Depois de ler o comunicado da Sabesp enviado para as redações (copiado abaixo), na tarde de terça-feira, fiquei pensando se não deveríamos todos seguir em romaria até a porta da empresa e de joelhos agradecer pela graça alcançada.
Sabesp garante abastecimento de água para o Carnaval
Em Guarujá, dois novos reservatórios serão entregues, ainda este ano, ampliando de 20 para 31 mil metros cúbicos, a quantidade de água reservada na Cidade
Não faltará água na Baixada Santista, durante o Carnaval e o feriado do dia 25 de janeiro (aniversário de São Paulo). A afirmação é do presidente da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), Gesner José de Oliveira Filho, durante coletiva à imprensa, nesta segunda-feira (7), na Prefeitura de Guarujá.
Nos feriados de final de ano, moradores e turistas que estavam na Cidade enfrentaram os problemas da falta d’água. A escassez foi justificada pela empresa por conta do excesso de visitantes na Região. Só em Guarujá, foram mais de um milhão de pessoas, durante o Réveillon. “Nunca vimos um aumento de consumo desta magnitude”, afirmou o presidente.
E, para evitar que o problema se repita nos próximos feriados, a companhia vai manter o sistema de abastecimento com a maior capacidade de produção – que é de nove mil litros por segundos –, em toda a Região. “Além disso, o consumo de água, durante o Carnaval é historicamente menor do que no Réveillon, entre 5% e 10%”, informou.
Um negócio extinto pela lei Cidade Limpa é o tema deste “Conte Sua História de São Paulo” de autoria do ouvinte-internauta Rodolfo De Miccolis. Ele fala do avô italiano que nos anos 1950 investiu na criação de painéis publicitários:
Você acessa diariamente neste blog textos que foram ao ar no programa “Conte Sua História de São Paulo”, nas edições de sábado do CBN SP. Participe enviando seu texto para contesuahistoria@cbn.com.br.
O proprietário de carro flex paga a mesma alíquota de IPVA (4º/o) que os donos dos veículos a gasolina, em São Paulo. Até mesmo aqueles que tem motor movido a gasolina, álcool e GNV vão “marchar” com 4% do valor do carro. A lei estadual beneficia apenas quem tem carro exclusivamente a álcool. Segundo o diretor-adjunto da administração tributária da Secretaria da Fazenda de São Paulo, Edson Peceguine, a lei estadual é dos anos 1980 e tinha como objetivo incentivar o uso do álcool.
A mudança da lei beneficiando os motoristas que poluem menos o meio ambiente dependeria apenas de decisão do governador José Serra que poderia enviar projeto para a Assembléia Legislativa e usar de sua persuasão para convencer os deputados da base aliada – que são muitos – a aprovarem a mudança de alíquota: carros flex pagariam apenas 3º/o sobre o valor da venda. Para isso teria de haver interesse político e abrir mão de parte da arrecadação do Estado.
O secretário do Meio Ambiente, Xico Graziano, poderia ser um aliado do contribuinte paulistano e defender a idéia no Palácio dos Bandeirantes.
Já o representante da secretaria da Fazenda Edson Peceguine teve dificuldade para explicar porque não ocorre esta mudança e, ao fim da conversa, preferiu o silêncio como você pode conferir neste trecho da entrevista que foi ao ar no CBN SP:
Irmã Ivete de Jesus: "Não sou freirinha de convento"
Em 1969, quando deixou a cidade de Santos para fazer a Faculdade de Pedagogia e Teologia, na capital, Ivete de Jesus imaginava trabalhar em convento. Encontrou em São Paulo um povo em ebulição, era o período da ditadura militar. Não se contentou em ser uma " freirinha de convento" - expressão cunhada pela própria - e foi dormir ao lado dos moradores de rua para entendê-los e ajudá-los. Enfrentou a fase do "passe de trem" nos anos de 1980 quando os mendigos eram mandados embora da cidade e voltavam em seguida. Encarou políticas de "limpeza pública" que espantavam os moradores sem dar-lhes atendimento. Ajudou a organizar catadores de lixo que hoje atuam com material reciclável. "Aposentada", a Irmão Ivete de Jesus inventou a "Cor da Rua" uma espécie de "Casa Cor" com móveis recuperados do lixo, que estão em exposição permanente na rua dos Estudantes, 483, bairro da Liberdade.
A entrevista completa da Irmã Ivete de Jesus no quadro "Quem Faz São Paulo" você acompanha na página especial da CBN sobre o aniversário da capital paulista. No dia 25 de janeiro, sexta-feira, o CBN SP será apresentado, ao vivo, a partir das 9h30, no Pátio do Colégio.
Quintanares, um registro histórico do poeta da minha família
Meu Quintana, os teus cantares Não são, Quintana, cantares: São, Quintana, quintanares.
Com estes versos Manuel Bandeira homenageou o poeta gaúcho Mário Quintana, em 1966, no salão da Academia Brasileira de Letras, que jamais iria aceitá-lo entre os imortais. Seu corpo franzino não combinaria mesmo com o fardão verde-escuro e o chapéu de veludo preto que vestem os membros da Academia. Acostumei-me a vê-lo de calça de tecido, camisa social de colarinho aberto e um paletó desajeitado, enquanto caminhava com ajuda de uma bengala nas proximidades da Praça da Alfândega, no centro de Porto Alegre. Era bem menino, ainda, mas lembro de o poeta ter dirigido a mim e a meu irmão algumas palavras, sempre seguidas de uma risada, quando o encontrávamos na redação do jornal Correio do Povo, nos plantões de fim de semana.
Naquela época vê-lo tão de perto era como enxergar a cara de um anjo que vinha do céu. Ao crescer descobri que era um anjo sapeca, divertido na forma, malicioso no conteúdo e melancólico, muitas vezes. Um anjo Malaquias, talvez.
Sempre me achei privilegiado por ter a oportunidade de ficar tão próximo do poeta. Sorte mesmo teve meu irmão, Christian, descrito por ele como personagem que havia escapado das histórias em quadrinhos. Estes dias soube que uma das minhas primas, a escritora Cláudia Tajes, que também fazia suas incursões carregada pelo pai, Tito Tajes, ao Correio do Povo, chegou a ganhar um poema de Quintana. Meu padrinho, o Tito, um jornalista de mão cheia, trabalhava no jornal próximo dele.
De todos nós, coube a meu pai, Milton Ferretti Jung, algumas regalias. Além de compartilhar tragadas de cigarro ao lado do poeta, sentado no balcão do Bar da Rádio (era como chamávamos o bar que servia os funcionários da Companhia Jornalística Caldas Júnior), foi convidado para interpretar as poesias de Mário Quintana em um programa na Rádio Guaíba de Porto Alegre batizado “Quintanares”. Durante dez anos, entre as décadas de 1980 e 1990, os ouvintes acompanharam, diariamente, os versos de um dos mais geniais poetas brasileiros na voz dele. A maneira como reproduziu a expressividade desses versos lhe rendeu elogio do próprio autor: “Você é a minha Berta Singerman” – referência a declamadora argentina que fez sucesso no Brasil interpretando textos de Carlos Drummond de Andrade e Mário de Andrade, entre outros modernistas.
Quase me atrevo a dizer que o poeta fazia parte da nossa família. Pensando bem, fazia mesmo. Aliás, faz. Está na memória. Na estante de livros. E, a partir de agora, no nosso blog, também.
Por sensibilidade do Christian, aquele das histórias em quadrinhos, algumas edições de “Quintanares” ficaram gravadas. O CD foi parar nas minhas mãos e, a partir de hoje, todas terças e sábados, algumas dessas poesias serão reproduzidas aqui, na voz de Milton Ferretti Jung, com o consentimento dele, é lógico.
Para a estréia deste quadro, você ouve “A Primeira Aventura”:
Em homenagem a um dos grandes cronistas da cidade, a ouvinte-internauta Ana Maria Vieira escreveu o texto que você acompanha na edição de hoje do “Conte Sua História de São Paulo”:
Você acessa diariamente neste blog textos que foram ao ar no programa “Conte Sua História de São Paulo”, nas edições de sábado do CBN SP. Você participa enviando seu texto para contesuahistória@cbn.com.br.
É ruim andar nas calçadas da cidade e, por isso, o arquiteto e urbanista Ruy Ohtake não consegue atender a um dos pedidos de seu médico particular: caminhar. A preguiça também está por trás desta falta de vontade de passear pelas ruas do Itaim, onde mora, atualmente, como confessou na entrevista ao CBN SP que abriu a série “Quem faz São Paulo” em homenagem ao aniversário da capital paulista. Nada disso o impediu de ir longe e percorrer bairros periféricos e favelas intermináveis como a Heliópolis, na zona sul, onde desenvolve um de seus muitos trabalhos sociais.
A entrevista completa do arquiteto e urbanista Ruy Ohtake você encontra na página especial da CBN sobre o aniversário de São Paulo.
Além do quadro “Quem faz São Paulo”, a CBN leva ao ar mais dois programas: “As mil faces de São Paulo” e “São Paulo, berço do futebol”. No dia 25 de janeiro, o CBN São Paulo estará, ao vivo, com atrações musicais, no Pátio do Colégio.
"Conte Sua História de São Paulo" estréia na internet
Feito para ficar no ar durante os dez dias que antecediam a festa dos 452 anos da cidade, o quadro “Conte Sua História de São Paulo” é apresentado até hoje dentro do programa CBN São Paulo - sábado, logo após às 10 da manhã. Há pouco mais de um ano transformou-se em livro, lançado pela Editora Globo. E para as comemorações deste aniversário da capital paulista, ganha espaço diário aqui no blog.
Os relatos dos ouvintes-internautas são de momentos vividos em São Paulo, alguns muito particulares e outros dramáticos. Há aqueles que homenageiam alguém da família ou um personagem marcante do bairro. Situações que na maioria das vezes emocionou quem, pelo rádio, ouviu cada um desses capítulos.
A trilha e os efeitos sonoros que deram ritmo ao texto são de responsabilidade do Cláudio Antônio e do Paschoal Junior, uma turma de primeira que trabalha com a gente na rádio.
Para abrir esta série, vamos reproduzir o texto “A Torre da Igreja” baseado na história da ouvinte-internauta Izabel Viana:
Vencedor, não. Vencedora. Miriam Silva foi a primeira a acertar a resposta entre os quase 70 participantes da brincadeira de fim de ano promovida pelo nosso blog com a fotografia dos tempos de criança dos âncoras da CBN. Boa de olho e de percepção, às 9h44, do dia 28 de dezembro, data na qual postei as imagens, ela já estava com a relação correta dos nomes e vai receber um exemplar do livro “Conte Sua História de São Paulo”. Doze pessoas depois dela também conseguiram encontrar semelhanças entre os meninos e meninas das fotos e os atuais apresentadores da CBN. Ou encontraram semelhanças ou apenas chutaram.
Muita gente entrou no clima da brincadeira e não se conteve em apenas relacionar os nomes, deixou comentários sobre os fotografados. Falou-se do topete inconfundível do Heródoto, e da foto atrevida, também. Houve quem notasse o brinco da Roxane, a pose do Sardenberg ou o olhar do Juca. Do Nonato e do Piotto outras características se sobressaíram ajudando alguns dos participantes a acertarem os nomes.
Curioso foi notar que muita gente me enxergou por trás da roupa de caipira (afinal, sou gaúcho) ou vestido a rigor e com as mãos no bolso (devem acreditar na imagem construída pelos comentários do Heródoto Barbeiro). Quem está na festa de São João é o Piotto e quem faz pose de bacana é o Sardenberg.
Obrigado a todos que aceitaram entrar nesta brincadeira e aos meus colegas que permitiram a publicação das imagens que fazem parte de suas recordações pessoais. Parabéns a Miriam que vai receber um e-mail para que a gente combine como será entregue o livro “Conte Sua História de São Paulo”, lançado pela Editora Globo.
Abaixo você confere um por um e compara com a sua resposta.
Adalberto Piotto em versão caipira
Roxane Ré sempre charmosa
Roberto Nonato no 3 por 4
Heródoto Barbeiro no primeiro ensaio sensual
Juca Kfouri no chá de cadeira
Carlos Alberto Sardenberg no Dia da Foto, em Botucatu-SP
Designers e artistas de todas as áreas, alonguem as asas da criatividade! Aliás, é hora do povo espreguiçar corpo e mente, e sair da inércia tropical e do papo valente e inconseqüente de fundo de quintal. Queremos colchões com compartimentos para guardar dinheiro e jóias. Pobres banqueiros ricos! Passaremos por calçadas opostas às suas, depois de fecharmos nossas minguadas contas. Jóias, para quê? Pela correntinha dourada, seu moço, corre-se o risco de perder o pescoço. E, atenção, se o seu relógio for roubado, mantenha-se calado, para não melindrar o meliante. Gastar seus reais para viajar? Nem pensar. O Grande Irmão, demagogo e populista, ameaça te enquadrar. Acordem, mentes brilhantes; é preciso ousar, atiçar, converter, subverter a fim de se proteger.
De estudar pode esquecer, que cultura aqui virou defeito. Vamos cruzar os braços, jogar baralho, descansar o esqueleto em redes esticadas nas árvores que sobrarem, do desmatamento que ninguém vê, encher a cara de cachaça, morar em agrupamentos e viver do Bolsa Família que é mais seguro e não cansa. Dane-se o país e o rio São Francisco, que o Grande Irmão vai mudar tudo mesmo, como nunca antes se fez! De empreender, nem cogite, pra não ser rotulado de elite.
O menino mimado e recalcado pela infância pobre, e que agora tem vida de rei, perdeu uma partida e ameaça levar a bola para casa para jogar com a camarilha. Estilistas, avante com lápis e tesouras! O povo precisa de cuecas e calcinhas funcionais, não para guardar dólares surrupiados, mas uns parcos reais suados.
Brasileiro sonega sim, você sabe tão bem quanto eu; mas sonega por quê? Brasileiro sonega, não porque não concorde com justa distribuição de renda; sonega porque rechaça o assistencialismo obsceno, praticado pelo pacau de plantão. Brasileiro não deixa de pagar imposto por gosto, por não querer que o país seja como a Suíça, onde tudo funciona. Brasileiro não sonega porque abomina privilégio de primeiro mundo. Brasileiro deixa de pingar alguns reais nos cofres públicos para impedir que o fruto de seus esforços, honestos na grande maioria, termine nas mãos de vagabundos, ou em cuecas escusas de políticos deslavadamente sujos.
Brasileiro sonega sim, para pagar do próprio bolso a substituição de pneus estourados, em crateras aviltantes, nas estradas do país. Brasileiro paga 2/3 de imposto porque recebe zero de assistência à saúde e zero de segurança pública, 1/8 na área da educação, iluminação meia boca e 1/10 do que a dignidade humana, esfacelada constantemente, merece. Brasileiro sonega porque cansou de ver farra e lambança e de ouvir histórias pra criança. Cansou de ver homens e mulheres do planalto encherem as burras de dermatologistas, cirurgiões plásticos e estilistas da hora, e de sorriso zombeteiro na cara, pateticamente esticada, de político de meia tigela.
Se você movimenta, no banco, a fortuna de R$ 833,00 por mês, meu amigo, cuide-se e seja ágil, porque o leão quer mais pra comprar eleitor no próximo sufrágio. Acorda Brasil, é 2008!
Pense nisso, e até a semana que vem.
Maria Lucia Solla é professora, terapeuta e autora do livro “De bem com a vida mesmo que doa”, lançado pela editora Libratrês. Aos domingos, está neste blog com textos sobre o cotidiano
Amigos e amantes, amados e sacaneados, caro ouvinte de outrora, de última hora e de a qualquer hora, estão todos de folga deste jornalista até o dia 7 de janeiro quando retomo as atividades no CBN São Paulo. Deste sábado até lá ficarei fora do ar, com as pernas para cima, ou batendo pernas, dependendo dos convites que chegarem.
Ano que vem, assim que voltar para a apresentação do CBN São Paulo trarei para este blog novidades já que estaremos nos preparando para comemorar mais um aniversário da nossa cidade. Deixe agendado para o dia 25 de janeiro uma visita ao programa especial preparado pela rádio CBN.
Enquanto isso, aproveite-se do talento de Simone Queiroz que estará no comando do CBN São Paulo. E não deixe de participar da brincadeira de fim de ano e descobrir quem são os âncoras que aparecem um pouco mais abaixo nas fotos dos tempos de criança.
Sei que de incerto todo certo tem um pouco, e que confiança apresenta sutis pinceladas de desconfiança. Sei também, por experiência própria e não de ouvir dizer, que verdade vem temperada de inverdade, que há pitadas de inimizade batizando a amizade, e um bocado de impaciência em cada ato de paciência.
Há insônia nas porções de sono, dizem os estudiosos da área, e sabe-se que há muita injustiça nos pratos da justiça; o que deveria pôr abaixo a obscena empáfia de muitos magistrados.
Há, invariavelmente, doses variáveis de interesse nos gestos desinteressados e, infeliz e inevitavelmente, desamor, no amor. Há atrevimento no pudor, e há arrogância na insegurança de quem se acredita permanente, neste mundo impermanente; e eu, entremeada de desesperança, vou morrendo de tanto viver, sorvendo, gulosamente, cada instante de esperança.
Meus olhos, por vezes turvos, vêem poesia e amor, onde amor e poesia não há, e acabo escorregando no vice-versa dos versos em forma de prosa que transbordam e escorrem de mim, me abandonando vazia; truque matreiro dos desejos de menina em corpo de mulher.
Inesperadamente viro as costas e vou-me embora, quando desejo ficar. Emudeço em crises de silêncio, quando todo meu ser quer gritar, uma vez que a eloqüência não encontra saída, mesmo conduzida pela mão da senhora vivência. Ou então desando a falar, insensata, feito matraca desenfreada, quando o sensato seria calar.
Os desejos e sonhos chegam, inoportunos, quando há muito deveriam ter partido e, inconvenientes, manifestam-se nos momentos em que o rígido protocolo da conveniência deveria ser seguido à risca. Sinto que há fogo ardente camuflado nos montes de cinzas e, mesmo se certas presenças trazem consigo um sabor de ausência, percebo claramente a forte presença de certas ausências. Sigo confundindo tudo e, às vezes, quietinha no canto, contorço-me de dor.
Percebo um quê de melancolia em momentos de alegria e saboreio um tanto de recebimento em atos de oferecimento. Há riso no choro e vice-versa, e fim de conversa.
E você, o que percebe?
Pense nisso, e até a semana que vem.
Maria Lucia Solla é professora, terapeuta e autora do livro “De bem com a vida mesmo que doa”, lançado pela editora Libratrês. Aos domingos, está neste blog com textos sobre o cotidiano
Os meninos e meninas que aparecem nas imagens abaixo não imaginavam, pelo menos na época em que tiraram estas fotografias, um dia ser jornalista. Apesar de alguns já terem pose para tal, ainda eram muito novos. De chapéu caipira ou vestido para o carnaval, estavam construindo sua personalidade. Alguns, recém-nascidos, ainda tinham dificuldade para ficar sentado enquanto o padrinho calculava a melhor distância para o retrato. Outros vestiram a roupa para a ocasião, era o “Dia da Fotografia”, data não-oficial agendada com o único retratista da cidade, tão importante quanto o batismo, a primeira-comunhão ou o casamento do primogênito.
Muitos anos se passaram - para alguns muito mais do que você possa imaginar - até se encontrarem na redação da Rádio CBN, já adultos, onde exercem a função de âncora – esta gente que está sempre retratando o que acontece no Brasil e no mundo. No “Amigo Secreto” que reuniu boa parte dos jornalistas da casa a única exigência, além do presente, era que os participantes trouxessem uma fotografia antiga. A brincadeira proporcionou um encontro inédito para os meninos e meninas que sempre estiveram escondidos por trás da figura do jornalista responsável.
A pedido de ouvintes-internautas e com a autorização dos sete âncoras, compartilho com vocês estas imagens e os convido a descobrir quem é cada um deles. O primeiro que identificar os sete jornalistas pode passar aqui na rádio que levará para a casa um exemplar do livro “Conte Sua História de São Paulo”, lançado pela Editora Globo.
Estão nas fotografias: Adalberto Piotto, Carlos Alberto Sardenberg, Heródoto Barbeiro, Juca Kfouri, Milton Jung, Roberto Nonato e Roxane Ré.
A resposta tem que ser postada na área destinada aos comentários abaixo das imagens, tendo ao lado do nome o número de cada uma das fotos. Não esqueça de deixar e-mail para contato. Para ajudar no seu trabalho recomendo que visite a página da CBN com a fotografia atual dos âncoras. O resultado anuncio no dia 7 de janeiro, segunda-feira.
A combustão que ocorreu na fiação do Hospital das Clínicas de São Paulo e provocou incêndio em uma das alas, obrigando a remoção de pacientes que estavam em estado grave, foi considerada estranha pelo superintente da instituição José Manuel Camargo Teixeira. Segundo entrevista concedida ao CBN SP, não haveria motivos aparentes para a ocorrência do fato. Camargo Teixeira, porém, diz que prefere esperar o resultado da perícia técnica.
Ele negou que a morte de um dos pacientes do HC, na noite de Natal, tenha ocorrido devido a remoção feita durante o incêndio. Disse que 97% das verbas para os serviços de manutenção e custeio já haviam sido liberadas, este ano, pelo Governo do Estado. E garante que não há ligação entre a subestação de energia elétrica do Prédio dos Ambulatórios do HC e a fiação que pegou fogo - uma resposta a afirmação do ex-diretor do Instituto Central do hospital, Waldemir Rezende, de que a reforma geral recomendada em 2005 não havia sido feita até agora.
Ouça a entrevista completa do superintendente do HC, José Manuel Camargo Teixeira:
Seu Geraldo já nos deixou há 28 anos, mas segue sendo lembrado. Os mais próximos falam que era exigente na escolha de seus candidatos. Não deixava de participar de nenhuma eleição. E gostava de dar sugestões aos parentes e amigos. Não é possível saber o que o destino político iria lhe proporcionar com tantas mudanças ideológicas nas últimas décadas, mas com certeza ele jamais pensou em votar no vereador Carlos Alberto Bezerra Júnior, do PSDB. Nada contra o partido ou o político, mas Bezerra estava com apenas 11 anos quando Seu Geraldo se foi – o que não lhe impede de receber cartões natalinos de autoria do vereador paulistano como mostra a imagem enviada pelo ouvinte-internauta e neto de Seu Geraldo, Marcos Souza Aranha : “É nosso dinheiro jogado fora. Uma Vergonha !” (palavra do neto, para que não fique dúvida)
Com faixas penduradas em avenidas importantes da zona sul de São Paulo, o deputado estadual Jorge Caruso e o vereador Antonio Goulart, ambos do PMDB, desrespeitam a Lei Cidade Limpa, prestes a completar um ano de vida. Não é a primeira vez que os dois usam deste artifício e irregularidade para manter seus nomes na memória do eleitor, segundo denuncia o ouvinte-internauta Cássio Tramutola, autor das imagens
Pesquisa em sites mostra que, em 2006, haviam sido acusados de distribuir suas fotografias impressas em material de serviço público.
Curioso é saber que assina a irregularidade, ao lado dos peemedebistas, o Professor Benjamin, proprietário de escola e faculdade e ex-subprefeito da região. Mestre em descumprir a lei, neste caso.
“Chegou ao mercado uma verdadeira revolução: bio-combustível para lanchas e afins. O preço não deve ser lá estas coisas, pois se a matéria-prima escolhida for, por exemplo, a cereja, considerando que o quilo está por volta de R$ 10,00, deve ficar alto. Mas se a escolha recair sobre a mexerica, banana, abacaxi, quem sabe valha a pena. De qualquer forma é 100% ecologicamente correto. Se alguém se interessar é só ir ali na av. Moreira Guimarães, quase esquina com a av. Bandeirantes, pertinho do Aeroporto de Congonhas”
A ironia é do ouvinte-internauta e contador de histórias Ilan Rubinsteinn que teve atenção chamada ao passar diante da loja. Recatado, não chegou a imaginar a possibilidade de o combustível que move a lancha ser oriundo de outro tipo de “polpa”.
Pode ter sido resultado de reforma no escritório com a intenção de começar vida nova no ano novo ou o negócio não tinha futuro e despejaram os móveis no primeiro cruzamento. Seja como for, a atitude é ilegal. Deixar o entulho às margens do córrego da rua Francisco Polilo Neto, na esquina com a Ubirajara Pereira Madeira, em São Miguel Paulista, na zona leste, é um risco neste período de chuva forte. As imagens foram feitas pelo ouvinte-internauta Marcos Paulo Dias, alçado a posição (não remunerada, por favor) de colaborador deste blog, na Vila Rosária.
Formar o cidadão de maneira ética a partir da educação familiar é o passo que a sociedade precisa dar para melhorar as relações pessoais e mudar o comportamento verificado, principalmente, nas grandes cidades. A opinião é do psicólogo Içami Tiba que participou da série de entrevistas que discute o comportamento do paulistano, promovida pelo CBN SP:
O trânsito engarrafado, a buzina intermitente e a falta de educação incomodam o escritor Rubem Alves a ponto de levá-lo a declarar que odeia viver em São Paulo. Ao mesmo tempo, não esconde a necessidade de abandonar seu refúgio em Valinhos, próximo de Campinas, em busca das oportunidades culturais da capital.
Rubem Alves foi entrevistado na série sobre o comportamento do paulistano realizada pelo CBN SP: