O promotor de justiça de Habitação e Urbanismo José Carlos de Freitas vai conversar com os vereadores de São Paulo sobre o projeto de lei que prevê a concessão de autorização provisória para funcionamento de cerca de 1 milhão de empresas que estão sediadas em imóveis irregulares na cidade. Ele falou ao CBN São Paulo sobre os riscos desta anistia e os motivos que o levam à Câmara Municipal:
Neste blog você ouve entrevistas com o urbanista Cândido Malta e a Associação Comercial de São Paulo, sobre o mesmo tema, postadas no dia 29/02.
O vereador Arselino Tatto, líder do PT na Câmara Municipal de São Paulo, considerou inteligente a medida do prefeito Gilberto Kassab de não interferir na decisão do Legislativo de criar 28 cargos de confiança no Tribunal de Contas do Município. O líder do governo, vereador José Police Neto, do PSDB, falou que o prefeito respeitou a independência dos poderes.
Os dois vereadores, contudo, se dizem contra o projeto de lei aprovado na Câmara que aumentará os custos do TCM em R$ 12 milhões e abre espaço para a volta dos supersalários no tribunal.
O desperdício de água na Vila Talarico, na zona leste de São Paulo, foi registrado pela Cátia Toffoletto que prepara reportagem especial sobre o tema. Na semana passada, Cátia alertou para o cidadão que limpa a calçada com mangueira, mas hoje a perda se dá pelo descuido da própria Sabesp que faz campanha publicitária para a redução do consumo de água. Faça o que eu digo, não faça o que eu faço.
Agora o outro lado
"Em resposta aos comentários publicados no CBN Blog - Mílton Jung, hoje (3/3), sobre o desperdício de água por vazamentos na Vila Talarico, zona leste de São Paulo, informamos que uma equipe da Sabesp esteve no local, hoje mesmo, e realizou os serviços de manutenção necessários, sanando os vazamentos nas ruas Apadana, 39 e Ana Concheta Talarico, 230.
Quanto a suspeita de vazamento de água na rua Professor Edgar Santos, a equipe constatou que não se trata de água da Sabesp e sim de uma mina. A Prefeitura já foi comunicada por meio de ofício sobre essa situação para as providências necessárias.
Esmagado, esturricado, humilhado. É assim que se sente o passageiro de ônibus na cidade de São Paulo. Para o ouvinte-internauta Marcos Paulo Dias, autor desta imagem, a maneira de desabafar é a fotografia. “Está cada vez mais difícil embarcar nos coletivos na Parada Getúlio Vargas, corredor da Avenida Nove de Julho, linhas que seguem sentido Praça da Bandeira, Terminal Bandeira, Santana, Estação da Luz”, escreveu. A cena que você vê se repete a partir das seis da tarde, todos os dias.
O som dos relógios marcou o tempo de um pequeno lojista no centro de São Paulo. O ouvinte-internauta Fábio Monastero o conheceu quase por acaso e compartilha com você a emoção desta descoberta:
Tem Conte Sua História de São Paulo aos sábados no programa CBN São Paulo, todos os dias aqui no blog e na sua estante com o livro lançado pela Editora Globo, que reúne 11O capítulos da capital paulista
O Tribunal de Contas do Município é parte integrante do Legislativo e, por isso, a criação de mais 28 cargos de confiança que custará R$ 12 milhões para a cidade pelos vereadores, é questão interna da Câmara Municipal. Esta foi a desculpa do prefeito Gilberto Kassab (DEM), de São Paulo, que se omitiu no debate sobre o aumento de custos do TCM. Lavou as mãos ao devolver o projeto de lei ao Legislativo sem aprová-lo ou rejeitá-lo. Caberá agora ao presidente da Câmara Antônio Carlos Rodrigues a tarefa de sancionar a lei, o que certamente não lhe provocará nenhum constrangimento.
Desde a semana passada, o TCM se nega a dar declarações sobre o assunto. Transparência nunca foi o seu negócio, mesmo. Os conselheiros que se travestem de ministros (informação da ex-prefeita e deputada federal Luiza Erundina) alegaram, por meio da assessoria de comunicação, que essa “é uma questão do Executivo (leia-se prefeito) e do Legislativo (entenda-se por vereadores)” – os parentêses são meus. Portanto, como Kassab pode dizer que este é um assunto de consumo interno se o próprio Tribunal alega o contrário ? Ou quer enganar o cidadão paulistano e não tem coragem de enfrentar os vereadores ou está mal assessorado e mal informado.
Alegar que o projeto não altera os custos do Legislativo no Orçamento é ingenuidade que não cabe ao prefeito Gilberto Kassab. É não levar em consideração que a partir de agora mais 28 pessoas serão contratadas pelo Tribunal com salário de R$ 8.500,00. Poderão embolsar gratificações, mesmo que seus vencimentos superem o do prefeito (R$ 9.639,00). Ou seja, mais cedo ou mais tarde, este custo sera repassado para nós e teremos de pagar por mais esta mordomia em uma casa que já tem 638 funcionários.
Difícil de entender como o prefeito Gilberto Kassab que teve coragem de enfrentar setor econômico influente na Câmara dos Vereadores ao aprovar a lei Cidade Limpa e provocar demissão e fechamento de empresas na área de publicidade externa, não o teve agora no momento de encarar os vereadores e cortar as benesses oferecidas aos conselheiros do Tribunal de Contas do Município.
"O nome é sugestivo, mas a cidade é pequena e a mais poluída do Mediterrâneo”, foi o que nos escreveu a colunista dominical deste blog Maria Lucia Solla ao cruzar por Megalópolis. Em viagem pela Grécia que você acompanha nos textos das últimas semanas, Maria Lucia registrou a imagem desta cidade metida a besta, haja vista seu nome, que fornece energia elétrica produzida a partir do petróleo, para o Peloponeso inteiro.
Hoje pela manhã, caminhei pelo bairro onde estou hospedada, em Atenas, com familiaridade e segurança. Fui ao supermercado porque quero levar comigo e ter à mesa, por algum tempo, pedacinhos da Grécia. Suas cores, seus aromas e seus sabores. Então, num dado passo, num estalo, me dei conta de que cada viagem é uma pequena vida, com início, meio e fim. Quando se adquire a confiança necessária para usufruir cada minuto, é hora de ir embora.
No início desta minha pequena vida, sentia-me insegura e tateava o terreno com cuidado, temendo o caminho nunca trilhado. Passei por tudo um pouco; ilusão, desilusão, aprendizado de todo quilate, mudança de hábito e de opinião, emoção de todo tamanho e feitio, ruído e silêncio, companhia e solidão. No entanto, uma das fases mais importantes desse meu pedaço de vida começou com a viagem de trem, de Atenas para Edessa, cidade de aproximadamente cento e cinqüenta mil habitantes, capital do distrito de Pella, na região da Macedônia Central, ao norte da Grécia. No balançar do trem que deixava a cidade e se embrenhava entre montanhas cobertas de neve, um novo tipo de solidão tomou conta de mim. Não havia tristeza; só solidão, pura, com gelo. Já estive na tristeza antes, em diferentes latitudes, e diversas estações. Passei pela tristeza que desabrocha com as flores, pela tristeza alquebrada, que vai largando a carga ao longo da estrada, por aquela que arde como fogo e a que queima como gelo. Ali não. A tristeza ficou na estação de Atenas, fazendo companhia para a ansiedade e a expectativa. Levei comigo apenas uma espécie de entrega e confiança no passo seguinte. Ah, que bom seria, sempre assim, a vida.
Num dos tantos momentos mágicos, numa quarta-feira despretensiosa, meu amigo Stratos dirigia na descida da montanha, depois de um dia na estação de esqui Kaimaktsalan, derrapando aqui e ali, na estrada ainda gelada. De repente, parou num cotovelo de montanha, de tirar o fôlego. - Quer voar de Paraglide? - Eu? Não sei! Começou a desembarcar os equipamentos, enquanto eu observava, sentindo tudo em mim se expandir. - E então, decidiu? Quer voar? Lá, muito lá em baixo, como miniaturas, os pequenos povoados viviam mais um dia-a-dia corriqueiro. Tentei calcular a altura, e não cheguei a conclusão alguma. Eram momentos que, curiosa e misteriosamente, se arrastavam e corriam, simultaneamente. Meu coração saltava no peito, querendo voar, e eu disse não. E o meu não ecoou na vastidão solitária da montanha gelada. - Vai perder uma oportunidade na sua vida. O tom era suave, sem intenção de me convencer de absolutamente nada. Pura e honesta constatação. Respirei fundo uma, duas, três vezes e disse quase gritando, sim! - Sim, o quê? - Eu quero voar!
E você, sabe o que quer?
Pense nisso, e até a semana que vem
Maria Lucia Solla é professora, terapeuta e autora do livro “De bem com a vida mesmo que doa”, lançado pela editora Libratrês. Aos domingos, está neste blog com textos sobre o cotidiano
A um passo da mar, com piscina ao lado da praia, coquetel de frutas refrescante e confortáveis quartos à disposição. Como pode o mesmo hotel que oferece estes prazeres não ter pay-per-view do Campeonato Gaúcho – o Estadual mais importante, disputado, interessante e tudo-aquilo-que-você-já-sabe ? Assim que deixar o local vou notificar o Ministério do Turismo e pedir para retirar uma das cinco estrelas que estão na porta.
A explicação acima justifica a demora para postar este registro sobre mais uma arrasante vitória do Imortal Tricolor. Roger, elegante, fez o primeiro da partida e deixou o campo antes que mais um desconcertante drible o levasse ao departamento médico. Antes fez com que um dos adversários fosse expulso ao aplicar-lhe um chapéu. Perea, o Matador, fez dois – um gol de letra - e levantou o estádio ao deixar o gramado. Soares foi o autor de outro dos quatro gols marcados pelo time com melhor campanha no Campeonato Gaúcho – o Estadual mais ... deixa prá lá.
Vou comemorar em jantar servido com peixes do mar e vinho, que torço para não ser de Bento Gonçalves, cidade do Esportivo, que a maioria dos leitores desta coluna não conhece, como demonstrado nas edições anteriores; não deve conhecer, também, o time da Ulbra, a universidade luterana, de Canoas, terra onde nasceu o maior técnico de futebol de todos os tempos, o gremista Luis Felipe Scolari.
Até a volta. E me desculpe pela demora em postar esta mensagem (imagino que você estivesse ansioso para deixar seu comentáiro e os parabéns pela vitória). Assim como não tem PPV do Gauchão, este hotel também oferece internet lenta.
”Um fazendeiro colecionava cavalos e só faltava uma determinada raça. Um dia ele descobriu que o seu vizinho tinha este determinado cavalo. Assim, ele atazanou seu vizinho até conseguir comprá-lo. Um mês depois o cavalo adoeceu, e ele chamou o veterinário: - Bem, seu cavalo está com uma virose, é preciso tomar este medicamento durante 3 dias, no terceiro dia eu retornarei e caso ele não esteja melhor, será necessário sacrificá-lo. Neste momento, o porco escutava toda a conversa. No dia seguinte deram o medicamento e foram embora. O porco se aproximou do cavalo e disse: - Força amigo! Levanta daí, senão você será sacrificado! No segundo dia, deram o medicamento e foram embora. O porco se aproximou do cavalo e disse: - Vamos lá amigão, levanta senão você vai morrer ! Vamos lá, eu te ajudo a levantar... Upa ! No terceiro dia deram o medicamento e o veterinário disse: - Infelizmente, vamos ter que sacrificá-lo amanhã, pois a virose pode contaminar os outros cavalos. Quando foram embora, o porco se aproximou do cavalo e disse: - Cara, é agora ou nunca, levanta logo! Coragem! Upa ! Upa ! Isso, devagar! Ótimo, vamos, um, dois, três, legal, legal, agora mais depressa vai... Fantástico! Corre, corre mais! Upa ! Upa ! Upa !!! Você venceu, Campeão! Então, de repente o dono chegou, viu o cavalo correndo no campo e gritou: - Milagre! O cavalo melhorou. Isso merece uma festa... 'Vamos matar o porco!'
Isso acontece com freqüência no ambiente de trabalho.
Ninguém percebe quem é o funcionário que tem o mérito pelo sucesso. Saber viver sem ser reconhecido é uma arte, afinal quantas vezes fazemos o papel do porco amigo ou quantos já nos levantaram e nem o sabor da gratidão puderam dispor???
No mundo moderno, dejetos produzidos pelo homem se transformam em biogás. No mundo em construção, e moramos nele, fezes e urina, além de desperdiçados, acabam trazendo uma série de problemas nas comunidades mais pobres. Cerca de 90 milhões de brasileiros não têm coleta do esgoto sanitário e a maioria destes é obrigada a conviver com doenças, imundice e mau cheiro.
O jornalista Leandro Becker, da Rádio Diário AM de Carazinho, no Rio Grande do Sul, tratou deste tema em reportagem realizada na cidade que, atualmente, tem cerca de 58,5 mil moradores. Carazinho fica na região das Missões a uma distância de pouco mais de 290 quilômetros da capital gaúcha, Porto Alegre.
O relato dos moradores das áreas mais pobres se assemelha muito com aqueles que vivem nas favelas de São Paulo e Rio de Janeiro, como você poderá constatar ao ouvir esta reportagem:
Leandro Becker é jornalista, fuçador de notícia e gremista – posso lhe garantir que este último predicado foi o que menos me influenciou na decisão de publicar o trabalho dele neste blog.
Iron Maiden e Bob Dylan estão entre os destaques da noite, em São Paulo, neste fim de semana. Acompanhe a programação cultural no programa apresentado por Janaina Barros:
Noite Paulistana vai ao ar toda sexta-feira, a partir das 11h45, dentro do CBN São Paulo. E foi escolhido o melhor programa de rádio na área de cultura pela Associação Paulista dos Críticos de Arte.
O prefeito de São Paulo Gilberto Kassab garantiu que nas próximas semanas irá anunciar se concorre ou não à reeleição, em entrevista à Veja São Paulo que será publicada neste fim de semana. Diz o portal da revista que "se dependesse exclusivamente de sua vontade, ele gostaria de continuar no quinto andar do prédio da Prefeitura".Sobre a disputa nos bastidores entre Kassab e Alckmin, o prefeito prefere formar uma aliança com o ex-governador de São Paulo. Comparou a relação dos dois como a de "noivos que custam a anunciar o casamento".
Há duas semanas, publicamos neste blog, que em conversa reservada o prefeito Kassab havia declarado que não iria rasgar aliança.(Leia, também, nota mais abaixo sobre entrevista de FHC à revista Época)
O clássico Palmeiras e Corinthians tem mais de 90 anos, mas há 33 significa uma tensão especial para uma família do bairro de Perdizes, na zona oeste de São Paulo. O marido é palmeirense, a mulher, corintiana. Os filhos também se dividem entre os dois clubes. A disputa agora é pelo destino da netinha que está chegando.
Desburocratização em lugar de anistia. É assim que a Associação Comercial de São Paulo define o projeto de lei que pretende desvincular a licença de funcionamento do comércio do alvará do imóvel. O vice-presidente das sedes distritais da Associação Roberto Mateus Ordine disse que a medida irá resolver um problema de décadas na capital. Ele explica que muitas vezes, o dono do empreendimento é prejudicado por que o proprietário não regulariza o imóvel.
Ouça a entrevista de Roberto Mateus Ordine ao CBN São Paulo:
No Carnaval urbanístico que se transformou a cidade de São Paulo, ano eleitoral é sempre rico de idéias salvadoras como a de um vereador paulistano que pede anistia aos imóveis comerciais usados irregularmente. Aprovado em primeira votação, o projeto desvincula a licença de funcionamento do comércio do alvará do imóvel. Assim, mesmo que o prédio tenha sido construído irregularmente e não consiga o alvará da prefeitura, o comerciante terá autorização para tocar seus negócios no local.
O urbanista Cândido Malta analisou o projeto para o CBN São Paulo:
Adriana Sekulic Ouvinte-internauta do CBN São Paulo
“Gostaria de compartilhar o meu desabafo com relação à falta de sensibilidade dos usuários do metrô com idosos, deficientes físicos e gestantes. Estou grávida de sete meses e todos os dias utilizo a linha verde do metrô para ir e voltar ao trabalho. Na ida consigo sentar porque pego o metrô na estação Alto do Ipiranga. O problema é na volta para casa quando pego o metrô na estação Consolação. Dificilmente consigo lugar para sentar, nem mesmo nos bancos preferenciais que muitas vezes estão ocupados por outras gestantes ou pessoas idosas. Nada mais justo. O problema é quando eles estão ocupados por outras pessoas que não deveriam estar ali.
Já os passageiros dos outros bancos preferem fingir que estão dormindo ao ter que oferecer seus lugares para quem precisa. O que me causa espanto são os mais jovens. Eu achava que ainda se ensinava que ao ver uma pessoa idosa, uma grávida ou uma pessoa com alguma dificuldade física é preciso se levantar e oferecer o lugar. Engano meu. Eles estão sempre tão cansados, ouvindo seus MP3´s.
Apesar do medo de ser espremida e do cansaço por conta da barriga que aos sete meses pesa bastante, o pior não é fazer a viagem de metrô em pé, mas sentir que as pessoas não estão nem aí com as outras. É um salve-se quem puder! Será que essas pessoas não imaginam que um dia suas esposas, irmãs e filhas poderão passar pela mesma situação? Ou ainda que quando estamos nas ruas de uma cidade como São Paulo a qualquer momento podemos precisar da boa vontade de um desconhecido?
Um dia desses me deparei com a seguinte situação: eu estava sentada no banco preferencial e ao meu lado sentou-se uma moça bem jovem. Entrou uma idosa no metrô e a moça fingiu que estava dormindo. Eu ofereci o meu lugar, mas a senhora não aceitou. Será que é a correria do dia-a-dia de uma cidade como São Paulo que deixa as pessoas mais insensíveis? Outro episódio foi um rapaz portador de deficiência física que se ofereceu para ceder seu lugar para mim. É claro que não aceitei e agradeci. Porém, sua iniciativa fez com que um rapaz ao lado, talvez envergonhado, cedesse o lugar dele. As pessoas que passam por isso todos os dias e sentem na pele o problema acabam sendo mais solidárias.
Diante todos os problemas que uma cidade como São Paulo enfrenta este parece ser o menos importante, porém não deve ser desconsiderado. Se isso acontece no metrô, que é tido como o meio de transporte mais eficiente da cidade, imagine como deve ser nos ônibus e nas linhas de trem.
Não é uma questão de obrigação, mas sim de educação e educação se aprende em casa.”
Dezenas de árvores estão sendo cortadas como parte do programa de reforma de uma praça da cidade mineira de Alterosa. A medida adotada pela prefeitura causa indignação nos moradores segundo relato do ouvinte-internauta Pedro Delmonte. Ao se referir a decisão do prefeito Dimas dos Reis Ribeiro (PT), ele escreve: “Para matar o carrapato do boi, ele manda matar o boi!”
Após a Câmara Municipal de São Paulo aprovar a Lei de Metas, proposta pelo Movimento Nossa São Paulo, outras cidades seguem o mesmo caminho. Em Jaguariúna, o vereador José Orlando Dutra Santos apresentou projeto no mesmo sentido. E em Mogi das Cruzes, uma das mais atuantes ongs da região repassou a idéia para a vereadora Odete Sousa que tem encontrado dificuldade entre seus pares para aprová-la. Em São Paulo, após mobilização da comunidade, 54 vereadores votaram a favor da lei que obriga o prefeito a apresentar, 90 dias após a posse, seu programa de governo determinando as metas que pretende atingir no fim do mandato.
Os 28 auxiliares que irão ocupar cargos de confiança no Tribunal de Contas do Município de São Paulo equivalem a 143 engenheiros agrônomos. Se os novos funcionários do TCM vão embolsar R$ 8.500,00 por mês, os engenheiros ficarão com R$ 1.699,00. Quem faz o cálculo é ouvinte-internauta Adão Marin.
Matemática do absurdo 2
A prefeitura de São Paulo fez manutenção e reforma na sarjeta de uma das ruas no entorno da Praça da República. Em dois dias, 22 funcionários públicos estiveram participando da obra em, aproximadamente, 30 metros de comprimento. "Cada funcionário, envolvido na restauração, foi responsável por fazer 1,36 metros da sarjeta e trabalhou o necessário para fazer 68 cm de sarjeta por dia", calcula o ouvinte-internauta José Geraldo Caetano que acompanhou o trabalho da janela do escritório.