Carros na publicidade aparecem circulando em ruas e avenidas livres que jamais existirão no caminho dos motoristas. A velocidade média dentro da cidade é de 14 quilômetros por hora. Enquanto o poder público não mudar a prioridade e investir em trem, metrô e ônibus de forma planejada, e incluindo a região metropolitana, São Paulo - assim como os demais centros urbanos - não sairá da crise de mobilidade que está.
Estas são algumas das opiniões do economista Ladislau Dowbor, professor de pós graduação da PUC de São Paulo, na entrevista que concedeu ao CBN SP. Acompanhe e debata:
Prefeito de Londres quer copiar bicicleta pública de Paris
O sistema público de bicicletas de Paris animou o prefeito de Londres Ken Livingstone que pretende copiar na capital britânica o mesmo modelo. Quem conta ao CBN SP é o ouvinte-internauta e incentivador da idéia Marco Pompeu que sonha trocar o ônibus lotado por pedaladas entre o Grajaú, onde mora, e o Morumbi, onde trabalha. Livingstone vai consultar grupos de ciclistas e investidores para adaptar o esquema de aluguel às necessidades e características da cidade.
O esquema de Paris, oferece 10 mil bicicletas colocadas em 750 pontos da capital francesa. As bicicletas ficam disponíveis a qualquer hora do dia ou da noite e custam pouco mais de R$ 2,50 para alugar por meia hora. Os roubos são poucos porque o desenho da bicicleta é único e o pagamento é feito com cartão de crédito ou débito. Se a bicicleta não retornar o valor cobrado será superior a R$ 350,00.
Marco sonha no dia em que o prefeito Gilberto Kassab impulsionado pelas ações de Paris e Londres se decida por arrojar e instale a bicicleta pública na capital paulista. Ele aposta que os companheiros de ônibus trocariam o aperto, a falta de horário, o atraso constante e o congestionamento por pedaladas.
Contra a poluição, Pequim fará rodízio de 50% dos carros
Pequim pretende tirar 1,3 milhão de carros de circulação por quatro dias, em agosto, aplicando um sistema íntimo dos paulistas: o rodízio. Em caráter de teste, metade da frota terá de ficar em casa a cada dia. Os chineses querem calcular os efeitos que a medida trará à luta contra a poluição, segundo informou o escritório de proteção ambiental a agência de notícias AP. A restrição aos carros é para assegurar melhor qualidade do ar durante os Jogos Olímpicos de Pequim, daqui um ano.
A primeira vez em que o rodízio municipal de carros foi implantado em São Paulo, a ordem partiu do Governo do Estado, na administração Mário Covas, com a meta de diminuir o nível de poluição na capital paulista. O prefeito Paulo Maluf ao identificar a melhora na qualidade do trânsito pegou carona e investiu na idéia que, atualmente, tem pouco impacto na redução dos congestionamentos.
Outras cidades no exterior usam o mesmo sistema que já se mostrou inócuo quando mantido por muito tempo, já que a frota de carros tende a crescer, principalmente se não houver investimento em transporte coletivo.
As autoridades de Pequim anunciam que, além do teste com o rodízio de carros, também pretendem ampliar a cobertura e a qualidade do sistema de transporte público.
A foto foi enviada pelo ouvinte-internauta José Pires ao CBN SP e mostra as pessoas recolhendo laranjas que formavam a bandeira nacional e simbolizaram o protesto do Movimento Mãos Limpas Pelo Brasil, neste fim de semana, em Londrina, no Paraná. Ele informa que foram distribuídas cerca de 10 mil laranjas para lembrar o escândalo envolvendo o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB)
Se você tiver uma imagem para publicar na coluna "Foto-ouvinte do CBN SP" envie seu arquivo para milton@cbn.com.br
Com 46 anos e cinco prisões, o artista plástico Rui Amaral diz que não é mais um grafiteiro. Não que negue a arte que lhe consagrou na paisagem de São Paulo. É apenas a convicção de que o grafite só existe na ilegalidade. Foi criado para abrir espaço à arte, como o "buraco da Paulista" que começou a ser pintado contra a vontade da prefeitura. Anos após colorir e recolorir o cinza do cimento, as autoridades entenderam que estava na hora de conversar com aquela turma de artistas que agiam na clandestinidade.
