Na enxaqueca da segunda (sem trocadilho), reproduzo trecho final do livro “Grêmio, Nada Pode Ser Maior” escrito pelo impagável Peninha. Se você é torcedor do Corinthians sinta-se à vontade para reescrever o texto tricolor em preto e branco:
“E para encerrar de vez essa bobagem, eis minhas sábias palavras finais: o Grêmio tem mais é que que disputar a Segundona em 2005, e ganhá-la, como sempre ganha. E, então, quando chegar a hora de voltar à primeira divisão, anunciar ao mundo estarrecido: “Não, obrigado, rapazes. Vamos continuar aqui mesmo, nos campos esburacados onde jogam os times que tem raça e praticam futebol de verdade”.
Porque futebol-arte, todo mundo sabe, é coisa de veado”
MP quer conhecer critérios de distribuição de remédios no HC
O Ministério Público de São Paulo quer saber os critérios usados pelo Hospital das Clínicas de São Paulo na distribuição de remédios da farmácia mantida pela instituição. A desconfiança é de que esteja havendo discriminação de pacientes a medida que há reclamações de pessoas que não conseguiram ser atendidas, apesar de terem o remédio receitado por médicos do próprio Hospital das Clínicas.
O caso mais recente foi o de Edmundo Raymundo, de 75 anos, que apesar da insistência não conseguia o remédio Zoladex para combater o câncer de próstata que ameaça matá-lo, conforme denuncia feita no CBN SP, na sexta-feira (30/11). Apesar de ter em mãos a receita assinada por um médico do Instituto de Radiologia do HC, funcionários da farmácia alegavam que o documento não era suficiente para entregar-lhe o remédio. Segundo o paciente, todo tipo de dificuldade foi imposto para que a solicitação fosse atendida. Sequer a informação de que a demora para se iniciar o tratamento poderia lhe ser fatal, sensibilizou os funcionários.
Ao ser consultado pela produção do CBN SP, a assessoria de comunicação alegou que o remédio estava em falta devido ao crescimento no número de pacientes recebendo este tipo de tratamento. Mas – vejam que coincidência – exatamente naquele dia – sexta-feira – um novo lote do Zoladex seria entregue à farmácia. A mesma feliz coincidência ocorreu quando o programa procurou o HC para verificar reclamação de ouvinte-internauta que também não tinha acesso a outro tipo de medicamento, há cerca de dois meses. Após algumas tentativas de resposta fomos informados que “naquele dia o remédio seria entregue na farmácia”.
Por não acreditar em coincidências, o Ministério Público de São Paulo, através da promotora Anna Trotta Yaryd, quer saber porque pacientes com receitas assinadas por médicos credenciados pelo Hospital das Clínicas ficam sem o tratamento adequado ou são recomendados a procurar o medicamento em outros lugares.
Edmundo Raymundo, com quem conversamos ao vivo na sexta-feira, já havia estado na farmácia por mais de uma oportunidade sem sucesso. E a conversa dele com o funcionário da farmácia foi testemunhada por pessoas que vêm acompanhando de perto o caso. Curioso é que o repórter Fernando Andrade da CBN apenas passou por lá, sem se identificar, e foi informado por um dos funcionários que havia disponível um ampola de Zoladex.
Com apenas esta ampola, Raymundo, assim como qualquer outro paciente da idade dele (seria este o critério no HC ?) que não tenha tido acesso ao remédio no Hospital das Clínicas, garantiria quase um mês de tratamento, pois a dose deve ser tomada a cada 28 dias.
Debater a situação do Hospital das Clínicas de São Paulo será uma das metas desta semana no CBN São Paulo. Caso você tenha sugestões deixe seu recado aí embaixo. Mais embaixo, ainda, você encontra a série de reportagens feitas na semana passada.
Sinais são invadidos por crianças de rua, em dezembro
O número de meninos e meninas nos sinais de trânsito aumenta até 60% no mês de dezembro em virtude das férias escolares e do Natal. É o que calcula a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social da cidade de São Paulo que pede para o cidadão não oferecer esmolas a estas crianças, a medida que a maioria é explorada por adultos, geralmente os próprios pais. A intenção é incentivar as pessoas a doar dinheiro diretamente a uma entidade social ou depositar no Fundo Municipal da Criança e do Adolescente (FUMCAD) - Banco do Brasil agência 1897-x, c/c 5838-x e ainda abater 6% do Imposto de Renda devido (Pessoa Física) e 1% (Pessoa Jurídica).
Ainda de acordo com a secretaria, existem 1.040 crianças em situação de rua. O dado teria sido resultado de pesquisa feita pela Fipe.
O filme "Efeito Reciclagem", em fase de acabamento, ouve o que dizem os homens que estão por trás do lixo e diante das carroças que tornam viável a coleta seletiva na cidade de São Paulo. Dependesse apenas do poder público teríamos reaproveitado pouco mais de 1% do lixo produzido pelos cidadãos.
O CBN SP conversou nesta semana com o gerente de produção do filme, Manuel Marcelo Muniz, e, hoje, apresenta o trailer que foi apresentado durante encontro que debateu a necessidade de investir na reciclagem e na redução da quantidade de resíduos sólidos produzidos na cidade.
O filme 'Efeito Reciclagem” é de Sean Walsh e faz parte de um projeto cultural da Code 7 Entertainment. Segundo o gerente de produção do filme, Manuel Marcelo Muniz, o filme tem o objetivo de explorar o efeito que a reciclagem provoca nos planos ambiental e de integração social.
As idéias costumam se apinhar na minha cabeça, como as palavras faziam com meu filho Paulo. Sua boca ficava tão cheia delas que ele precisava abrir para elas saírem. Isso ele me disse aos sete anos, quando a professora reclamou de tagarelice na aula. Em mim, as idéias já chegam se acotovelando por uma promoção, mas se não conseguem a glória de virar ação, aceitam virar palavra, e eu escrevo.
Entre as idéias, a disputa é dura, porque se não forem promovidas podem adoecer de frustração. É melhor não esquecer que idéia é palavra do gênero muito feminino. É ultra-sensível, e se você não dá atenção ela adoece, vira as costas e vai embora ou, dependendo do nível da neurose de posse, fica do teu lado e vira inimiga. O melhor é procurar saber quem é essa tal de idéia, e eu descobri que elas habitam freqüências, e que vão ao ar através da sintonia que eu escolho. Como no rádio, onde você pode escolher notícia, música na medida certa para os seus ouvidos, ou a estação que toca fundo e arrebenta a última corda da tua paciência.
Tudo isso para dizer que as idéias não chegam aqui, desde ontem. Nenhuma na fila de espera, nem tentando arrombar a porta. É o vazio que se manifesta em mim - e que foi relacionado, por um dos meus amigos-mestres que dão mais vida à minha vida - ao vazio proposto pela próxima Bienal de São Paulo. O projeto do curador do evento é deixar um andar inteiro vazio; nenhuma obra ali. Interessante. Notícias dão conta de que um punhado de gente importante no mundo das artes plásticas, e em área afins, já anda debatendo o tema. Numa de suas declarações, o curador da mostra diz que tanto a Bienal quanto o MASP são instituições problemáticas, e eu me pergunto se não seria por estarem sempre tão cheias de si. Vai ver está mesmo na hora de esvaziar, selecionar e pôr as coisas em ordem, como se faz com gavetas e guarda-roupas.
Quando a gente diz, me deu um vazio, geralmente diz com cara de quem comeu e não gostou, e dá para entender o motivo. O vazio põe cada uma de nossas células a descoberto, e nem sempre se agüenta o confronto. A gente foge da raia e fala, fala, para não deixar nem um canto vazio, para não dar chance para o nada. Acontece que sem chegar ao vazio, fica difícil reconhecer a satisfação na medida certa, em cada canto da vida. O melhor é descartar o descartável e zerar os contadores periodicamente; não tem jeito. Depois, é repensar crenças, pensamentos, calibrar emoções e verificar se tudo está dentro do prazo de validade, ressetando, como se faz com as geringonças eletrônicas.
A gente carrega tanta mala cheia de ranço, de empáfia, de razão e de certeza, de medo e insegurança! Tudo velharia mofada, mal cheirosa e inútil. Trambolhos que bloqueiam a vida.
Pense nisso, e até a semana que vem.
Maria Lucia Solla é professora, terapeuta e autora do livro “De bem com a vida mesmo que doa”, lançado pela editora Libratrês. Aos domingos, está neste blog com textos sobre o cotidiano.
O bairro de Moema que era para ser Indianápolis é campo de pouso para uma variedade de passarinhos, assim como abriga o aeroporto de Congonhas. Por lá, passou a história de São Paulo e da "guerrilheira" Lygia Horta que, nesta semana, lançou o livro "Moema, Histórias, Pássaros e Índios". Ela fala, também, de políticos e começa por Jânio Quadros que foi almoçar da dona Lygia para saber o que o bairro precisava. No texto, por duas vezes, a autora ressalta que Jânio foi lá mas bebeu apenas dois copos de bebida alcóolica: um vinho do porto, de entrada, e um licor, na saideira.
Nesta entrevista para o CBN SP, Lygia Horta que mora em Moema desde a década de 50 fala das curiosidades do bairro e o que a levou escrever o livro:
A espera pelo prefeito Jânio Quadros, o prato que foi servido e o desenvolvimento do bairro de Moema estão na segunda parte da entrevista de Lygia Horta:
Na véspera da inauguração da tv digital, a imagem acima lembra a primeira transmissão em cores da televisão brasileira. Foi em 19 de fevereiro de 1972, na cidade de Caxias do Sul, onde se comemorava a Festa da Uva. A presença do governo militar não deixa saudades, mas não há como negar este marco na nossa história.
Curiosidade é que o primeiro jogo de futebol transmitido em cores tinha a presença do meu Grêmio que enfrentou o Caxias, em partida festiva. Assim como a primeira partida de futebol oficialmente transmitida em sinal digital será, neste domingo, pela TV Globo, com o tricolor gaúcho enfrentando o Corinthians. O
Os adversários que me perdoem mas o Grêmio está à frente do nosso tempo.
Em tempo: a pedido do Paschoal Junior, nosso fiel escudeiro do estúdio, lembro que Grêmio e Caxias, em 1972, terminou 0 a 0.
O trânsito de São Paulo tende a ficar frenético no mês das compras natalinas, mesmo com boa parte das escolas fechadas. Nada se compara com a situação registrada neste vídeo feito em um cruzamento da cidade vietnamita de Saigon, hoje chamada Ho Chi Minh, onde vivem três milhões de pessoas. Parte da população se vale da agilidade da motocicleta para se deslocar. E apesar do entrelaçamento todos parecem conseguir chegar ao seu destino.
Agora o outro lado: HC pediu para paciente esperar
Leia a resposta do Hospital das Clínicas a crítica de que estaria selecionando pacientes para conceder remédios para o tratamento de câncer:
" Rádio CBN – Fabiana Boa Sorte
Ref.: Queixa do sr. Edmundo Raimundo
1. O Centro de Oncologia do Instituto de Radiologia do HCFMUSP, notificado da reclamação quanto à dificuldade encontrada pelo paciente acima referido para recebimento do medicamento Zoladex, medicação específica para câncer de próstata, esclarece que realmente ocorreram pequenos atrasos na aplicação desta medicação, devido ao grande crescimento no número de pacientes recebendo este tipo de tratamento.
2. Entre os meses de Agosto e Novembro/2007 houve um aumento de 84 pacientes acima do esperado, ou seja, de 341 para 425, para os quais tomamos providências para compra de emergência, cujo lote de medicamentos foi entregue, conforme previsto, na data de hoje, pela manhã.
Enfatizamos que os pacientes foram cadastrados, informados sobre a situação e orientados a aguardar a convocação do hospital para aplicação do medicamento, procedimento que será feito ainda hoje, no período da tarde pelo serviço de Farmácia.
3. Informamos que o Centro de Oncologia tem destinado para compra de medicamentos oncológicos aproximadamente R$ 8,9 milhões, para atender a crescente demanda de pacientes, devido ao aumento de consultas que de 2002 a 2006, representou um acréscimo de 66%.
Atenciosamente, Assessoria de Imprensa InRad - HCFMUSP"
Edmundo Raymundo está com 75 anos e tem renda mensal de R$ 650, resultado da aposentadoria que recebe. Em 2003, soube que tinha um câncer na próstata que foi tratado com cirurgia no Hospital das Clínicas de São Paulo, mas a doença voltou a lhe atingir e agora necessita tomar o remédio Zoladex - uma ampola a cada 28 dias. Sem condições de pagar os cerca de R$ 1 mil por aplicação, os médicos receitaram o remédio que poderia ser obtido na farmácia do HC. Raymundo ainda não conseguiu iniciar o tratamento porque o hospital alega não ter o medicamento à disposição:
O repórter Fernando Andrade, da CBN, esteve no Hospital das Clínicas e soube por um funcionário da farmácia que havia o remédio, mas apenas uma ampola:
Saber se o hospital está selecionando os pacientes com direito a receber o medicamento, é o que pretende agora o Ministério Público de São Paulo. A promotora Anna Trottar falou ao CBN SP sobre a investigação que será feita:
A Companhia de Engenharia de Tráfego, de São Paulo, esclarece em nota o uso de um carro emplacado no estado do Paraná que aparece em fotografia publicada neste blog. Originalmente, segundo um dos nossos ouvintes-internautas informou no espaço reservado aos comentários, a imagem foi publicada no blog do Marcelo Tas. Aliás, se você fizer uma visita no blog dele vai ver que nem todos aceitaram a resposta da CET:
"A/C.:Rádio CBNMilton Jung Informamos que o veículo placa DIH 0250, de Curitiba, cuja foto foi exibida no UOL, no blog do jornalista Marcelo Tas, não pertence à frota da Companhia de Engenharia de Tráfego - CET e nem está ligado a contratos de serviços desta companhia. O veículo em questão foi contratado pelo Consórcio Via Amarela e presta serviços de apoio nas interdições e bloqueios realizados ao longo dos trechos de toda a obra do Metrô, conforme solicitado pela CET. Ressaltamos que foi recomendado ao Consórcio que esse veículo deverá ser retirado de circulação até ser adequado ao que dispõe a legislação municipal. Esclarecemos que todas as licitações em que sejam utilizados veículos para atendimento de contratos da Companhia de Engenharia de Tráfego - CET seguem o que determina a Lei 13.959 de abril de 2005. A Diretoria da CET entende que os veículos que prestam serviços na cidade devam recolher impostos na cidade. Vale lembrar que todos os veículos da frota da CET foram licenciados em São Paulo. Atenciosamente, Manuel CostaDepartamento de Imprensa da CET"
O governador de São Paulo José Serra poderia colocar a polícia para fazer blitz na porta da sede da Companhia de Engenharia de Tráfego como fez semana passada em toda a cidade, causando transtorno ao paulistano, para punir motoristas que descumprem a lei e sonegam IPVA.
A imagem enviada pelo ouvinte-internauta Fabrizio Gueratto é de um dos muitos carros da CET emplacados em Curitiba. Imagina-se que a companhia, por ser órgão público ligado a prefeitura de São Paulo, mantenha sede na capital e, portanto, descumpre a lei, assim como aqueles proprietários de veículos que estão sendo cobrados pelo imposto devido.
É possível que este carro seja alugado, o que não tira a responsabilidade da companhia que não pode ser conivente com a ilegalidade (do ponto de vista do governo Serra)
Fábio Lopez é carioca e designer. Considera-se ácido e irreverente. Misturou estes elementos para criar a versão tupiniquim de um dos mais famosos jogos de tabuleiro do mundo, o War. Em lugar da conquista dos países nos cinco continentes, Fábio desenhou o mapa da cidade do Rio com seus bairros nobres e favelas nos morros. Facções criminosas e polícia se enfrentam para ocupar os territórios.
O ouvinte-internauta Carlos Sanfelice foi quem nos apresentou o War In Rio que está no blog de Fábio. Lá você encontra, também, um texto bem construído:
“os blindados tomam os guetos e os milicianos controlam o gás, o bacana aperta a mutuca e o vagabundo trabalha em paz. a piranha exerce tranqüila a mais antiga profissão, já deixou um galo pro cana, no esquema do cafetão. o bicheiro festeja o caixa no orçamento do carnaval, na cidade maravilhosa só não falta é cara de pau. Nesse tabuleiro sem regras é preciso sorte.”
Aos olhos que acompanham o movimento do trânsito e pedestres nas ruas de Piraciba juntou-se uma “boca” que chama atenção para as irregularidades cometidas. O sistema de câmera apelidado “Tagarela”, além de captar as imagens em um ângulo de 360º, tem um alto-falante acoplado pelo qual os monitores alertam para riscos que motoristas e pedestres correm ao infringir as leis. As autoridades dizem que as ocorrências diminuíram em 90% nas áreas fiscalizadas pelo “Tagarela”. Em São Sebastião, onde há três destas câmeras falastronas os resultados também seriam positivos, segundo reportagem publicada no jornal da Abramcet. Antes de sair gastando o dinheiro da sua prefeitura à toa, fique atento ao alerta do departamento jurídico da associação: o sistema não está homologado no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), sendo vedada a geração de autos de infração por imagens coletadas pelas “tagarelas”, disse o advogado Marcelo Araújo. As câmeras não poderiam ser usadas, por exemplo, para punir motorista que furasse o rodízio de São Paulo.
Ensino público precisa de mais dinheiro e mais gestão
A constatação é do estudo desenvolvido nos últimos quatro meses por educadores ligados ao Movimento Nossa São Paulo É Outra Cidade. O trabalho será apresentado, nesta sexta-feira, em encontro no parque do Anhembi.
Uma das responsáveis pelo trabalho, Maria Alice Setubal, foi entrevistada pelo CBN SP:
Denúncia na GMC é briga sindical, acusa prefeitura
Conforme nota da prefeitura de São Paulo enviada ao CBN SP, as denúncias de irregularidades que surgiram nos últimso dias contra a GCM são fruto de disputa pelo sindicato que representa a categoria.
Leia a nota enviada ao CBN SP pela assessoria de imprensa da GCM:
Em complementação à nota enviada:
"Em reunião realizada terça-feira (27) na Prefeitura de São Paulo, o presidente do Sindicato dos Guardas Civis Metropolitanos, Jorge Targino, em momento algum colocou na pauta de reivindicações da entidade as questões abordadas pelo vice-presidente da entidade em entrevista concedida na mesma terça-feira à CBN, como as supostas falta de rádios comunicadores, problemas com o efetivo e desativação de bases. A Guarda Civil Metropolitana lamenta que a disputa interna no Sindicato, em processo eleitoral, se paute pela divulgação inverídica de informações à população de São Paulo, notadamente quando a GCM recebe investimentos de R$ 33 milhões para o seu fortalecimento.
A falta de guardas civis metropolitanos na cidade poderia ser minimizada se os candidatos que passaram no concurso em 2004 fossem chamaos pela prefeitura. É o que defende as pessoas que fizeram os exames e foram classificadas para preencher as vagas que estariam abertas.
O CBN SP recebeu a mensagem abaixo, assinada por um dos líderes dos concursados da GCM:
"Meu nome é Márcio Alves, e gostaria de comentar sobre a situação do efetivo da Guarda Civil Metropolitana, que foi alvo de matéria esta semana. Como candidato aprovado e membro da comisão de candidatos aprovados no último concurso em 2004(que o CBN-São Paulo tem acompanhado) sinto- me indignado com o descaso com que a prefeitura trata do assunto.Nestes quase 03 anos de espera,em que a prefeitura contrata aprovados a conta-gotas; pudemos compreender melhor como a prefeitura trata a segurânça urbana, bem como os equipamentos do município que precisam da Guarda Civil.
As escolas da periferia, bem como postos de saúde e creches municipais estão desprotegidas. Isto ocorre porque as inspetorias da GCM nestes locais estão praticamente vazias, com efetivo reduzido, porque a prefeitura remanejou muitos guardas para o centro da cidade. Guardas que quando não fazem apreensão de material irregular; fazem propaganda para a prefeitura. Pois embora "PSEUDOS ESPECIALISTAS EM SEGURÂNÇA PÚBLICA", afirmem que a GCM não faz policiamento, na prática, não há outro nome a se dar para a atividade da mesma.
Em 2006 o Centro de Formação em Segurânça Urbana-CFSU, pelo pouco interesse e burocracia (leia-se incompetência) da prefeitura; levou um ano inteiro, para formar apenas 200 GCM's.
O prefeito Gilberto Kassab, prometeu em 07/09/2007 a nomeação de mais 500 guardas oriundos do concurso de 2004 para este semestre. O ano está acabando, até agora nada. Vão novamente deixar para o próximo ano?
A lei diz que a GCM deve ter um efetivo de 15.000 integrantes; por que não o têm? O edital do concurso de 2004, anunciava 1.700 "cargos vagos"; por que não são preenchidos? Enfim, por que será que a prefeitura dá tão pouca importância e investe tão pouco no material humano da Guarda Civil Metropolitana? E quando é, Milton, que esta novela sem graça nenhuma vai acabar??"
A lei é benevolente a quem explora as máquinas caça-níqueis, segundo o promotor de Justiça Felipe Zilberman. Ele concorda com o delegado Aldo Galeano (leia e ouça abaixo) sobre a necessidade de haver mais rigor ao crime organizado, pois por trás do jogo ilegal há lavagem de dinheiro e tráfico de drogas. Foi o que disse, ao CBN SP, o promotor do Centro de Apoio de Execução Criminal:
A escavação de funcionários da Sabesp, na Avenida Jabaquara, na zona Sul de São Paulo, levou a descoberta de um “tesouro”. Quarenta e seis máquinas de caça-níquel estavam escondidas na galeria pluvial. O delegado responsável pela repressão ao jogo ilegal, Aldo Galeano, conta este caso ocorrido semana passada para mostrar o resultado da atuação da polícia. Segundo ele, o crime organizado que explora as máquinas tem tido dificuldade para esconder o material. Neste ano foram recolhidas mais de 30 mil caça-níquel no Estado, segundo estatística da polícia.
Apesar disso é possível encontrar estas máquinas funcionando em boa parte da cidade e em estabelecimentos comerciais freqüentados por policiais, já que estão ao lado de delegacias da capital.
O delegado Aldo Galeano falou sobre isso ao CBN SP: