O desejo é do consultor de empresas e colunista da Época Ricardo Neves. Reproduzo dois trechos do texto “Privilégios, mimos e mordomias estatais”. O resto você lê na banca mais próxima de sua casa:
"Em Haia, Holanda, pedalando entre uma reunião e outra, passamos, meu amigo holandês e eu, por um ciclista que falava ao celular. Meu amigo me informou então que se tratava do ministro da Justiça em pessoa, e comentou em seguida: “Isso é muito perigoso … Andar de bicicleta e falar ao celular. Ele deveria parar ou pelo menos reduzir a velocidade”. E, para minha estupefação, arrematou: “Qualquer criança aprende na escola que falar ao celular enquanto pedala é ainda mais perigoso que dirigindo um carro”.
“Falta um José Serra fazendo feira, ou um Aécio Neves no supermercado, como fazem seus colegas parlamentares israelenses, que se misturam aos cidadãos, mesmo vivendo em estado de Guerra. Ou César Maria andando de metrô, como faz seu colega bilionário e atual prefeito de Nova York, Michael Bloomberg. Já imaginou uma Marta Suplicy tomando ônibus como qualquer parlamentar britânico ?”
A nota é minha : quando foi prefeito em Porto Alegre, Olívio Dutra do PT insistia em pegar o ônibus na Avenida Assis Brasil, onde morava, até o Mercado Municipal, ao lado da sede da prefeitura. Os assessores reclamavam porque era arriscado e não havia como impedi-lo de “bater o ponto” em um boteco do Mercadão; a oposição, porque considerava demagogia.
A promessa foi de Alexandre de Moraes ao CBN SP na entrevista sobre os corredores de ônibus da capital paulista. Moraes assumiu recentemente a Secretaria Municipal dos Transportes e anunciou a construção de cinco corredores de ônibus, três dos quais seriam entregues até o fim do ano que vem. Ele explicou que, atualmente, costuma pegar ônibus apenas nas quintas-feiras para se deslocar de casa para a universidade onde dá aula. No entanto, pretende passar a usar o transporte público pela manhã, em todas as regiões, para conversar com os passageiros.
Ouça a entrevista do secretário municipal dos Transportes, Alexandre de Moraes, ao CBN SP:
Os corredores de ônibus surgiram como exclusivos mas hoje abrem espaço para táxis, carros oficiais, além de motos e carros que circulam irregularmente para fugir dos congestionamentos.
O repórter Fernando Andrade iniciou uma série de reportagens nesta semana sobre estas vias criadas há duas décadas com o objeivo de dar prioridade ao transporte de passageiros.
Ouça a primeira reportagem que foi ao ar no CBN SP desta segunda-feira:
A rua é a mesma, mas as placas enlouquecem os motoristas. Se em uma esquina só podem circular ônibus, na outra, diz que são proibidos. Na dúvida, eles seguem em frente colocando em risco a estrutura das casas, como escreve o ouvinte-internauta Nilton Costa que abre a sessão do "Foto-Ouvinte do CBN SP", nesta semana.
As três imagens são da rua Moxei esquina com a Tenente Landy, no bairro da Lapa. Segundo Nilton, os ônibus não podem passar no local porque a rua está sobre uma camada de lodo: "a gente faz um buraco no chão de meio metro e encontra água". Se com o sinal em ordem, é difícil cobrar respeito, imagine com a confusão que a CET fez. Nilton conta que o tráfego pesado faz as casas tremerem causando rachaduras.
A decisão do Conselho Municipal de Preservação ao Patrimônio Histórico de São Paulo de permitir a construção de prédios de apenas 25 metros de altura na vizinhança do Parque da Aclimação, na zona norte, tirou R$ 50 milhões do bolso de apenas uma das empresas que atuam no mercado imobiliário. Duas torres de 23 andares deixarão de ser construídas e o dinheiro investido no terreno vai parar na coluna do prejuízo no balanço anual.
Os prédios de apenas 10 andares que poderiam ser levantados já não lhes interessam mais.
No bairro do Ipiranga, onde as restrições garantiram a manutenção de 12 edifícios de valor histórico que fazem parte da herança do conde José Vicente de Azevedo, vizinhos ao museu e ao parque da Independência, algumas empreendedoras de imóveis vão deixar de faturar bem mais. Não é diferente na Móoca, outro local atingido pelas regras impostas pelo Conpresp.
As empresas, na maioria dos casos, compraram terrenos prevendo levantar espigões ao lado dessas áreas, vendendo aos seus clientes a vista para o parque, sem devolver nada para o próprio ou para a cidade Segundo conselheiros que incentivaram a restrição não só não pagam como ainda darão prejuízos com impacto no meio ambiente.