Rui, atualmente, é contratado para expor seus desenhos na fachada de prédios e incentiva novos grafiteiros em cursos pela cidade. A consagração chegou agora com um dos seus mais marcantes personagens, o Bicudo, deixando o muro para ganhar vida em um boneco de brinquedo.
Acompanhe a entrevista de Rui Amaral para o CBN SP:
Passei parte da manhã de sábado num grande laboratório de análises clínicas, em São Paulo. Logo na entrada, pegando uma senha em moderna engenhoca eletrônica, ergui as sobrancelhas - era cedo demais para reação mais profunda - ao ver o número de pessoas que tinham acordado ainda mais cedo e estavam sentadas na primeira sala de espera. Lotada.
Com a senha na mão eu esperava, nos dois sentidos, que cada campainha estridente viesse acompanhada do meu número, estampado em vermelho num dos painéis espalhados à volta. Enquanto isso, o máximo que cheguei a ler foi meia página truncada, de um saboroso livro de Gabriel García Márquez, testemunha de minha jornada.
Dava um sobressalto a cada campainhada e, quando a sorte grande bateu à porta, fui até o guichê indicado na tela. Apresentei documentos, passei por revisão detalhada de meus dados cadastrais, já vistos e revistos outras vezes, e entreguei as requisições do médico. A atendente levantou com elas nas mãos, fez cópias, sentou, levantou novamente, voltou a sentar, digitou, imprimiu uma requisição para cada exame e profetizou mais duas salas de espera no meu destino, naquela manhã.
Exames clínicos hoje são obrigatórios, você sabe. Não se admite viver um ano inteiro sem pagar regiamente para que examinem seu corpo, por dentro e por fora, que fotografem e imprimam cópias, retirem e analisem alguns de seus humores mais bem guardados, e que ainda por cima comentem e troquem opiniões a respeito.
E não é preciso que haja queixa, dor, ou suspeita de que algo não ande bem com você, para que seja dada a largada na corrida aos exames. Agendamos inspeções e laudos periódicos, porque não sabemos mais sentir. Temos noção distorcida do que seja normal e do que seja sadio, e estamos tão ocupados com pensamentos, tarefas e metas a serem atingidas que mal percebemos o descompasso do coração. A poluição envolveu, e levou com ela, nossa capacidade de sentir, da comida os odores e o cheiro das flores. Os sons que nos chegam são medidos em decibéis, e ouço dizer que, nesta metrópole, quase dois terços dos motoristas de ônibus apresentam séria perda de audição. Suas mulheres deveriam ser proibidas de discutir a relação quando eles chegam para o jantar. Ideal seria uma massagem, neles é claro, antes da refeição, em absoluto silêncio e com flores verdadeiras na sala.
Há critérios científicos para avaliar a intensidade do som que chega até nós, mas e a qualidade dele? Ouso dizer que se passa a ouvir menos, de propósito, puro instinto de preservação.
Quanto ao paladar, quem hoje prepara um prato, picando tempero, refogando no azeite, ralando um tomate fresquinho e se maravilhando com a alquimia?
Está passando da hora de acordarmos, concorda comigo? De começarmos a perceber o que se passa dentro para começarmos a entender o que se passa fora.
Pense nisso, e até a semana que vem.
Maria Lucia Solla é professora, terapeuta e autora do livro “De bem com a vida mesmo que doa”, lançado pela editora Libratrês. Aos domingos, está neste blog com textos sobre o cotidiano.
