As caçambas que costumam incomodar o paulistano ao serem estacionadas em locais proibídos ou desrespeitarem as normas de boa vizinhança podem se transformar em obra de arte. É o que registrou a ouvinte-internauta Luiza, na rua Mourato Coelho, número 400.
Estimativa da CET é que cerca de 2 milhões de carros que circulam, em São Paulo, são piratas. O ouvinte-internauta Fernando Poppi imagina ter encontrado um deles na Marginal Tietê. O uso da placa amarela sinaliza ou que o motorista é pirata, ou – conforme sugere, Fernando – faça parte da mini-série Meus Amigos, da qual faz parte nosso colega San Stulbach
No congestionamento que atravanca o caminho do paulistano uma das idéias que têm surgido é a de incentivar a carona para mudar a equação mais comum na cidade: uma pessoa por carro. O governo do Estado estaria ensaiando a retomada do programa Carona Solidária. Houve a proposta, também, de se usar sistema de vans para transportar pessoas que morem em condomínios e tenham caminhos semelhantes.
O ouvinte-internauta Alessandro Gonçalves encontrou na internet rede social que promove o uso de táxi compartilhado. O site é americano mas permite que se construa relações em qualquer parte do mundo, usando a tecnologia desenvolvida. No Ride Amigos deve-se preencher o caminho a ser percorrido e esperar que outras pessoas da rede se interessem pelo percurso e façam sua inscrição, também. O site já é usado por alguns brasileiros. De São Paulo, por exemplo, há a oferta de moradores que vão da Consolação ao Belém ou da Praça da República até a Faria Lima.
O Ride Amigos é, no mínimo, pretensioso pois se apresenta como um serviço que “reduz o estresse, economiza dinheiro e oferece vida longa” aos usuários.
Uma das séries especiais do Conte Sua História de São Paulo ocorreu em 2007, antecipando-se ao aniversário da cidade, quando personalidades foram convidados para contar, em viva voz, a sua história. Hoje, você ouvirá a reprodução do programa que teve como personagem o cinéfilo e criador da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, Leon Cakoff:
As represas Billings e Guarapiranga foram agredidas no decorrer do ano, foram ocupadas em seu entorno, usadas de maneira indevida e, hoje, a cidade sofre com a qualidade da água.
Do relatório da ONG Voto Consciente sobre a presença em plenário dos deputados estaduais:
"Nas votações nominais em plenário, destacamos 28 momentos como relevantes. Apenas o deputado Conte Lopes (PTB) esteve presente em todas eles. Deputados como Barros Munhoz /PSDB, Rita Passos/PV, Maria Lucia Amary/PSDB, Vanessa Damo/PV, Edson Giriboni/ PV, José Augusto/ PSDB, Rui Falcão/PT, Simão Pedro/ PT, Bruno Covas/ PSDB, João Barboza de Carvalho/ DEM, Estevam Galvão/ DEM, Celso Giglio/ PSDB, Analice Fernandes/ PSDB, Olímpio Gomes/ PV, Milton Leite Filho/ DEM superaram 80%. Em contrapartida, alguns servem de exemplo negativo, tendo registrado presença inferior a 30% nas votações nominais destacadas, são eles: Alex Manente/ PPS, Carlos Giannazi/ PSOL, Haifa Madi/ PDT, João Mellão Neto/ DEM, Raul Marcelo/ PSOL, Sebastião Almeida/ PT, Vanderlei Siraque/ PT."