Pelo dinheiro que deixarão de faturar e o prejuízo que vão amargar as empresas do ramo imobiliário, dá para compreender o esforço dos vereadores em criticar o Conpresp e o desrespeito ao acordo que havia sido fechado com todos os líderes dos partidos. Eles haviam acertado prazo de 60 dias para que uma comissão de estudos avaliasse mudanças para "dar mais transparência" as decisões do conselho. Em dez minutos, apresentaram emenda e a aprovaram.
Vereadores recebem das imobiliárias
De acordo com o jornal Folha de São Paulo (http://www.folha.uol.com.br) empresas ligadas ao setor imobiliário fizeram doações de campanha eleitoral a 23 dos 55 vereadores paulistanos - ou seja, 43,64%.
A campanha do vereador Toninho Paiva (PMDB), por exemplo, custou R$ 243 mil, conforme números declarados ao TRE, dos quais R$ 89,4 mil saíram do caixa do grupo Savoy, que mantém imobiliária e construtora.
A propósito: Toninho Paiva é o representante da Câmara dos Vereadores no Conpresp.
Teve quem arrecadou mais, batendo na porta das imobiliárias e construtoras: Claudete Alves (PT) pegou R$ 115 mil, enquanto José Américo (PT) levou R$ 100 mil, mesmo valor que o colega de plenário Antonio Goulart (PMDB). Por coincidência todos votaram a favor das mudanças que enfraquecem o conselho de defesa do patrimônio histórico.
Que fique claro: o dinheiro entrou de maneira legal, está registrado no TRE e toda pessoa jurídica tem o direito de dar para o candidato que bem entender. O que se discute é se vereadores que dependem do dinheiro das imobiliárias para manterem suas campanhas tem independência para agir no parlamento.
Em editorial, nesse sábado, o jornal O Estado de São Paulo ( http://www.estado.com.br )lembrou que "o interesse a ser preservado é o da cidade de São Paulo e não o de um único setor econômico, por mais importante que seja".
Associação de moradores critica "Reizinho do Luxo"
Empreendimento pode gerar riscos ao meio ambiente e qualidade de vida
O empresário José Auriemo Neto conseguiu algo inusitado no mundo das celebridades: emplacou pela segunda vez capa da revista Veja São Paulo - um espaço nobre para os paulistanos, reservado aqueles que se destacam na sociedade.
Neste fim de semana, a imagem de Auriemo vem acompanhada do título "O Novo Reizinho de Luxo". A manchete que aparenta ironia se justifica na reportagem principal da publicação que teceu elogios ao empresário paulistano, lembrando que com apenas 31 anos "está à frente de um supercomplexo imobiliário AAA na Marginal Pinheiros, é o maior sócio da rede de hotéis Fasano, virou parceiro da Daslu e lança um condomínio para milionários".
O destaque ao dono do aglomerado residencial e comercial que se forma ao lado da congestionada Marginal Pinheiros chamou atenção da Sociedade dos Moradores do Morumbi que, desde o anúncio do investimento na região, tem buscado reduzir o impacto que a obra terá no meio ambiente e na qualidade de vida dos moradores.
Carlos Magno Gibrail que está no comando da entidade descreveu, em mensagem enviada a este blog e a revista Veja SP, as várias tentativas feitas para obter as informações sobre o estudo de impacto de vizinhança, obrigatório para obras daquela dimensão.
A intervenção do vereador José Police Neto (PSDB), a pedido da Sociedade, e os requerimentos em busca das respostas que poderiam dar mais segurança aos moradores sobre os riscos que a região enfrentará com a conclusão do empreendimento, não foram suficientes para sensibilizar o empresário.
Segundo Gibrail, por duas vezes os representantes da associação foram recebidos pessoalmente por Auriemo, mas em nenhuma foi oferecido documento ou esclarecimento sobre os efeitos da obra na região.
Auriemo, em entrevista ao CBN SP, quando o empreendimento foi lançado, disse que o shopping center não iria gerar tráfego a área residencial porque o acesso seria na Marginal Pinheiros. Quanto aos congestionamentos na pista local da marginal, ele falou que aquela região ainda não estava potencialmente esgotada.
Para o presidente da SMM, " levantar esta questão agora será benéfico, para ao menos esclarecermos se os PACS liberam as construtoras e os empreendedores de tudo o mais".
Ao fim da mensagem, o representante da entidade chama atenção para uma discussão interessante, o conceito da palavra luxo:
"Gostaríamos, ao finalizar, de sugerir a todos que visitem a área residencial limítrofe ao terreno em obras, para atestar que o luxo real já existia no local - privilegiadas ruas densamente arborizadas e com raro tráfego - antes que a obra termine".
Você já deve ter passado pela experiência de ligar para o 156, telefone de atendimento da prefeitura de São Paulo. A Veja São Paulo testou o serviço, fez 30 ligações e em apenas 9 foi devidamente atendida.