Sem-teto com talento se revela no teatro de São Paulo
Tião e os artistas do Diádio D'Um Carroceiro
Um tombo e o isolamento da família e amigos levaram Sebastião Nicomedes para as ruas. E foi lá, deitado na calçada em meio a dezenas de sem-teto, que encontrou incentivo para voltar a escrever, prática abandonada desde que teve de sair da escola. Nicomedes, hoje, tem um livro lançado, um em busca de editor e duas peças de teatro. A mais recente, Diário D’Um Carroceiro, está no palco Teatro Sérgio Cardoso, na rua Rui Barbosa, 153, em São Paulo.
Acompanhe a entrevista de Sebastião Nicomedes no CBN SP:
... os contatos com o escritor Sebastião Nicomedes, ex-morador de rua, que lança a peça Diário D'Um Carroceiro, no Teatro Sérgio Cardoso, e escreveu o livro "Cátia, Simone e Outras Marvadas". Em breve, vou blogar a entrevista que fizemos com ele no CBN SP:
Um novo terminal de passageiros, modernização das dependências internas, remodelação da arquitetura, e a criação de um parque público na área ocupada pelo Campo de Marte foi a proposta apresentada pelo arquiteto Marcos Gusmão Matheus, quando concluiu seu curso no Mackenzie, em 2002. Para este paulistano, o primeiro campo de pousos da cidade, construído em 1920, teria de ser inserido na paisagem da capital paulista, podendo receber, assim, vôos regionais.
O Campo de Marte apesar de não receber linhas regulares é o quinto aeroporto mais movimentado do País. Por dia, são realizadas cerca de 240 operações, boa parte delas (60%) de helicópteros. O local tem estrutura que permite pousos e decolagens noturnas, a pista mede 1.600 metros e há dois helipontos.
Uma das vantagens apontadas para a ampliação das operações no Campo de Marte é o fato de ocupar área maior do que a do aeroporto de Congonhas. A seu favor, o local privilegiado, ao lado da Marginal Tietê, e próximo de três estações de metrô e do terminal rodoviário. Além disso, para chegar ao Parque do Anhembi, maior centro de convenções de São Paulo, basta atravessar a avenida Santos Dumont.
Da prancheta de Marcos, que encaminhou seu trabalho de conclusão ao CBN SP (e reproduzo dois de seus desenhos), surgiram linhas modernas e arrojadas para o terminal de passageiros e local de pouso dos aviões. A parte interna seria mais ampla e confortável. A cidade ganharia área de lazer com a implantação de um parque que se iniciaria ao lado do terminal e ocuparia local que, atualmente, não é aproveitado.
A área tem sido alvo de especulações nos últimos anos, à medida que há interesses diversos para a exploração do terreno na zona norte da cidade. A idéia defendida por Marcos vai ao encontro de pelo menos um dos projetos em estudo que é o da criação de um parque, no entanto setores empresariais prefeririam ver a ampliação do espaço destinado aos pavilhões de feiras e exposições do Anhembi.
Seja qual for o caminho, um medida urgente é a realização de obras que impeçam enchentes na região, várzea do Tietê, motivo que levaram a cidade a mudar seu campo de pouso para Congonhas, nos anos de 1930.
O mais destacado judoca da equipe paraolímpica do Brasil, Antônio Tenório, se prepara para lutar pelo quinto título em panamericanos, a partir da semana que vem no Rio de Janeiro. Paulista de São Bernardo, ele iniciou no esporte antes de perder a visão. Apesar dos problemas físicos que enfrentou, decidiu seguir na modalidade e os resultados chegaram logo. Único tricampeão paraolímpico do mundo, Tenório ainda precisa trabalhar fora do tatame para sobreviver. Mesmo assim, agradece o apoio que tem recebido dos patrocinadores que surgiram a partir do investimento realizado pelas confederações esportivas paraolímpicas.