Do relatório da ONG Voto Consciente sobre a presença em plenário dos deputados estaduais: "Nas votações nominais em plenário, destacamos 28 momentos como relevantes. Apenas o deputado Conte Lopes (PTB) esteve presente em todas eles. Deputados como Barros Munhoz /PSDB, Rita Passos/PV, Maria Lucia Amary/PSDB, Vanessa Damo/PV, Edson Giriboni/ PV, José Augusto/ PSDB, Rui Falcão/PT, Simão Pedro/ PT, Bruno Covas/ PSDB, João Barboza de Carvalho/ DEM, Estevam Galvão/ DEM, Celso Giglio/ PSDB, Analice Fernandes/ PSDB, Olímpio Gomes/ PV, Milton Leite Filho/ DEM superaram 80%. Em contrapartida, alguns servem de exemplo negativo, tendo registrado presença inferior a 30% nas votações nominais destacadas, são eles: Alex Manente/ PPS, Carlos Giannazi/ PSOL, Haifa Madi/ PDT, João Mellão Neto/ DEM, Raul Marcelo/ PSOL, Sebastião Almeida/ PT, Vanderlei Siraque/ PT."
Assembléia 1: Lei ruim, comissão de mais e trabalho de menos
Os deputados estaduais de São Paulo, em 2007, apresentaram 5% mais projetos de lei do que no ano anterior. Em compensação, aprovaram 30% menos leis. Este é um dos dados que estão no relatório de desempenho da Assembléia Legislativa feito pela ONG Voto Consciente.
Outros aspectos que a organização chama atenção: existem muitas comissões permanentes e frentes parlamentares que atrapalham a produtividade do trabalho legislativo, e o índice de projetos de lei vetados pelo Governo do Estado é alto. Segundo a coordenadora da ONG Rosângela Giembinsky os vetos ocorrem, principalmente, porque o conteúdo dos projetos não condiz com a função do legislativo.
Ouça a entrevista de Rosângela Giembinsky e leia o relatório no site da ONG:
Foi o que restou da árvore que despencou, no cruzamento das ruas Veiga Filho e Albuquerque Lins, e cortou a energia elétrica no bairro de Higienópolis, no fim dessa segunda-feira. Outras imagens feitas pela repórter digital Cátia Toffolleto, você acompanha clicando na foto aí em cima.
O rio Tietê com várzeas, as vilas Matilde e Maria com poucas casas e muitos terrenos vazios, prédios apenas no centro e um espaço ainda a espera da Radial Leste. Esta é a cidade que o ouvinte-internauta Tiago Cheregati encontrou no Geoportal, que desenvolve ferramentas para a visualização de mapas. Neste caso, uma São Paulo que existiu em 1958, época em que o estádio do Morumbi, que você vê nas imagens acima, ainda estava em construção. No seu entorno um enorme vazio que, em seguida, começaria a ser ocupado e urbanizado até ser o aglomerado que conhecemos, atualmente.
A Multispectral, que mantém o portal, fez levantamento fotográfico aéreo de São Paulo, a partir de trabalho desenvolvido pelo Departamento de Defesa, em 1958. O resultado é surpreendente já que temos a oportunidade de compararmos dois momentos distintos da cidade com apenas um clique.
O prédio do Copan, em São Paulo, e o do MAC, no Rio, desenhados no pó da cidade
Dá sujeira que respiramos, o artista Caetano de Almeida encontrou inspiração para seu trabalho. Com atelier na esquina da Amaral Gurgel com a General Jardim, centro de São Paulo, ele expõe suas telas brancas que ficam “repousando a espera das partículas inaláveis que pousam sobre o tecido e criam várias tonalidades de cinza.
As imagens foram enviadas ao CBN SP pelo próprio artista, após acompanhar série de entrevistas sobre poluição que você encontra neste blog.
Foi um programa especial este que vocês vão ouvir em seguida aqui no blog. Diferentemente de todos os demais, o personagem principal da história contada com detalhes e precisão pelo ouvinte-internauta Paulo Machado Júnior saiu da ficção, tornou-se real e ganhou voz (bem desafinada) no CBN São Paulo. É a história de um menino ainda com seis meses de vida mas que já merecia um capítulo do “Conte Sua História de São Paulo”.
