Cidade Limpa: Eles cumprem a lei, seja lá como for
"Nair não se conformava. "Casei com um idiota". Do outro lado da mesa, Toshiro jantava em silêncio. "Idiota". Tudo porque, na noite anterior, quando os dois já se preparavam para dormir, o farmacêutico narrara à esposa sua idéia para se adequar à nova lei. Retiraria o nome e o símbolo da farmácia, mantendo apenas o "estacione aqui". É quase impossível encontrar vaga em São Paulo, explicava. Logo, quando o motorista topar com um convidativo "estacione aqui", vai embicar o carro na hora. Na hora. E aí, tchã-rã: já estará dentro da minha farmácia. Legal, não ? ..."
O que a Nair pensou de tudo isto você lê no livro "São Paulo, Cidade Limpa", de autoria de Gustavo Piqueira, e lançado pela editora Rexlivros, que mostra de maneira bem-humorada como os pequenos e médios comerciantes se viraram para ficar na lei.
Em meio ao baixo-astral pós-Renan, o ouvinte-internauta Allan dos Reis enxergou na beleza deste Ipê Amarelo motivos para sorrir: "Sou privilegiado por ver essa bela paisagem pelas manhãs e antes de adormecer. Pena que não se repita o ano inteiro". A árvore da foto está em Taboão da Serra. Mas se você prestar atenção vai cruzar por uma no seu caminho, também. É só procurar.
O Ministério Público Estadual recebeu representação solicitando que investigue a omissão da Agência Nacional de Petróleo em relação a redução do índice de enxofre no diesel queimado por carros, caminhonetes e caminhões brasileiros. O presidente do Movimento do Ministério Público Democrático Roberto Liviane disse que ao não definir os parâmetros para que resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente seja atendida pela Petrobrás e fabricantes de carros, a ANP ajuda a tornar o ar ainda mais poluídos.
Ouça a entrevista do promotor Roberto Liviane, no CBN SP:
O deputado federal Valdemar Costa Neto, que se reelegeu após renunciar para escapar da crise do mensalão, esteve em Punta Del Este, no Uruguai, onde, alegremente, apostou alto nos cassinos da cidade. Esteve no Conrad e deu preferência a mesa de "black jack", desfilando bem acompanhado e com muitas fichas de U$ 100 nas mãos.
Doação dará desconto no IPTU para clubes de futebol
São Paulo e Palmeiras, dois dos clubes paulistas que mantém escolinhas de esporte e atendem crianças carentes, poderão ser beneficiados com a lei aprovada na Câmara dos Vereadores, no início da noite desta quarta-feira. O projeto concede desconto no valor do IPTU às agremiações, federações e confederações que tiverem projetos sociais voltados para as crianças e adolescentes da cidade.
O doador – ou torcedor – poderá aplicar parte do dinheiro que teria de pagar a receita federal, na declaração do Imposto de Renda, no clube que estiver registrado no Fundo Municipal da Criança, o Funcad. As doações também poderão ser feitas por empresas.
No total, o IPTU dos clubes e associações da cidade chega a mais de R$ 30 milhões..
A produção literária do professor Heródoto Barbeiro é interminável. Seus livros não param de rodar nas editoras, mesmo quando distante do Brasil. Enquanto aproveita sua última semana em Londres e arredores – onde, dizem, foi convencer Boris Berezovsky a devolver Tevez para o Corinthians – a Boitempo e Edições Sesc-SP preparam o lançamento do livro Meu velho Centro, que integra a boa coleção Paulicéia. O texto abaixo foi enviado pelos editores. Tomei a liberdade apenas de cortar o currículo do professor Heródoto, onde consta o ano de nascimento dele (1946). Não quero ser ser considerado cúmplice de qualquer informação que possa ser colocada em dúvida pelo ouvinte-leitor, apesar de ter tido a honra de escrever o prefácio: “O jornalista Heródoto Barbeiro nasceu, cresceu, e ainda hoje vive no Centro de São Paulo. As características e as mudanças pelas quais passaram esse lugar agitado são contadas com emoção em Meu velho Centro, que mescla a história da cidade com a vida do autor. O coração da metrópole é o tema do novo lançamento da Coleção Paulicéia, co-edição da Boitempo com a Edições Sesc-SP.