Conheça a história de Antônio Tenório nesta entrevista ao CBN SP
Surpreso, foi assim que o motorista aposentado Paulo Luiz Melloni recebeu o título de Galã da Terceira Idade concorrendo com mais 24 candidatos da cidade de São Paulo. "Não imaginava ganhar diante de tantos bons candidatos", disse misturando humildade e simpatia, características que devem ter pesado na opinião do júri do evento organizado pela Secretaria Estadual de Saúde. Aos 71 anos, cabelos e bigode brancos, e sorrindo muito, Melloni explicou que está divorciado há 30 anos e hoje tem uma namorada.
A conquista de Paulo Melloni foi facilitada pela ausência do candidato oficial deste blog, o professor Heródoto Barbeiro. Apesar do amplo apoio que recebeu de ouvintes-internautas (veja nos arquivos), decidimos não inscrevê-lo pois sua forte influência na mídia, com presença maciça no rádio e televisão, poderia desequilibrar a disputa. Iremos, no entanto, sugerir que nosso centenário colega de trabalho seja o padrinho da próxima edição do concurso, talvez com a entrega do Troféu Heródoto Barbeiro da Terceira Idade.
Banco será obrigado a ter ouvidor, a partir de setembro
Com mais de 1.000 reclamações feitas ao Procon de São Paulo apenas no primeiro semestre deste ano, os bancos serão obrigados a criar o cargo de ouvidor, em 1o de setembro. As instituições bancárias são responsáveis por cerca de 18% das queixas que chegam até o órgão estadual, e nestes seis meses (de janeiro a junho) superaram as marcas alcançadas no mesmo período do ano passado.
O diretor executivo do Procon de São Paulo, Roberto Pfeifer, falou ao CBN SP sobre o papel do ouvidor:
Kassab sanciona e seguro enchente entra em vigor, em SP
A lei que cria o seguro enchente foi sancionada pelo prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (DEM) e passa a valer, a partir dessa sexta-feira, com a publicação do texto no Diário Oficial do Município. A decisão foi anunciada ao líder do Governo na Câmara, vereador Antônio Police Neto (PSDB), em reunião na sede da prefeitura, na noite desta terça-feira.
Apesar de ainda ser necessária a regulamentação, a lei prevê que os moradores da cidade de São Paulo que tiverem prejuízos em suas casas devido as chuvas terão direito à isenção parcial ou total do IPTU do imóvel, até o limite de R$ 20 mil. Quem sofreu com os temporais em 1º de outubro de 2006 e tiver a documentação que comprove as perdas já pode ser beneficiado pelo seguro.
O instrumento havia sido usado a primeira vez em São Paulo no governo Martha Suplicy (PT). No último ano da administração, após fortes temporais que ocorreram na capital, a petista buscou amenizar a pressão da opinião pública anunciando o benefício para os moradores de algumas regiões da capital. Porém, somente na administração Kassab o seguro enchente foi transformado em lei.
Apesar dos benefícios que podem reduzir o prejuízo dos moradores que tiverem imóveis atingidos por enchentes, o seguro não atende as áreas mais pobres da cidade, já que estas tem isenção do IPTU.
Com 23 anos, o carioca André Brasil está pronto para se transformar em um dos principais nomes do país nos Jogos Parapan-Americanos Rio 2007, que se iniciam neste domingo. Vítima de paralisia infantil, ele nada desde os primeiros meses de vida. Inicialmente, o esporte era terapia, hoje é motivo de orgulho e profissão. Com o patrocínio oficial da Loterias da Caixa e outras entidades, André pode se dedicar às competições. Ele treina, atualmente, no Clube Pinheiros de São Paulo.
André disputará nove provas na classe S-10 e tem tudo para se transformar no Thiago Pereira do Parapan, que ganhou oito medalhas, seis de ouro, no Pan-Americano.
Conheça a história de André Brasil na entrevista ao CBN SP:
O Parque da Água Branca está secando devido a expansão do mercado imobiliário no valorizado bairro da zona oeste de São Paulo. Inaugurado em 1929, o local é patrimônio tombado do Estado e, segundo a arquiteta Maria Aurélia Jordão, passa por processo de degradação devido a interferência dos grandes prédios do entorno no lençol freático.
Maria Aurélia Jordão, consultora ambiental, desenvolveu estudo no parque freqüentado por ela desde criança. Quando menina, conheceu os três lagos que haviam por lá. Hoje, lamenta que seus filhos só tem à disposição um desses lagos.
Ouça a entrevista de Maria Aurélia Jordão ao CBN SP:
Foi falar em uma cidade sem carro para os defensores das bicicletas aparecerem de todos os cantos. Marco Costa, ouvinte-internauta do CBN SP, quer medidas audaciosas da prefeitura de São Paulo. Sugeriu que se reproduzisse na capital modelo em andamento na cidade de Paris: bicicletas públicas.
Na idéia de Marco, o cidadão se cadastraria nas subprefeituras e teria direito a utilizar bicicletas, gratuitamente, em pontos estratégicos da cidade, devendo devolvê-las ao fim do percurso. O controle seria feito através do registro do ciclista-cidadão e as bicicletas, sinalizadas para reduzir o risco de roubos. Pesquisa seria desenvolvida pela prefeitura para identificar os locais e rotas em que o uso da bicicleta pública fosse mais necessário e produtivo. "Se a prefeitura não quiser ter gastos, entrega para uma empresa privada que poderia cobrar tarifa de R$ 1,00 pela bicicleta", sugeriu.
O Diego Andrade, de ouvido ligado na programação da CBN, calcula que no espaço de três carros - geralmente com uma pessoa dentro de cada um - circula um ônibus, transportando até 40 passageiros, ou 20 ciclistas. Mas lamenta: "a cidade não está preparada, não existe espaço para o uso da bicicleta e a maioria dos motoristas não tem educação".
Solidário ao Diego, o ouvinte-internauta Roberto Neumann também escreveu para vender o seu peixe ou a sua bicicletada, um movimento "contra a tirania da cultura do carro". Por sugestão dele visitei o site http://www.bicicletada.org (de onde saiu a foto lá de cima) e descobri que dia 25 de agosto tem bicicletada em Porto Alegre e Curitiba e dia 31, em São Paulo.
Foi lá, também que eu li: "cultura do automóvel = mínimo de força e máximo de estupidez". Para saber mais dê umas pedaladas no site da turma da bicicletada - e depois volte para cá.
No dia 22 de setembro, não esqueça: Dia Mundial Sem Carro
O inquérito Criminal contra o ex-prefeito de São Paulo Paulo Maluf por desvio de dinheiro de obras públicas na capital paulista, em 1996, é arquivado pelo Supremo Tribunal Federal. Para o ministro Eros Grau o crime contra a administração pública prescreveu, por isso vai para o arquivo do STF.
Nenhuma novidade no resultado. Na terça-feira, no Justiça e Cidadania, da CBN, Walter Maierovitch, ao falar sobre o caso de Renan Calheiros que foi parar no STF, havia alertado que nos últimos 40 anos o órgão nunca condenou autoridades com foro privilegiado. No blog dele (acesse nos favoritos aí do lado), acrescentou: "É pela demora que os Maluf e os Barbalho continuam sendo considerados presumidamente inocentes".
Mesmo assim ainda tem quem acredite em justiça: o promotor Sílvio Marques disse ao repórter Adamo Bazani, da CBN e fiel escudeiro deste blog, que mesmo com o arquivamento no STF as investigações seguem pois ainda há ação civil pública por improbidade administrativa em andamento.
