição ao número de vôos no aeroporto de Congonhas, na zona sul. A fundadora do movimento, urbanista Regina Monteiro, atualmente diretora da Emurb, disse que o aeroporto pode ser comparado com um porta-aviões dentro da malha urbana da cidade (não deixe de visitar notas abaixo as fotografias aéreas de Congonhas)
Regina Monteiro, que mora no bairro do Brooklin Velho, próximo do aeroporto, falou ao CBN SP:
Um argentino entre as vítimas da tragédia, em Congonhas
A informação é reproduzida do site do Clarin.com. O link está abaixo:
Lo confirmó esta mañana el embajador argentino en Brasilia, Pablo Lohle, quien aclaró que en principio no se supo del origen porque el hombre tenía residencia en Brasil. Ayer, un avión de la compañía TAM se despistó tras aterrizar en el aeropuerto de Congonhas. Cruzó una transitada avenida y tras estrellarse contra un depósito, se incendió. Los equipos de rescate ya encontraron la caja negra.
Un ciudadano argentino radicado en la ciudad brasileña de Porto Alegre murió en la tragedia aérea ocurrida en Brasil, lo confirmó esta mañana el embajador argentino en Brasilia, Pablo Lohle.
El diplomático dijo que los familiares de la víctima, identificada como Alejandro Camozzi, se están comunicando con la compañía aérea TAM, uno de cuyos aviones se incendió ayer en San Pablo causando cerca de 200 muertes.
Há 11 anos, no dia seguinte a tragédia com o Fokker-100 da TAM, no bairro do Jabaquara, ouvia-se vozes contra o funcionamento do aeroporto de Congonhas em área densamente ocupada. Em seguida, a contra-resposta: o aeroporto já estava lá quando as pessoas construíram ou compraram suas casas.
Têm razão, em parte. Ao ser construído, o aeroporto foi para um local aparentemente seguro para os moldes da cidade naquela época, década de 1930. Havia lá um vazio urbano e a área era distante da cidade. Foi a solução para resolver o problema dos constantes alagamentos na pista do Campo de Marte, construído ao lado do Rio Tietê, que teimava retomar seu leito.
Desde a década de 1980, quando iniciou-se o planejamento e construção do aeroporto internacional de São Paulo, em Guarulhos, imaginava-se a diminuição das operações em Congonhas. Os vizinhos do aeroporto já eram em número muito grande e o risco de acidentes, também.
A situação apenas se agravou desde lá. A única vitória da comunidade foi diminuir o período de funcionamento do aeroporto para que os moradores pudessem dormir em paz.
Por mais que os fatos e as fotos (veja imagens publicadas neste blog) mostrem, claramente, que a cidade foi quem sufocou o aeroporto de Congonhas, é preciso entender que este movimento era natural, devido ao crescimento da população de São Paulo.
Apesar dos protestos e ações na justiça, ninguém quis abrir mão do conforto de embarcar em um aeroporto que fica ao lado de casa. Muito menos as empresas aéreas que nunca aceitaram tirar seus aviões dali e transferi-los para Guarulhos, afinal perderiam dinheiro.
Os 99 mortos do acidente da TAM em 1996 não foram suficientes para São Paulo e o Brasil discutirem com profundidade o aumento das restrições nos vôos em Congonhas. Os quase 200 mortos do acidente desta terça-feira não o serão também. É o que a história nos mostra. Tomara que apareça alguém para mudar esta rota.
De acordo com o site www.airsafe.com, a TAM já se envolveu em sete acidentes com mortes, incluindo o desta terça-feira. Este foi o primeiro com o modelo airbus A320, três foram com Bandeirantes, produzidos pela Embraer, e três com o Fokker-100.
Acompanhe a lista de acidentes com morte, segundo dados da Airsafe.com:
# 8 fevereiro 1979; Embraer Bandeirante; Bauru: O avião se acidentou durante a decolagem. A tripulação e todos os passageiros morreram.
# 7 outubro 1983; Embraer Bandeirante; Araçatuba,: O avião se acidentou durante aproximação do aeroporto em dia de forte tempestade. Os tripulantes e cinco dos 13 passageiros morreram.
# 28 junho 1984; Embraer Bandeirante; próximo de São Pedro da Aldeia: O avião teve um contratempo durante um vôo não progamado. Os tripulantes e os 16 passageiros morreram.
# 31 outubro 1996; Fokker F100, São Paulo: O avião caiu sobre a área residencial no bairro do Jabaquara no momento em que tentava aterrissar. Evidencias mostram que houve problema em uma das peças do equipamento conhecida por reverso. 99 pessoas morreram.
# 9 julho 1997; Fokker F100, próximo de São José dos Campos: Houve uma explosão na cabine dos passgeiros e um passageiro foi lançado para fora da aeronave. Seis dos 54 passageiros ficaram feridos.
# 18 setembro 2001; Fokker 100; próximo de Belo Horizonte: O motor direito do avião travou enquanto voava a 30 mil pés na rota entre Recife e São Paulo. Um dos 82 passageiros morreu como resultado da despressurização.
# 17 julho 2007; A320; Sao Paulo, Brazil: O avião estava aterrissando no aeroporto de Congonhas, proveniente de Porto Alegre. As causa ainda estão sob investigação. Os 176 ocupantes do avião morreram.
Do site do jornal Zero Hora, do Rio Grande do Sul:
"O diretor de futebol do Grêmio, Paulo Pelaipe, confirmou que a delegação tricolor não estava no avião da TAM que sofreu o acidente no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Segundo o dirigente, o vôo 3054 inicialmente estava programado para levar o Grêmio, mas ocorreu uma mudança de última hora.
No momento em que um avião saído de Porto Alegre chocou-se com um hangar e explodiu, a delegação tricolor já estava em Brasília. O Grêmio desembarcou na capital federal por volta das 19h. O time enfrenta o Goiás nesta quinta-feira, às 20h30min, no Estádio Serra Dourada".
"O maior problema, por incrível que pareça, não é a pista, mas o parque de estacionamento dos aviões"
José Carlos Pereira, presidente da Infraero, em entrevista a CBN no dia 25 de junho de 2007, explicando porque a empresa responsável pela administração dos aeroportos brasileiros deu prioridade ao terminal de passageiros, em Congonhas.
Júlio Redecker foi o deputado mais votado do PSDB, no RS
Júlio Redecker, tem 50 anos, é natural de Taquari, interior do Rio Grande do Sul, casado com Salete e pai de Victória, Mariana e Lucas. Redecker está no seu quarto mandato.
Iniciou-se na carreira política pela Arena e se manteve alinhado aos políticos que fundaram o PDS.
Em 1982, com apenas 24 anos, Redecker concorreu a prefeito de Taquari, mas não teve sucesso. Quatro anos mais tarde, lançou-se a deputado estadual. Com 13 mil votos não se elegeu.
Redecker voltaria novamente a disputar uma eleição em 1994, desta vez, a deputado federal. Com 40.788 votos garantiu a primeira suplência e assumiu uma cadeira em Brasília.
Em 1988, foi o quinto deputado mais votado no Rio Grande do Sul com 102.596 gaúchos. Dois dias antes da eleição, Júlio Redecker sofreu grave acidente e foi obrigado a enfrentar seis meses de recuperação e fisioterapia.
Na eleição de 2002, Júlio Redecker volta a figurar entre os mais votados, com 188.213 votos, a segunda maior votação do Rio Grande do Sul.
Em 2003, contrariado com a atuação de Paulo Maluf, Redecker não entrou no PP que se formava naquele momento. Decidiu, então, entrar no PSDB.
Na eleição de 2006, outra vez Redecker teve votação destaque ao receber o apoio de mais de 157 mil gaúchos. Foi o deputado federal mais votado da Coligação Rio Grande Afirmativo, que elegeu Yeda Crusius , atual governadora do Rio Grande do Sul.
Deputado federal do PSDB gaúcho estava no vôo da TAM
A assessoria de comunicação do gabinete do deputado federal do PSDB-RS, Júlio Redecker, confirmou que ele estava no vôo da TAM que se acidentou nesta terça-feira, no aeroporto de Congonhas, em São Paulo.
Parentes do ex-presidente do Internacional de Porto Alegre, Paulo Rogério Amoreti, também afirmaram que ele havia embarcado no mesmo vôo.
A TAM ainda não anunciou a lista oficial de mortos nem confirmou o número de pessoas que teriam morrido no acidente.
O vôo 3054 da companhia TAM, que derrapou hoje na pista do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, já teria sofrido um acidente em dezembro de 2006.
Em dezembro do ano passado, os passageiros do vôo 3054 tiveram de retornar ao Aeroporto Salgado Filho, de Porto Alegre, 10 minutos depois da decolagem.
Segundo reportagem da Folha de São Paulo publicada na época, um dos passageiros do vôo diz ter sentido um cheiro forte na aeronave, mas não houve pânico. Segundo a assessoria da TAM, a aeronave não conseguiu pressurizar e por isso aterrissou.