Em um livro delicioso, Heródoto conta da fundação de São Paulo por jesuítas perto da praça da Sé, ao renascimento do autor que, criança, sobreviveu a um atropelamento de bonde. Das transformações com o ciclo do café, as indústrias e levas de imigrantes, que fizeram da província uma metrópole, às suas aventuras de garoto com carrinhos de rolimã. As manifestações políticas na Sé, o carnaval paulistano, a convivência de japoneses, afro-descendentes, italianos, nordestinos e das “polacas” que fizeram a diversidade de São Paulo.
O livro traz ainda curiosidades do presente, como as missas em italiano e espanhol rezadas na igreja Nossa Senhora da Paz. E do passado, como o parque de diversões Shangai, campos de várzea, cinemas e mesmo rios que desapareceram, enterrados pelo crescimento desenfreado da cidade.
O lado íntimo e humano de São Paulo, tão esquecidos e negligenciados, são o grande charme e mérito de Meu velho Centro. O livro promove um reencontro dos paulistanos com sua identidade. Conheçamos o Centro, convida-nos Heródoto Barbeiro, e talvez descubramos que ele está mais vivo do que nunca”
Marco mora no extremo sul de São Paulo. Só escapa do trânsito pesado para chegar ao trabalho, no Morumbi, devido ao investimento em parcelas a perder de vista que fez na compra de uma moto. Com ônibus teria de sair às 4 da manhã. Chega sempre na hora, mesmo quando a moto quebra. No trabalho de vigia está sempre acompanhado do jornal popular que compra na banca. O rádio que só toca notícia também está ligado o dia todo. Fontes suficientes para entender parte das coisas que acontecem no País.
Nesta quarta-feira, não tirou o ouvido da programação que transmitia as notícias do julgamento do senador Renan Calheiros. A cada entrevista, um comentário. A tensão se assemelhava a demonstrada nos jogos de futebol do São Paulo. Tinha um palpite: “dessa ele não escapa”. Opinião que construiu nas últimas semanas após acompanhar a fala dos especialistas. Ouviu com atenção o bate-boca na porta do Senado. Lembrou-se das discussões em campo quando o árbitro marca pênalti ou anula gol importante. Ficou indignado quando soube que não poderia ouvir os discursos em plenário porque a sessão era secreta: “o que eles tem tanto medo !”.
Irritação mesmo veio ao saber o resultado final. Absolvido. Esbravejou sozinho. Falava sozinho. Clamava por justiça sozinho. Em um dos seus desabafos, sozinho, chegou a cometer a heresia de questionar os motivos que impediriam uma reação militar. Mas o que não lhe entrava na cabeça era porque este povo não reage. “Sabe porquê ?”, perguntava a si próprio. E respondia, imediatamente: “Porque esta gente não lê jornal, não sabe o que acontece”. “Sabe porquê ?”, repetia a pergunta. “Porque o cara lá no boteco acha que Renan é jogador. E pior, do Corinthians”.
“Este país não tem jeito mesmo, dá vontade de chorar”, encerrou seu discurso do alto da tribuna imaginária.
Lá de onde eu podia observar não deu para identificar se o que corria no rosto era suor da indignação ou lágrima do desconsolo. Com certeza, era Marco, um cidadão.
Desde a absolvição de Renan, a caixa de correio do CBN SP está "bombando". A indignação da turma é grande. Alguns mais exacerbados puxam a orelha da gente. Outros, dizem barbaridades para os senadores, mas quem tem de ler somos nós. Prá dividir a bronca do ouvinte-internauta-eleitor, aí vão os endereços eletrônicos dos senadores. Escrevam para eles, também:
No passado, a zona norte de São Paulo não existia. Era apenas um lugar do outro lado do rio. A distância da “cidade” fez com que a região demorasse mais para se desenvolver. Hoje, consegue reunir famílias tradicionais que viveram aqueles tempos de calmaria e novos moradores que acompanham a explosão imobiliária da área. Além disso, muitas empresas se estabeleceram por lá.
Um grupo de moradores e empresários decidiu criar um memorial para a preservação da história da zona norte. Famílias que construíram suas vidas na região estão sendo convidadas a gravar em vídeo depoimentos contando fatos e curiosidades.
No CBN SP, Glorinha Baumgart, de família que investe neste região da cidade há 70 anos, contou algumas destas histórias em um bate-papo com um dos incentivadores da iniciativa, o professor Leonardo Placucci.
Se você tiver uma boa história para contar ligue para o telefone 6978.2180, após às 18h, e agende um depoimento. As gravações acontecem nos estúdios de áudio e vídeo da Uni Sant'Anna, na rua Voluntários da Pátria, 257 - Santana.
Ouça a conversa entre o CBN SP, Glorinha Baumgart e Leonardo Placucci:
Prefeitura nega ter mudado regras para beneficiar Nestlé
Merenda escolar com alimentos servidos pela metade para reduzir o custo das empresa fornecedoras contratadas pela prefeitura, e piora na qualidade nutricional da refeição que será servida no programa "Sábado na Escola" para beneficiar a Nestlé. Estas foram duas denúncias publicadas nesta semana pela Folha que atinge a prefeitura de São Paulo.
O secretário Januário Montone, que ainda fala pela Gestão Pública, respondeu de maneira negativa às duas questões, na entrevista ao CBN SP:
Saúde é "exterminadora" de secretário em São Paulo
Dos nomes mais renomados na saúde privada aos mais experientes na saúde pública. A atual administração municipal, desde José Serra, já fez três tentativas para melhorar o setor. Nenhum dos titulares agradou. Pelo menos, não agradou a ponto de serem mantidos no cargo.
Chegou a vez, então, de Januário Montone que ainda recolhe os papéis do gabinete de Gestão Pública para se transferir para o da Saúde, mas já se reúne com técnicos da área para discutir as mudanças que serão implantadas. Mudança, aliás, não é a palavra preferida de Januário para explicar o trabalho que ele pretende implantar na secretaria. Gosta mais de "continuidade", talvez em respeito aos seus antecessores. Januário parece não ter medo da fama de "exterminadora" de secretários da pasta da Saúde.
Ouça a entrevista do novo secretário municipal de Saúde, Januário Montone:
O resultado - político e ambiental - da lei Cidade Limpa, em São Paulo, entusiasmou o prefeito do Rio, César Maia, que pretende replicar a experiência feita por seu colega paulistano Gilberto Kassab. De acordo com o jornal O Dia, Maia e Kassab discutiram o assunto durante almoço na capital paulista. Hoje, o líder do governo na Câmara Municipal do Rio, vereador Paulo Cerri, apresenta projeto que prevê limites e multas para quem inundar a cidade com publicidade.
No entanto, pelas palavras do vereador, a intenção é fazer uma lei "Cidade Mezzo Limpa": “Temos que reduzir a interferência na paisagem urbana causada por outdoors, backlights e faixas. Também é preciso definir os locais onde podem ou não ser veiculados”.
Recado aos cariocas: o "Cidade Limpa" só funcionou porque cortou na carne, proibiu publicidade em todos os lugares de São Paulo.
Não é OVNI, não. De acordo com o ouvinte-internauta que se identificou na mensagem apenas como Roberto, são dois aviões próximos de mais no céu de São Paulo. A foto foi registrada da janela do apartamento dele, na Vila Leopoldina, que acompanha diariamente o movimento dos vôos na cidade: "Quando vi dois aviões super perto, estava no telefone com um amigo e comentei com ele que os aviões iriam se chocar, deu tempo de pegar minha câmera no guarda roupa, ligar a câmera e fazer a foto que você está vendo agora, eles se separaram por pouco".
Eros, meu labrador a espera de companheira para cruzar, levou um susto ao saber da idéia que ronda os corredores da Assembléia Legislativa. Um projeto de lei que obrigue a castração de todas as raças está para ser elaborado, depois da audiência pública que foi realizada nesta terça-feira. Entre uivos de reprovação – e dor -, ele contou que a idéia do deputado estadual Feliciano Filho (PV) é liberar do corte apenas os cães de criadores oficiais: “não tenho dúvida que isso limitaria a ação dos criadores clandestinos”.
A preocupação do Eros é saber se o projeto, caso aprovado, terá caráter retroativo.
A conversa sobre o aumento no número de pássaros em São Paulo, apesar do desmatamento e descuido com o meio ambiente, ecoou bem longe daqui graças a projeção da Internet. A ouvinte-internauta Lilian Biazon, que mora na Itália e não descola o ouvido do computador, aproveitou para destacar a descoberta feita pelo filho dela, um biólogo, durante pesquisa para conclusão de curso na faculdade, no ano passado.
Felipe Biazon Vizioli descobriu duas espécies que jamais haviam sido registradas na cidade de São Paulo: uma pequena rã, com o complicado nome Elachistocleis, de cerca de 2,5 centímetros; e a Cobra de Duas Cabeças, com cerca de 40 centímetros. O biólogo encontrou os dois “estranhos” na área do Projeto Pomar, no Rio Pinheiros. Existem três hipóteses para o surgimento dos tipos naquela área: terem vindo do Parque Burle Marx, da Represa Billings - via margem do rio - , ou através do substrato utilizado no implante do projeto.
Aviso aos navegantes: esta nota foi corrigida pós-comentários, porque o cara aqui trocou Pinheiros por Tietê. Não que a poluição deixe de ser problema com a mudança.
O serviço de iluminação pública de São Paulo, líder de reclamações na Ouvidoria do Município, terá nova Central de Atendimento para receber pedidos de manutenção. O Ligue-Luz começa a funcionar nesta quarta-feira pelo telefone 0800 722 0156 . A cada turno haverá sete atendentes para registrar a bronca do cidadão.
A implantação do sistema é uma mudança de rumo da prefeitura que sempre apostou na unificação do serviço de atendimento com o 156 e agora começa descentralizar para dar resposta às reclamações mais freqüentes.
Documentos mostram fraude da Petroforte em leilão público
O Ministério Público de São Paulo descobre que o grupo Petroforte, acusado de participar do maior esquema de fraude em falência do País registrado pela Justiça até agora, também deixava as digitais em leilões públicos. O repórter Adamo Bazani, da CBN, teve acesso a documentos, com exclusividade, que mostram que as ordens para as fraudes partiam diretamente de Ari Natalino, dono do grupo.
Os promotores descobriram que “laranjas” do grupo eram utilizados para arrematar em leilões públicos bens do grupo Petroforte bloqueados pela Justiça. Era uma maneira de o grupo não perder os bens e não ter mais débitos com a Receita Federal.
Num dos vários bilhetes trocados entre os integrantes do grupo, Ari Natalino, dono da Petroforte, pede à mulher, Débora Aparecida Gonçalvez que oriente Ida Tufano, outra integrante do grupo e também ligada ao Banco Rural, para ir a um dos leilões públicos. O bilhete é datado de 22 de fevereiro de 2006 e escrito pelo próprio empresário. Foram leiloados na ocasião, materiais de escritório e máquinas. Os bens haviam sido bloqueado pela Justiça.
"Fiz esta foto às 08:43 usando um filtro de soldador. Existem reflexos devidos às várias superfícies pelas quais atravessam os raios luminosos, e por estas não estarem exatamente paralelas ao plano focal da minha câmera.
Uso de animais em experiências é debatido no CBN SP
O Código Nacional dos Animais que restringe o uso de cobaias nas experiências em laboratório e no ensino da medicina, entre outras medidas, foi discutido no CBN SP em debate que reuniu o autor do projeto de lei, deputado federal Ricardo Tripoli (PSDB-SP), e o presidente da Fundação Butantan, doutor Isaias Raw.
A imagem é do ouvinte-internauta Chi Qo, um dos que garantem a audiência deste blog:
"Acabo de fotografar o eclipse. Claro que não o fiz diretamente para não estragar minha câmera digital. Projetei o sol numa tela branca (a parte traseira de um caderno) e usei um catálogo velho de papel (opaco) que furei bem no meio com um arame (pode ser um clip).
O ouvinte-internauta Alessandro de Toledo Antonio envia a foto das obras inacabadas da Ponte do Limão. Segundo descreve na mensagem devido a redução na pista o risco de acidentes aumenta. Ele diz ter sido vítima deste descaso com a cidade e a segurança do trânsito. Nos cálculos de Alessandro as obras estão paradas há cerca de dois anos: "já tem uma plantação enorme de mato que nasceu na ponte"
O delegado Mário Jordão Toledo Leme foi afastado do comando da Policia Civil de São Paulo, nessa segunda-feira, supostamente por insubordinação, falta de agilidade nas apurações de denúncias e após já ter sido acusado de dividir o cargo na polícia e em empresa de segurança. As informações estão na Folha de hoje que também avisa que com este currículo o delegado acaba de ser nomeado subprefeito da Sé.
Redução de enxofre no diesel diminui em 60% poluição
Os carros, caminhões e caminhonetes à diesel poderiam circular nas grandes cidades sem causar tantos danos ao meio ambiente e à saúde da população, se os produtores decidissem antecipar resolução do Conama que determina a redução na quantidade de enxofre usada no combustível (veja nota mais abaixo neste blog).
O professor de economia da energia da UFRJ, Adriano Pires, explicou ao CBN SP os benefícios da medida que só entrará em vigor em janeiro de 2009:
Só em São Paulo, 80 cachorros e gatos são executados por dia, após serem recolhidos pelo Centro de Controle de Zoonose. Nas demais cidades brasileiras, apesar de os números serem menores, a situação não é diferente. Muitos destes animais são abandonados pelas famílias porque mudaram de casa, não tiveram paciência para cuidar deles ou porque os pais tiveram filhos e temem que o cachorro e o gato possam transmitir doenças.
A ONG Projeto Esperança Animal tenta mudar este cenário e convencer os centros de zoonose a não executá-los, permitindo que sejam adotados. Para isso mantém o programa Quero um Bicho , no qual o centro de zoonose se cadastra e relaciona os animais que foram recolhidos. Seis cidades estão cadastradas até agora e vários cães e gatos salvos pela adoção.
Ouça a entrevista com a vice-presidente da ONG Ana Gabriela de Toledo e entenda como funciona este programa:
Em agosto, 482 pessoas saíram da pequena farmácia do bairro da Vila Porcel, em Sorocaba, com o remédio que necessitavam nas mãos. Foram para casa sem tirar do bolso nenhum tostão, apenas para a passagem de ônibus. Tem sido assim, há 20 anos, graças a ação voluntária da Dona Ondina. Esta senhora de 73 anos começou o trabalho para ajudar um vizinho, hoje tem clientes que vêm de outras cidades paulistas, inclusive da capital.
Conheça Dona Ondina e seu trabalho na entrevista de Simone Queiroz, no CBN SP:
Manifesto exige ação da ANP contra poluição pelo diesel
Fonte da imagem: www.ieeta.pt
O diesel fabricado no Brasil, principal fonte da poluição urbana, mata cerca de 3 mil pessoas por ano, só em São Paulo. É um combustível que provoca câncer e problemas no sistema respiratório. Apesar dos riscos, a Agência Nacional do Petróleo tem feito pouco para obrigar os fabricantes a seguirem norma determinada pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente que exige taxas de enxofre de até 50 ppm (partículas por milhão) enquanto o combustível que abastece os veículos brasileiros têm 500 ppm.
A resolução do Conama determina que a redução da quantidade de enxofre comece a vigorar a partir de janeiro de 2009. Porém, sem a atuação da ANP, as refinarias e os fabricantes de veículos alegam que é inviável atender à legislação na data prevista.
O Movimento Nossa São Paulo É Outra Cidade realiza, no dia 12 de setembro, quarta-feira, às 10 horas, evento público no Teatro Anchieta, Sesc Consolação - Rua Dr. Vila Nova, 245, em São Paulo. No encontro serão anunciadas medidas para tentar acabar com esse crime contra a saúde do povo brasileiro.
Há mais de um ano, réu espera transferência na cadeia
Um homem preso provisoriamente em cadeia pública na Paraíba aguarda, há 14 meses, transferência para ser julgado em São Paulo. O primeiro ofício pedindo a remoção do réu, identificado pelas siglas F.A.M.G, foi expedido em 1o. de julho de 2006 pela juíza Sônia Fraga, do I Tribunal do Júri da Capital. Não teve sucesso.
Aliás, nenhum outro pedido foi atendido, até hoje.
A demora em cumprir solicitação da justiça impediu que o réu, acusado de ter participado de assassinato em 1992, na capital paulista, participasse da sessão de julgamento que estava marcada para o início de agosto. “No júri de crime inafiançável a presença do réu é obrigatória. Se o réu não comparece por justa causa o julgamento é adiado, conforme o artigo 451 do Código de Processo Penal”, explica o defensor público Luiz Antônio Bressane, que atua na defesa do réu.
Novo julgamento está marcado para o dia 31 de janeiro de 2008.
Com a vídeo-conferência este problema estaria eliminado, o réu teria assistido ao julgamento sem ser removido da Paraíba e, possivelmente, a família da vítima e a sociedade teriam uma resposta sobre quem cometeu o crime.
Ouvinte-internauta sugere feira da consciência nacional
O ouvinte-internauta Isac Alves de Souza tem um desejo, reunir todos os atores que compõem a história do Brasil em um só lugar. Entende que seria uma forma de provocar o debate e de cada um expor sua verdade. Para tornar pública sua ideal, escreveu para a gente e aproveito o espaço deste fim de semana para você ler e opinar:
"Desejo a muito ver um país executando suas idéias e ideais longe do covil corrupto em que estamos alojados atualmente, e, entre tantas e tantas idéias apresentadas por cidadãos comuns como eu, coloco mais uma visando a geração de discussão e quem sabe da sua implementação como algo regular: uma feira sócio-político brasileira!.
O evento teria moldes parecidos com qualquer feira de segmento empresarial onde todos os partidos políticos, ONGs, organismos sociais, estruturas governamentais pudessem apresentar:
1) quem realmente são, 2) o que desejam fazer, 3) o que estão fazendo, 4) quais são seus ideais, 5) planos de governo, 6) projetos em andamento ou em desenvolvimento
Neste espaço, a conscientização será o ponto forte. O povo poderá perguntar clara e abertamente sobre tudo aquilo que é nebuloso ou que desejam saber. Acredito que até uma área educacional poderia ser formada neste período da feira (ou congresso).
Os partidos poderiam arrebanhar filiados, as ONGs divulgariam seu trabalho e também angariariam colaboradores, palestras seriam ministradas visando sempre a preparação dos eleitores e "debutantes", entre outras atividades que podem ocorrem nesta feira.
Acredito que vale a pena a divulgação na mídia, e acionar políticos e pessoas que possam abraçar esta idéia para torná-la realidade.
Uma pergunta: O que acha disto ? Como suscitar pessoas que infuenciem positivamente e abraçem esta idéia fazendo isto se concretizar ?
Toda e qualquer mudança só é possível através da conscientização e atitude.
Por favor não deixe de dar seu opinião a respeito"
No domingo de manhã, fui à padaria. Não para tomar café da manhã, o que faço com freqüência, nos fins de semana. Fui comprar pão para completar minha festa matinal e, na banca ao lado da padaria, acabei pegando a Folha de São Paulo, que há muito tempo não lia. Sinto saudade de alguns colunistas, e se a Folha tivesse apenas as duas primeiras páginas, eu ficaria satisfeita. Em casa, depois do café, achei um cantinho bom para me acomodar e me deliciei com a arte de Clóvis Rossi em conseguir demonstrar, em poucas linhas e com elegância, a supremacia do poder do dinheiro sobre o dos governantes. Depois fui bisbilhotar na coluna de Antonio Ermírio de Moraes. Encontrei festa em cada linha, onde ele dizia que o Sesi e o Senai “investirão cerca de dez bilhões de reais no programa Educação para a Nova Indústria.” Ou seja, vão continuar fazendo o que já têm feito há mais de cinqüenta anos, investindo o que o governo não investe e com a capacidade que esse não demonstra ter. Sei o que estou dizendo porque colaborei com o Sesi durante algum tempo e constatei que, na área do serviço social, juntamente com o Senai, são muito bons. Instrumentalizam o jovem para que tenha ao menos o primeiro degrau para firmar o passo, se quiser continuar crescendo.
Pois é, lá vêm as elites outra vez, traiçoeiras, sorrateiras, solapando as bases, de educação em punho, acredita? E isso não vem de hoje. Sempre que inventam moda com essa história de cultura, as elites, com perdão da palavra, ameaçam todo e qualquer governo que quiser manter o povo anestesiado, incapaz de pensar e desmotivado para progredir. Ameaçam toda vez que questionam a justificativa de que está bem assim, se disser nóis vai e nóis fumo, dá para entender, e basta. Hoje, se o cidadão ficar em casa, desocupado, ganha mais das diversas bolsas à sua disposição, do que indo à luta e investindo na sua dignidade. Devo confessar, no entanto, que reconheço que bolsas, malas e cuecas garantem voto, enquanto educação... Bem, podemos conjugar o verbo saber de fio a pavio.
Então, para coroar o domingo, no final da tarde, recebi a visita de um amigo querido dizendo-se pedagogo indignado. Com razão, porque derrubou meu queixo com as notícias que trouxe. Marcos me contou que em sala de aula, pré-adolescentes dizem mais palavrões por minuto do que a Dercy Gonçalves conseguiu dizer em todos os espetáculos de sua carreira. Como ele dá aula de teatro, expressão corporal e também é orientador de sala de leitura –um Dom Quixote– sugeriu aos alunos que suavizassem o texto da peça que estão montando, dando-lhe uma visão mais otimista ao acrescentar uma mensagem de esperança. E eles? Recusaram-se terminantemente, dizendo que não adianta, porque nada na vida tem final feliz. Estamos falando de crianças! É isso, Marcos! Enquanto a sociedade questiona os jovens sobre seu desempenho e poder de sedução, você quer saber como eles sentem o mundo à sua volta e como se sentem, cutucando neles a esperança para ver se acordam e se animam a seguir em frente e passam a questionar os reis nus. Essa sim é uma terrível ameaça.
Pense nisso, e até a semana que vem.
Maria Lucia Solla é professora, terapeuta e autora do livro “De bem com a vida mesmo que doa”, lançado pela editora Libratrês. Aos domingos, está neste blog com textos sobre o cotidiano.
Radicado nos Estados Unidos, o peruano Daniel Alarcón participará da Bienal Internacional do Livro, no Rio de Janeiro, que começa nesta quinta-feira. No romance "Rádio Cidade Perdida", lançado no Brasil pela editora Rocco, o autor fala de um programa apresentado por Norma dedicado à busca de pessoas desaparecidas durante conflitos armados.
O jornalista Ubiratan Brasil entrevistou, por telefone, Daniel Alarcón para o Caderno 2 do Estadão deste sábado e ouviu dele a seguinte explicação para o fato de ter buscado no rádio inspiração para o romance:
"Não, existe um programa desse tipo no Peru. Acho até que há algo semelhante em outros países latinos. É um trabalho comum em cidades que enfrentam esses problemas. Quando eu vivia em Lima, adorava esse tipo de programa pois revela uma verdade sobre a condição humana. Por isso que meu romance tem a rádio como um símbolo de um pensamento muito importante que é o significado de estar vivo hoje em dia"