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  Mílton Jung
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Cidade sustentável: Um suspiro por São Paulo

De Estocolmo


Conheça o relatório completo clicando na imagem

Um largo sorriso, um suspiro longo, o olhar arregalado, e a voz de um jornalista de Saint-Petersburg ao fundo assoprando um “big cities, big problems, antecederam a resposta do representante do Ministério do Meio Ambiente da Suécia sobre como adaptar a idéia de cidade sustentável a uma megalópole como São Paulo. Ola Görasson acabara de explicar as ações desenvolvidas no país dele e as metas traçadas até 2010.

Mesmo conhecendo o tamanho do problema, o responsável pelo desenvolvimento urbano sustentável não se deu por vencido. Disse que não se pode tentar resolver estas dificuldades em toda a cidade, sem antes iniciar ações locais. É buscando soluções para os quarteirões e bairros próximos de onde você vive que se abrirá caminho para melhoria do ambiente e da qualidade de vida.

Os suecos, através do seu parlamento, o Riksdag, definiram 16 objetivos para se transformar em um país com qualidade ambiental, em 2002. Do meio ambiente livre de radiação a diversidade de plantas e vida animal, da limpeza do ar a proteção da camada de ozônio, cada uma das metas é avaliada anualmente por um conselho que integra pessoas ligadas as agências governamentais, aos dirigentes locais, as empresas privadas e as organizações não-governamentais. Eles verificam se os esforços que têm sido adotados estão dentro do prazo pré-estabelecido e, em seguida, divulgam este estudo com o intuito de tornar o processo transparente à sociedade.

Consciente de que o empenho para alcançar melhor qualidade ambiental na Suécia depende, também, da ação de outros paises, o conselho decidiu impor como foco principal, neste ano, a relação entre os objetivos suecos e os esforços internacionais para salvaguardar o meio ambiente.

De volta a São Paulo, próxima de mais um ano eleitoral, caberia a definição de suas prioridades para a próxima administração, determinando metas e datas a serem alcançadas, com avaliação freqüente da sociedade, e cobrança pontual dos itens em que os esforços administrativos não tenham atendido o desejo da sociedade.

Ou seja, o próximo prefeito saberia o que o paulistano imagina para a sua cidade e, durante a campanha eleitoral, apresentaria sugestões e medidas para alcançar estes objetivos, tendo de assumir o compromisso de que, se vencer o pleito, irá cumprir este programa. Ao eleitor caberia o papel de avaliar qual plano estaria mais próximo da realidade municipal em vez de apenas escolher o candidato por seus lindos olhos azuis – ou, simplesmente, pelo preconceito.

São Paulo deixaria de provocar expressões de espanto e quase desesperança quando, ingenuamente, um jornalista decidisse perguntar qual a solução para uma cidade com 11 milhões de moradores melhorar a qualidade do ambiente urbano.


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Foto-ouvinte: Show lança livro sobre o centro



Inezita Barroso foi ao palco do Sesc-Paulista, tirou a sorte e levantou o público que participou do lançamento musical do livro “Meu Velho Centro”, de Heródoto Barbeiro, no sábado. Apesar de ter chegado às três da manhã de Botucatu, onde recebeu homenagem, a Dama da Música Caipira estava bem disposta a ponto de improvisar “Ronda”, após pedidos da platéia.



Osvaldinho da Cuíca fechou a festa no Sesc. Ele contou histórias do samba em São Paulo, lembrou Geraldo Filme e, acompanhado pelo filho e mais três integrantes da banda, tocou alguns dos seus sucessos. As imagens foram registradas pelo estudante de jornalismo e ouvinte-internauta do CBN SP, Maicon Roberto.


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Fora do ar para saber mais

De Amsterdam

A sandália havaiana verde e amarela está pendurada em muitas das lojas, enquanto no monitor de TV os passageiros assistem às imagens de São Paulo com favelas, bairros construídos desorganizadamente, mulheres caminhando na praia (imagino que seja Santos) e mais mulheres rebolando em um Carnaval que não reconheço. Estas são as referências brasileiras que encontro no saguão do aeroporto de Amsterdam, na Holanda, no momento em que escrevo esta nota. Aguardo o avião que me levará para Estocolmo, daqui a pouco.

Durante uma semana, estarei na Suécia para conhecer as ações e tecnologias ambientais desenvolvidas pelo governo e empresas privadas, ao lado de mais oito jornalistas de outras partes do mundo. Desde o ministro do Meio Ambiente até motoristas que usam pistas com pedágio, todos serão fonte de informação para que tenhamos a oportunidade de descobrir que é possível viver de maneira saudável e sustentável nos centros urbanos.

A medida que o programa organizado pelo Governo da Suécia me ofereça tempo para escrever, atualizarei as informações aqui no blog. No CBN SP, vocês estão muito bem servidos com o estilo da Fabíola Cidral. Aproveitem.

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De partidos partidos

Por Maria Lucia Solla

Olá,

Tem-se discutido muito, e acaloradamente, sobre partidos e parlamentares e sobre o fato de estes trafegarem por aqueles, ao aceno da mínima vantagem. Ser da direita ou da esquerda não é mais uma questão de sentar-se à esquerda ou à direita do plenário, como em idos tempos, não é, Dr. Anderson? Os partidos por sua vez querem que o mandato e o parlamentar lhes pertençam para terem munição, estamos em guerra e não percebi. De todo modo, fica claro que se foi o tempo de convicções e de construção da democracia. Romântica e femininamente, imagino um tempo em que alguns governavam - leia-se trabalhavam - enquanto outros davam duro fiscalizando. De olho, implacáveis. Ao menor deslize, a turma no comando pulava miúdo. Mas se houve esse tempo, durou até que alguém percebesse que, por lá, dava para dar menos duro e ganhar mais mole.

E foi como água mole em pedra dura que a idéia fixa dessa meta se infiltrou e se alastrou feito praga, por todos os lados. A gente, então, começou a vender os próprios pensamentos, a entregar as paixões, crenças e a própria identidade, em troca de não viver, já que isso dá um trabalho danado. Ficou anestesiada de tanto fingir que estava tudo bem, para não sair do conforto da poltrona. E a coisa foi crescendo tanto e tão velozmente, que se romperam os diques e a lama transbordou, nos cobriu e sufocou. E a gente? Acostumou.