De acordo com a revista, as consultas foram baseadas em questões triviais e previstas na proposta de atendimento do 156. A maioria dizia respeito ao deslocamento pela cidade. Acompanhe um dos diálogos reproduzidos na reportagem da revista que você lê, de cabo a rabo, no portal da revista:
“Estou na rua dos Pinheiros e preciso chegar à região da Avenida Paulista, perto da estação Brigadeiro. Qual é o caminho mais simples? Tempo para obter a resposta: 42 minutos? Tentativas: 4? É meio dia, horário de grande congestionamento na cidade. Telefonando da Rua dos Pinheiros, o motorista precisa chegar à Avenida Paulista (o percurso básico é seguir o fluxo até a Avenida Rebouças, pegar um trecho da pela Consolação e entrar à direita na Paulista). No 156, foram 42 minutos de espera até conseguir falar com um dos atendentes. Se fosse de fato uma emergência...
Nos primeiros cinco minutos, reina a música padrão do disque. Mais música. Três minutos depois:
O senhor precisa pegar o ônibus Metrô Armênia na rua...? Mas eu estou de carro!? Ah... por favor, mais um minuto.
Doze minutos depois, a ligação cai. Após três tentativas, a atendente informa que irá transferir para a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).
Mas não é no 156 que eu consigo saber o caminho que devo seguir de carro?? É, mas é específico na CET.? Então eu deveria ter ligado para a CET?? Exatamente, senhor.
Qual o número então, por favor?? O número é o 156.? Mas aqui não é o 156?? Sim, senhor.? Então eu estou certo em pedir a informação aqui?? Sim, nos iremos encaminhar o senhor para a CET. O 156 não informa percursos de carro, só a CET.? Não estou entendo. Eu estou certo ou errado em ligar para o 156?? Um minuto senhor que irei transferir a ligação.
Transferido para um número da CET específico para guiar motoristas perdidos (mas que inexplicavelmente não pode ser divulgado), a atendente explica o simples trajeto e completa: É bem simples, senhor. Não tem erro
Talvez fosse interessante pensarmos na possibilidade da aprovação de leis que regulem os relacionamentos com pessoas que acionam o melhor em nós. Em primeiro lugar, deveriam ser proibidas de se afastarem. Após determinado período, cuidadosamente definido conforme o caso, elas seriam tombadas e consideradas de primeira necessidade. Patrimônio da nossa humanidade.
Quando entram na cena, purificam o que chamamos de ar, de tal forma que às vezes precisamos inspirar dobrado para alcançar o passo do coração. Este, por sua vez, se alia aos pulmões, e os dois alimentam e impulsionam o resto do sistema. Aí sim, a casa se põe em festa, e nos tornamos radiantes, receptivos e doadores, na justa medida - às vezes nem tão justa assim. Quando surgem no cenário, as luzes se acendem. O cinza se transforma em arco-íris, e tudo começa a fazer sentido. São definitivamente milagreiros, os que vêm e ficam para sempre, os que ficam por algum tempo – sempre curto demais - e os que apenas se insinuam, deixando um gostinho de pouco, dentro de nós. Mas quando um deles vira as costas e se vai, fica uma saudade de fazer dó.
Conseguem desenterrar, sabe-se lá através de que sortilégio, tesouros que nem sabíamos possuir. E o poder de suas presenças é tão grande que transforma em mágicos os momentos corriqueiros, suavizando os que considerávamos insuperáveis. Se olhássemos bem, com certeza veríamos, em suas mãos, um controle remoto, esquecido no estúdio de filmagem de uma película de ficção científica. Sem dúvida, é o que usam para controlarem a freqüência da vibração de nossa estrutura celular, nos tornando mais saudáveis e mais belos, e nos levando a resgatar a curiosidade e a coragem de viver.
É nessas pessoas que depositamos a responsabilidade pelo brilho nos cabelos e pelas estrelas que insistem em escapar-nos do olhar. Que poder é esse que extrai de nós o melhor som, o melhor cheiro e o melhor sorriso? O mundo circunstante agradece pelo resultado e faz de tudo para se juntar à festa. Cuidamos de detalhes há muito postergados, enchemos os vasos de flores, tomamos vitaminas, checamos a data de validade de cremes esquecidos no fundo do armário, e sentimos tamanho prazer de viver que só o que queremos é eternizar a experiência. Não se imagina a vida sem elas, para acionarem todos esses comandos e servirem de espelho, através do qual vamos, aos poucos, nos reconhecendo.
Agora, ao saírem de perto, deveriam ser obrigadas a deixarem para trás, como legado, o encantamento, para que os cabelos não perdessem o brilho, e os cremes não se esgueirassem de volta para o antigo esconderijo. Acima de tudo, essas pessoas deveriam ser proibidas de levar consigo a nossa luz. E nós, proibidos de passar a vida pulando entre a doçura do passado e a desesperança do futuro, fugindo do presente como o diabo da cruz. Não viveríamos na quase-morte porque a ausência do outro não levaria consigo nem o ar de nossos pulmões nem o sangue de nossas veias. A magia de suas presenças permaneceria ativa, para sempre.
Pense nisso, e até a semana que vem.
Maria Lucia Solla é professora, terapeuta e autora do livro “De bem com a vida mesmo que doa”, lançado pela editora Libratrês. Aos domingos, está neste blog com textos sobre o cotidiano.
Do homem de terno listrado em genuflexão ao rapaz de roupa clara prestando continência. Do garoto de gravata e quepe ao lado de um dos jesuítas ao moço pendurado na porta da locomotiva. A todos foi oferecida a suspeita de incorporarem a juventude do nosso colega Heródoto Barbeiro, no longínquo século 19, nesta imagem que faz parte das comemorações dos 140 anos do colégio São Luis.
As suspeitas foram levantadas a partir de mensagem encaminhada pelo ouvinte-internauta Cláudio Antônio desencadeando uma série de participação, seja neste blog, seja no telefone da rádio, seja e-mail do CBN SP. Os comentários e palpites comprovaram o carinho do público com esta figura impagável do “Professor” que todas as manhãs nos ensina a entender melhor o Brasil e as coisas que acontecem pelo mundo. E o jornalismo, também.
As opiniões nos mostram, ainda, o mistério que envolve a idade de Heródoto. Apesar da foto ser do século retrasado, ainda houve quem acreditasse na possibilidade dele estar perfilado na cena. Houve, também, quem o imaginasse atrás da máquina de fotografia ou diante da máquina de fumaça – habilidoso que é na condução do trem do Jornal da CBN.
A maioria, porém, além de ter aceitado participar desta brincadeira, não reconheceu em nenhuma das personagens posadas algo que se assemelhasse ao “Professor”.
A todos agradeço pelos comentários, análises aprofundadas e respostas bem-humoradas, às vezes irônicas - Dona Ilda, por exemplo, telefonou para dizer que o Heródoto estava ao meu lado na foto.
Para homenagear os ouvintes-internautas fiéis a brincadeira reproduzo aqui um dos comentários publicados neste blog, aproveitando o “esforço” do caro ouvinte-internauta Tuxedo que foi fundo em sua pesquisa (os demais comentários você encontra na nota original mais abaixo):
“Enganam-se todos ao imaginar que Heródoto esteja na foto. Deveria estar, mas não está. De acordo com pesquisa realizada pessoalmente nos alfarrábios do Arquivo Nacional, Heródoto, antes que entrasse nos cursos da melhor idade que lhe renderam os títulos de "lente", "hermeneuta" e "hebdomadarista", era o velho maquinista da Maria Fumaça que, já com a vista cansada e dores na coluna e com reflexos já não tão rápidos, fora aposentado da função dias antes, por colocar em risco a vida dos passageiros com suas manobras, oque lhe rendeu mais tarde, e pelo resto da vida, a alcunha de Barbeiro”
Presidente de sindicato defende ilegalidade de taxista
A venda ilegal de alvarás para motoristas de táxis é defendida pelo presidente do sindicato de São Paulo, Natalício Bezerra. Para ele, o documento funciona como uma espécie de fundo de garantia dos taxistas.
Desde a suspensão de emissão do alvará pela prefeitura, o comércio que é proibido por lei é a única forma de novos motoristas entrarem no mercado. Alguns chegam a pagar quase R$ 200 mil parar ter o direito de dirigir um táxi e obter vaga em pontos da cidade.
Ouça a entrevista da repórter Fabiana Novello, da CBN:
Nova Iorque está à beira de um colapso, caso a ameaça dos motoristas de táxi se concretize: eles anunciaram greve nos dias 5 e 6 de setembro. A cidade tem no "Yellow Cab" um de seus principais meios de transporte, devido as restrições e dificuldades para circular e estacionar carro particular, na ilha de Manhathan.
O sindicato dos taxistas de Nova Iorque, Taxi Workers Alliance (TWA), protesta contra o novo sistema de GPS, que a partir de janeiro de 2008 deverá ser instalado dentro dos 13 mil táxis nova-iorquinos.
Segundo os promotores da greve, o novo sistema, parte de um pacote de inovações tecnológicas que prevê também dispositivos de pagamento com cartão de crédito e televisões para os passageiros, colocará em risco a privacidade dos motoristas, visto que os deslocamentos poderão ser monitorados constantemente.
Cerca de 10 mil taxistas fazem parte do sindicato TWA. Os outros três mil, associados ao New York Federation of Taxi Driver, anunciaram que não vão aderir à greve. Mas não seriam suficientes para atender a demanda na cidade.
De acordo com a agência internacional iltaliana Ansa, a última greve de táxis em Nova York é de 1998.
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, vai vetar o projeto de lei que permite a intereferência dos vereadores nas decisões do conselho do patrimônio histórico da cidade. Segundo conversa que manteve na manhã desta sexta-feira com o líder do Governo na Câmara, vereador Antonio Police Neto (PSDB), Kassab vai argumentar que a "vício de iniciativa", ou seja, a proposta não poderia ter partido dos vereadores.
Ouça a entrevista do líder do Governo Antônio Police Neto ao CBN SP:
Um trabalhador do setor de limpeza pendurado nos altos da Avenida Paulista foi flagrado pela jornalista Mônica Poker, da CBN, enquanto transmitia as informações do trânsito da capital, na manhã desta sexta-feira. Segundo contou, os óculos do limpador de vidros cairam do bolso dele e se espatifaram no parapeito do terceiro andar do prédio na Paulista, 726. Quanto ao rapaz, o trapézio faz parte do cotidiano.
Patrimônio histórico está nas mãos de vereadores de SP
A Câmara Municipal de São Paulo decidiu que o patrimônio histórico da cidade vai ser de responsabilidade dos vereadores. Atropelou prazos, acordos e a lógica para votar projeto de lei que tira o poder do conselho municipal que, desde 1985, avalia os pedidos de tombamento, ato que conseguiu preservar parte da memória paulistana.
Incomodados com uma decisão do conselho e incentivados pelo mercado imobiliário e proprietários de imóveis, os vereadores decidiram que, agora, decisões do Compresp vão para plenário. O mais absurdo é que se os conselheiros, a maioria gente de notório saber, de trabalho reconhecido na área de arquitetura, engenharia e urbanismo, resolverem que um determinado prédio ou área deva ser preservada, a decisão vai para a Câmara e se os vereadores não derem seu parecer em 180 dias, o tombamento deixa de existir. Sem querer forçar no trocadilho, o tombamento cai.
Até aqui havia um vereador integrando o conselho, indicado pela Câmara. O atual representante da Câmara é vereador (Toninho Paiva-PL) de campanha financiada por empresas que atuam no ramo imobiliário, portanto que não têm interesse no tombamento de qualquer área que seja na capital.
Agora, os 55 vereadores poderão dar o seu palpite no tema, ou, simplesmente, ficarem calados para que bairros, regiões, quarteirões sejam explorados. E a memória de São Paulo esquecida.
Ao lado de Marcel, Oscar foi dos maiores nomes da conquista da medalha de ouro do basquete masculino no Pan de Indianápolis-1987. A vitória sobre os Estados Unidos, jamais imaginada - pelos americanos, diga-se de passagem -, completa 20 anos neste 23 de agosto de 2007.Pessoalmente, fã de basquete, foi a mais emocionante conquista do esporte brasileiro.
A foto, reprodução de jornal, está no blog da Redação do Uol Esportes (http://uolesporte.blog.uol.com.br/) que refrescou a memória deste jornalista.
A foto desta quinta-feira é do ouvinte-internauta Cláudio Antônio que ficou deslumbrado ao reconhecer um dos nossos colegas nesta imagem que está em um cartão-postal comemorativo dos 140 anos do Colégio São Luis, mantido pelos jesuítas. O cenário é a cidade de Itu, no séc 19, quando alunos e padres do colégio se preparavam para viagem na locomotiva. Você é capaz de identificar onde está Heródoto Barbeiro ?
O prefeito Gilberto Kassab (DEM) deveria fazer em relação ao deputado estadual Machado (PTB) o mesmo discurso duro que usa em outras situações de desrespeito a lei. Quando criticou os donos das empresas de outdoor não poupou sequer os que estavam respaldados por liminar. Porque o alvo é político aliado, Kassab faz brincadeira com o tema ou, para usar expressão em "off" de assessores do próprio, diz em "tom bem humorado" que estava na hora de o deputado retirar o outdoor.
Uma pesquisa da Fipe mostra que todo ano surgem 1.000 novos moradores de rua na cidade de São Paulo. Hoje, são mais de 12 mil perambulando pela cidade e vivendo de esmola.
O secretário municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, Floriano Pesaro, fala de ações que a prefeitura adota para reduzir o número de mendigos na capital paulista e pede apoio do Ministério Público, assim como ocorreu em Uberlândia (veja nota abaixo):
Pedindo esmola nas esquinas da cidade mineira de Uberlândia, um mendigo fatura até R$ 100 por dia, segundo levantamento feito pelo Ministério Público. Um outro tem casa própria e recebe aposentadoria oficial. Mais curiosa é a situação de um senhor que diz ter Mal de Parkison e, à noite, joga em um clube onde já conquistou o título de Rei da Caxeta. Estas histórias foram levantadas pela Ministério Público de Minas Gerais que denunciou a ação dos "falsos mendigos" e pede a prefeitura para que combata a iniciativa.
Ouça as histórias descobertas pelo promotor Marcos Nogueira:
Tudo começou com a mensagem de um ouvinte-internauta que descreveu a surpresa dele ao se deparar com muitos pássaros na vizinhança da nova casa na Vila Mascote. Novos relatos chegaram ao CBN SP, muitas histórias foram contadas e fotografias enviadas. Uma delas está na sessão "Foto-Ouvinte do CBN SP", publicada diariamente neste blog.
Com tanta curiosidade em torno da existência de pássaros na capital paulista e vizinhança, fomos buscar a opinião de um especialista. Ouça a entrevista do ornitólogo Johann Dalgas Frisch ao CBN SP:
Ou o prefeito nunca passou na avenida Nove de Julho, ou a assessoria de imprensa dele esqueceu de incluir no clipping do dia a reportagem da Folha desta terça-feira, ou estava apenas fingindo que nada sabe. A escolha é do prefeito Gilberto Kassab (DEM) que, provocado pela repórter Vanessa Di Sevo, da CBN, fez de conta que desconhecia o desrespeito do deputado estadual Machado (PTB) com a Lei Cidade Limpa.
Como qualquer cidadão minimamente ligado no noticiário do dia sabe, Machado mantém dois outdoors com o nome e a cara dele, encobrindo uma rara árvore, diante do escritório político na avenida Nove de Julho.
Ouça o que o prefeito Kassab disse para a Vanessa:
Enquanto o prefeito diz que não sabe e forja um "vamos ver", o deputado petebista, adepto do falem mal mas falem de mim, se diverte com o fato de a polêmica manter o nome dele na mídia. Ou seja, o amigo do prefeito desrespeita a Lei Cidade Limpa, com apoio de uma liminar, e acha graça.
Livro do PCC tem histórias inéditas da organização
Uma carta enviada a jornalista Fátima Souza abriu as portas da cela de dois integrantes do PCC à repórter e lhe permitiu ouvir a versão de presos que estiveram envolvidos na Operação Castelinho, uma emboscada montada pela polícia de São Paulo, que acabou com a morte de 12 pessoas supostamente ligadas a organização, próximo da cidade de Sorocaba, em março de 2002.
A conversa com Marcos Massari e Gilmar Leite Siqueira durou seis horas, tempo suficiente para eles contarem como foram arregimentados pelo Gradi (Grupo de Repressão e Análise dos Delitos de Intolerância), quais promessas receberam, e os motivos que levaram a operação a se realizar no pedágio da rodovia Senador José Ermírio de Moraes, também conhecida por Castelinho, e contra aquela quadrilha. Detalhes que jamais foram relatados a jornalistas, pois o governo do Estado nunca autorizou o contato deles com repórteres. Para entrar no presídio, Fátima se passou por visita.
O privilégio oferecido pelos presos é resultado de dez anos de investigação que se iniciou em uma série de reportagens nos presídios de São Paulo. Em 1997, Fátima Souza denunciou o aparecimento de uma organização que comandava roubos, sequestros e assassinatos de dentro da cadeia. O governo do Estado não admitiu a existência de tal grupo que foi ganhar destaque anos após com a mega-rebelião nos presídios paulistas.
Com 25 anos de profissão, Fátima Souza reuniu as histórias da organização no livro-reportagem "PCC - A Facção", lançado nesta semana pela editora RCB, já à venda pela internet. Ela foi repórter policial das emissoras de televião SBT, Cultura, Band, Record e do jornal Diário de São Paulo.
A imagem foi enviada pelo ouvinte-internauta Guilherme Coelho registrada da janela da casa dele em São Bernardo do Campo, na região metropolitana. O casal que posa para a foto tranqüilamente é de falcões peregrinos que caçam ratos e ovos de passarinho, segundo informa Guilherme.
Do plenário aos gabinetes, o tema que tomou conta da Câmara Municipal de São Paulo, nesta terça-feira, foi a suspeita de fraude no concurso público para o cargo de técnico administrativo, realizado dia 22 de julho. A denúncia surgiu na internet e ganhou expressão a partir da decisão da Fundação Vunesp, organizadora da seleção, de investigar os indícios de irregularidades.
No site de relacionamento Orkut, foi aberta uma comunidade para divulgação das denúncias. Segundo levantamento feito na lista dos classificados na primeira fase do concurso, dos sete primeiros colocados três têm o mesmo sobrenome, Borghi. Dois fariam parte do círculo de amizade deles. A relação teria sido descoberta através do próprio Orkut, à medida que eles mantêm contas no site. As notas variam de 100 a 98.
Para aumentar a suspeita de fraude, algumas das pessoas acusadas de terem participado da fraude mudaram seu perfil no Orkut após a circulação da notícia de que teria havido fraude na Câmara.
Leia a nota da Vunesp:
“A Fundação Vunesp comunica que, à vista de denúncias de indícios de fraude no concurso para o cargo de Técnico Administrativo, adotou, de pronto, providências legais cabíveis, por meio de sindicância interna e petição junto a instância”.
Para o cargo de técnico administrativo exige apenas o ensino médio completo e paga salários de R$ 2.396,70 por 40 horas semanais de trabalho.
É o que diz projeto que chega a Câmara Municipal de São Paulo, nesta quarta-feira. A proposta ainda prevê a obrigatoriedade da apresentação do plano de metas até 90 dias do início do governo.
A idéia inédita no Brasil, desenvolvida pelo movimento "Nossa São Paulo É Outra Cidade", será entregue às 13h30.
Um dos integrantes do movimento, o empresário Oded Grajew, explica como deve ser feito o plano de metas da prefeitura:
Para comprovar a inexistência da indústria da multa na cidade de São Paulo, a Companhia de Engenharia de Tráfego fez as contas e enviou para o CBN SP. A matemática da CET foi uma resposta às críticas do ex-diretor do Detran de SP, Ciro Vidal, de que os fiscais de trânsito não têm tempo para organizar o tráfego, porque estão sempre com o bloquinho de multas nas mãos.
Leia, calcule e diga se você concorda com a tese da CET:
“Durante a entrevista veiculada nesta manhã, o advogado, Sr. Ciro Vidal, menciona a multa como sendo a principal tarefa dos agentes da CET. No entanto, por meio de um cálculo bastante simples, fica evidente a inconsistência desta afirmação: os 1,8 mil agentes da CET lavram 150 mil autos de infração por mês, o que resulta para cada agente, em média, apenas quatro autuações por dia. Considerando-se um tempo de três minutos para lavratura de um auto, verifica-se que, em uma jornada de 6 h e 40 min, são gastos menos de quinze minutos na tarefa de multar.
Então, o que eles fazem no restante do tempo?
Dentre outras atividades diárias, são montadas e desmontadas 17 faixas reversíveis nos horários de pico, com uma extensão superior a 32 km; são percorridas 170 rotas, totalizando 1.600 km, para identificação e remoção de 700 interferências (acidentes, veículos quebrados, carga na pista). Um agente que atua nas marginais percorre em uma jornada de trabalho mais de 300 km.
Apesar dos 500 veículos novos que entram em circulação todos os dias na cidade, as estatísticas demonstram que os infratores contumazes são minoria – menos de 5%. Em 2006, 80% dos veículos do município não sofreram nenhuma autuação.”
Protesto contra mudança no Patrimônio de São Paulo
Um dos mais importantes arquitetos de São Paulo, Paulo Bastos, fez duras críticas a intenção dos vereadores da capital de interferirem nas decisões do conselho que trata do patrimônio histórico da cidade. Depois de ouvir a informação no CBN SP, Bastos enviou a seguinte mensagem ao programa:
"Prezado Milton,
Na qualidade de ex-conselheiro e ex-presidente do Condephaat, de membro do ICOMOS-International Council on Monuments and Sites, órgão consultor da Unesco, além de autor de vários projetos de restauro e revitalização, entre os quais os da Catedral da Sé, da Igreja de S. Cristóvão e do Tribunal de Justiça de S. Paulo, venho me manifestar em relação ao inqualificável PL 0495/07, da autoria de vereadores paulistanos.
Desde o famoso Decreto-Lei 25, federal, inspirado por Mário de Andrade, o Brasil ingressou em uma etapa superior de civilização, ao criar o IPHAN ( nome atual do órgão federal de preservação ) e instituir, como nas demais nações desenvolvidas, as normas de preservação e o tombamento, como instrumento de proteção do patrimonio cultural ( do qual o p. edificado faz parte importante ), posto que sua perda, quando ocorre, é irreparável e sua proteção é elemento essencial à preservação da memória e identidade coletivas.
A isto se seguiu a criação de órgãos estaduais correspondentes, como é o caso do Condephaat, em S.Paulo, todos com responsabilidades concorrentes, como estabelecido desde a Constituição Federal, até a Lei Orgânica do Município.
O tombamento é um ato técnico, baseado em estudos especializados, que atende a um dos direitos difusos mais importantes da sociedade : o direito à preservação e fruição de seu patrimonio histórico-cultural, acumulado ao longo de sua evolução e mesmo antes dela, como é o caso do acervo arqueológico histórico e pré-histórico.
A preservação de um bem edificado, não se reduz a ele próprio. Não há sentido em protege-lo e, ao mesmo tempo permitir seu completo ocultamento pelo bloqueio visual resultante de obras viárias, imobiliárias, ou públicas, daí decorrendo a necessidade de, junto com o tombamento, definir gabaritos, volumetria, etc., de seu entorno, tanto em benefício da visibilidade, com de sua ambiencia.
Existe jurisprudencia afirmando a prevalencia das normas de regulamentação do entorno de bens tombados, sobre outras de caráter urbanístico, como foi o caso da contestação feita pelo Prefeito Jânio Quadros ao tombamento dos Jardins, justamente pela importancia da preservação.
Imagine-se o que sobraria de Ouro Preto, hoje patrimonio da humanidade, se o município estivesse submetido a uma lei como a que está proposta ?
Este Pl se não já não afrontasse as Constituições federal e Estadual, agride nossa inteligencia e nosso direito de proteger o que restou da destruição massiva de bens culturais operada pela ignorancia e desleixo de diversas administrações, em nome de duvidosa modernização, atrelada à voracidade do lucro imobiliário e ao carreirismo político da grandes obras.
É ridículo que vereadores, sem o menor conhecimento técnico ( e muitas vezes sem qualquer conhecimento ) venham a se arvorar em árbitros ( e majoritários) do que se deva preservar, tanto no ambito do Conpresp, quanto no da Câmara, como previsto no PL, tudo agravado pelo poder de destombar, ou seja, jogar no lixo o que já foi conquistado.
Audiencias públicas para julgar se algo deve ser tombado , ou não? Não haver proteção enquanto não houver decisão ? São ótimas providencias para que os interessados ponham tudo abaixo antes que algo aconteça.
Este Pl deveria ser arquivado no prazo mais rápido possível, para que a Câmara não exiba publicamente ( aquí e no exterior ) tamanha vergonha cultural / legislativa, acabando de enterrar sua credibilidade.
A imagem é de uma das telas da exposição “Memórias de São Paulo”, retratando a Rua Direita em 1905. O desenho é de Eduardo Kobra, artista que tem surpreendido os paulistanos com a reprodução do passado nos muros da cidade. Este mural está na Hélio Peregrino, nº 1200. A exposição é na Praça Benedito Calixto, 179, a partir do dia 27 de agosto.
"Vaquinha” de ex-colegas garante Ifigênia no palco
Cada artista tirou R$ 200 da carteira, a produtora Mariana Mattar foi em busca de apoios que, necessariamente, não chegaram em forma de dinheiro, mas de um vaso, uma cadeira ou uma espada que compõem o cenário da peça Ifigência. O trabalho dos ex-colegas da Faculdade de Artes Cênica da Unicamp estará em São Paulo, a partir do dia 21 de agosto, no Centro Cultural, no bairro da Liberdade.
Para Mariana Mattar, que conversou com o CBN SP, foram os estudos desenvolvidos na Unicamp que propiciaram ao grupo talento para expressar suas idéias com tão baixo custo. Ela destaca, também, a importância do trabalho corporal apresentado no palco, onde representarão uma das mais famosas tragédias gregas.
Acompanhe esta história na entrevista com Mariana Mattar:
Abbott retira lote de remédio, após denúncia no CBN SP
O laboratório Abbott decidiu retirar das farmácias os lotes do remédio Klaricid que estavam sendo vendidos com duas bulas diferentes. A denúncia foi feita pelo CBN SP a partir de relato de uma consumidora, na sexta-feira. (veja notícia e entrevista neste blog)
Leia a nota divulgada pela Abbott neste segunda:
A título de atualização sobre assunto tratado em seu programa de sexta-feira, sobre o medicamento Klaricid 250 e 125 Solução Oral, a Abbott informa que iniciou o recolhimento voluntário de lotes específicos do produto. Klaricid é um antibiótico macrolídeo seguro e eficaz utilizado no tratamento de uma grande variedade de infecções bacterianas, principalmente do trato respiratório superior.
Embora a informação correta, passo a passo, sobre a diluição possa ser encontrada no folheto que acompanha todas as embalagens de Klaricid, este recolhimento se deve à informação incorreta na bula do produto, que detalha como os pacientes devem diluí-lo com água. Os pacientes devem seguir este folheto explicativo (ilustrado) para fazer a mistura de forma adequada.
Possíveis efeitos colaterais são náusea e vômito. Nenhum evento significativo foi reportado. Pacientes com dúvidas sobre a correta diluição de Klaricid devem ligar para o Abbott Call Center (0800-703 1050), de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h (exceto feriados). A ligação é gratuita
Este recolhimento é limitado ao Brasil. A Abbott notificou a ANVISA e está instruindo os distribuidores e farmácias sobre como proceder.