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  Mílton Jung
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Carreata, pedágio urbano e ... congestionamento

É assim que a CUT marcará o Dia de Luta, nesta terça-feira (13/11), em São Paulo. A Agenda dos Trabalhadores paulistas será entregue ao presidente da Assembléia Legislativa, Vaz de Lima (PSDB), pelo presidente regional da entidade, Edílson de Paula, e, em seguida, ao secretario de Estado de Emprego e Relações do Trabalho, Guilherme Afif Domingos.

Os cutistas pretendem reunir 500 carros para percorrerem do Brás, onde fica a sede da central, ao Ibirapuera, na sede da Assembléia. No meio do caminho, haverá “cabines de pedágio” para reclamar dos preços cobrados pelas concessionárias paulistas.

Por telefone, o presidente da CUT-SP, Edílson de Paula, garante que tudo foi organizado com a CET para prejudicar o mínimo possível o tráfego na região por onde passará a caravana. Quem conhece a cidade sabe o transtorno que a manifestação vai provocar.

A CUT quer influir na distribuição do orçamento estadual para o ano que vem e conta com a abertura do legislativo para debater o tema.


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Sol como fonte de energia é caro para cidade

Famílias de 25 casas da comunidade ribeirinha do Rio Solimões, na reserva de Mamirauá, interior do Amazonas, têm o sol como principal fonte de energia. Equipamentos elétricos se mantêm funcionando devido ao Programa de Tecnologias Apropriadas, do InstitutoMamirauá em parceria com o Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP. De acordo com o professor da USP Roberto Zilles o sistema fotovoltaico usado na região se justifica pela dificuldade de fornecimento de energia elétrica.

Nas áreas de várzea, caso da Reserva Mamirauá, a maior parte das casas é abastecida pelos "motores de luz", como os ribeirinhos chamam os geradores a diesel. A dinâmica da água, em seus períodos de seca e cheia, dita o dia-a-dia dessas comunidades. Quando o rio está seco, fica muito complicado levar o diesel de um centro urbano mais próximo até a comunidade, principalmente por conta dos custos envolvidos (não só por causa do valor do diesel que servirá para fornecer energia, mas também por conta da compra de gasolina, que é utilizada nas pequenas embarcações de transporte).

Zilles alerta, contudo, que o custo da energia solar é três vezes maior do que o da energia elétrica, inviabilizando a implantação nas áreas urbanas. O mesmo não ocorre quando a intenção é usar o sol como fonte para aquecimento de água, método bastante conhecido em São Paulo, por exemplo.

Ouça a entrevista do professor Roberto Zilles, ao CBN SP:





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Da bicicleta ao motor de hidrogênio

Coisas de Estocolmo*



Os modelos de carros antigos surpreendem pela elegância em alguns casos e a extravagância em outros. Há equipamentos estranhos, também, como a caixa de correio acoplada no caminhão. E curiosidades de todo o tipo. No passeio que fiz ao lado do diretor de produtos Rolf Hedberg pelo museu da Scania, em Södertälje, cidade próxima da capital Estocolmo, na Suécia, enxerguei a evolução do automóvel e dos veículos de carga, cada um a seu tempo representando as concepções da época em que foram montados.

Das peças que me intrigaram estavam três bicicletas encontradas no meio do caminho entre o salão dos carros e o de vagões ferroviários. Rolf explica em um cuidadoso português, aprendido na época em que morou no Brasil e Angola, que no início do século passado, a fabricante também montava bicicletas. Elegantes, diga-se de passagem. Um dos modelos, inclusive, havia acoplado um pequeno motor que facilitava a vida do ciclista.

Entre 1940 e 1945, a Scania-Vabis voltou seu negócio para os caminhões, abandonando a linha de carros e, mais ainda, de bicicletas. Hoje, desenvolve, também, ônibus, motores industriais e marítimos. E um dos esforços – seja imposto por lei, necessidade ou consciência – é colocar no mercado produtos que causem menor impacto ao meio ambiente.

Consumo de combustível

No ciclo de vida do produto deve-se avaliar os impactos em todos os estágios: desde o desenvolvimento de peças e motores; a montagem; o uso; a manutenção; e o descarte final.

Com a tecnologia implantada no desenvolvimento de peças e motores este esforço resulta, em média, economia de 0,5% ao ano no consumo de combustível, por exemplo. Em 20 anos, teríamos motores gastando 10% menos do que agora. Este desempenho pode ser alcançado em apenas um ano investindo algumas horas a mais no treinamento dos motoristas profissionais. Segundo Rolf, com a mudança de comportamento na condução dos veículos chegasse aos mesmos 10% de maneira mais rápida e barata.

Ônibus a etanol em São Paulo


Vontade política e prioridade pública no uso de ônibus movido a etanol são necessários para o uso desta tecnologia na cidade de São Paulo. O primeiro veículo está sendo testado há um mês, mas roda com sucesso e economia desde 1989, em Estocolmo. De acordo com o executivo da Scania, o motor a etanol consome 70% mais combustível do que o a diesel e, por isso, é preciso que a prefeitura ofereça vantagens aos operadores do sistema para que a substituição seja feita: “Na Suécia, a compra do etanol está isenta de impostos”.

Na capital da Suécia, 25% do transporte de ônibus é feito com combustível renovável e a meta é que até 2011 metade da frota utilize etanol ou biogás.

Para São Paulo, o biogás seria alternativa devido ao potencial de geração de dejetos, no entanto o custo para produção, armazenamento e distribuição pode ser muito alto, principalmente se compararmos com o etanol, combustível que se tem com abundância no Brasil.

Futuro limpo


Ônibus híbridos que geram energia elétrica a partir da frenagem e a utiliza depois para aceleração estão em fase de teste, na Suécia. Com o sistema é possível economizar 25% do combustível. Um quarto a menos de poluição jogada no meio ambiente. “A idéia é quando for lançado, o custo bem mais alto do produto seja auto-financiado. Como o combustível deve ficar mais caro nos próximos anos, é possível que se alcance este objetivo antes do que se imagine”, explicou nosso cicerone.

Para daqui 20, 25 anos, imaginasse motores a hidrogênio, contudo ainda não se tem solução para a produção de maneira sustentável. Como o produto não existe na natureza é necessário gerá-lo a partir de uma planta elétrica com o uso de combustível fóssil ou carvão. Outra encrenca é o risco no armazenamento, à medida que o teor de combustão é muito alto.

Caminhões e ônibus com impacto ambiental semelhante a bicicleta é utopia, portanto Rolf Hedberg não perde a oportunidade: “quem sabe não seria um bom negócio voltarmos a fabricá-las ?” – disse em tom de brincadeira. Se não está nos planos da Scania, pelo menos está no cotidiano dos funcionários que fazem o deslocamento de casa para o trabalho de bicicleta. E não falo apenas de operários da linha de montagem. Assim que encerrar a entrevista, Rolf pegará a sua no estacionamento e seguirá pedalando para casa a cinco quilômetros dali, sem se preocupar com o frio de quatro graus naquele meio de tarde.


*Estive na Suécia durante uma semana a convite do governo de lá para conhecer tecnologias ambientais. Algumas das experiências tenho descrito em artigos neste blog.


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"Eu nem estarei aqui !"

Foi o que deixou escapar o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, durante reunião com grupo de assessores na qual discutia ações no setor de urbanismo para os próximos anos. Cobrado por um dos assessores, o prefeito desconversou. Para quem anda próximo dele, teria sido o primeiro sinal de que não vê qualquer chance de convencer a militância do PSDB a apoiá-lo em campanha à reeleição.

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De carta aberta

Por Maria Lucia Solla

Olá,

Ley, minha prima querida, nem acredito que já tenha passado um ano inteiro desde o seu último aniversário. Você estava viajando, e não nos falamos naquele dia. Não é que agora o tempo voa de verdade? Voar deixou de ser prerrogativa de passarinho, avião e pensamento, e deixou a categoria de licença poética. As distâncias também assumiram velocidade e textura completamente diferentes, só que mesmo sendo capazes de domar e de quase neutralizar tempo e distância com uma tecnologia nova a cada dia, inimaginável há não muito tempo, ainda não encontramos substituto à altura da pele, do beijo, e do abraço. Não têm similar virtual.

O dia do aniversário é um dia muito importante, e eu fico pensando nas nossas histórias e no significado e influência que você sempre teve, na minha. A gente precisa ter consciência do quanto se imprime e se entrelaça nas histórias de quem faz parte da nossa, porque é desse jeito que se vai tecendo a vida, não é?

Na minha, a tua tessitura tem sido linda. Você me levou ao cinema pela primeira vez, no dia do meu aniversário, para ver um desenho de Walt Disney. Da história e do nome do filme eu não me lembro, mas me lembro da alegria, da aventura, de tanta cor e som, e da sensação de liberdade. Lembro de me sentir importante e segura, pela tua mão, caminhando pelo centro da cidade. Teu gesto amoroso encontrou terreno fértil; continuo amando o cinema e sentindo a mesma magia da primeira vez. Que presente eu um dia poderia lhe dar, que fizesse você se sentir tão especial como o seu me fez sentir?

E você também me ensinou a dar os primeiros passos na cozinha. Arroz branco e soltinho, com milho, no apartamento da Praça Roosevelt, e as vitaminas de frutas, no liquidificador que você lavava batendo água com detergente e o Lúcio, acostumado com as gostosuras que você fazia, passou pela cozinha e serviu um copão. Só não me lembro se você chegou a tempo de impedir o primeiro gole.

Você foi a ponte firme entre meu mundo de menina e o mundo dos meus pais, incompreensível e hermético demais para mim, e me levou aonde meus pés não iriam sozinhos.

Você também foi madrinha no meu casamento, e estava linda. Você, não eu. Olhe as fotos, eu era menina de tudo, despreparada, confusa, mas você já era mulher. Linda, independente, inovadora, culta, exemplo para quem estivesse por perto; e eu estava. Aprendi com você a olhar para frente sem perder a perspectiva do que ficou para trás, e se hoje, mesmo buscando novos caminhos, cultivo os não tão novos, devo muito a você.

Espero que todo mundo tenha ao menos uma pessoa especial de quem possa lembrar coisas boas, com carinho e gratidão.

Dá um beijo meu na Cleusa, viu?
Amo você.

Pense nisso, e até a semana que vem.




Maria Lucia Solla é professora, terapeuta e autora do livro “De bem com a vida mesmo que doa”, lançado pela editora Libratrês. Aos domingos, está neste blog com textos sobre o cotidiano

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Comida Que Cuida2: Diabetes

Agora há pouco falei do lançamento do livro Comida que cuida 2/O prazer na mesa e na vida de quem tem diabetes. Você baixa o livro clicando aqui.

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Tá na cidade: Papai Noel chegou



Operários escalam estrutura de metal da árvore de Natal de São Paulo que, tradicionalmente, é construída em frente ao Parque do Ibirapuera. São dezenas deles que se aventuram no emaranhado de tubos e conexões em uma ginástica acrobática ao ar livre.

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Emurb defende obras viárias e restrição no tráfego

O projeto urbanístico previsto pelo arquiteto Paulo Bastos para a Avenida Jornalista Roberto Marinho não foi aprovado pela cidade. De acordo com a diretora da Emurb Regina Monteiro, a lei que define o projeto da avenida, na zona sul de São Paulo, mudou a idéia original e obrigou a administração a dar prioridade, neste momento, as obras viárias. Ao mesmo tempo, ela diz que a empresa pretende desenvolver ações para restringir a circulação de carros nas ruas secundárias para reduzir o impacto na qualidade de vida dos bairros próximos.

Ouça quais são as medidas que podem ser adotadas na região e deverão ser levadas a outros bairros da cidade na entrevista de Regina Monteior, ao CBN SP:



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Arquiteto critica idéia de São Paulo na 'Roberto Marinho'

O arquiteto Paulo Bastos, contratado para elaborar o projeto urbanístico da Operação Urbana Água Espraiada, critica a opção da Prefeitura por transformar a Avenida Jornalista Roberto Marinho em um canteiro de obras viárias. A intenção dele era implantar o conceito de "avenida-parque", o que teria sido deixado em segundo plano.

A pista é uma das apostas da atual administração - assim como também foi da passada - para facilitar o fluxo de carros entre a Marginal Pinheiros e a Rodovia dos Imigrantes, que segue para o litoral.

Ouça a entrevista de Paulo Bastos ao CBN SP:




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Pedágio melhora trânsito e o ar na Suécia

Coisas de Estocolmo*



Cobrança de taxa começou em 3 de janeiro de 2006

Foi no metrô e no ônibus que Estocolmo investiu antes de restringir a entrada de carros na cidade. Mesmo assim, não foi fácil. Oito de cada 10 moradores achavam muito ruim ter de pagar a “tax congestion” ou, em bom português, o pedágio. Lá, o governo sueco costuma arrecadar em tributos cerca de 50% do que produzem no país. A partir de agosto de 2006, seriam obrigados a deixar no bolso do governo mais um pouco: de 6 a 10 coroas suecas (de R$ 0,68 a R$ 2,80), dependendo a hora que decidissem entrar de carro no “centro expandido” de Estocolmo.

Um ano depois, pouco mais da metade dos cidadãos ouvidos em consulta pública disseram aceitar a idéia. É o que mostram os números oficiais, não o que se ouve nas ruas.

Larsson Jan-Eirk é motorista de táxi há 10 anos. Não sabe quanto gasta por mês com a taxa para andar na cidade. Mas sabe que não gosta: “se paga para tudo e o congestionamento é o mesmo”. Ele tem de pagar porque o carro dele é a diesel. Carros movidos, mesmo que parcialmente, a álcool, gás ou energia elétrica estão isentos.

Kajsa Norell, jornalista, entende que nos primeiros meses houve redução no número de carros circulando na cidade, mas, agora, os suecos já se acostumaram. E pagam para andar.

O diretor de tráfego Biger Höök diz que, em setembro deste ano, diminuiu em 11% o número de carros que entraram na área de restrição. No ano passado, no mesmo período e perímetro, passaram 418 mil carros. No último registro, 375 mil. Se você olhar para os números dos primeiros meses da cobrança verá que houve meses em que a redução chegou a casa dos 25%.


Cobrança eletrônica está nas pontes de acesso à cidade

Para a diretor Louis Melander o tráfego passou a fluir melhor e o tempo perdido no trânsito diminuiu de 30 a 50% , beneficiando, também, a circulação de ônibus na cidade.

Estes percentuais, no entanto, não mostram o maior efeito da cobrança de pedágio para restringir a entrada de carros na cidade: o meio ambiente. Segundo Höök, melhorou a qualidade do ar em Estocolmo com a redução na emissão de dióxido de carbono, monóxido de nitrogênio e outras partículas, principais responsáveis pelas doenças respiratórias.

Estima-se que na parte interna da cidade, caiu em 13% a quantidade partículas inaláveis, em 8,5% o monóxido de nitrogênio e 14% os compostos voláteis. O impacto no pais foi menor: de 2 a 3%.

A cobrança é simples, apesar do sistema ser engenhoso. Houve um esforço de comunicação antes da implantação do sistema, alem de um período de teste no qual não era cobrada a taxa. Em 18 pontos estratégicos para quem chega na cidade, foram instalados pedágios, diferentes destes que conhecemos, com sensores fotoelétricos que recebem sinal de um equipamento obrigatório em todos os carros e câmeras de vídeo que gravam as placas da frente e de trás.

Não é para assustar nenhum paulistano. Mas o aparelho que você tem de por no pára-brisa do carro é igual àquele que seremos obrigados a usar a partir do ano que vem para controle do fluxo de automóvel na cidade. O mesmo que alguns carros já têm para usufruir do conforto de entrar nos estacionamentos de shoppings sem precisar parar.

Como temos o “cartão magnético”, temos as pontes ideais para serem pontos de controle de acesso à cidade, e temos os congestionamentos, só falta coragem para o prefeito implantar o pedágio.







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Marta, das embaixadas à Embaixadora na Suécia

Coisas de Estocolmo*


A brasileira é "figurinha carimbada" nas páginas de jornais como o Expressen


Falar inglês não é segredo para os motoristas de táxis, em Estocolmo. Alguns aprenderam até o espanhol. Assim, as viagens são sempre acompanhadas de um longo bate-papo. A conversa não difere muito daquela que temos com nossos taxistas no Brasil: a meteorologia, o trânsito, a segurança e o futebol. Sim, eles adoram falar em futebol quando descobrem que o passageiro é brasileiro.

Não para lembrar do passado glorioso da seleção que conquistou o Mundial de 58. Nosso craque por aqui atende pelo nome de Marta. Todos a conhecem, sabem da sua história, perguntam se já conversei com ela e se mostram impressionados com o que a jogadora brasileira é capaz de fazer em campo. “Adoro vê-la fazendo embaixadinhas”, disse-me um dos taxistas.

Surpreendente esta reação para quem, em viagens ao exterior , sempre encontra fãs do futebol de Ronaldinho e Kaká, principalmente. Só não tive oportunidade de entrar em lojas de material esportivo para verificar se camisetas de futebol com o nome dela estão à venda. A imagem dela, sim, aparece nos portais de notícias e jornais esportivos com frequência.

Os suecos estão satisfeitos com a decisão de Marta que resolveu ficar no Uema, time da terra, em vez de atender ao chamado dos americanos.

O futebol feminino brasileiro é sucesso, a lamentar a distância com que este sucesso se concretiza.

*Nesta semana, aproveito para compartilhar com você algumas percepções da viagem a Estocolmo, feita a convite do Governo da Suécia


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Yoko Ono vai falar a língua da cuíca


Depois de Heródoto, Osvaldinho faz dupla com Yoko(foto/Maicon Roberto)


Osvaldinho da Cuíca vai acompanhar a mais famosa viúva do cenário musical, Yoko Ono, em show no Teatro Municipal de São Paulo, na noite desta quinta-feira. O diálogo dos dois se dará pelos instrumentos e sonoridade. Osvaldinho, após o segundo ensaio com a artista plástica disse que “a obra musical da Yoko é riquissima, uma sonoridade que está a frente do que nossos ouvidos estão acostumados”.

Há duas semanas, Osvaldinho esteve no palco do Sesc-Paulista (foto) ao lado de Heródoto Barbeiro. Eclética esta figura.

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Cidade (In)Sustentável




Dependuradas sobre o córrego Olaria. Assim viviam 79 famílias do Jardim Marisa, no distrito de Pedreira, zona sul de São Paulo. A imagem foi divulgada pela subprefeitura de Cidade Ademar que retirou as pessoas de lá em troca de dinheiro – “o investimento ultrapassou R$ 395 mil”, está no comunicado. A intenção é recuperar o meio ambiente com verba do Programa Córrego Limpo, da Sabesp. Pouco se sabe do destino das pessoas.


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Timão na Terceira Divisão

No causo, como diz seu Gérson da venda, o Timão acima é nome de rua. E a Terceira Divisão apenas um bairro da zona leste. Mas ao teclar o CEP 08383015 na página dos Correios os adversários do Corinthians estão se divertindo.


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Foto-ouvinte: Jogo sujo no Campinho




A rua do Campinho está no bairro Recanto Verde do Sol, nome que se contrapõe ao cenário fotografado pela ouvinte-internauta Andréia Almeida Gama. Segundo ela, as reclamações à subprefeitura de São Matheus, na zona norte, não surtiram efeito até agora. Conta que as crianças brincam no esgoto sob o risco de ficarem doentes. Tem lixo em acumulado na rua e no córrego.


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Conte sua história de São Miguel Paulista

Os visitantes da feira do livro promovida pelo Clube da Comunidade CDC Tide Setúbal, na zona leste de São Paulo, serão convidados a escrever uma crônica do bairro. Os textos serão enviados para o Conte Sua História de São Paulo, quadro do CBN SP que vai ao ar nos sábados, às 10 da manhã, com seleção musical de Cláudio Antônio.

A idéia partiu dos organizadores da feira que deixarão um computador à disposição do público para que registrem sua história. A feira vai até este sábado e terá a presenta de Juca Kfouri, José Roberto Torero e Caco Barcellos. Eu estarei participando de uma mesa de debates, nesta quinta-feira, no início da tarde.


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"Eu quero que um jegue me leve, mas aqui não vão me deixar"

Passageira da ex-BRA no saguão do aeroporto internacional de Guarulhos revoltada. Talvez seja mais seguro, mesmo.

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Cidade tem de pagar mais para reduzir impacto ambiental

A afirmação é do presidente da Loga, Luiz Gonzaga Alves Pereira, uma das duas empresas responsáveis pela coleta de lixo na cidade de São Paulo. O executivo diz que uma das maneiras para reduzir o impacto ambiental provocado pelo uso de caminhões movidos a diesel seria substituí-los pelos elétricos, já usados há dois anos em Paris, neste serviço. O problema é que o custo destes chega a ser seis vezes maior.

Por dia, os caminhões de lixo da Loga realizam 900 viagens na capital. Apenas na região central, onde o acesso é mais restrito, existem pequenos carros elétricos transportando o material.

Luiz Gonzaga comentou, ainda, que o sistema de coleta usado em Estocolmo, na Suécia, tratado em notícia deste blog logo abaixo, exige, além de tecnologia avançada, muito dinheiro. A implantação em São Paulo dependeria de a cidade e os cidadãos entenderem que esta é uma prioridade e, portanto, valeria o investimento.

Ouça trecho da entrevista do presidente da Loga, Luiz Gonzaga Alves Pereira, do CBN SP:



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Foto-ouvinte: Nó na rotatória



Luca, ouvinte-internauta do CBN SP, quer saber quem tem razão neste cruzamento das ruas Nelson Gama de Oliveira com Castelhano, na Vila Andrade. A imagem é de sexta-feira, início da noite, mas poderia ser de qualquer outro dia da semana, segundo o autor da foto.


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Lixo em alta velocidade

Coisas de Estocolmo*

A primeira impressão que tive foi que Joakim Karlsson, o terceiro palestrante daquela tarde, parecia ser irmão mais moço do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. A pele do rosto marmorizada brilhava; as bochechas vermelhas eram como duas maças salientes; o cabelo estava regiamente aparado; e o sorriso revelava seu esforço para ser simpático.

Assim que começou a falar, com os olhos voltados à tela com informações projetadas a partir do computador, ficou a idéia de que estávamos diante, não de um administrador público, mas de um vendedor de serviço público. Com a intenção clara de oferecer aos oito jornalistas estrangeiros que o assistiam um ótimo negócio a ser implantado nos seus países.

Joakim representa a sueca Envac que desenvolveu conceito diferenciado de coleta de material reciclável e lixo orgânico. A empresa tem cerca de 600 instalações em 30 países, todos bem longe do Brasil. Nós havíamos conhecido, ao vivo, uma das mais exemplares, implantada na comunidade de Hammarby, região sul de Estocolmo, área planejada para ser ambientalmente sustentável, conforme você já leu neste blog.


Coleta desenvolvida por empresa de Karlsson é menos poluente


O lixo – palavra que soa vulgar diante da tecnologia aplicada - corria a 70 km/h sob nossos pés, no momento em que passeávamos do restaurante ao lado do lago Hammarby até a sede da central de informações da comunidade. Em nenhum momento foi possível perceber a quantidade de material que cruzava em alta velocidade na extensa rede de canos construída no subsolo da região. Esta é uma das intenções do sistema criado pela empresa: eliminar transtornos e barulho aos moradores.

Os 26.700 metros de encanamento ligam o que inadvertidamente chamamos de latões de lixo – na verdade, coletores – à central de contêineres construída há alguns quilômetros dali. Por este sistema pode ser transportado qualquer tipo de dejeto: desde lixo orgânico, restos de comida, até material a ser reciclado. Em Hammarby, a capacidade é para 811 toneladas de resíduos por ano.

Controlado por computadores, os coletores despejam o material acumulado na rede de canos e este é sugado até seu destino, onde será separado em contêineres. O mesmo vácuo, gerado por enormes ventiladores que estão na ponta final do esquema, que transporta o “lixo”, limpa o encanamento evitando a contaminação, por exemplo, dos produtos recicláveis pelo material orgânico. O ar que sai dos canos é tratado antes de jogado de volta ao meio ambiente.


O material é sugado por sistema de canos

O esquema foi capaz de eliminar 40% dos caminhões que teriam de atender as 9 mil famílias que moram em Hammarby caso fosse usado o sistema tradicional de coleta de lixo. Isto significa menor impacto no ambiente. Soma-se neste caso, menos barulho, menos sujeira, menos trânsito, muito menos.

Em São Paulo, para quem gosta de fazer contas, circulam cerca de 140 caminhões de lixo por dia, todos movidos a diesel, dos quais 44 fazem a coleta doméstica, 66 a varrição e 32 para a coleta seletiva. Fora os veículos de grande porte que pegam o material em centros de triagem e os leva para os aterros sanitários.

A educação ambiental é importante pois o sistema para ser eficiente exige que o cidadão deposite o material no coletor correto. Em algumas cidades, o “latão” conectado ao sistema recebe todo tipo de lixo, enquanto em outros a separação é bem mais minuciosa do que a coleta seletiva que temos no Brasil.

O representante da empresa lembra que é preciso estar pronto para a “criatividade” das comunidades. Em uma cidade da Europa, os técnicos foram surpreendidos à medida que os moradores encontraram no sistema uma opção para se desfazer das árvores de Natal antigas, pratica que provocava o entupimento dos canos.

Em humor típico de vendedor de batedeira elétrica de programas de televisão, Joakim Karlsoon disse que “lá o Papai Noel trocou as chaminés pelos canos da Evac”.

Durante esta semana, registro aqui no blog algumas impressões da viagem e encontros realizados em Estocolmo. Estive por lá a convite do Governo da Suécia.



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Veja se você tem direito a desconto no IPTU, em São Paulo

Pouco mais de 2 milhões e 900 mil paulistanos têm direito a desconto no IPTU e não sabem. A informação é da própria prefeitura que oferece a vantagem a quem solicita a emissão da nota fiscal eletrônica dos prestadores de serviço que faturam até R$ 240 mil por ano.

Para ver se você é um dos "felizardos" acesse a página da nota fiscal eletrônica na internet , clique no ícone "Acesso ao Sistema" do lado esquerdo da página, digite seu CPF e crie uma senha. Imediatamente você saberá se tem crédito a receber. Caso tenha, basta informar para qual imóvel este crédito será usado. Ano que vem, quando o carnê do IPTU chegar, o desconto estará calculado.

De acordo com Arnaldo Augusto Pereira, sub-secretário da Receita Municipal, desde junho do ano passado foram emitidas mais de 104 milhões de notas fiscais eletrônicas, com faturamento total de R$ 116 bilhões, geração de R$ 3,5 bilhões em ISS, e créditos que chegam a R$ 162 milhões de reais.

No entanto, se o paulistano não se cadastrar vai deixar de receber este benefício que pode ser usado no prazo de até cinco anos.

Ouça o primeiro trecho da entrevista do sub-secretário Arnaldo Augusto Pereira, ao CBN SP:



Tire mais dúvidas sobre o desconto no IPTU, no segundo trecho da entrevista:



Se a dúvida persistir, deixe sua pergunta no espaço reservado aos comentários e trataremos do tema, ao vivo, no CBN SP.


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"O ítem segurança dos aviões passou do bico para a cauda da aeronave"

Décio Côrrea, presidente da Associação Brasileira das Entidades de Formação Aeronáutica, sobre o corte de verbas do governo na fiscalização da aviação civil, ao CBN SP.

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Foto-ouvinte: Playground em Itaquera



O novo espaço de diversão da gurizada que mora na Francisco Alarico, em Itaquera, foi registrada e contada pelo ouvinte-internauta Franklin Karbstein em formato de reportagem que reproduzo a seguir:

"A Avenida Francisco Alarico Bergamo, desaparece em frente ao número 1132, num grande buraco, ou melhor em uma cratera de pelo menos 10 metros de comprimento, por 6 de largura. O advogado Franklin Karbstein, fotografou com seu celular, nesta segunda-feira, 05 de novembro, as 18 horas, um grupo de crianças, moradoras da região, brincando alegremente dentro da cratera, que não tem nenhuma pessoa da prefeitura vigiando ou cuidando. Silvio Melo Santos, (de camiseta azul) com 13 anos de idade, que brincava com Vinicius Morais dos Santos (10), Guilherme Henrique Tavares (12) e Anderson Toledo Pereira da Silva (11), perguntou ao advogado o que ele iria fazer com as fotos. Franklin falou que iria mandar para a imprensa, ao que Silvio respondeu, -"puxa, que bom, o senhor é o único que veio fazer alguma coisa para fechar essa cratera, porque ela está aberta há uma semana e ninguém fez nada até agora". A Avenida Francisco Alarico Bergamo, é uma importante ligação entre os Bairros de Itaquera e São Miguel Paulista"

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O "exótico" aquecimento solar na terra do frio

Coisas de Estocolmo*

Eram cinco e meia da tarde quando deixamos a comunidade de Danderyd, no subúrbio de Estocolmo, e a noite já começara naquela região da Suécia. De agora em diante isto ocorrerá cada vez mais cedo até o fim do inverno. Perguntei ao jornalista russo Pavel Prokhorov, de São Petesburgo, o que achara da conversa que havíamos mantido durante uma hora e meia com um dos moradores do vilarejo de 50 casas que integram programa experimental de aquecimento solar e geração de energia: “Um pouco exótico de mais”, respondeu em inglês.

Exótico pode ser traduzido por estranho, termo que caberia à experiência que tivéramos oportunidade de conhecer. Mais ainda ao homem que nos deu as boas vindas e apresentou o trabalho desenvolvido desde 2002 naquela vila de Enebuberg. Um senhor de quase 70 anos, alto e forte, capaz de caminhar com rapidez apesar de ter de arrastar uma das pernas que quebrou há pouco tempo.



Em lugar da apresentação projetada do computador, Stig Rahm usou folhas tamanho A4 coladas na parede da casa para nos explicar o sistema de aquecimento Anneberg ou como coletar e estocar energia solar para aquecimento durante os dias frios, na Suécia – que são maioria em uma escala anual.

Mesmo com os quatro graus centígrados daquele “fim de tarde”, ele fez questão de passear com o grupo de jornalistas que o ouvia do escritório, onde administra a comunidade, até a casa dele.

À esquerda de quem entra na porta principal há uma grande sala dividida em dois ambientes, com um laptop sobre a mesa, um televisor, móveis, muitos livros e brinquedos espalhados. À direita, uma cozinha de tamanho médio e confortável, onde um rádio está ligado. No lado oposto da porta, o banheiro. O pé direito da casa é alto, e nos permite ver que na parte de cima há espaço para dois quartos, pelo menos.

Stig abriu uma pequena porta na parede do banheiro e afastou casacos que estavam na dispensa para nos mostrar os equipamentos que têm dentro de casa, capazes de aquecer a água que consome, a partir de um sistema de coleta de energia solar com 52 placas que cobrem todo o telhado. O emaranhado de canos que passa pelas paredes e piso não é visível e só se pode entender melhor seu funcionamento após conferir a tela de um computador que registra 26 graus centígrados. Esta é a temperatura da água que passa pelos canos, naquele momento. No mesmo programa é possível ver que, ao deixar a casa, houve perda de apenas 2 graus na temperatura da água, em uma demonstraçõo de eficiência.

E para alcançar este resultado houve mudanças na forma de consumo de cada um dos moradores da vila, e equipamentos foram escolhidos cuidadosamente para manter o calor, seja com a colocação de vidros duplos nas portas e janelas, seja no tipo do piso escolhido para as moradias. Os eletrônicos só entram nas casas se atenderem normas rígidas que privilegiam o baixo consumo de energia.

O sistema de aquecimento não funciona de maneira isolada. Há, também, preocupação em conter a água da chuva para reaproveitamento, separação do material reciclado, entre outras ações que visam a redução do consumo de água e energia. Mais de 60% do aquecimento anual é suportado pelo sistema, não sendo suficiente, portanto, para sobreviver todo o inverno, o que exige a manutenção de força elétrica – usada com moderação, ressalta o simpático sueco.

O visual de Stig Rahm, a maneira como ele se esforça para que possamos entender a lógica da coisa e, principalmente, a sinceridade que usa em suas avaliações confirmam um dos lemas dos moradores que acreditaram nesta experiência:‘”Simplicidade no desenho é preferível em lugar do perfeccionismo”, era o que estava escrito em uma das “telas” do “powerpoint” improvisado.

A valorização dos imóveis nos últimos anos demonstra que os moradores estão trilhando um caminho que extrapola a imagem exótica que nosso preconceito registrou. Casas compradas a 1,9 milhão de coroas suecas – que trocados por reais significam 570 mil – hoje estão à venda por 4 milhões de coroas suecas – R$ 1,2 milhão.

O mais surpreendente, contudo, é que mesmo moradores dispostos a algumas “privações” em defesa do meio ambiente são tentados a manter não apenas um, mas dois carros na garagem – e belos carros, por sinal. Provavelmente comprados com o dinheiro que economizaram ao reduzir o consumo de energia elétrica e água.


Nesta semana, apresento neste blog algumas histórias registradas na viagem a Estocolmo com um grupo de jornalistas estrangeiros convidados pelo governo da Suécia a conhecerem tecnologia ambiental.


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Cuidado, a fumaça que você solta está sendo filmada

Um equipamento capaz de registrar a poluição provocada pelo carro que você dirige estará nas ruas de São Paulo. O caça-fumaça lê, através de sensores remotos, emissões de veículos movidos a álcool, gasolina e gás. O sistema grava imagens do carro e da placa, além da velocidade e aceleração. Os maiores poluidores receberão, em casa, carta da prefeitura convidando-os a regular o motor do carro.

O equipamento apresentado nesta segunda-feira ajudará no monitoramento de emissões da frota de carros na cidade, apesar de a legislação brasileira não permitir que o motorista flagrado seja multado. Os dados registrados pela prefeitura vão oferecer uma visão melhor das condições dos veículos que andam na capital paulista.

Acompanhe as explicações do secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, Eduardo Jorge, ao CBN SP:



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Estamos, ao vivo, na ExpoManagement-2007



Este é o estúdio da Rádio CBN montado na ExpoManagement-2007, no Transamérica Expo Center, na zona sul de São Paulo. Durante os três dias de eventos, programas da CBN serão apresentados daqui. Nesta segunda, é o dia do CBN SP.

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Bairro sustentável enfrenta preguiça do cidadão

Coisas de Estocolmo

Nestes dias, contarei aqui algumas das histórias ouvidas e aprendidas na viagem feita a convite do governo da Suécia, semana passada.



Hammarby consegue reduzir em 25% o consumo de água

Erik Freudenthal tem cabelos grisalhos e curtos (arriscaria dizer que usa máquina três, apesar de o especialista no assunto ser meu colega de rádio, o Barbeiro). A combinação com a camisa rosa desconcertada, calça jeans azul e sapatênis preto lhe dá um ar mais jovem do que os 60 anos que tem. A boa impressão deve ser efeito, também, do trabalho que realiza com entusiasmo e simpatia no centro de informações do bairro de Hammarby.

No área sul de Estocolmo, antes dos anos 90, havia indústrias que contaminaram o solo e uma região portuária em torno do lago que leva o nome que batizou o bairro. Foi lá que os organizadores da candidatura da cidade aos Jogos Olímpicos de 2004 imaginaram construir a vila que receberia atletas de todas as delegações. Queriam conquistar os olhos dos conselheiros do Comitê Olímpico Internacional e desenharam projeto que tinha como base o respeito ao meio ambiente.

A frustração pela disputa perdida para Atenas não levou a interrupção das idéias – ao contrário do que aconteceu em São Paulo quando derrotada pela concorrência interna do Rio de Janeiro. E o desenho se transformou em um conjunto de prédios cercado por água, muita área verde e tecnologia ambiental. Estrutura que integra cerca de 9 mil moradores acostumados a receberem a visita de estrangeiros curiosos, como eu e o grupo de jornalistas que estiveram por lá semana passada. Foram mais de 10 mil desde que inaugurada.

Recebidos por Erik, fomos levados até o topo do prédio da central de informações para vermos a plantação que cobre todos os telhados, e coleta a água da chuva para um encanamento que permitirá o abastecimento de cada um dos apartamentos. Água aquecida por sistema de coletor solar.

Lá de cima, pode-se ver os canais a céu aberto que tornam o solo mais permeável, aumentando a capacidade de reaproveitamento da água. Nosso anfitrião, que nos convida a experimentar o sabor de algumas das espécies plantadas no telhado (tarefa que preferi deixar para a turma menos cética), explica que a redução do impacto negativo ao meio ambiente iniciou-se na escolha do material para construção. Opção que aumentou de 2 a 4% o custo total da obra, valor recuperado com a economia no consumo de água e energia, por exemplo.


Telhado verde é solução para captar água da chuva


Antes de chegar a sala de conferência passei pelo banheiro – afinal, ninguém é de ferro. Um adesivo agradece pela energia que você ajuda a produzir em Hammarby. Em outro um recado de gosto duvidoso: “From toilet till omelet”. São para lembrar que os dejetos produzidos pelos moradores e visitantes vão ser transformados em biogás na estação que fica muito próximo dali.

Calcula-se que uma pessoa solteira é capaz de produzir dejetos e resíduos orgânicos suficientes para garantir as refeições preparadas no fogão durante o mês.

O material que gera biogás também é proveniente dos coletores espalhados para atender a população, em um sistema de avançada tecnologia, sobre o qual falaremos nos próximos dias.

Sorridente, Erik apresenta a maquete que se encontra no andar térreo do centro de informações: vocês estão aqui, comeram neste lugar, passaram por estas avenidas, as áreas verdes são estas outras. Indicações que interrompo para perguntar onde está o apartamento dele. Não está, ainda, responde rápido. Será na próxima área que começa a ser construída seguindo o mesmo padrão de todo o bairro. Por enquanto, ele mora a uma distância que lhe permite chegar de bicicleta, todos os dias.

Aliás, o deslocamento dentro do bairro em 75% das oportunidades é feito a pé, de bicicleta ou com transporte público. Opções que não substituem o uso do carro quando o trajeto vai pouco além das “fronteiras” de Hammarby. Segundo Erik, o uso do automóvel para ir ao trabalho foi reduzido em 10%, muito longe dos 50% imaginados no início do projeto. Para este dado que frustrou a minha expectativa, o futuro morador da área tem uma resposta que deve servir de motivo para reflexão de todos nós: preguiça.


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De luz e sombra

Por Maria Lucia Solla

Olá,

Em mim habitam, sob o mesmo teto, humano e divino; e me fazem híbrida. Sou movida a mente e a coração, que por vezes se tornam cúmplices e por outras se enfrentam fratricidamente. Dual, posso ser o mais forte e implacável dos guerreiros, ou a mais frágil e indefesa das donzelas, mas em momentos de loucura e libertação, sou os dois. Posso ser o gigante destemido, mas também baixo o olhar e aprisiono o coração, feito menina descalça e faminta.

Em mim habitam erro e acerto. Erro a torto e a direito, mas sei pedir desculpas e escorrego num pé e levanto no outro. Acerto também, mas nada digno de observação. Ainda dividem o espaço em mim, ingenuidade e malícia. Há vezes em que levo tempo para ver o que está bem ali, debaixo do nariz, e outras em que vejo claro, tanto longe quanto dentro. Então trilho os caminhos que me fascinam e evito os que me apavoram. Nas passadas mais importantes do trajeto, sinto frio na barriga e me formiga o coração, mas não hesito em me fazer refém de flores, pássaros, olhares, gestos, sorrisos, lágrimas e idéias, num piscar de olhos. Num abraço.

Reconheço em mim generosidade e tirania, e é assim, de forma generosa e tirânica que sempre dei corda para que meus filhos pudessem sorver cada gota da sua porção de vida, com meus dedos roxos e doloridos de segurar a ponta dela. Fazem ainda parte do conjunto, contestação e conformismo; a primeira à custa da mente, e o segundo à custa de fígado, baço, pâncreas, e seus parceiros.

Reconheço em mim a aceitação e a birra que me faz espernear quando a vida não me dá o que eu quero. Mas deixe estar, que já dei um chega pra lá na segunda. Abri as porta da teimosia que me mantinha prisioneira, espiei pela fresta e o que vi lá fora me fascinou de tal forma que decidi correr atrás.

Em mim, habitam entendimento e confusão. O entendimento tem me mostrado, entre outras coisas, que a criminalidade se divorciou da pobreza, após longo casamento, e que confusa, foi seduzida e se atirou de corpo e alma em relação promíscua e perigosa com poderes que sobem rampas e ocupam gabinetes, onde bandido é chamado de doutor.

Reconheço também em mim a perfeição e o seu oposto; uma administrando o ideal e a outra o real.

Acolho portanto, em mim, vida e morte, mas mesmo optando pela primeira, reservo à segunda um momento de clímax e protagonismo, a tempo e hora.

Assim vou levando, dia sim e outro também. Aprendendo novos ritmos e sons, vou me acostumando e me adaptando a essa turma toda que mora aqui, e vou afinando o meu viver, a meu modo. E você?

Pense nisso, e até a semana que vem.


Maria Lucia Solla é professora, terapeuta e autora do livro “De bem com a vida mesmo que doa”, lançado pela editora Libratrês. Aos domingos, está neste blog com textos sobre o cotidiano. Em virtude do feriado, este artigo foi postado nesta sexta-feira.

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Baksmällan ou escândalo, é tudo a mesma coisa

De Estocolmo


O tablóide Aftonbladed gastou 9 páginas para o assunto que está em todos os bares da cidade


Sexta-feira é feriado na Suécia, assim como no Brasil. Também como a gente, os meios de comunicação e os suecos não resistem a uma boa fofoca. Vira destaque na primeira página do jornal, ganha edição especial, reportagem no rádio e na TV e muita conversa de bastidor.

Desde a semana passada, o “fogo” que a secretária de Estado Ulrica Schenström tomou na mesa de um bar de Estocolmo e as cenas “fogosas” com um jornalista da TV4 registradas por um tablóide da terra é assunto entre os suecos e vinha causando constrangimento ao primeiro-ministro Fredrik Reinfeldt.

Ela é o braço-direito do governo dele. Braço que estava envolto no pescoço do meu colega de profissão Anders Pihlblad, enquanto trocavam beijos apaixonados.

No primeiro momento, o chefe do executivo sueco agiu como boa parte dos políticos: garantiu que ela estava sóbria naquela noite. História que não se sustentou diante dos contados 18 copos que teriam tomado de um vinho no valor de cerca de 1.145 coroas suecas, pouco mais de R$ 370.

Ulrica renunciou, reconheceu a bebedeira e se intitulou irresponsável. O primeiro-ministro taxou o fato de “tragédia”. Não compreendi bem o texto em sueco mas parecia estar escrito que “foi a maior que jamais havia acontecido antes do governo dele”.

Ainda tenho dúvida do motivo que teria provocado esta reação no conservador primeiro-ministro: a quantidade de vinho, o preço da garrafa ou as cenas de amor explícito com um jornalista famoso.

O porta-voz da edição sueca da Playboy ainda não se pronunciou sobre a possibilidade de a ex-secretária posar nua.

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Ônibus amigo do meio ambiente e do passageiro, também

De Estocolmo


Frota movida por etanol e biogás chega a 430 veículos

O ônibus que deixa a sede da SL-Stockholm Transport tem apenas 11 passageiros, dos quais oito jornalistas estrangeiros. Os demais são funcionários da empresa responsável pela política de transporte público na capital da Suécia, sistema que atende cerca de 21 milhões de pessoas por mês, menos de 10% do que a SPTrans leva na cidade de São Paulo, apenas nos ônibus e vans.

Não são os números, a eficiência e menos ainda os passageiros que fazem especial este ônibus que nos transporta até a estação de abastecimento de combustível da SL. É, sim, o combustível que o movimenta: etanol.

Usado desde 1989, o etanol já move frota com 389 ônibus em Estocolmo e o esforço é que até 2011 metade das viagens seja feita com motor movido a combustível renovável. Em um ainda distante 2025, a intenção é que não haja mais ônibus queimando diesel.

Em meio as explicações sobre as mudanças feitas em relação ao ônibus convencional, o diretor da SL-Stockholm Transport, Stefan Wallin, descobre que há um jornalista brasileiro a bordo, motivo para que a conversa discorra sobre a necessidade da Suécia negociar a compra do produto no Brasil. Acrescenta que seria preciso adaptá-lo às condições do país mas não tem dúvida ao afirmar da qualidade do etanol verde-amarelo.

Para a Suécia, o acordo com o Brasil é estratégico para dar seguimento ao plano que conseguiu, até 2006, reduzir o uso de combustível fóssil em, aproximadamente, 41 mil toneladas/ano e gastar menos 16 milhões de litros de diesel/ano.

Ao chegar na garagem, enquanto o nosso ônibus é abastecido, ao lado há outro estacionado, movido a biogás. O combustível – também renovável - vem de uma estação construída a um quilômetro dali. É lá que parte da “sujeira” produzida pelos suecos é transformada para movimentar os 51 veículos que circulam na cidade. Em dois anos, este número deve saltar para 130.

O frio de 4 graus e o vento que sopra na garagem encurtam nosso bate-papo. Antes de ir embora, porém, quis saber do diretor da SL se costumava usar ônibus no seu dia-a-dia. Stefan respondeu com desdém: “vou e volto para casa”.

Quando as autoridades brasileiras passarem a usar o sistema de transporte público com a naturalidade de Stefam, sinal de que as empresas que atuam no país poderão adotar o mesmo lema da companhia sueca: “Nós fazemos o seu dia mais fácil”.


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  PERFIL
   
 

Mílton Jung é jornalista, âncora do programa CBN São Paulo e autor dos livros "Conte Sua História de São Paulo" e "Jornalismo de Rádio".

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