Derrubada de árvores no Rodoanel é legal, diz Dersa
A imagem de toras de árvores acumuladas na terra é de um dos trechos das obras do eixo sul do Rodoanel e foi publicada neste blog há três dias. De acordo com a Dersa, a derrubada foi aprovada pelo Ibama e tem acompanhamento do Instituto de Botânica do Estado de São Paulo: " O total de supressão vegetal previsto é de 212 hectares de mata em estado de regeneração, isto é, em áreas que em passado recente já foram desmatadas por alguma razão. Não se trata, pois, de mata primária", explica nota enviada pela Dersa. Ainda de acordo com o órgão, será feito replantio de 1016 hectares nas áreas de mananciais como compensação ambiental.
Campanha de educação no trânsito agride para ensinar
O anúncio, enviado por um ouvinte-internauta identificado apenas pelo e-mail, mostra que às vezes é preciso mensagens agressivas para educar. No caso, o alerta é para os pais nunca deixarem seus filhos sozinhos dentro do carro.
O respeito ao pedestre não é tema tratado nas auto-escolas brasileiras, segundo o professor titular de engenharia mecânica e especialista em formação de condutores, Celso Arruda. Ele ressalta que estas entidades não cumprem com seu papel e, na maioria das vezes, servem apenas para a “venda” da habilitação.
No CBN SP, o professor alegou que a educação no trânsito deveria ser desenvolvida desde a pré-escola, conforme prevê o Código Brasileiro de Trânsito.
Aprenda com Celso Arruda aquilo que boa parte das autoridades de trânsito no Brasil parece não saber:
Os fãs do Big Brother Brasil não devem se assustar. O BBB do título é o apelido conferido ao sistema de controle de vazão que foi instalado nas fábricas de cerveja e devem controlar, também, a produção de refrigerantes.
A Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil foi à justiça para derrubar decisão do governo federal que prevê o uso do Sistema de Medidores de Vazão. O equipamento restringe a sonegação fiscal com o volume produzido sendo registrado diretamente na fonte. A entidade alega que pequenas e médias empresas vão quebrar.
Sonegar é a principal estratégia de venda das tubaínas, refrigerantes populares que têm parte do mercado brasileiro.
Carros, motos, ônibus e caminhões são responsáveis por boa parte da poluição do ar, em São Paulo. De acordo com o movimento Nossa São Paulo É Outra Cidade, quatro mil pessoas morrem devido a má qualidade do ar - isto significa 20 vezes mais mortos do no acidente da TAM, no aeroporto de Congonhas.
Este é um dos dados que serão apresentados nesta quarta-feira, no lançamento do Dia Mundial Sem Carro, que se realizará, às 11 da manhã, no espaço Rosa Rosarium, em São Paulo. A data será comemorada em 22 de setembro, um sábado, quando várias atividades serão organizadas para motivar o cidadão a andar menos de carro.
O uso de indicadores de poluição, congestionamentos e prejuízos a saúde e economia fazem parte da proposta de trabalho desenvolvida pelo Nossa São Paulo, grupo formado neste ano que pretende provocar discussões profundas sobre temas que interessam à cidade.
Oded Grajew, empresário que marca sua atuação pela responsabilidade social, adiantou ao CBN SP, que um dos assuntos apresentados no encontro de hoje será a qualidade da gasolina consumida no Brasil:
Brasileiro ajuda a entender fenômeno das megacidades
Falei da foto aí em cima no CBN SP e, em seguida, chegaram os e-mails pedindo o link para o evento Global Cities, na galeria Tate Modern, em Londres. O trabalho do brasileiro Tuca Vieira é um dos destaques e está na capa do site. A proposta é provocar o pensamento sobre as megacidades. Há algum tempo, o premiado Tuca Vieira, da Folha, tem enveredado para as questões relacionadas ao urbanismo.
Leia, se informe, assista aos vídeos, veja as fotos no site da Tate e descubra se, em breve, teremos mais gente morando do lado direito ou do lado esquerdo da foto do Tuca.
Um grupo de paulistano vive como exilado dentro da própria cidade. Eles moravam próximo do local onde aconteceram dois acidentes graves, na capital: a cratera aberta na obra da estação Pinheiros do Metrô, na qual morreram sete pessoas; e a queda do avião da TAM, em Congonhas, que matou 199.
O CBN SP convidou Alex Azevedo, que está há sete meses longe do apartamento interditado pela prefeitura, no bairro de Pinheiros, e Rafael Sebode, há 20 dias sem dormir na casa dele no Campo Belo, para contarem suas histórias:
O “Garoto com Papagaio” de Márcio Lima faz parte do "Circuito de Fotografia - i-contemporâneo" do qual participam 15 galerias nacionais com obras de fotógrafos brasileiros. Fernanda Feitosa, da SP Arte, que organiza o evento, falou com o CBN SP e destacou o fato desta feira ser inédita.
Os trabalhos estão expostos no Shopping Iguatemi, em São Paulo até o dia 11 de agosto. A entrada é franca, mas o estacionamento é pago.
O francês Patrick Bogner está representado no "Circuito de Fotografia" com "Icônes du quotidien 05", trabalho registrado no sertão nordestino, em 2002. A feira que expõe trabalho de profissionais brasileiros e estrangeiros reflete o prestígio que a fotografia tem alcançado em galerias de artes. Quinze destas galerias integram a mostra no Shopping Iguatemi.
"K9 Compassion" é uma das fotos em que o artista Zlatko Kopljar aparece ajoelhado. Ele esteve em diferentes pontos do mundo para este projeto. Nascido na Bósnia e radicado na Croávia, a intenção de Zlatko é provocar debates sobre a globalização.
O Circuito de Fotografias, em São Paulo, põe no mesmo espaço diferentes olhares de fotógrafos brasileiros e estrangeiros. Encontrar uma linha de diálogo entre eles é desfio para o visitante. A exposição está aberta das 13h às 20h, no Iguatemi
A Justiça decretou a prisão preventiva do empresário Oscar Maroni. A denúncia é do promotor José Carlos Blat, o mesmo que fez surgir seu nome no noticiário na época da Máfia dos Fiscais, que investigou o envolvimento de autoridades e funcionários municipais em casos de corrupção.
Para acusar Maroni por formação de quadrilha , tráfico de mulheres, exploração de prostíbulos e favorecimento à prostituição, José Carlos Blat iniciou investigação em 2004, quando foram apreendidos na boate documentos contendo nomes e telefones pessoais de funcionários da Prefeitura de São Paulo, policiais e militares da Aeronáutica, segundo apurou o repórter Adamo Bazani, da CBN.
Após sucessivas derrotas, o empresário Oscar Maroni Filho consegue marcar um ponto a seu favor na briga com o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab. De acordo com mensagem encaminhada pelo advogado dele, Daniel Majzoub, o juíz Venício Salles entendeu ser ilegal o ato da prefeitura de interditar o Oscar's Hotel. Para o relator do caso, a tutela antecipada está mantida e impede a interdição do local.
Está na decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que "o posicionamento da Prefeitura de São Paulo, em princípio, se mostra equivocado, pois não poderia desrespeitar a ordem judicial". O relator afirmou, ainda, que "com um mínimo de prudência deveria o Sr. Prefeito, por sua Procuradoria, ter informado em juízo sobre sua intenção de lacrar o imóvel após a concessão da tutela judicial". E mais a frente, esclarece: "Sendo assim, fica mantida a tutela, que deverá ser acatada e respeitada até a conclusão do feito, sendo vedado à Prefeitura interditar, e muito menos colocar bloquetes de concreto, para impedir a entrada e utilização do hotel".
Puxando o traço e fazendo as contas, o juíz pede para que seja desbloqueada a entrada do Oscar's Hotel. Quanto ao Bahamas, nada se comentou.
Obs: logo na abertura do texto da decisão, o relator dá uma estocada na turma da redação ao afirmar que " questão travada nos autos, em que pese alguns equívocos cometidos pelas partes e pelos meios de comunicação, envolve uma questão técnica, que deve ser enfrentada objetivamente".