Você consegue identificar alguma imagem na fotografia acima ? Nem os moradores da rua São Feliciano que enviaram o material para o blog com a intenção de conseguir aquilo que até agora não conseguiram reclamando à prefeitura de São Paulo: luz.
“Meu sobrinho foi assaltado em frente a casa dele, nessa falta de responsabilidade ele ficou sem seu celular, documentos e seu relógio”, contou o ouvinte-internauta Deusnesio de Moraes. Já ligou para a prefeitura e a Eletropaulo (o que considera uma espécie de loteria ser atendido) mas o apagão permanece conforme você pode ver nas outras imagens enviadas por ele (clique na foto acima).
Julgar pode não ser o verbo mais conjugado, mas a ação que declara é, sem sombra de dúvida, uma das mais praticadas entre nós. Cada dia mais. É praga disfarçada, é instrumento nacional, na maioria das vezes, desafinado. Alguns arriscam um julgamento aqui outro ali, e vão intensificando a dose, buscando superar o próprio recorde. Outros se sentem campeões, desde sempre. Têm o julgamento no sangue; arte praticada pela família, há gerações. Só que velha e engessada.
Julgar, como tudo na vida, pode ser bom ou ruim. É bom quando estamos acordados, conscientes, ousando reconhecer nossa própria essência e nossos desejos mais verdadeiros. É optar com sabedoria. É reagir às badaladas do coração, no ritmo e tempo certos.
Julgar é decidir culpa ou inocência, com base em códigos de conduta, e então, se e quando comprovado o erro, aplicar a pena correspondente. E, convenhamos que esse julgamento é da alçada de quem tem preparo para isso. Quanto à grande massa, vê sua margem de tolerância com alguns dos erros alheios diminuir, enquanto outros erros, como água em pedra dura, acabam sendo aceitos com um dar de ombros. Com um olho fechado e o outro trancado. Acostumamos a dançar a música do outro, a adotar a moda do outro, a almejar o que a maioria almeja, perdendo nossos valores na multidão dos valores alheios. Acabamos nos acostumando a deixar que resolvam, decidam e escolham tudo por nós. Fomos dizendo amém para o patriarca de plantão e perdendo nossas esperanças, enterrando sonhos natimortos e enfiando a cabeça em buracos escuros.
Assim como estamos reaprendendo a comer, depois de anos macaqueando a moda alheia, está mais do que na hora de reaprendermos a julgar, a olharmos mais para dentro do que para fora, a ouvir nossos desejos mais verdadeiros; a nos satisfazermos a alma. Só assim, e é nisso que acredito, poderemos recuperar esperança, valores, e reassumirmos a dignidade.
Quanto a mim, ando treinando. Tenho posto de lado valores antigos, e venho me redescobrindo. Nunca é tarde. Deixo que outros olhos mergulhem nos meus, que atravessem a barreira resistente do meu ego enrijecido pelo medo e por uma vida de condicionamento, e me permito entrar em contato com minhas verdades mais íntimas e minhas limitações mais inconfessáveis. É através do olhar do outro que vou, pouco a pouco reaprendendo a julgar. E a amar.
Pense nisso, ou não, e até a semana que vem."
Maria Lucia Solla é professora, terapeuta e autora do livro “De bem com a vida mesmo que doa”, lançado pela editora Libratrês. Aos domingos, está neste blog com textos sobre o cotidiano
De que monstro fala Mário Quintana no poema que você ouve, neste sábado gelado ? Descubra você mesmo acompanhando o texto interpretado por Milton Ferretti Jung:
Quintanares foi ao ar, originalmente, na Rádio Guaíba de Porto Alegre. Trechos do arquivo familiar você acompanha aqui no blog, aos sábados e terças.
Humberto Dantas Conselheiro do Movimento Voto Consciente
"Com o objetivo de dimensionar o nepotismo – minimamente imoral e teoricamente incluído no rol da corrupção – o Movimento Voto Consciente de São Paulo conseguiu aprovar uma lei de sua autoria na Câmara dos Vereadores. Sancionada pelo Prefeito Gilberto Kassab sob o número 14.720/08, e publicada no Diário Oficial do Município em 26 de abril, obriga a todos os órgãos do Poder Público – Executivo, Legislativo e Judiciário (Tribunal de Contas) – divulgarem listas completas na internet contendo os funcionários lotados em suas repartições. Se a iniciativa não veta o nepotismo, pelo menos abre caminho para que a sociedade promova uma varredura ética e moral nos corredores de alguns organismos públicos. Além disso, tornará possível verificar a presença daqueles colaboradores tradicionalmente chamados de “funcionários fantasmas”.