Antes de começar a ouvir, deixe-se levar pelo texto e após a vinheta de encerramento continue atento a surpresa desta edição especial:
Todo sábado no CBN SP, todos os dias neste blog e a qualquer momento na livraria de sua preferência, tem "Conte Sua História de São Paulo". Participe escrevendo para contesuahistoria@cbn.com.br
O que se esconde no vazio de uma casa quando a noite chega está descrito no texto do poeta Mário Quintana, interpretado por Mílton Ferretti Jung:
Quintanares é publicado terça e sábado neste blog a partir de textos interpretados por Mílton Ferretti Jung, em programa que, originalmente, foi ao ar na Rádio Guaíba de Porto Alegre.
A semana começou chuvosa na capital paulista e proporcionando desafios ao paulistano. Escapar das poças d'água que surgem em todas as esquinas é um desses no qual nem sempre o cidadão sai vencedor.
O flagrante na esquina da Brigadeiro Tobias com a Washington Luis é da Cátia Toffoletto que nesta semana se dedica a reportagem sobre escassez de água. Neste caso, a água abunda e ao cidadão nem galocha resolve.
A fama é dos nordestinos, mas a escassez de água é dos paulistanos. A quantidade de água disponível em São Paulo por pessoa é menor do que a existente para os moradores de estados do nordeste, onde a seca é um dos cenários mais conhecidos.
Quem faz o alerta é a consultora ambiental Maria Aurélia Jordão, especialista em gestão de recursos hídricos. Acompanha a entrevista:
A crise anunciada do caos no trânsito na cidade de são Paulo se desdobra de maneira alarmante. Frente ao cenário desolador da última semana a reação da prefeitura de são paulo é preocupante. O pacote de abril anunciado pelo secretário dos transportes Alexandre de Moraes se baseia em:
-proibir o estacionamento de veículos durante o horário de pico em vias de trânsito complicado;
-retirada de caminhões destas vias durante o horário de pico;
-anúncio de rotas alternativas para aliviar o tráfego nas vias principais.
Todas estas medidas já deveriam ter sido implementadas há muito tempo. São medidas que não necessitam de grandes investimentos e de rápida implementação, a famosa canetada. Nos moldes do Cidade Limpa, grande efeito, baixo custo, ótima em termos políticos. No entanto, estas medidas são modestas e insuficientes para atenuar o problema.
A solução do problema passa pelo reordenamento do espaço urbano, o desenvolvimento do transporte público e a restrição ao uso do transporte individual. Estas são medidas de longo prazo que precisam de vários mandatos para serem implementadas. Como São Paulo tem sido apenas trampolim para os políticos ou parada estratégica para fazer caixa para vôos maiores, a solução definitiva se inviabiliza. Restam as soluções de gabinete, de repente com um flash de genialidade é só alterar as regras do rodízio, dias pares só circulam carros com placas pares e dias ímpares placas ímpares. Será esta a medida que vai iniciar a revolução?
Metade da população sem poder usar o carro e sem transporte público, caos ao quadrado. Depois de introduzir o rodízio municipal, Fábio Feldman nunca mais se elegeu para um cargo público. Por outro lado o que seria de São Paulo hoje com 20% a mais de automóveis nas ruas sem o rodízio?
Nenhum político tomaria esta decisão pois o único motivo é a reeleição. Seguimos a deriva esperando o suicídio político de alguém.
Meninas aguardam diante do banco e confessam o pecado ...
Enquanto isso, Kassab reza na praça recém-inaugurada
Na porta da agência do banco, cinco meninas estavam sentadas com cara de sono, uma delas com a cabeça deitada sobre um calhamaço de papel-jornal ensaiva um cochilo no momento em que cheguei. Eram 9 da manhã, ainda, e para abrir caminho e ser gentil, perguntei: “Não vão trabalhar, hoje ?”. A resposta condenava o ato: “Só depois da uma da tarde, a prefeitura esta aí”, indicando para o outro lado da rua com a cabeça.
Lá do outro lado da rua estava a praça Homem de Montes, onde uma barraca branca era levantada por funcionários de empresa contratada, servidores da área de limpeza varriam e recolhiam o lixo, fiscais da CET organizavam o trânsito, um pessoal não-identificado esticava faixa e uma equipe de gravação da prefeitura fazia algumas tomadas. A comitiva da prefeitura estava para chegar para a inauguração da praça na esquina da Guilherme Dumont Villares, na zona oeste.
A presença desta turma toda e do prefeito Gilberto Kassab (DEM) impedia que as moças que todo fim de semana entregam panfletos de lançamento imobiliário trabalhassem. As empresas que as contratam sabem que a panfletagem fere a Lei Cidade Limpa e pode dar multa de R$ 10 mil, mas insistem na irregularidade porque é uma das maneiras mais eficientes de chamar atenção dos compradores.
A festa na praça, com direito a benção cristã, se encerrou, o prefeito seguiu para outro compromisso, e as panfleteiras sacudiram a poeira e tomaram as esquinas do bairro. Começava a venda de apartamentos.
Jornalistas fazem de tudo para chegar até Andréia, e não conseguem
A cafetina Andréia Schwartz, que saiu, entregou e derrubou o ex-governador de Nova Iorque Eliot Spitzer, foi perseguida pela imprensa brasileira e americana, nesse sábado. O nome dela estava na lista do vôo da American Airlines, que chegaria pela manhã, segundo fontes do governo americano que a deportou, após fechar acordo com a justiça.
Jornalistas que trabalham em Nova Iorque embarcaram no mesmo vôo, enquanto a turma da redação brasileira era pautada a comparecer no aeroporto internacional, em Guarulhos. Quem pode escolher assento, correu em selecionar lugar próximo da moça. Assim que a tripulação anunciou a autorização para decolagem a pergunta que mais se ouvia era “cadê ela ?”.
Um colega mais atrevido convenceu uma das aeromoças de que havia perdido a namorada dentro do avião. Ela acreditou e foi ao telefone chamar: “Por favor, senhora Andréia Dias Schwartz, pedimos a gentileza que se identifique levantando a mão”. “Ohhhhh” foi o que se ouviu, sem que ninguém se apresentasse.
No Brasil, uma dezena de fotógrafos, cinegrafistas, repórteres de rádio, TV, jornal e internet a espera da moça praticavam exercício comum nestes momentos: a fofoca. “A mãe dela está no aeroporto acompanhada de dois policiais”, diziam alguns. Sem saber quem era ela, um fotógrafo americano navegou em alguns sites e em pouco tempo todos os jornalistas já tinham cópia da imagem da mãe. Após vasculharem rosto a rosto na área de desembarque internacional e não encontrarem ninguém parecido, um dos repórteres teve a grande sacada: ligou para o serviço de informação e pediu para chamar Elza Dias, a mãe. A espera no balcão da American Arlines, ponto de encontro, foi inútil. Elza, a mãe, estava bem distante dali, na casa dela em Vila Velha, no Espírito Santo.
“A Record comprou a entrevista exclusiva”. Começou a correr a notícia entre um café e um pão de queijo, estragando o paladar de jornalistas com medo de tomarem o furo. A notícia surgiu dos concorrentes. Nem a redação da Record sabia. A negativa dos jornalistas da emissora não era convincentes.
As 7 e 10 da manhã, os primeiros jornalistas que haviam embarcado em Nova Iorque começaram a surgir na porta de desembarque em Guarulhos. No rosto, a marca do cansaço proporcionado por nove horas de vôo e da frustração pela ausência da personagem principal, a cafetina. A perseguida.
As lembranças que se encontram no sótão de sua vida foram descritas neste texto da ouvinte-internauta Ofenia Antonini, fiel colaboradora deste Conte Sua História de São Paulo: