Locadoras de carro criticam operação do governo paulista
Com veículos tendo sido parados nas barreiras montadas pela polícia de São Paulo, devido a operação de combate a fraude no IPVA, os donos das locadoras de carros dizem que o Governo de São Paulo age sem amparo legal.
Eis algumas das informações divulgadas em nota pela Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (ABLA):
" ... Não há embasamento legal e o setor não irá se curvar diante dos artifícios de intimidação e constrangimento infringidos aos seus clientes, aos turistas e à população em geral, artifícios estes representados pelas apreensões e/ou impedimento de circulação dos veículos do setor ..."
" ... A ABLA também reitera à população de São Paulo, clientes e turistas que os veículos das locadoras estão e sempre estiveram em situação regular do ponto de vista de licenciamento e pagamento de IPVA ... "
" ... As locadoras pleiteiam, junto ao Governo do Estado de São Paulo, há anos e sem resposta, a redução e/ou equiparação do IPVA, a exemplo do que já ocorre em outros 14 Estados da Federação, entre eles Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e Goiás, entre outros ... "
" ... As filiais das empresas locadoras estão devidamente inscritas e reconhecidas pelas autoridades competentes. Mesmo que exista, no mesmo endereço, mais de uma empresa inscrita, não há neste procedimento desacordo com a legislação vigente. Portanto, o emplacamento de veículos no domicílio de filiais nestas condições, reconhecidas pelas autoridades competentes, também não está em desacordo com a legislação ..."
Faltam 7,9 milhões de casas e apartamentos no Brasil
Os dados estão no estudo realizado pela Fundação Getulio Vargas, divulgados nesta sexta-feira (23/11). Em São Paulo, cerca de 1,5 milhão moram em condições precárias, no momento em que a cidade assiste à explosão imobiliária com lançamentos de empreendimentos e abertura de capital das construtoras e incorporadoras.
Ouça a reportagem de Simone Queiroz, que foi ao ar no CBN SP:
Foi ele quem me ensinou a respeitar o ouvinte. Portanto, não tem do que reclamar. O ouvinte-internauta Ivson Miranda jura de pés juntos que o mestre Heródoto Barbeiro foi flagrado na Marginal Pinheiros, a caminho da Praia do Boqueirão, no início do feriado prolongado. Se foi ou não foi, a montagem está ótima.
Polícia pára trânsito para combater guerra fiscal, em SP
Logo cedo a polícia de São Paulo estava na rua organizando barreiras nas principais vias da cidade e tornando ainda mais desorganizado o trânsito matinal. Na avenida Brasil, havia uns 15 homens de olhos bem abertos para os carros que passavam. Cinco ou seis motoristas haviam sido parados no momento em que cruzei por uma dessas operações. A maioria de terno e gravata com cara de quem sabia que perderia o dia de trabalho para dar explicações à autoridade militar.
Até aquele momento, não sabia qual a intenção dos policiais. Os carros e os caras parados não estavam de acordo com o perfil daqueles que costumam ser barrados. Não havia Brasília, Monza ou Chevette rebaixados com vidro completamente escuros escondendo negros de calça de cós baixo, boné de marca e tênis coloridos.
A explicação só veio mais tarde, após a reclamação de muita gente de que o trânsito em alguns pontos da cidade estava impossível. A polícia prestava serviço a Secretaria da Fazenda de São Paulo para combater a sonegação de IPVA. Foram 212 pontos de fiscalização em todo o Estado. Mais de 23.300 carros parados. E, segundo números oficiais, 1.826 motoristas foram flagrados com veículos registrados em endereços falsos, em outros estados.
Segundo a secretaria, entre 2006 e 2007, São Paulo deixou de arrecadar mais de R$ 1 bilhão por causa de licenciamentos realizados fora do Estado.
Antes de ser criticado pelos bloqueios que atravancaram a vida de muita gente na cidade de São Paulo, o secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, acusou os Detrans estaduais e o Governo Federal de se negarem a passar informações sobre veículos de outras regiões que circulam em território paulista, durante entrevista concedida ao repórter Ádamo Bazani, da CBN.
O Departamento Nacional de Trânsito informou que não é obrigado a fornecer estas informações para São Paulo
As alíquotas do IPVA justificam a preferência de muitos motoristas e empresas pelos outros estados brasileiros. Enquanto em São Paulo, em média, o IPVA é de 4 por cento, Paraná cobra 2,5%, além de oferecer a possibilidade de parcelamento em seis vezes. Em Tocantis, a alíquota é zero para alguns veículos novos.
Está em discussão na Câmara dos Deputados, o projeto que pretende tornar mais rígidas as punições às crianças e adolescentes que tenham cometido crimes graves. Uma das medidas é a ampliação do tempo máximo da pena para o infrator de três para oito anos.
O CBN SP promoveu debate entre o relator do projeto, deputado estadual Carlos Sampaio, do PSDB/SP, e o coordenador de relações internacionais do Movimento Nacional de Direitos Humanso, Ariel de Castro Alves.
O outdoor da Volkswagen mostra que anúncio publicitário nem sempre é poluição visual. O convite para que os motoristas façam teste-drive em modelo da montadora joga com o sol e a sombra. Encontrei a imagem no blog AdvertisingLab
A primeira cidade americana a proibir uso de sacolas plásticas comuns foi São Francisco, em abril. O mesmo pode ocorrer, em breve, na Filadélfia, Boston, Baltimore, Portland e Seattle. Nova Iorque, sempre referência por aqui, impõe aos lojistas a responsabilidade de reciclar as sacolas que os clientes trazem de volta. Alguns supermercados oferecem pequenos créditos aos consumidores que reutilizarem suas sacolas plásticas.
O resultado da campanha promovida por ambientalistas está em reportagem publicada no britânico Financial Times, traduzida pelo portal UOL. Apesar de o aparente sucesso, o texto de Jonathan Birchall destaca a reação da indústria do plástico reunida no lobby do Progressive Bag Alliance que, segunda-feira, impediu que o parlamento proibisse o uso dos “saquinhos” na capital de Maryland.
O esforço é para impedir o fim de um negócio que começou com o inglês Alexander Parker que inventou o primeiro plástico, em 1862. De lá até aqui, o uso para o produto se multiplicou a ponto de se transformar em problema sério ao meio ambiente. Feito de resina sintética que tem como origem o petróleo, o plástico usado nos saquinhos de supermercado, farmácia e padaria não é biodegradável, e jogado na natureza leva séculos para se decompor.
Os fabricantes contrapõem com o argumento de que consomem menos energia para produzir e reciclar as sacolas de plásticos do que as de papel – principal concorrente neste mercado.
No Brasil, os empresários do setor, parte estabelecida na região do ABC paulista, têm demonstrado preocupação devido as campanhas lideradas por ambientalistas que aparecem na mídia. Apesar de algumas ações para atrapalhar o negócio deles, por enquanto os fabricantes tem tido sucesso. Em São Paulo, onde são produzidas 210 mil toneladas de plástico-filme por ano, tiveram o apoio do governador José Serra que impediu a aplicação de lei que previa a substituição por um tipo de plástico que, supostamente, polui menos.
Rio de Janeiro e Curitiba são duas capitais que estão envolvidas no debate e tentam barrar o aumento no número de saquinhos usados. No interior gaúcho Lajeado incentiva a troca por sacos de pano. Nada parecido com as cidades européias bem mais avançadas nas iniciativas para proteger o meio ambiente que usam, muitas delas, a cobrança de uma taxa para mudar o hábito do cidadão.
Semana passada, neste mesmo blog, chamava atenção que por aqui o movimento vai no sentido oposto, pois enquanto a sacolinha de plástico fica à disposição do cliente no caixa do supermercado, a de pano está à venda - e com direito a marketing ambiental.
A reportagem completa e em português do FT você acessa aqui se for assinante do UOL
O indivíduo tem seu comportamento alterado quando incluído em um movimento de massa devido aos neurônios-espelho que refletem gestos e emoções do grupo. A explicação é do psicólogo Júlio Peres que aceitou o convite do CBN SP para analisar as reações que o torcedor paulista pode ter na partida entre Brasil e Uruguai, no Morumbi:
Ouvinte-internauta denuncia descaso com Telecentro
A imagem está postada no blog do ouvinte-internauta Robson Leandro da Silva para mostrar o descaso com o Telecentro que ficava na avenida Professor João Batista Conti, 1201, em Itaquera. O equipamento teria sido roubado e a prefeitura teria decidido fechar o local e nunca mais o reabriu.
O título acima está na manchete do caderno de esportes do mais popular jornal de São Paulo, o Agora. Tem a pretensão de antecipar o ânimo do público que lotará o estádio do Morumbi, na noite desta quarta-feira, para ver o Brasil enfrentar o Uruguai. Antes mesmo do mau desempenho da seleção contra o Peru, no domingo, se discutia o comportamento do torcedor paulista na partida de logo mais. Alguns comentaristas traçaram paralelos com a reação do carioca que, em determinados momentos, vaiou o Brasil na goleada sobre o Equador.
A vaia tem ganhado destaque no noticiário e no bate-papo em volta da mesa do bar desde que o presidente Lula se apresentou em público na abertura dos Jogos Panamericanos, no Maracanã. Na época, dividiu opiniões conforme a coloração política de cada um. Afoitos chegaram a dizer que era sinal da mudança que o Brasil pretendia no comando do governo, quando mais se parecia a opinião de uma parcela da sociedade brasileira.
Golpistas, lulistas e simpatizantes à parte, deve-se avaliar o que proporciona esta prevenção do público, se existe predisposição à crítica, se é desejo de jornalista que adora ver o circo pegar fogo ou se é assim mesmo em qualquer lugar do mundo - ou seja, no caso do esporte, se a seleção nacional não vai bem, a turma fica com a vaia atravessada na garganta.
Na vizinhança ninguém sabia ou se envolveu na discussão. São todos muito discretos. Por isso, a nova coluna do blog, a Mira, ficará devendo os motivos da síndica ter se transformado em alvo de tão desaforada faixa. A imagem foi registrada na confluência das avenidas Guilherme Dumont Villares, José Migliano e rua José Coelho, zona sul. Foi esticada entre os postes na sexta-feira e retirada no domingo. A síndica ainda não se pronunciou. Mira é o espaço que este jornalista encontrou para publicar fotografias registradas em uma máquina digital sem nenhuma pretensão - a máquina é claro, porque a nova coluna é tremendamente pretensiosa. Mira é a versão autoral da "Foto-ouvinte" na qual os ouvintes do CBN SP publicam suas fotografias.
Carlos Castelo é músico, publicitário, passageiro de avião e - o mais importante - amigo de um gremista amigo meu. Não podia dar outra coisa a inspiração dele após muita fila, atraso e desrespeito nos aeroportos brasileiros. A letra é dele, a música de Luis Couto, a voz de Bal Santana, e os arranjos de Gustavo Santana e Marcelo Dino.
Confesso que sou romântica incorrigível, irresgatável e irrecuperável, mas não me lamento nem me gabo. São características minhas; só isso. Também sou sonhadora, idealista, otimista, e mais alegre do que triste, a maior parte do tempo. Amo a vida, perdida e intensamente. Pura paixão. Mantenho-me viva graças a um instinto de sobrevivência danado de bom, e de uma intuição afiada e fiel, que não dorme nem de noite nem de dia.
Essa exposição toda tem uma razão, já que as características acima fazem parte da minha receita, e eu me pergunto se não seria essa mistura que me impede de tolerar falta de educação e falta de respeito. É possível que não sinta o mesmo, a pessoa que tenha ingredientes diferentes dos meus. Como sentem os que têm os pés bem firmes plantados no chão e os que são mais pessimistas ou menos efusivos do que eu? E me pergunto como sentem os que detêm o poder e vivem para reger a orquestra, e aqueles que nem têm idéia de que haja, em algum lugar, uma orquestra. No meu caso, seja o que for que eu faça, fico encantada com a vida, contenho a respiração e mantenho olhos e ouvidos bem abertos, para não perder o mínimo detalhe. E você, qual é o seu estilo de viver?
Quem me conhece me ouve dizer que na receita do amor, de qualquer tipo de amor, são necessários, entre outros, dois ingredientes básicos e insubstituíveis; respeito e admiração. Agora me diga, é possível respeitar e admirar o mal-educado? É possível admirar e respeitar o grosso, o deselegante – de atitudes, não de guarda-roupa?
Anjos, Arcanjos, e todos os emissários do Criador que me perdoem a pequenez, mas é a tarefa mais simples e ao mesmo tempo mais complicada, a que se exige de nós, seres humanos. Não dá. Amar certos semelhantes que andam desembestados por aí, esfregando na nossa cara um ego espaçoso e mal-acabado, corcoveando porque não enxergam nada além do próprio umbigo saliente? É pedir demais! Se essa for matéria eliminatória para entrar no reino dos céus, aceitem, os obedientes às Leis de Deus, as minhas despedidas, porque certamente não nos veremos na eternidade. Deve ter havido algum engano na tradução do Santo Livro. Como é possível amar o Fernandinho Beira-Mar? Como é possível respeitar mensaleiros e admirar conselhos de ética sem ética, juízes injustos, corruptos de todo tipo e feitio, presidentes fanfarrões, prepotentes e arrogantes? Fica difícil, muito difícil!
Aí vem um presidente grandalhão, metido a besta, e sem a mínima noção do que possa ser educação e respeito, e obriga um rei a lhe passar um pito, na frente das visitas. Do outro lado, com uma ponta de continente dividindo os eventos, cria-se controvérsia porque um jornalista, funcionário do Tribunal, chamou um superior, no caso o Ministro do Supremo Tribunal Federal com um sonoro psiu! , e este iniciou um procedimento administrativo disciplinar contra o moleque malcriado. Agora me diga, educação saiu de moda?
Pense nisso, e até a semana que vem.
Maria Lucia Solla é professora, terapeuta e autora do livro “De bem com a vida mesmo que doa”, lançado pela editora Libratrês. Aos domingos, está neste blog com textos sobre o cotidiano. Este artigo foi publicado excepcionalmente no sábado devido ao feriado desta semana.
Gente das antigas, como Heródoto Barbeiro, Juca Kfouri e Waldemar Ciglioni, além de uma turma mais nova, foram ouvidos pelo jornalista Edison Rodrigues Filho que reuniu boas e engraçadas histórias do rádio. O resultado deste trabalho está no livro "Anedotário do Rádio Brasileiro" que será lançado no dia 26 de novembro, na livraria Nobel no Shopping Center 3, na avenida Paulista.
Ouça algumas dessas histórias na entrevista de Edison Rodrigues Filho ao CBN SP:
Ter um amigo que morreu em acidente de moto passou a ser comum entre os profissionais que trabalham no serviço de motofrete. De acordo com pesquisa encomendada pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, 73% deles conhecem motoboys que morreram enquanto estavam trabalhando. Dos ouvidos, 46% já sofreu alguma queda.
Ao ouvir os motoboys, a Sociedade quer entender os hábitos desta categoria e os caminhos para combater esta violência que mata pessoas muito jovens na cidade. A pesquisa você acessa na página da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia e a entrevista com o presidente da entidade Marcos Musafir no link a seguir:
Conexão Rio-SP: Pena alternativa é pouco usada no Brasil
Os universitários que atacaram uma prostituta com jatos de extintor de incêndio no Rio começaram a prestar serviço à comunidade e ganharam as primeiras páginas dos jornais e portais, além de destaque na programação de rádio e TV. A presença no noticiário se dá pelo inusitado da pena, já que no País o comum é mandar o culpado para a cadeia ou não mandá-lo – ou seja, não puni-lo.
Em São Paulo, existem 2 mil vagas para trabalho de sentenciados, apenas 700 estão ocupadas. Especialistas dizem que o sistema sofre resistência de boa parte dos juízes paulistas.
Hoje, para crimes com penas inferiores a quatro anos de prisão, o juiz decide se manda o sentenciado para a cadeia ou se aplica uma punição alternativa. O Brasil tem apenas dois tipos de pena alternativa, a prestação de serviços à comunidade e a restrição de direitos. Este último caso é mais comum de ocorrer com torcedores de futebol que se envolvem em casos de violência e depredação de patrimônio. Alguns são obrigados a comparecer na delegacia onde permanece enquanto o time para o qual torce estiver jogando.
Doze galhardetes, banners e faixas aparecem nesta fotografia do cruzamento da avenida Guilherme Dumont Villares com a rua Professor José Horácio Meirelles Teixeira. Tem anúncio de grandes construtoras e incorporadoras imobiliárias até prestadores de serviços.
A cena se repete nos fins de semana e feriados, como ontem, quando a foto foi feita. Esta publicidade é ilegal. O número e o nome dos infratores estão à disposição da fiscalização.
A prefeitura enviou para o CBN SP, nesta semana, uma enormidade de números para provar que está atenta a estes anúncios ilegais. Diz que a multa é de R$ 5 mil. Não tem dado resultado, pelo visto.
Capela de São Miguel é esperança de moradores do bairro
Os primeiros sinais na história foram do século 16, ainda na época em que o padre Anchieta andava por estas bandas. No entanto, a construção da Capela de São Miguel Arcanjo, nos moldes que conhecemos atualmente, só ocorreu no início do século 17. É com base nesta arquitetura que se desenvolve o trabalho de recuperação deste que é um dos pontos mais famosos de São Miguel Paulista, na zona leste. Para os moradores da região, a retomada deste marco pode colocar o bairro no mapa de São Paulo, já que boa parte entende que a cidade dá as costas para eles.
Ouça a entrevista do arquiteto Alessandro Pompei, responsável pelo trabalho de reforma da capela, ao CBN SP:
O paulistano que abriu os jornais da cidade nesta manhã deve ter levado um susto: está lá na primeira página o prefeito Gilberto Kassab sentado sobre enormes sacos plásticos cheios de quinquilharias. Em uma delas, inclusive, a impressão é que o prefeito caiu sobre o material, pois aparece um assessor estendendo a mão para ele. Tudo não passou de jogo de cena, apenas para aproveitar a prisão de Law Kim Chong, considerado pela Polícia Federal o maior contrabandista do País.
A história começou com reportagem do jornal O Estado de São Paulo que mostrava ser Law o dono de um shopping popular que seria inaugurado no bairro do Pari, região central, com o apoio da prefeitura. Prefeito, subprefeito e secretários anunciaram que não sabiam quem era o dono do estabelecimento comercial que iria abrigar camelôs. E prepararam o contra-ataque. Colocaram a fiscalização no local e, lógico, encontraram produtos contrabandeados. A Polícia Federal foi acionada e, a espera de um bom motivo para devolver Law para a cadeia, algemou o suposto contrabandista.
Fato consumado, o prefeito Gilberto Kassab não perdeu tempo, cancelou agenda, desviou a rota do helicóptero no qual estava a bordo e rumou para o Pari para tirar fotografia em meio aos sacos de contrabando e anunciar: "Sr. Law, São Paulo não o quer aqui. O senhor é um bandido". Alguns juram que a frase certa seria "Sr. Law, São Paulo não tem espaço para mais bandido" - mas isto fica por conta da galhofa.
Espera-se, agora, que o mesmo rigor seja usado em relação a todos os demais centros comerciais que vendem produtos contrabandeados na cidade. E não é preciso ir muito longe dali onde estava o prefeito. Um passeio pela mais importante avenida da capital, a Paulista, renderia muitas poses para o álbum de fotografias do prefeito.
Este emaranhado de conexões de ferro e tubos faz parte da árvore de Natal do Rio de Janeiro que será inaugurada apenas em 15 dias. Sendo assim, na "Guerra das Árvores" travada entre a capital fluminense e Itu, a cidade do interior paulista saiu na frente. Já está pronta com seus 83 metros de altura, conforme fotografia postada logo abaixo. Assim, por enquanto os moradores de Itu podem dizer com todo orgulho que "nós temos a maior árvore de Natal do mundo".
O mundo não será mais o mesmo, após esta informação.
Terminal de ônibus terá tribunal, diz presidente do TJ
Sem precisar a data, o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo anunciou que os terminais de ônibus da cidade vão receber juizados especiais itinerantes, durante entrevista ao CBN SP. Com este anúncio, o desembargador Celso Limongi atende ao pedido feito pela ONG Nossa São Paulo É Outra Cidade.
O modelo a ser utilizado no atendimento aos passageiros de ônibus na capital será semelhante ao que funciona nos aeroportos para agilizar problemas entre as empresas aéreas e seus clientes.
Ouça a entrevista do presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Celso Limongi, ao CBN SP:
Plano de governo: apenas 5 vereadores em audiência
A audiência pública que discutiu projeto de lei que compromete o prefeito a apresentar programa de governo detalhado para todo mandato contou com a presença de apenas cinco dos 55 vereadores de São Paulo. O encontro foi na própria Câmara e teve a presença de José Police Neto (PSDB), João Antônio (PT), Agnaldo Timoteo (PR), Claudete Alves (PT) e Carlos Bezerra Jr (PSDB).
São 3 milhões de paulistanos com direito a ter desconto no IPTU de 2008, mas a maioria não vai usufruir deste benefício porque não se cadastrou até agora no site da prefeitura de São Paulo. Até 30 de novembro é possível identificar qual o imóvel que deve receber os créditos previstos na lei da Nota Fiscal Eletrônica.
Ouça o tira-dúvidas com o subsecretário das Finanças da cidade de São Paulo, Arnaldo Augusto:
Os cariocas que me perdoem, só tenho a árvore de Itu para mostrar
O clima natalino parece não ter arrefecido os ânimos dos “plantadores” de árvores de Natal. Nesta semana, há uma guerra nos bastidores para saber qual a maior de todas. Hoje (14/11), um shopping de Itu inaugura uma com 84 metros de altura, “o equivalente a um prédio de 28 andares”. E, segundo nota distribuída aos jornalistas, é a maior árvore de Natal do mundo.
As forças fluminenses contra-atacaram. Afinal, não se deve suportar calado um fato como este.
Também por e-mail, avisam que a maior mesmo é a árvore flutuante do Rio que tem 85 metros de altura e, pasmem, “o que equivale a um prédio de 28 andares” – tá escrito lá. A nota que defende o gigante carioca, não se restringe aos números, usa a história para passar uma rasteira nos caipiras – no bom sentido - de Itu: “A mania de grandeza da cidade de Itu nasceu com o já falecido comediante Francisco Flaviano de Almeida, o Simplício do programa Praça da Alegria, criado em 1957 pela TV Paulista, atual TV Globo. Morador de Itu, ele enalteceu as ‘qualidades" de sua cidade, como "o grande semáforo" e o Orelhão, instalado nos anos 70 e até hoje um ponto turístico da Cidade dos Exageros. Só que, mais uma vez, a realidade não corresponde aos fatos”.
Não meto minha fita métrica nesta história, eles que são grandes que se entendam.
O carro transportando material reciclável foi flagrado pelo ouvinte-internauta Leandro Augusto Ferreira. Está caindo aos pedaços mesmo assim resiste. A dúvida ao vê-lo neste estado é se ao circular nestas condições não provoca prejuízos à natureza maior do que o benefício que oferece com o reaproveitamento dos resíduos.
O vídeo abaixo mostra o pouso de um avião durante nevoeiro. A imagem que você verá é a mesma do piloto no instante em que se aproxima da pista. Segundo informações que estão na mensagem enviada pelo ouvinte-internauta Fábio Fernandes, o arquivo distribuído pela Internet quer chamar atenção para a importância dos controladores de vôo nos aeroportos. A pista em que ocorre a aterrissagem seria a 09 L, no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.
Para deputado, preço do novo prédio da Assembléia é justo
O ex-presidente da Assembléia Legislativa de São Paulo deputado Rodrigo Garcia (DEM) nega a existência de irregularidades nas contas do prédio anexo que está em construção no Ibirapuera. Ontem, o atual presidente da casa, Vaz de Lima (PSDB), disse que a obra será concluída em maio de 2008, com mais de um ano de atraso, e vai custar R$ 26,8 mi. Inicialmente, anunciava-se que o custo seria de R$ 9,2 milhões, o que, aliás, também é rejeitado pelo deputado do Democratas.
Ouça as explicações do deputado estadual Rodrigo Garcia, ao CBN SP:
"No dia em que a riqueza e a herança forem taxadas, nós concordamos com o fim da CPMF. Enquanto vocês não toparem, não concordamos. Os ricos não pagam imposto e por isso o Brasil é tão desigual. Têm que pagar! Os ricos têm que pagar para distribuir renda"
Do doutor "comunista" Adib Jatene para o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, em defesa da CPMF, durante jantar para arrecadar dinheiro para a saúde do Incor, segundo nota na coluna de Mônica Bergamo, na Folha
Aproveitando a onda ecológica, o supermercado Pão de Açúcar decidiu faturar – em espécie e retorno de imagem – com a crítica em relação ao uso das sacolinhas plásticas. Na entrada do caixa, vende sacolas retornáveis com imagens de animais da fauna brasileira. Por R$ 3,99 você leva para casa uma arara-azul, um mico-leão-dourado, uma onça-pintada, um tucano ou um lobo-guará estampado. Parte do dinheiro vai para a SOS Mata Atlântica.
Apesar disso, os saquinhos de plásticos seguem à disposição dos clientes, e de graça.