As pesquisas não desmentem a afirmação de que o brasileiro confia mesmo é na família. Trabalho de Alberto Carlos Almeida, divulgado no livro A Cabeça do Brasileiro, o índice de entrevistados que confia na família é igual a 84%. Amigos, vizinhos, colegas de trabalho e pessoas em geral são os outros grupos analisados, e não atingem sequer um terço dos entrevistados. Tal cenário mostra grande apego aos parentes, mas a cultura brasileira não pode confundir as questões de ordem privada com a vida pública. Afinal de contas, o parente do político é parente do político. Para a imensa maioria da população este sujeito se encaixa no grupo das “pessoas em geral”. A despeito de tal ambiente, o mesmo levantamento mostra que parcelas consideráveis da população concordam que um sujeito eleito para cargo público deve usar sua posição em benefício próprio. Se partirmos do pressuposto que políticos têm à disposição diversos cargos de confiança, parece possível supor que parcelas da opinião pública concordam com a nomeação de parentes para esses postos.
Essa atitude chamada de nepotismo, e considerada corrupção pela filosofia política. O resultado da teoria, no entanto, nem sempre é legitimado, e sequer combatido legalmente. No Brasil, não é pequeno o descaso com a nomeação de parentes para cargos públicos. A lei sequer é clara nesse sentido, e milhares de exemplos são conhecidos. Como a questão é legitimada por parcelas da sociedade, onde a proibição se faz efetivamente presente o brasileiro costuma dar o famoso “jeitinho”. Criamos os mais diferentes meios de burlarmos a regra. O mais famoso é o nepotismo cruzado, onde o indivíduo A contrata o parente de B, que lhe retribui o favor. A dificuldade diante de tal realidade é tão significativa que por vezes a imprensa e a justiça – quando empenhada e respaldada pela lei – não conseguem dimensionar o fenômeno.
A ação, de conquista de uma Lei de autoria da sociedade civil, deve servir de inspiração a outras cidades e estados. Não parece possível aceitar que o patrimônio público mantenha-se afastado da transparência. A mesma pesquisa citada neste texto mostra que parcela expressiva da sociedade concorda com a frase: “já que o governo não cuida do que é público, então ninguém deve cuidar”. Se esse é o sentimento que vigora, o Movimento Voto Consciente afirma ser contrário à sentença. Afinal de contas, como dizia o filósofo Jean-Jacques Rousseau: quando os indivíduos colocam seus assuntos de interesse pessoal à frente das questões de ordem pública o Estado está fadado ao caos”. Será que falta muito para atingirmos esse status no Brasil?"
Sustentabilidade e reciclagem estão na moda e todos tiram uma "casquinha" do tema. Uma feira com produtos para noivas, estilistas foram desafiados a criar vestidos com 90% de papel de jornal e revista.
Chamou atenção o tamanho da equipe de segurança usada pelo governador de São Paulo, José Serra (PSDB), durante assinatura de acordos com o governo do Rio Grande do Sul. Dentro da sala do hotel São Rafael, em Porto Alegre, onde Serra se encontrou com a governadora Yeda Crusius (PSDB) havia três vezes mais agentes do governador paulista do que da tucana que estava em seu próprio Estado.
“Apesar do caos no trânsito, conseguimos ver, através do vidro do carro, uma cidade bonita, pronta para aflorar e encantar nossos sonhos e pensamentos”, escreveu o ouvinte-internauta Márcio Parra. Algumas das imagens da São Paulo vista por ele estão publicadas neste blog (uma aí em cima e as outras você vê clicando nela).
Márcio encerra mensagem questionando: “Quem sabe São Paulo não seja tão terrível assim, não é?”
Foi na represa de Guarapiranga por curiosidade, e não gostou do que viu. O ouvinte-internauta Élcio Ricardo da Silva decidiu registrar em foto a sujeira e abandono que encontrou neste que um dos reservatórios de água do paulistano. “A Guarapiranga, que para muitos paulistanos é um meio de lazer, parece estar abandonada”, escreveu.
A conversa era sobre a mudança da fachada dos prédios no caso de o proprietário do apartamento decidir fechar a varanda, seja com janelas ou rede de proteção, mas a proximidade da final do Campeonato Paulista me levou a pergunta: “Bandeira, pode ?”.
O advogado Márcio Rachkorsky, comentarista do Condomínio Legal, alertou que os condomínios não permitem o uso de bandeiras penduradas na sacada, pois o ato pode caracterizar mudanças na fachada do prédio. Lembrou, por sua vez, que os moradores costumam aceitar a prática em alguns momentos, sem abuso: “Durante as partidas do Palmeiras é comum ver os prédios no entorno do Parque Antártica com bandeiras penduradas”.
Aviso aos corintianos: Márcio disse que se a bandeira for do Corinthians, ele arruma brecha no regulamento do condomínio.
Se depender da decisão da justiça baiana, a Marcha da Maconha não será realizada neste domingo, em Salvador. Provocada pelo Ministério Público, a justiça concedeu liminar impedindo a manifestação.
O repórter Ivan Melo, da CBN-Salvador, fala da polêmica:
Debater uso da maconha não é crime, diz Maierovitch
O presidente do Instituto Brasileiro Giovanni Falconi Walter Maierovitch entende que o debate sobre a maconha e manifestação pela liberação a droga não pode ser visto como apologia ao uso da droga:
Assembléia de funcionários das empresas de ônibus atrasou a vida de parte dos paulistanos. A parte mais pobre, aliás. A "Paparazzo do Cidadão" Cátia Toffoletto estava nas ruas e acompanhou o drama de quem tem de sair muito cedo de casa para trabalhar.
Ministério Público tenta impedir passeata da maconha
Discutir o uso da maconha pode, mas apenas na universidade ou no legislativo, jamais em praça pública. É o que está escrito em texto de ação cautelar com pedido liminar que pretende impedir a Marcha da Maconha, marcada para domingo, quatro de maio, na capital paulista e de outros estados brasileiros. A medida que, se for aceita, valerá apenas para São Paulo, foi assinada pelos promotores de Justiça criminais Marcelo Barone e Paula Castanheira Lamenza.
O desconhecimento por parte do Ministério Público dos autores do site www.marchadamaconha.org que promove o evento leva os promotores a escreverem no pedido que há “fortes indícios de crime, quiçá sejam patrocinados por traficantes de drogas que a eles só interessa auferir lucro fácil e generoso à mercê da miséria e da debilidade da saúde do povo brasileiro”.
Em outro trecho, os promotores falam que a Marcha é uma “balbúrdia social”. E lembram que ação semelhante do Ministério Público da Bahia obteve sucesso proibindo a realização do evento na capital, Salvador.
A mais elegante camisa do futebol brasileiro (Revista Mozart) está ainda mais bela, como vimos durante a apresentação dos novos uniformes. As listras e o azul, preto e branco deram ainda mais destaque a beleza da atriz Debora Secco, da Miss Brasil 2008 Natália Anderle (sim, ela é gremista !) e da Musa do Grêmio Sofia Powarczruk.
Céu coberto de poesias e balões, na zona sul de SP
Poesias subirão ao céu a bordo de balões de gás nesta noite, na segunda edição do Sarau da Cooperifa, grupo cultural que atua na zona sul da capital paulista. Serão cerca de 500 bexigas soltas logo após às dez e meia da noite quando se encerra o sarau com a leitura dos textos de autores da região.
Toda quarta-feira, autores, leitores, pensadores e poetas se encontram no bar do Bar do Zé Batidão, na rua Bartolomeu dos Santos, 797, Chácara Santana. Desta vez, a idéia é compartilhar com toda a cidade – ou até onde os balões alcançarem – a criatividade deste pessoal da periferia paulistana.
“Quem não puder comparecer no Sarau da Cooperifa, não se preocupe, se tiver sorte vai receber nossa poesia em casa, sem alarde, e abençoada pelo sereno da madrugada”, diz o incentivador cultural Sérgio Vaz.
Clique na imagem e saiba mais sobre o programa Smart Bike
Com U$ 40 por ano, os moradores de Washington DC terão direito a usar bicicletas públicas que estarão à disposição em dez pontos considerados estratégicos da cidade. “Traduzido” para o português seriam R$ 0,20 por dia para você pedala, tendo direito a devolvê-la 48 horas depois. A inspiração é o primeiro autoserviço de aluguel de bicicletas criado na cidade de Rennes, na França, em 1998, segundo informa o jornalista Julian Gallo, do site Mirá.
Em São Paulo, o Metrô anuncia a criação de bicicletas de aluguel que beneficiaria os usuários que, ao descerem nas estações, poderiam pedalar até o destino final, na região central.
A Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo cruzou os dados das 100 indústrias que mais poluem o meio ambiente com a emissão de CO2 com os das empresas que fizeram doação para as campanhas eleitorais, no Estado, em 2006. Resultado: 29 indústrias que aparecem entre as poluidoras doaram R$ 30.149.959,05. O valor pode ser ainda maior já que não estão calculadas as doações feitas por empresas que pertencem ao mesmo grupo econômico.
Para o Procurador Regional Eleitoral Mário Bonsglia, “o eleitor deveria ter o direito de saber quem são os doadores das campanhas de seus candidatos antes das eleições”.
Lei de iniciativa popular está em vigor, em São Paulo
A prefeitura de São Paulo, a Câmara Municipal e o Tribunal de Contas do Município, além de todos os demais órgãos e autarquias públicas da cidade, serão obrigados a publicar na internet a relação de seus funcionários, incluindo os que ocupam cargos de confiança. A lei foi apresentada na Câmara pelo Movimento Voto Consciente, aprovada pelos vereadores e agora sancionada pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM).
Como a prefeitura e a Câmara têm 30 dias para editar portarias com instruções a seus órgãos sobre como cumprir a determinação, é preciso ficar atento para que os prazos sejam cumpridos e o cidadão tenha seu direito garantido. A própria prefeitura tem em mãos lei aprovada pela Câmara e de autoria do seu líder no legislativo, vereador José Police Neto (PSDB), que já foi regulamentada, mas foi barrada pela burocracia e falta de responsabilidade. O grupo de trabalho formado por representantes das secretarias municipais não se reúne nem delibera sobre os índices e dados que deveriam estar divulgados na internet.
Recentemente, a Câmara aprovou outra lei de iniciativa popular, a que obriga os prefeitos a apresentarem plano de metas 90 dias após tomar posse.