Eram jovens que tinham em mãos um transmissor e muitos discos. E com estas armas, deram início a uma história de resistência ao regime de Slobodan Milosevic. Com a rádio B92, de Belgrado, enfrentaram duas guerras, sanções econômicas, violência da polícia, crime organizado, neonazistas e quatro tentativas de fechamento por parte do governo. Foram, neste período, acusados de traição, espionagem e terrorismo porque furavam o bloqueio da notícia controlada pelo Estado. Seguem no ar. E com história escrita em livro pelo autor Matthew Collin.
B92 - Rádio Guerrilha, Rock e Resistência em Belgrado, foi lançado em 2006, pela editora Barracuda
Este é um fim de semana especial para os romanos que vão varar a noite para assistir à quinta edição de "La Notte Bianca" quando cerca de 1 mil artistas de 29 países participam de festas e eventos culturais.
O tema deste ano é "O Mundo Numa Noite" o que justifica a participação de artistas estrangeiros nos 400 espetáculos programados para começar às seis da tarde. Na lista não há nomes brasileiros. Argentinos e colombianos são os representantes da América do Sul.
De acordo com o colega Wálter Maierovitch que vive "exílio" temporário na Itália "como o verão está no fim, os romanos voltaram de férias - as aulas começam segunda-feira- e a grande massa de turistas já partiu, La Notte Bianca promete"
A versão tropicalizada de "A Noite Branca" é a Virada Cultural promovida, anualmente, em São Paulo. Uma iniciativa da cidade de Roma que poderia ser aplicada por aqui é o transporte coletivo de graça para facilitar o acesso aos espetáculos.
As irmãs Finocchiaro estão apaixonadas pelo poeta gaúcho Mário Quintana. Deborah expõe este amor no palco, com a peça Sobre Anjos e Grilos:Universo de Mário Quintana, e Laura no CD que está na gaveta até que alguma gravadora entenda a importância e beleza deste trabalho.
As irmãs bateram papo com o CBN SP e cantaram para nosso deleite:
As críticas feitas aos vereadores são responsabilidade dos meios de comunicação, segundo o presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Antônio Carlos Rodrigues (PR). Ele participou da última entrevista promovida pelo CBN SP que discutiu um novo figurino para os vereadores. Neste blog, mais embaixo, você ouve as outras entrevista, também.
Controle na venda de bebidas e cigarro, faixa de segurança sinalizada e faróis funcionando, calçadas preservadas e policiamento. Estas são algumas das ações que o poder público terá de realizar em um raio de até 100 metros no entorno das escolas públicas e privadas de São Paulo de acordo com lei sancionada pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM).
O autor do projeto, vereador Eliseu Gabriel (PSB), falou ao CBN SP sobre o risco desta lei se resumir a colocação de placas que sinalizem a área de segurança e necessidade da cobrança do cidadão:
O governador José Serra, de São Paulo, dispendou parte do seu tempo em uma entrevista coletiva apenas para mandar recado a um ouvinte-internauta do CBN SP que considerou incoerente a crítica de Serra ao Governo Lula pela cobrança de impostos sobre serviços de saneamento.
Vamos ouvir o que disse o governador a propósito da mensagem enviada ao CBN SP pelo ouvinte-internauta José Roberto:
Na edição de quinta-feira do CBN SP, já havíamos noticiado aqui nota do Palácio dos Bandeirantes com a mesma explicação que, à tarde, foi feita em viva-voz pelo governador. Naquela oportunidade já havia ficado com a "pulga atrás da orelha", pois na nota que a assessoria de comunicação do governador encaminhou ao programa estava, também, a transcrição de parte do texto divulgado por mim. E ali já havia sentido falta de um ponto citado pelo ouvinte-internauta.
Com a gentileza do governador em tratar pessoalmente do tema, me senti na obrigação de ir ao arquivo-morto para verificar o que, realmente, estava dito na mensagem eletrônica assinada pelo ouvinte-internauta.