Pense comigo, nosso país é de terceiro mundo, somos pobres, não temos água, luz, estradas, transporte, saúde pública, educação, e nem comida para todos. E o que fazemos? Mantemos aparências esfarrapadas com uma criadagem despreparada, sem experiência, sem cultura nem educação, que oferece, em bandejas de plástico, migalhas aos seus patrões, e nós os tratamos a pão-de-ló, com água mineral e bebida importada, servidas por copeiros em bandeja de prata, mesa farta, carros de luxo, um batalhão cada vez maior de subalternos, e avião importado.

Minha sogra abomina quem come mortadela e arrota peru. Pois é, dona Ruth, parece que nossa nação não anda bem de digestão.

Enquanto isso, países de primeiro mundo, com população mais rica, com pleno acesso a educação e saúde, e onde nem se imagina o que seja a dor de passar fome, têm muito menos empregados do que nós.

Voltando aos partidos, eles também geram aberração e mensalão. É o tal do cada um por si, do salve-se quem puder, coisa de republiqueta de quinta.

Portanto, enquanto nós, viventes do mesmo chão, continuarmos a contratar a corja, ela continuará oferecendo privilégios e benesses, aos que estão abaixo, acima, à direita e à esquerda, para eternizarem a farsa e o assalto miúdo às nossas carteiras e à nossa dignidade, as quais temos entregado de bandeja, como se nada valessem. Não é para isso que supostamente evoluímos como seres humanos, e que somos considerados cidadãos

Pense nisso, e até a semana que vem.



Maria Lucia Solla é professora, terapeuta e autora do livro “De bem com a vida mesmo que doa”, lançado pela editora Libratrês. Aos domingos, está neste blog com textos sobre o cotidiano.

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"Meu Velho Centro" pelo velho e bom amigo

O texto que se segue é o prefácio do livro "Meu Velho Centro", escrito por Heródoto Barbeiro. Na falta de gente melhor, ele e a editora Boitempo me convidaram para apresentar o trabalho do mestre.


Foi o Mosteiro de São Bento, o cenário do primeiro beijo da moça que acabara de sair da sala de catequese. Sentou-se no banco da praça e encontrou os lábios do namorado que a esperavam. Era tanta paixão que não havia espaço para o remorso pelo pecadilho cometido. A outra, de mãos dadas com seu amor, correu ao Teatro Municipal e entrou, sem pagar, com a cumplicidade de um dos porteiros, por uma porta semi-aberta. Escondida e deitada de bruço no piso de madeira realizou o sonho de assistir ao show de Caetano Veloso. A praça da República foi o palco do espetáculo de uma paulistana recém-chegada a cidade. Atravessou o espaço público vestindo uma atrevida calça comprida e provocou escândalo nas meninas desacostumadas àquelas vestimentas, nos anos de 1950.

Há quase dois anos, levo ao ar, na rádio CBN, um quadro com histórias da nossa cidade contadas por ouvintes, e no centro de São Paulo é que boa parte delas é protagonizada. Em centenas de textos, os personagens usaram a expressão “ir a cidade” para identificar suas viagens do bairro para o centro, palavreado que surgiu dos tempos em que a distância a ser percorrida era, aparentemente, grande e lenta. Quando poucos carros circulavam pelas ruas e avenidas – estas, aliás, só foram surgir mesmo no planejamento de Prestes Maia no fim dos anos 1920 e nas obras de Fábio Prado já na década seguinte. Quando os bondes, veículos que transportavam passageiros movidos por energia limpa (termo cunhado destes tempos modernos em que se polui o ar queimando petróleo), andavam sobre trilhos, em velocidade moderada, oferecendo a eles a oportunidade de apreciarem a paisagem, e de serem aprecidados.

Foram nos bondes, por sinal, que muitos paulistanos vivenciaram suas histórias pelo centro da capital, como pude notar a partir dos textos enviados ao programa. Uma delas, recebida pelo correio eletrônico e assinada por um misterioso H.B. (assim mesmo, apenas com siglas), além de trazer fato de extrema curiosidade pelo acontecido, fazia comentários em favor do autor do livro que você tem em mãos. Dizia, após elogios de praxe a este que lhe escreve, da indignação que lhe provocava “quando, insidiosamente, e, às vezes, mancomunado com o vovô Juca Kfouri, vocês atacam o jornalista Heródoto Barbeiro”. O texto vinha seguido de um pedido de desculpas pela assinatura se resumir as iniciais pois, justificava, “não quero entrar em confronto nem com você nem com o vovô Juca Kfouri”. Palavras pouco sinceras pelo menos em relação a mim, pensei, ao constatar que a provocação se estendia a saudação final: “Abraços corinthianos ”.

A curiosidade me fez ler o texto que falava de um garoto de seis anos que ao atravessar a rua Frederico Alvarenga, ali perto da Rangel Pestana, no centro da cidade, talvez atento a arquitetura do local, não percebeu que o bonde se aproximava. O pai, que estava ao lado, não teve tempo de impedir o atropelamento do garoto. A aparente tragédia transformou um anônino cidadão paulistano em herói, identificado apenas por um número, como vocês poderão ler nas próximas páginas.

A qualidade jornalística e época em que se passava o fato me gerararm desconfiança. Conhecia poucas pessoas com aquele talento literário, capaz de viver situação tão chocante quanto antiga e, ainda por cima, assinar com a alcunha H.B.

No dia em que o texto foi reproduzido no programa CBN São Paulo, mesmo sob o risco de reforçar a acusação de estar mancomunado com o colega Juca Kfouri, recorri a ele para esclarecer o mistério. Afinal, quem estava escondido por trás daquela sigla? Como o diabo sabe mais por velho do que por diabo, o “vovô” concluiu que estávamos sendo alvos de uma brincadeira do sempre bem humorado companheiro de redação, o professor Heródoto Barbeiro. Juca fez apenas uma ressalva, o ano do atropelamento e a idade do atropelado teriam sido modificados propositalmente para nos confundir. Se o fato realmente ocorreu em 1952, a vítima, sendo quem era, não poderia ter apenas seis anos.

Juca acertou mais uma vez, pelo menos em relação ao escrivinhador. E Heródoto não resistiu a pressão, confessou a autoria do texto e nos emocionou ao relatar em viva voz como foi salvo pela agilidade do motorneiro. Ressucitou nos trilhos do bonde que cruzava o centro da cidade de São Paulo, território que até hoje se confunde com a casa dele. Região a qual, assim que os pais lhe soltaram a mão, foi explorada de alto a baixo (e isto não é figura de linguagem) seja nos passeios para andar de escada rolante nas poucas lojas que tinham estas modernidades, comer sorvete com gelatina ou ver os filmes do cinema mudo, seja em pleno exercício da profissão de office-boy que lhe obrigava a percorrer escritórios de advocacia, corredores das repartições públicas e os balcões escuros dos cartórios.

Heródoto nasceu na “cidade”, não precisava pegar bonde para chegar até lá. Renasceu na “cidade” ao ser pego pelo bonde. E, a partir do olhar de um nativo, tornou a “cidade” ainda mais interessante nos textos reunidos neste livro.

O centro deixa de ser apenas o espaço onde se misturam os fatos mundanos, os romances, as intrigas, as crenças e as fantasias dos paulistanos e demais passantes. O perímetro no qual as pessoas costuram sua vida muitas vezes sem compreender a importância daqueles prédios, sem perceber que caminham ao lado de fragmentos históricos da construção de São Paulo, que sem tempo, sempre sem tempo, olham para o relógio para conferir a hora exata sem saber exatamente onde estão. Enquanto a maioria de nós, ao fim do expediente, fugia do centro como o diabo da cruz, Heródoto, em sua longa vida, voltava caminhando a contemplar o que havia na extenção do pátio de sua casa.

Ao ler “Meu Velho Centro” imaginei que Heródoto bem poderia ser o rapaz sentado ao lado da moça que beijava pela primeira vez diante do Mosteiro, ou o moço que de mãos dadas correu até o Municipal para assistir à Caetano, ou o menino de olhar comprido para as calças da atrevida da República. Afinal, neste livro descobre-se que Heródoto não é apenas observador ou escritor, é personagem do centro da nossa cidade.



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Heródoto recebe os mestres da música paulistana

Inezita Barroso, Osvaldinho da Cuíca, Wandi Dorattioto e a turma da Orquestra Paulista de Viola Caipira estarão juntos para comemorar o lançamento do livro "Meu Velho Centro - Histórias do Coração de São Paulo", do mestre Heródoto Barbeiro. A festa, aberta ao público, será neste sábado, dia 27, a partir das 11 horas, no Sesc da Avenida Paulista.

Heródoto conta, de maneira descontraída e inteligente, capítulos do centro da capital paulista, onde nasceu, ressuscitou e viveu. Por lá, brincou, estudou, se divertiu, fez suas "baladas" (naquele tempo conhecidas por sarau), começou a trabalhar e se transformou em personagem desta cidade.

Tive o privilégio de ser convidado para escrever o prefácio de "Meu Velho Centro" e, amanhã (sábado), adiantarei aqui no blog as palavras em homenagem ao "Meu Velho Amigo". Além disso, estarei no palco comandando a festa para Heródoto Barbeiro.

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Foto-ouvinte: Povo Paulistano



Estudante de jornalismo , Maicon Roberto é fissurado em fotografia e aproveitou uma das cenas registradas em São Paulo para enviar ao blog. A intenção dele é que você observe a imagem e tire suas conclusões.

Ele já tem a dele: “Isto é a realidade que nosso povo vive ... a pobreza esta na frente de nossos olhos e não queremos ver".


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Passageiro de ônibus pode ter juizado especial

Nas últimas semanas, a técnica de enfermagem Francisca Torquato chega ao ponto de ônibus às 6 horas da manhã. A intenção dela é pegar a linha Terminal Capelinha-Praça da Bandeira. Objetivo alcançado apenas após 40 minutos de espera. Assim como ela, dezenas de pessoas estão na mesma situação, e quando o ônibus chega tentam entrar ao mesmo tempo. Francisca é praticamente jogada para dentro do ônibus onde fará toda a viagem em pé.

O quadro foi traçado pela jornalista Fabiana Gonçalves em mensagem enviada ao CBN SP na qual descreve a saga da mãe dela, mais uma vítima da falta de organização no sistema de transporte na zona sul da cidade, desde que a Cooperativa Cooperalton foi desativada. A prefeitura não demonstrou capacidade de resolver o problema até este momento, apesar da promessa de que tudo estaria solucionado em dez dias.

O Tribunal de Justiça de São Paulo recebeu, nessa quarta-feira, um pedido que poderá reforçar a luta dos passageiros por melhor atendimento. Em nome do movimento Nossa São Paulo É Outra Cidade, o empresário Oded Grajew entregou documento formalizando o pedido para que sejam criados juizados especiais nos terminais de ônibus da capital paulista, semelhantes aos instalados nos aeroportos, após a crise aérea.

Grajew informou que o pedido foi bem aceito e, possivelmente, o Tribunal de Justiça iniciará estudo para que os juizados funcionem de forma itinerante, abrindo espaço para que os passageiros registrem queixa contra as empresas responsáveis pelo transporte público na cidade e a prefeitura.


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Ouvinte-fala: Críticas ao âncora e à prefeitura

Devido a polêmica entrevista com o secretário das Subprefeituras de São Paulo, Andréa Matarazzo, no programa CBN SP, resolvi publicar neste espaço, trechos de mensagens de ouvintes-internautas enviadas para o correio eletrônico do programa.

No ar, falamos sobre a divisão do dinheiro investido nas subprefeituras considerada injusta pela ONG Nossa São Paulo (para entender melhor leia post abaixo neste blog) Aproveite e deixe seu comentário, também.

“Sou daqueles cidadãos comuns, não filiado a nenhum partido, que felizmente posso acessar sites e blogs, porém não entendi o quê realmente vc desejava saber em nome de todos nos (incluindo todos que não têm aquela possibilidade), porque vc ficava repetindo a mesma coisa até com uma certa agressividade. O Sr. Andrea educadamente e (na minha opinião) com muita paciência tentava responder seguidamente suas intervenções, o que vc não permitia. Aliás, não é a primeira vez que isso acontece em menor ou maior grau”. (João L. Grandisoli)

“Ouvi a entrevista do Andrea Matarazzo e ficou muito clara a falta de argumentos para justificar a disparidade. ... Várias matérias já saíram na mídia sobre a diferença no tratamento das praças nos bairros ricos e pobres. Será que só os moradores de Pinheiros podem ter o bairro mais bem cuidado?” (Clara)

“Na discussão sobre os gastos da prefeitura nas várias regiões do município de São Paulo, um problema relevante e importante, você (Milton) acabou sendo agressivo com os dois entrevistados, tanto o Sr. Matarazzo quanto o membro daquela ONG. Mais com o Matarazzo do que com o outro fulano. Acho que o problema ficou escondido por trás da agressividade”. (J. Norberto W. Dachs)

“Entendo que atender as formalidades jurídica-contábil é apenas resgate de uma dívida com o contribuinte. Embasado nos princípios contidos no art. 81 da LOM de SP, o Governo Municipal deve decodificar a informação e torná-la compatível com o homem médio” (Mário Leal)

“Estava ouvindo o secretário Matarazzo e resolvi pesquisar a subprefeitura de meu bairro (lapa). No site encontrei o orçamento da subprefeitura só que referente ao 1º bimestre de 2005, só!! (Marcus Betioli)

“Me causou PESAR a maneira bruta e grosseira com que o apresentador Milton Jung entrevistou o Secretário Andrea no final desta manhã de quarta feira. Ouço com frequência a rádio neste horário e sempr tive simpatia pelo apresentador. Mas tive a nítida impressão de má vontade e desejo de constranger o secretário. Por que?” (Celso Iazzetti)

“Para eles o cidadão é comum até as eleições,pois neste período ele é especial pois vota” (José Roberto)


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Matarazzo perde a pose e acusa ONG de “petista”

A informação de que apenas sete das 31 subprefeituras de São Paulo cumprem lei que obriga a divulgação da movimentação financeira causou constrangimento nas relações entre a prefeitura e o movimento Nossa São Paulo É Outra Cidade.

O secretário municipal das Subprefeituras, Andréa Matarazzo, alegou que a ONG está a serviço de partidos de oposição e identificou o empresário Oded Grajew como colaborador do presidente Lula e Odilon Guedes, coordenador do estudo, de integrante do PSOL. Matarazzo, que participou de entrevista conturbada no CBN SP, disse que os dados estão disponíveis aos moradores da cidade nas subprefeituras: “basta procurar”.

Odilon Guedes, entrevistado antes de Matarazzo, reforçou a informação de que o orçamento das subprefeituras não leva em consideração as dificuldades financeiras de cada região, conforme já havia sido divulgado, há duas semanas, pelo CBN SP.

Não é a primeira vez que integrantes da prefeitura se incomodam com a atuação do Nossa São Paulo. Durante a campanha para o Dia Mundial Sem Carro, as críticas em relação a CET foram respondidas de maneira agressiva por um diretor da companhia.

Oded Grajew, que na tarde desta quarta-feira esteve com o prefeito Gilberto Kassab (DEM), diz entender a reação e lembra que durante a organização do Dia Mundial Sem Carro a ONG ouviu críticas de que estava a serviço do PSDB e do DEM.

Tem muita gente ainda incapaz de enxergar nas críticas, colaboração. Um dia aprendem.


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"O barato é louco e o processo é lento"

Frase estampada em camiseta usada por "funcionário" do tráfico na favela Dona Sinhá, zona leste do Rio

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Ouvinte-fala: Nepotismo e concurso público

"Milton, tenho acompanhado esta luta de seu programa contra o nepotismo na Assembléia Legislativa e na Câmara de Vereadores de São Paulo e acredito que a grande maioria da população está aplaudindo esta iniciativa. Só que o problema é mais complexo do que simplesmente eliminar a nomeação de parentes, senão vejamos. Se continuar havendo a possibilidade de nomeação sem concurso público, sem comprovação de competência para o exercício do cargo ou da função, por que um politico deixaria de nomear a sua esposa para nomear a esposa de outra pessoa que, talvez, ele mal conheça? Ou deixaria de nomear um filho, um sobrinho para nomear outras pessoas que não são de sua intimidade? Não vejo muito sentido nisto. Então, sabiamente o serviço público exige Concurso Público, que depois da Constituição cidadã de 1988 passou a ser exigência que não se cumpre e quando é feito o concurso para cumprimento da lei os candidatos não são chamados dentro do prazo. Outros aspepctos importantes é que o Concurso Público deve ser feito por entidade idônea como a Fuvest ou Vunesp e, também, uma vez admitidos os melhores profissionais concursados haja uma estrutura que realmente funcione dentro do serviço público, caso contrário até os bons acabam se perdendo em meio de tanta politicagem que hoje impera no órgãos públicos. O problema é realmente complexo, mas tenho certeza de que tratado adequadamente e com persistência certamente pode ser resolvido se não a curto prazo, pelo menos a médio prazo. Um abraço."

Luiz Antonio/São Paulo


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Heródoto Barbeiro: Antes e depois do "pé de galinha"



A suposição de que o mestre Heródoto Barbeiro havia deixado o Jornal da CBN um pouco mais cedo, na terça-feira, para corrigir os "pés de galinha" flagrados pelo fotógrafo da Agência Estado, Robson Fernandjes, motivou o ouvinte-internauta Paulo Guimarães a realizar uma "cirurgia plástica digital".

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Preso delegado suspeito de extorquir dinheiro de Abadia

Foi parar na cadeia o delegado Pedro Luís Porrio que atuou no Denarc, departamento responsável pelo combate ao narcotráfico, e acusado de extorquir dinheiro do colombiano Juan Carlos Abadia, no ano passado.

Abadia foi preso em operação recente da polícia pelo crime de lavagem de dinheiro e tráfico de drogas. Era considerado uma dos mais perigosos e influentes traficantes a atuar na América do Sul. Não havia caído antes nas mãos da polícia pois teria "comprado" a liberdade através de agentes da segurança pública.

Porrio seria um dos que teriam participado do esquema de extorsão mediante seqüestro contra membros da qaudrilha do traficante.

De acordo com o que levantou o repórter Adamo Bazani, da CBN, a prisão de Porrio foi determinada pela Terceira Vara Criminal de Campinas, no interior de São Paulo, não pela extorção, mas por outras irregularidades cometidas.


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Nepotismo: Falácia e falência parlamentar

Foram dez dias de entrevistas, ligações para gabinetes de deputados, assessores de imprensa bravos e ameaçadores, e uma centena de mensagens eletrônicas de ouvintes-internautas falando sobre os projetos de lei que pretendem acabar com o nepotismo na Assembléia Legislativa de São Paulo.

Durante este período, ouvimos boa parte dos lideres do partidos políticos que têm o poder de decidir qual proposta será votada em plenário.

O PT disse que queria votar; o PSDB, discutir, apesar de o PSOL garantir que o Serra não deixaria; o PSB falou que pretendia esperar, enquanto o PTB fez de conta que o assunto não era com ele. O PMDB e o PSC posicionaram-se a favor dos textos que têm como objetivo proibir a contratação de parentes na Assembléia. O DEM foi ainda mais longe: seu líder, o deputado Estevam Galvão, prometeu que levaria o tema para discussão na reunião que haveria na semana seguinte. Verdade que, antes de desligar o telefone, deixou-se ouvir pela produção do programa quando reclamava para um funcionário mais próximo: “que saia justa eu me meti”.

Ouça o que disseram os líderes dos partidos ao CBN SP.


Os líderes se reuniram uma, duas, três vezes desde que a série de entrevistas foi ao ar no CBN SP. Apenas na primeira alguém tocou no assunto, sem que tivesse havido um avanço sequer.

Não que eu esperasse comportamento diferente dos deputados que cada vez mais demonstram dar de ombros aos interesses do cidadão e às regras de boa conduta no parlamento. Poderiam ao menos levar em consideração a palavra que empenharam durante as entrevistas. Mas não têm nenhum tipo de constrangimento em assumir compromisso diante do público e após negá-lo quando protegidos pelas paredes dos gabinetes..

Falácia parlamentar. É assim que os deputados agem para manter no emprego seus filhos, irmãos, sobrinhos, sogros e simpatizantes.


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Alteração em plano diretor é inoportuna, diz arquiteta

Comentarista-fundadora do quadro Mais São Paulo, do CBN SP, a arquiteta e urbanista Raquel Rolnik é um dos nomes mais respeitados no país na área de planejamento e gestão das cidades. Foi secretária nacional de Programas Urbanos do Ministério das Cidades e atua na implementação e desenvolvimento de políticas habitacionais e urbanas.

Raquel Rolnik escreveu para este blog o comentário que você lê a seguir, no qual critica a pressa da prefeitura de São Paulo em encaminhar o texto que revisa o Plano Diretor Estratégico:

"Acaba de chegar à Câmara Municipal projeto de lei de revisão do Plano Diretor de São Paulo, apesar do legislativo municipal - e do próprio Ministério Público - terem concordado que mesmo previsto em lei, não havia sentido e nem fundamentação em promover uma revisão SEM QUE QUALQUER AVALIAÇÃO DA IMPLEMENTAÇÃO DO PLANO, condição prevista pelo Estatuto das Cidades para que a revisão deva acontecer , tivesse sido feita pela prefeitura.

Mas, aparentemente, a prefeitura ( e parte dos vereadores também?) tem pressa! Há uma "urgência", por exemplo, em ampliar o potencial construtivo de pedaços da cidade, assim como aumentar a área das operações urbanas. Áreas em que as regras gerais de uso e ocupação do solo não valerão em função de um plano específico, que, evidentemente, também poderá aumentar a capacidade da área de receber novos metros quadrados de área construída.

O argumento "vamos aumentar o potencial construtivo de áreas em volta dos metrôs e trens para que mais gente possa utilizar estes serviços", é uma das maiores falácias urbanísticas da nossa cidade. POTENCIAIS CONSTRUTIVOS MAIORES EM NOSSAS CIDADES SÃO, EM GERAL, MUITO MAIS METROS QUADRADOS DE ÁREA CONSTRUÍDA, MUITOS CARROS E POUCA GENTE.

Pois, basta estudar nossas cidades para perceber que as maiores densidades demográficas NÃO ESTÃO AONDE SE CONCENTRAM OS PRÉDIOS ALTOS e, sim, nas periferias e nos bairros populares, horizontais - aonde temos muita gente em pouca área construÍda... Desde quando o modelo da verticalização , destinado para classes médias e altas, gerou adensamento populacional? Nunca...

Por que então a pressa? Ora, QUANTO VALE UM AUMENTO DE POTENCIAL CONSTRUTiVO ? E QUEM SERÁ BENEFICIADO POR ELE?

No contexto de crédito abundante e boom imobiliário não é difícil encontrar a resposta! É evidente a pressão enorme das incorporadoras e construtoras, que, aliás, estão exercendo o seu papel procurando ampliar seu mercado, aproveitando todos os metros quadrados disponíveis.

O problema é que o interesse das incorporadoras e construtoras é apenas UM DOS INTERESSES QUE COMPÕEM A CIDADE. E a função da Prefeitura e da Câmara Municipal é encontrar justamente o ponto de equiíbrio ENTRE OS DISTINTOS INTERESSES, GARANTINDO UM INTERESSE PÚBLICO COLETIVO!

Existem muitas possibilidades de intervenção construtiva na cidade, sob o marco do Plano Diretor em vigor. Por exemplo, porque não enfrentamos de uma vez o desafio de implementar as ZEIS , aumentando a oferta de moradia popular, onde reside o verdadeiro déficit de habitabilidade nesta cidade, já que também neste momento temos crédito subsidiado para o população de menor renda? Por que não reabilitamos edifícios inteiros e bairros inteiros vazios e subutilizados em plena cidade consolidada, fazendo de toda a cidade em espaço bom de se viver?

Ora, São Paulo não carece de oportunidades imobiliárias dentro do Plano Diretor em vigor, o que padece, sim, é de um mal que os cidadãos não suportam mais : um vale tudo pelo lucro fácil, imediato e para poucos!!!!!!

Raquel Rolnik"


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Ônibus a etanol vai rodar em São Paulo



Com combustível mais limpo, consumo até 70% maior e custo cerca de 3% superior ao do modelo a diesel, o ônibus movido a etanol começa a rodar na região metropolitana de São Paulo e põe à prova o interesse do País em tecnologia ambientalmente amigável.

O modelo que você vê na foto vai circular no corredor Jabaquara-São Matheus da EMTU e em linhas da SPTrans, durante um ano, em um período de teste. O ônibus a etanol vai passar por São Paulo, Diadema, São Bernardo e Santo André, e será apresentado nesta terça-feira, na USP.

A iniciativa faz parte de projeto internacional desenvolvido no Brasil que pretende mostrar ao mundo a importância do etanol no transporte público. O uso do combustível reduz em até 90% a emissão de material particulado lançado na atmosfera. Se o Brasil já mantivesse frota de ônibus a etanol, o impacto dos corredores na qualidade de vida do cidadão – tema que tem sido debatido desde que a prefeitura anunciou a construção de mais cinco vias rápidas e exclusivas – seria bem menor.

Em Estocolmo, na Suécia, o combustível renovável já abastece 20% da frota de 2 mil veículos e pode chegar a 100% até 2020. Por lá, os modelos a etanol circulam desde 1989.

Fortaleza já usou biodiesel em ônibus

A prefeitura de Fortaleza, no Ceará, anunciou ter firmado convênio com o governo alemão para implantar a Linha Verde, uma frota composta por dez ônibus movidos a biodiesel. A cidade usou o modelo para transportar empresários durante o 23o. Encontro Econômico Brasil-Alemanha, em julho.



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'Temos de preservar o passado para conhecer o presente'



Reprodução do Jornal da Tarde


O mestre Heródoto Barbeiro em entrevista ao Jornal da Tarde na qual fala de seu novo livro "Meu Velho Centro - Histórias do Coração de São Paulo" (Boitempo).

Há que entenda a frase como "militar em causa própria". Outros estão a discutir o que provocou este largo sorriso da fotografia em um fim de semana tão desastroso para o Corinthians.




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Conexão Rio-SP: Bibliotecas detonam preconceitos

Um projeto que beneficia parte dos paulistas e cariocas tem surpreendido os organizadores, opositores e simpatizantes. Me refiro as bibliotecas populares que estão montadas em estações de metrô, trêm e ônibus. Aqui em São Paulo é possível encontrá-las nas estações Paraíso, Tatuapé e Luz, enquanto no Rio, a biblioteca está na Estação Central.

Aquela cara de biblioteca que muitos de nós lembramos, não existe. Grandes prateleiras, uma monteira de livro didático, capas e páginas amareladas a espera de consulta. Tudo isso foi substituído por balcões, onde os livros são expostos como em uma livraria, na qual é possível encontrar os últimos lançamentos e uma variedade de estilos.

O cidadão antes de pegar o trem faz sua inscrição e tem o direito de escolher o livro que gostaria de ler, lê no vagão, leva para casa e ao terminar a leitura devolve quando passar novamente pela estação. E entrega apenas deixando o livro em uma espécie de caixa de correio, sem burocracia.

O primeiro preconceito era de que o povo não lê. Já são 48 mil inscritos nas bibliotecas.

O segundo: se lê, lê auto-ajuda. O índice de livros de auto-ajuda retirados equivale aos de poesia.

O terceiro, os livros vão desaparecer. E aí a maior surpresa. Em São Paulo, segundo cálculos do Instituto Brasil Leitor, organizador das bibliotecas populares, o nível de evasão é de apenas 1,5%. No Rio, cercado de preconceito pela violência que se enxerga, este nível cai para ZERO. Todo livro retirado foi devolvido.

Com um detalhe: como a entrega em atraso gera um gancho, alguns dias sem direito a retirar outro livro, há leitores que devolvem o livro com atraso e escrevem uma carta justificando, pedindo para não serem prejudicados pela importância que a leitura tem no cotidiano dele.

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Tv Cultura vai investir em portal na internet



Uma das principais mudanças a serem implantadas na Tv Cultura de São Paulo, emissora financiada com dinheiro dos impostos dos paulistas, é o fortalecimento de seu portal na internet. O número de acessos tem surpreendido a presidência da Fundação Padre Anchieta que mantém as TV e rádio Cultura.

Foi a insistência dos internautas, aliás, que trouxe de volta para a grade de programação infantil o X Tudo em formato de flashes. Apesar de estar fora do ar há alguns anos, e sem destaque na página da emissora, o programa era o mais procurado entre os “navegadores” do site. O mesmo ocorreu com o programa de educação Alô Escola que tem como objetivo agregar informações às atividades escolares. O número de page views, a maioria através de sites de busca, chama atenção.

Com base na participação do telespectador-internauta, a Fundação entende que uma das apostas tem de ser a implementação de um portal com conteúdo educativo e infantil que poderá dar sustentação à programação da emissora.

Ouvinte-internauta


A Rádio Cultura que sofreu mudanças em sua grade, também, vai lançar dentro de um mês seu projeto na rede de computadores. A emissora de rádio pretende marcar sua presença na vida do cidadão paulista como a rádio da internet.

Infantil sem comercial


A programação infantil da TV Cultura deixará de veicular publicidade, abandonando prática que se iniciou há oito anos durante uma das mais fortes crises financeiras e políticas que a emissora enfrentou. Os comerciais devem se restringir aos programas culturais e jornalísticos. Uma das novidades para as crianças, em breve, é a retomada de Vila Sésamo, co-produzida com a TV Globo, nos anos de 1970.


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Plano de saúde completo é isso aí



A imagem foi repassada pela colega Mônica Poker que anuncia ter sido registrada em um país africano de língua portuguesa. De onde é, realmente, não posso confirmar, mas que a lista é de dar inveja a qualquer dos nossos planos de saúde no Brasil, não tenho dúvida nenhuma.


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Público médio da Stock Car é maior do que do Brasileirão




Leio no blog do Juca (o nosso Kfouri) que o público médio do Campeonato Brasileiro de futebol é de 12,4 mil pessoas, segundo pesquisa divulgada pela Deloitte, na revista Mundo Estranho, feita com dados de 2006. Nesta semana, em conversa com pilotos da Stock Car, principal competição de velocidade do País, soube que o número médio de torcedores nos autódromos brasileiros chega a 33 mil, é mais do que o dobro do registrado nos estádios.

Mesmo que se considere o fato de haver apenas 12 provas por ano contra 370 partidas do Brasileirão, a diferença de público é significativa.

Foi este poder de persuasão do automobilismo que levou gente grande como Nizan Guanaez - o cara da publicidade - e Fernando Altério - o cara do entretenimento - a se juntarem a Vicar, empresa que organiza a Stock Car. O futebol precisa de gente assim, disposta a tornar o espetáculo interessante ao público.

Por interessante entenda-se times estruturados, jogadores com potencial para se transformarem em ídolos, estádios confortáveis e seguros, transporte acessível, facilidade para a compra de ingressos, e produtos atrativos que tornem o torcedor cada vez mais fiel a marca.

A mudança da fórmula do campeonato para pontos corridos foi um passo importante. É preciso mais, muito mais criatividade e "futebol" para os clubes se tornem um bom negócio.


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De estrelas

Por Maria Lucia Solla

Olá,

Outubro tem levado consigo, nas asas do outono acima do Equador, cantoras intensas, dramáticas, corajosas, mas romântica e tristemente suicidas. Carregou Edith Piaf em 1963, Janis Joplin, em 1970, e Maria Callas em 1977. Quer mais intensidade do que jorravam? Paro e tento entendê-las; ponho minha vida no compasso de espera, por instantes, navego nas ondas da percepção e concluo que essas mulheres morreram de tanto viver. Cantaram até não poder mais, amaram até não poder mais, vivendo em alta velocidade e plugadas em altíssima tensão. Atingiram todos os limites e entregaram-se de corpo e alma a tudo o que fizeram. Era overdose em cima de overdose. De tudo um muito. Definitivamente, não foram as formas físicas que as fizeram famosas e inesquecíveis. Não foram plásticas, não foram doses maciças de botox e nem implantes de silicone, que na época nem se pensava. Foi a intensidade, a entrega, o dom maior descoberto a tempo, e a paixão. Foi a falta de tudo que as impulsionou. Onde faltou corpo, sobrou alma, onde faltou dinheiro sobrou garra, onde faltou amor, sobrou paixão.