A impressão que tenho é que o governador, se respondeu baseado na informação que recebeu da assessoria, tenha sido induzido ao erro, pelo menos a um erro parcial. Pois na nota transcrita pelos assessores do Palácio faltava um trecho importante para se entender o pensamento do ouvinte-internauta.
José Roberto concorda com a posição de José Serra na crítica a cobrança de impostos sobre saneamento. Mas alega que no Governo de São Paulo também havia a incidência de impostos sobre o que ele considera ser bens de primeira necessidade. Na frase seguinte explica quais seriam: serviço de saneamento e de energia elétrica. Na nota do Palácio, o segundo ítem, energia, foi esquecido.
E assim o governador que gentilmente esclareceu o primeiro ponto da mensagem para mostrar que a crítica era injusta ao governo dele, acabou não respondendo a propósito da incidência do ICMS sobre serviço de energia elétrica, que na visão do ouvinte-internauta tem a mesma importância que o serviço de saneamento.
E em relação a energia elétrica, que não é saneamento, há cobrança de imposto estadual.
Quanto ao interesse do governador de atender às reclamações de ouvintes-internautas deste programa, só nos cabe agradecer.
Abaixo reproduzo a mensagem do ouvinte-internauta José Roberto e a nota enviada pela assessoria de comunicação do Palácio dos Bandeirantes:
1. José Roberto, ouvinte-internauta
"Olá Milton, bom dia. Você não achou estranho o comentário do governador José Serra, referente a cobrança do Governo Federal sobre o PIS e a COFINS ? Ele disse ser um absurdo. pois, segundo ele, saneamento básico é bem de primeira necessidade e não deveria haver impostos sobre os bens de primeira necessidade. Concordo com ele em gênero e grau, porém ele é o governador do Estado que cobra 25% de ICMS (que na realidade vira 33%), sobre o saneamento e, também, sobre a energia elétrica. Agora, tomo a liberdade de pergunar a você Milton, será que os repórteres, hoje, não possuem mais capacidade para parlamentar com nossos políticos? Pois, falam o que querem e não são questionados. Ou será que estão de olho em um cargo, por exemplo, de assessor de impresa? "
2. Nota da assessoria de comunicação do Governo do Estado de São Paulo:
"Serra é elogiado pela postura, mas criticado pelo ato (Rádio CBN AM - SP - CBN São Paulo - Boxnet - 05/09/2007 10:15 - Duração: 00m43s)
O jornalista Milton Jung comenta sobre uma mensagem de um ouvinte que defende a postura do governador José Serra de criticar a cobrança de PIS e COFINS pelo Governo Federal, sendo estes tributos pagos por Itens de primeira necessidade. Apesar dos elogios, o ouvinte pede que Serra faça uma revisão sobre o que é cobrado de ICMS em São Paulo no que se refere a serviços de saneamento.
Em relação ao e-mail da ouvinte, temos a informar que:
1. O Estado de São Paulo não cobra ICMS sobre serviços de saneamento, o que inclui aqueles prestados pela Sabesp.
2. O governo federal, no entanto, cobra PIS/Cofins sobre esses serviços. Só em 2006, por exemplo, a Sabesp pagou 456,7 milhões desse tributo. Ao todo, em impostos federais, a empresa pagou no ano passado R$ 862,6 milhões, valor muito próximo do total reservado para novos investimentos.
3. Estimativas do setor indicam que a desoneração de PIS/Cofins sobre saneamento liberaria pelo menos R$ 1,4 bilhão para novos investimentos em todo o país."
Em defesa da ocupação da terra improdutiva na cidade
Terrenos vazios, sem moradia ou serventia, são uma contradição em cidades nas quais se verifica deficit habitacional. É comum encontrar em São Paulo, por exemplo, ocupações em áreas irregulares, com famílias vivendo em situação precária, enquanto donos de imóveis ou lotes mantém suas propriedades improdutivas. O cenário se repete na maioria das capitais brasileiras.
O uso do Estatuto da Cidade para promover a ocupação destas áreas nos centros urbanos motiva técnicos e especialistas que participam de seminário realizado em São Paulo. A medida seria uma das formas de se evitar a ocupação dos mananciais que gera graves riscos ao meio ambiente. A professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP Maria Lúcia Refinetti Martins entende que é preciso mobilizar a sociedade para que os prefeitos passem a aplicar o que está previsto em lei. Na entrevista ao CBN SP, Maria Lúcia lembrou de apenas uma cidade que tem se preocupado com o tema (acesse no link abaixo).
Os jornalistas Eduardo Reina, do Estadão, e Sérgio Roxo, do Diário de São Paulo, dedicam parte das horas de trabalho a levantar informações na Câmara Municipal. Conversam com vereadores, falam com os assessores nos gabinetes, mas é no bate-papo com os funcionários do legislativo que conseguem as "boas" notícias.
Eles participaram da série de entrevistas sobre a mudança de figurino dos vereadores proposta pelo CBN SP para que tenham perfil mais apropriado as necessidades da cidade e do cidadão.
Acompanhe o debate com Reina e Roxo. E prepare sua pergunta para fazer ao presidente da Câmara, Antônio Carlos Rodrigues, que encerra a série temática no CBN SP desta sexta-feira.
Assista à última apresentação pública de Luciano Pavarotti, durante a cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Inverno, em Torino, na Itália, quando o mestre cantou Nessun Dorma. O vídeo está na página do La Repubblica, onde se encontra mais informações do tenor morto aos 71 anos de câncer.
Ministério Público já tem escalação do Corinthians
Desde que promotores públicos entraram em campo não deram folga ao Corinthians. A apreensão de documentos na sede do clube, na terça-feira, convenceu a turma do Ministério Público Federal de que integrantes da MSI também devem ser investigados no esquema de emissão de notas frias para lavagem de dinheiro.
De acordo com apuração do repórter Adamo Bazani, da CBN, em um computador da empressa, apreendido na sede do Corinthians, foram encontrados dados das notas frias. Para o promotor José Reinaldo Guimarães Carneiro é impossível desvincular a investigação sobre a "lavanderia" mantida pelo clube da relação entre a direção do Corinthians e a MSI.
O Ministério Público Federal revelou , ainda, que jogadores do Corinthinas recebiam salário no exterior. A prática é ilegal, segundo o procurador Rodrigo De Grandis. E a turma da bola vai ser escalada para comparecer no MPF.
Cena mais comum na cidade do que gostaríamos. Calçadas e terrenos de São Paulo são usados como depósito de entulho. Na foto feita pelo ouvinte-internauta Paulo Michel Nunes, você vê a rua Presidente Pinto próximo a Presidente Wilson, na zona leste da capital.
“Acho uma vergonha esse tipo de desaforo. Ontem passei pela manhã e não havia esse entulho. Dificulta até o movimento dos carros. Havia garis da prefeitura limpando o local, mas como poderiam fazer alguma coisa diante a tanto lixo. Para esses casos a prefeitura teria que intervir com a polícia militar”, escreveu o indignado cidadão.
Subir ao topo dos 35 andares do edifício Altino Arantes, no centro de São Paulo, não chega a ser uma novidade. Em média, 20 mil pessoas fazem este passeio a cada mês. A maioria chega a rua João Brícola, número 24, e assim que admira o desenho do prédio inspirado no Empire State Building , de Nova Iorque, tem apenas um objetivo: escalar os 116 metros de altura. De elevador, é lógico.
O fotógrafo Eduardo Garafalo, nos últimos meses, visitou várias vezes o “Banespão” – apelido que o edifício ganhou por ter sido construído para ser sede do então banco estadual de São Paulo. Ao contrário dos demais, a meta dele não era ver a enorme cidade que se apresenta à vista de quem chega a torre, mas prestar atenção nos detalhes. E entalhes.
O resultado destas visitas constantes está em 72 fotografias expostas no saguão do edifício Altino Arantes que completou 60 anos, em junho. Uma delas você vê aí em cima.
A exposição “Edifício Altino Arantes – Detalhes e Entalhes” está aberta a partir de hoje no prédio onde funciona o Museu Santander, nome do banco que comprou o Banespa e se tornou dono deste marco da cidade de São Paulo.
Ouça aqui a entrevista de Eduardo Garafalo ao CBN SP:
A lei de iniciativa popular que pune crimes eleitorais já cassou cerca de 600 prefeitos e vereadores, segundo informa o arquiteto e animador do Movimento Nossa São Paulo É Outra Cidade Francisco Whitaker. Dos pegos com a "mão na butija", cerca de 400 atuavam na câmara municipal.
Francisco Whitaker participou da série do CBN SP que discute um novo figurino para os vereadores brasileiros:
Uniforme de vereador: Câmara está fechada ao cidadão
A abertura da Câmara para o cidadão é reivindicada pela coordenadora do Movimento Voto Consciente Sônia Barboza na primeira entrevista da série que discute a mudança de comportamento dos vereadores. Sônia lembra que pedidos de informações feitos pela ONG, que existe há 20 anos, são arquivados porque o presidente da Câmara, vereador Antônio Carlos Rodriguez, diz que não quer dar "munição" contra a casa.
Dentro de um ano, teremos de escolher nosso representante na Câmara dos Vereadores e seria interessante encontrar políticos decididos a mudar o figuro em moda atualmente na casa legislativa.
Ouça a entrevista de Sônia Barboza, da ONG Voto Consciente, ao CBN SP:
Prefeito morto é suspeito de corrupção, em São Caetano
O Ministério Público vai investigar acusação feita pelo empresário Antônio José Cressoni sobre suposto esquema de corrupção em São Caetano do Sul, nas duas últimas gestões do prefeito Luiz Tortorello, morto em 2004.
Ouça a reportagem de Douglas Ritter, que foi ao ar no CBN SP:
As floreiras da Paulista estão ornamentadas com plantas murchas e mal-cuidadas. Foi o que registrou nesta imagem o ouvinte-internauta Sílvio Soledade. De 2003 a 2006, a manutenção das flores era feita pela Associação Paulista Viva. Quando prefeito, José Serra cancelou o convênio a pedido do secretário municipal das Subprefeituras Andrea Matarazzo. Agora, os cuidados (ou descuidados) estão sob a responsabilidade da SPTuris.
Marly Lemos, da Associação Paulista Viva, diz que "lamentamos muito que tais floreiras, agora, sirvam para acomodar vasos de plantas mortas". Enquanto o ouvinte-internauta Silvio Soledade pergunta "quanto a prefeitura gasta para não cuidar das flores"
Agora o outro lado:
"Em relação ao comentário sobre as floreiras da avenida Paulista, informamos que a Subprefeitura da Sé é responsável por sua manutenção e tem realizado a rega e troca das flores três vezes por semana. Atualmente, como a Paulista encontra-se em obras, a Subprefeitura da Sé está retirando, desde a última sexta-feira (31), as floreiras. Além disso, os postes da avenida, entre eles, aqueles que sustentam as cerca de 40 estruturas, passarão por revisão.
Atenciosamente, Andrea Matarazzo Secretário das Subprefeituras e subprefeito da Sé"
O uso de uniforme por vereadores, proposta apresentada por parlamentar de São José dos Campos, provocou uma série de comentários no CBN SP e neste blog. A idéia é tornar aparente o trabalho na câmara municipal e impedir que os vereadores gazeteiem as sessões. Se obrigados a se identificar através da roupa, logo seriam reconhecidos nas ruas pelo eleitor que, talvez, pudesse mandá-lo de volta para a “sala de aula” como se estivesse diante de um aluno do ensino infantil.
Tenho minha parcela de culpa no tom jocoso dos comentários e sugestões enviadas pelos ouvintes-internautas. Ao publicar a nota neste blog e reproduzi-la no programa, não me contive. Usei de ironia, sim. E provoquei ao pedir sugestões. Incrível, porém, foi a percepção de que boa parte das opiniões (é só conferir na nota que deu origem a discussão mais abaixo) convergiam na falta de credibilidade dos vereadores. Não necessariamente os de São José, os de São Paulo, os de Santos, os de São Caetano ou seja lá Deus que outra cidade.
Sugerir-lhes roupa de presidiário - os mais bem-humorados lembraram dos Irmãos Metralhas - simbolizava a falta de crença no parlamentar e a sensação de impunidade no País. O desejo de vê-los atrás das grades por crimes que tenham cometido era evidente e tenho a impressão de que não se voltava apenas a figura do vereador, mas a do político, esteja ele no parlamento municipal, no legislativo estadual ou no Congresso Nacional.
É preocupante, assim como não é nova, esta falta de confiança, mas chama atenção o fato de a crítica à qualidade dos políticos, todos eleitos por voto direto e total liberdade do cidadão, na maioria das vezes vir dissociada da responsabilidade do eleitor. Apenas uma ou duas ouvintes-internautas (no feminino, mesmo) chamaram atenção para o fato de que se o uniforme que caberia aos vereadores era listrado, os eleitores também deveriam vesti-lo, pois são responsáveis pela escolha
Dentro de um ano, o eleitor estará elegendo um novo parlamento municipal. Um deputado federal que já atuou na Câmara, com quem falei semana passada, acredita que haverá profunda renovação de nomes. Seria lamentável que, apesar do descontentamento popular, não mudássemos também o hábito.
Nesta semana, o CBN SP vai discutir este assunto com personalidades que nos ajudem a entender o caminho para a mudança. E você pode fazer a sua sugestão deixando o comentário neste blog.
A idéia é do ouvinte-internauta Perkins que enviou o desenho acima com sugestão de uniforme para os vereadores com direito a acessórios e explicações. No sentido anti-horário: guarda-chuva para se livrar de ovos e tomates de eleitores revoltados; lâmpada para votarem projetos na calada da noite; gravata com código de identificação para caso você queira fazer reclamações pela internet; computador portátil com tarefas a cumprir e caixa de correio aberta para não ter desculpa de que não recebeu mensagem de eleitor; tornozeleira para que possa ser monitorar pelo cidadão; roupa verde e amarela para não se esconder no meio da multidão; sistema de monitoramento com caixa-preta, vídeo e gravador registrando toda e qualquer conversa suspeita que tiver.
O ouvinte-internauta-estilista Juliano fez seus rabiscos - de ótima qualidade, por sinal - e mandou a seguinte sugestão de uniforme para os vereadores:
Avassaladora maioria dos ouvintes-internautas sugeriu o uniforme dos irmãos metralhas com algumas variações para vestir os vereadores, seguindo sugestão deste blog (veja nota abaixo).
Uns falaram em roupa listrada em preto e branco, outros preferiram a calça caqui, modelito dos presídios brasileiros, e houve os puristas que defenderam a roupa que marcou o trio da série das histórias em quadrinho da Disney.
A imagem foi enviada pelo ouvinte-internauta Pedro Eloy:
São Paulo tem 35 torcedores proibidos de ir ao estádio
As freqüentes badernas entre torcedores já afastou 35 pessoas dos estádio, segundo informa o promotor de justiça Paulo Castilho. Elas são obrigadas a realizar trabalhos comunitários em hospitais públicos durante as partidas de futebol dos times para os quais torcem.
Neste fim-de-semana, antes do clássico Corinthians e Santos, houve novo confronto com prisões efetuadas pela Polícia Militar. Apesar da repetição dos fatos, as autoridades de segurança ainda não foram capazes de desenvolver ação no sentido de monitorar o deslocamento dessas torcidas que costumam anunciar os ataques com antecedência, inclusive na internet.
Para o promotor Paulo Castilho, que falou ao CBN SP, é necessário este trabalho para que os torcedores sejam enquadrados no crime de formação de quadrilha. Ouça a explicação das ações que ele vai sugerir à polícia de São Paulo:
Foi cedo a comemoração do promotor de justiça Thales Ferri, que matou um rapaz no litoral paulista. O Conselho Nacional dos Ministérios Públicos obteve liminar que suspende a decisão que beneficiava Ferri, conforme informou o repórter Adamo Bazani, ao CBN SP.
O Órgão Especial do Colégio de Procuradores do Ministério Público de São Paulo havia entendido que, apesar do envolvimento dele no crime, não havia empecilho para que Talhes fosse efetivado na função de promotor. Chegou a ser nomeado para assumir cargo em Jales, interior paulista, medida abortada na sexta-feira, após pressão da opinião pública.
Agora, terá de esperar um pouco mais, pois a liminar do Conselho terá de ser julgada e Thales só volta ao trabalho com salário pago pelo contribuinte se for derrubada.
A semana começa com a imagem do uso indevido do espaço público, em São Paulo. O ouvinte-internauta Paulo Valentini passou na rua da Móoca esquina com a Avenida do Estado e registrou o entulho deixado por lá por um caminhão:
"Tirei essas fotos no sábado, dia 01/09/2007, às 14 horas. Quando chegava no semáforo, observei um caminhão saindo do terreno. Havia terminado de despejar entulho no terreno que está virando um bota-fora não tão clandestino, pois quem passa por lá vê o despejo a luz do dia e aberto a todos".
Está aberta a sessão do besteirol no Vale do Paraíba. Em São José dos Campos, um vereador apresentou projeto de lei obrigando os parlamentares a usarem uniforme durante o expediente. Tonhão Dutra (PT) se defende: "muitas vezes um vereador anda na rua e passa batido por um morador". A preocupação dele é com os colegas que, em lugar de trabalhar, ficam passeando ou "fazendo outra coisa". Pelo que deu para entender, o vereador quer mais transparência. Sei lá se nos atos ou nas roupas.
O prefeito de Aparecida, Zé Louquinho (PSDB), já escolheu seu uniforme. Botou uma tanga e saiu por aí. Aliás, foi até a reunião de prefeitos do Vale para reclamar da falta de dinheiro: "se estou na tanga, tenho que vestir tanga".
Pode ser a tanga-tarzan do prefeito ou qualquer outra criação de sua autoria. Se você, ouvinte-internauta do CBN SP, tiver uma boa sugestão de uniforme para os vereadores mande para a gente: se for por escrito, comente a seguir; se for desenho, envie para milton@cbn.com.br.
A notícia completa você encontra no site do Estadão, de onde, aliás, saiu a foto feita por José Roberto que ilustra este blog.
Raymond Crowe explora a luz e as sombras para fazer arte nos palcos de todo o mundo. Há cerca de 20 anos, o artista australiano tem divertido e encantado platéias de todos os tipos. O ouvinte-internauta Raul Rizato enviou o vídeo abaixo em que Raymond demonstra seu talento. Uma bela colaboração para darmos início a mais uma semana de trabalho:
A mistura pode causar confusão a primeira vista. Não nos primeiros acordes. Assim que os 15 integrantes do Terreiro Grande começam a tocar no espaço ocupado do bar Patriarca, no bairro do Tatuapé, na zona leste de São Paulo, as boas intenções da moçada ficam evidentes. Intenções boas e músicas, também. Sempre no ritmo do samba, daquele tocado nas décadas de 30 a 50 nas escolas carnavalescas do Rio de Janeiro.
Em setembro, de 13 a 16, eles saem do bar e voltam ao palco do Teatro Fecap, onde haviam se apresentado no ano passado e gravaram o primeiro CD lançado agora: "Cristina Buarque e Terreiro Grande Ao Vivo", uma produção independente.
As últimas levas de acontecimentos, do macro e do microcosmo, têm drenado energia também da minha porção otimista; e haja força para mantê-la de pé. Falo de otimismo autêntico, não de tapar o sol com a peneira, não da síndrome de Poliana, e nem de uma síndrome ainda pior, a da hiena - nunca se sabe se está rindo com você ou de você. Fico me perguntando se a ciência já seguiu as pegadas de cada síndrome que assola o planeta, para determinar suas origens e tentar entender por que nos deixamos dominar por elas.
Síndromes são como pessoas que driblam porteiros e entram na festa, sem convite. Penetras. Invasores da intimidade. Guerrilheiros sociais. Você pensa que são meus amigos porque se vestem e batem tambores como a minha tribo, e eu penso que são seus. Ao final da festa, quando se apagam as luzes do salão, tímidas e impotentes perante o brilho do sol, já nos abraçamos todos, intoxicados pela ilusão. Então, essas pessoas acabam se incorporando ao grupo, ou a parte dele, exercendo profunda influência, sem que ninguém questione de onde e a quê vieram. Passam a interferir nas escolhas e a imprimirem nelas, a sua marca.
Mas eu falava de otimismo, que não se encontra na loja da moda, não se adquire seguindo conselhos, e nem se compra na farmácia. Vem no pacote; é ingrediente da nossa receita. Todo mundo tem ele e o seu contraponto, o pessimismo, que fazem parte da realidade dual que experimentamos. Tudo é assim, tem cara e coroa. E com o meu otimismo fraquinho do jeito que está, pensei em falar sobre alguns dos acontecimentos a que me referi lá no início. Mas logo pensei que você seguramente já sabe de tudo o que lhe interessa e, as minhas listas de acontecimentos bons e maus devem bater, em grande parte, com as suas. Portanto teria sido perda de tempo, para dizer o mínimo, porque aqui caberia um compêndio. Já sabemos das notícias de última hora e, principalmente, estamos cansados de ouvir as das horas passadas, do micro e do macrocosmo. Cada boca repetindo o mesmo fato a seu modo, sempre revestido de frustração, inconformismo - síndrome da criança mimada – medo, e outras ramificações, só para citar o lado pesado e dramático. Estou cansando de repetir e ouvir repetir cada fato, como reedições de um mesmo filme, mesma trilha sonora, com letras diferentes.
Então, quando senti que o nível da porção otimista baixava vertiginosamente, tive medo de ir escorregando até virar pessimista, assim do dia para a noite, oito ou oitenta, claro, mas acabei parando para sentir.
E sinto que o véu que ainda nubla a visão da minha consciência vai caindo, e otimismo e pessimismo diluindo um no outro, para que o equilíbrio se estabeleça. E o mesmo acontece com amor e ódio, rancor e perdão e todos os outros pares. E não haverá mais nem paz, nem guerra. Até dá medo de imaginar a vida sem paixão. Vai doer no começo, ou melhor, já está, mas é como aprender a andar de bicicleta; cai, machuca, levanta, se anima outra vez, vai com medo, mas quando se vão as rodinhas de segurança e com elas, ironicamente, a insegurança, então a sensação é indescritível. Lembra?
Pense nisso, e até a semana que vem.
Maria Lucia Solla é professora, terapeuta e autora do livro “De bem com a vida mesmo que doa”, lançado pela editora Libratrês. Aos domingos, está neste blog com textos sobre o cotidiano.
O pesquisador e músico Cláudio Lacerda faz da cidade seu vasto mundo caipira. Mesmo tendo nascido na capital é do interior de São Paulo e de Minas - de onde veio sua família - que traz inspiração para desenvolver seu trabalho reunido em dois CDs.
Muita conversa boa, embalada pela viola caipira e por uns goles de cachaça - "dependendo a hora" -, enriquece o conhecimento de Lacerda que se traduz nas músicas por ele apresentadas em várias regiões do Brasil.
É neste domingo que serão comemorados os 50 anos da kombi, modelo que conquistou o coração de nosso colega Heródoto Barbeiro. Um amor que o transformou em refém, conforme confessou dia desses em um bate-papo de corredor na CBN. Hoje, não há um lugar em que vá, um encontro que realize, um arrasta-pé do qual participe sem que tenha de responder: "Onde está a kombi ?"
Sendo uma relação tão fiel e duradoura, este blog entende que a foto acima é homenagem a altura ao cinqüentenário do principal ícone da indústria automobilística.