Os tempos são outros, e hoje se morre é de desencanto, de descrença na sociedade, e de desesperança. Os jovens têm pressa de viver, para acabar logo com isso. Em vez do prazer da descoberta do amor e dos projetos de vida, entregam-se a experiências de pequenas mortes, através de drogas como o álcool que embota os sentidos e deforma a realidade, fazendo-a ainda menos atraente do que é, quando vista de cara limpa. Dizem não acreditar no país, nem na honestidade. Não têm mais o sentimento de pátria e argumentam que é isso mesmo, o negócio é participar da bandalheira porque empresário que paga imposto direitinho quebra. Dizem também que a burocracia está aí só para emperrar a máquina e que os administradores do país não querem mudar o status quo porque o sistema, do jeito que está, permite roubalheira desenfreada sob camadas de desculpas esfarrapadas. É muito, muito triste. Posso parecer ingênua, até patética, mas não consigo entender, e entristeço.

Eu faço o que posso e do jeito que sei, mas dou o meu melhor. Reconheço aos poucos meus dons e os exerço com dignidade. Sou teimosa, amo a vida e durmo bem. Não encontrei sucesso estrondoso em nenhuma área por onde andei e nem fui levada à ribalta, mas continuo exercitando meu direito à vida. Meus atributos físicos não me levaram a passarelas e meu livro e meus escritos encontram abrigo, senão no coração, nas prateleiras e arquivos de amigos e parentes. Mesmo assim, rio mais do que choro, sou gentil mais vezes do que agrido, aprendo mais do que ensino, e mantenho os olhos do corpo e os da alma, escancarados. Quero ver tudo, sentir tudo, experimentar cada chance, cada possibilidade de viver e de amar. Louca talvez, mas quando choro, choro mais pelos que se escondem da vida, que tiram mais do que dão, enganam mais do que tudo, entendem que os fins justificam os meios e ainda posam de salvadores da pátria. Agora, reconheço as Leis do Universo e sei que a colheita daquilo que plantam será de frutos amargos como fel.

A solução? Continuar no bom caminho é um bom começo.

Pense nisso, e até a semana que vem.




Maria Lucia Solla é professora, terapeuta e autora do livro “De bem com a vida mesmo que doa”, lançado pela editora Libratrês. Aos domingos, está neste blog com textos sobre o cotidiano.


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Promotor bebe, atropela, mata, e não é acusado por dolo

De Adamo Bazani

Apesar de o Ministério Público de São Paulo afirmar que tem averiguado com rigor a situação do promotor Wagner Juarez Grossi, ele vai continuar recebendo normalmente e em liberdade.

O promotor atropelou e matou uma família numa rodovia de Araçatuba, interior de São Paulo, em 7 de outubro deste ano, quando dirigia embriagado e na contra mão, de acordo com as perícias no local do acidente e laudos médicos.

Morreram no acidente, Alessandro Silva dos Santos, Alessandra Alves e o filho do casal, Adriel Rian Alves, com sete anos de idade. A família estava numa moto atingida pelo veículo dirigido pelo promotor.

O Ministério Público Estadual de são Paulo determinou afastamento remunerado de 60 dias e ofereceu denúncia contra Wagner Grossi à Justiça pelos três homicídios culposos, ou seja, cometidos sem intenção, com o o agravante de embriagues.

Na denúncia, o Ministério Público também pediu a apreensão da carteira de habilitação do promotor e o pagamento de uma indenização à família das vítimas, com valor ainda a ser estipulado pela Justiça.

No entanto, apesar da denúncia e do crime, Wagner deve continuar sendo promotor. Isso porque, de acordo com a lei, ele só pode perder o cargo se for condenado a mais de 4 anos de prisão, como explica o procurador geral de Justiça do Estado de São Paulo, Rodrigo Cesar Rebello Pinho.

O procurador explicou que Wagner não foi preso em flagrante pelo fato de o crime cometido ser culposo, sem intenção de matar, e afiançavel. Rodrigo Cesar Rebelo Pinho negou que Wagner não foi preso pelo fato de ser promotor.

No entanto, crimes semelhantes que ganharam destaque no noticiário nacional foram tratados de maneiras diferentes pela Justiça.

No mesmo dia do acidente envolvendo o promotor, na cidade de Itu, no Interior Paulista, o guia turístico César Waldemarin, de 34 anos, atropelou e matou duas crianças de 4 anos e feriu um adolescente de 14 anos. Ele também estava embriagado. As crianças brincavam com carrinhos de rolimã numa rua recém asfaltada na periferia da cidade.

César foi preso e liberado só após pagamento de fiança de R$ 1.500,00 . O promotor Wagner não ficou preso e sequer chegou a pagar fiança.

O professor e coordenador do Curso de Direito Penal da Fundação Getúlio Vargas, Celso Vilardi, admite que o crime seja considerado culposo, mas acredita que Wagner Grossi deva ser considerado como cidadão comum na apuração do caso e na punição pelo crime

Há cerca de dois anos, na Avenida Paulista, na Capital de São Paulo, um homem foi preso em flagrante por crime doloso, com intenção, por atropelar e matar uma mulher. Ele dirigia embriagado. Os policiais que registraram o boletim de ocorrência entenderam que ele cometeu o dolo eventual, ou seja, não tinha intenção de matar, mas assumiu o risco por dirigir embriagado.

O acusado cumpriu pena, mas depois, em juízo, a tese do dolo eventual foi derrubada, pagou fiança e foi liberado.

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OAB do Rio não aceita caçada humana

Apesar de o fato já estar em portais de notícia reproduzo na íntegra a carta da OAB do Rio de Janeiro, levando em consideração a repercussão que mensagem de um ouvinte-internauta do CBN SP, publicada logo abaixo, teve entre a turma do blog.

Leia, opine, critique, participe:


01. Nessa semana a sociedade carioca assistiu, mais uma vez, e já quase sem qualquer espanto, a um novo episódio da guerra travada na cidade em nome do combate à criminalidade. Dessa feita, além das costumeiras mortes de pessoas sem nomes, a tragédia vitimou uma criança de 04 anos de idade e um policial. Mas o que chamou mesmo a atenção de todos, e ganhou espaço nobre no Jornal Nacional, foi a caçada promovida pelo helicóptero da polícia a dois fugitivos, aparentemente desarmados, que a custo tentaram escapar da mira dos atiradores, mas ao final sucumbiram.

02. A OAB/RJ, assim como toda a sociedade, chocou-se com tamanha crueza. E mais ainda, indignou-se sim com a forma pela qual as forças policiais perseguiram aqueles dois jovens, que, pelas imagens, não exibiam armas, e ainda assim foram caçados e mortos sem qualquer direito de defesa.. E a nossa indignação motivou críticas de vários setores, notadamente do Governador do estado, criando a falsa idéia de que a criminalidade somente poderá ser combatida à margem do ordenamento legal e sem investimentos sociais capazes de oferecer alternativa de vida digna à juventude pobre criminalizada e sem horizontes.

03. Não é aceitável, insistimos, que um aparato policial-militar, mais apropriado para a guerra do que para uma operação policial, faça incursões em comunidades carentes de cidadania e habitadas por milhares de pessoas, e não faça qualquer levantamento prévio de inteligência que possibilite identificar o cidadão de bem, o pequeno infrator e o criminoso que realmente possa trazer risco à sociedade. E mesmo detentora de tais informações, apenas se afrontada é que a força policial poderá reagir com a mesma intenisdade e força. Fora desse contexto, o que se afigura é uma política de extermínio pura e simples, sem qualquer eufemismo.

04. Pois bem. A OAB/RJ se orgulha de seu passado de lutas contra o arbítrio e pelo restabelecimento do Estado de Direito Democrático. Junto com o povo brasileiro, nós, advogados, dirigidos por nossa valorosa entidade, dissemos não à tortura, aos desaparecimentos, aos assassinatos promovidos pelos órgãos de repressão incrustados no Estado brasileiro. E foi assim que ultrapassamos o regime de terror, lançando os alicerces para a construção de uma sociedade melhor. Assim foi no passado e assim será sempre que as garantias individuais, a dignidade humana e os pilares da democracia forem afrontados, como o foram no recente episódio da invasão da favela da Coréia. Não aceitamos, contra tudo e contra todos se for preciso, que o ser humano seja tratado como animal de abate, independente do pretexto que o Estado adote para assim agir. É o nosso compromisso com a civilização e com o futuro de uma sociedade mais justa e decente.

WADIH DAMOUS

presidente da OAB do Rio de Janeiro


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Parece piada

A prefeitura de São Paulo desembolsou R$ 1 mi para retirar o entulho e o lixo acumulados diante da porta de uma escola municipal, na favela de Paraisópolis que deveria atender a 300 crianças. A "montanha" , que já estava lá antes da construção, impedia o acesso ao prédio. O custo pela falta de planejamento seria suficiente para construir mais uma escola na região que tem 6 mil crianças de até seis anos sem colégio.

Em tempo: o material depositado no decorrer dos anos é resultado da falta de fiscalização e de consciência cidadã. O local era usado por moradores de várias partes da cidade como "lata de lixo".

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Nossa Caixa é empresa pública mais confiável em São Paulo

O Ibope foi às ruas saber qual a empresa pública do Estado mais conhecida e confiável dos paulistas. A opinião dos 1200 entrevistados foi favorável a Nossa Caixa que liderou as duas listas. A Sabesp veio em seguida.

Ouça a opinião do gerente de atendimento e planejamento do Ibope Inteligência Maurício Garcia sobre o resultado da pesquisa, na entrevista para o CBN SP:





A mais conhecida de São Paulo

Nossa Caixa 57%
Sabesp 37%
CDHU 37%
CPTM 22%
DERSA 22%
CESP 17%
CETESB 17%


A mais confiável de São Paulo

Nossa Caixa 39%
Sabesp 31%
CDHU 20%
CESP 11%
DERSA 10%
CPTM 8%
CETESB 6%



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Tropa de Elite: Execução sumária no Rio

Senhores,

"Dois homens armados atiram contra uma viatura policial. Avaliando que não podem resistir, jogam suas armas ao chão e correm. Nesse momento os policiais atiram rajadas de metralhadoras e os matas. Qual o nome que se dá a isso? Execução Sumária.
Foi isso que o Brasil e o mundo assistiu no Rio de Janeiro. Dois homens correndo desarmados sob uma chuva de balas vinda do helicóptero da polícia. Foram executados sumariamente.
Combate ao crime orgizado sim. Mas o Estado e seus agentes não tem o direito de praticar atitudes criminosas. Se governo do Estado do Rio de Janeiro justifica e aceita esse fato, o Ministério da Justiça deve agir e exigir rigorosa apuração e punição dos responsáveis.
Temos que demonstrar nossa indignação para que fatos como esses não voltem a ocorrer. Inclusive atingindo inocentes.

Antonio José Marques
ouvinte-internauta do CBN SP
São Caetano do Sul - SP "


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Foto-ouvinte 2: Verde que te quero




“Eu estava, sexta passada, me preparando para atender uma ocorrência com minha equipe, aqui no posto da Polícia Científica, em Santo André, quando avistei um visitante inesperado”.

Assim, o fotógrafo pericial e ouvinte-internauta do CBN SP Marcos Manocchi descreve a surpresa que teve ao se deparar com o periquitinho verde que ganhou o privilégio de ser personagem da coluna foto-ouvinte deste blog.

Marcos completa mensagem dizendo que a foto é homenagem à Dona Olga Schulack, ouvinte assídua do CBN SP, e torcedora fanática do Palmeiras: “Ele é o verdadeiro retrato do nosso Verdão !”


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O milagre da fórmula 1

A polícia está atenta a todos os movimentos oferecendo segurança privilegiada aos moradores. Nas ruas, o asfalto é capaz de competir em qualidade com o que cobre a pista do autódromo. O mato que você enxerga em vários pontos da cidade não incomoda os vizinhos do bairro de Interlagos. A grama está aparada. O fio da calçada, após varrido, foi repaginado com cal branca. As pontes também perderam o adorno das pichações, sem contar as grades consertadas. E todos os que necessitam de transporte público estão alegres com a inauguração de uma estação de trem.

O cenário descrito acima foi batizado pela ouvinte-internauta Riselda Marques com o titulo de “O Milagre de Interlagos”. Segundo conta, as melhorias se repetem todos os anos às vésperas do Grande Prêmio de Fórmula Um. Ela está disposta a convencer os barões do automobilismo a realizarem mais provas durante o ano para que a prefeitura, pelo menos durante a semana de disputa, se lembre do bairro.


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  PERFIL
   
 

Mílton Jung é jornalista, âncora do programa CBN São Paulo e autor dos livros "Conte Sua História de São Paulo" e "Jornalismo de Rádio".

e-mail:
milton.jung@cbn.com.br

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