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  Mílton Jung
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Avalanche Tricolor 2: Grito e gol



O jogo estava para se iniciar quando Os Borrachos da Geral chegaram agitando o Estádio Olímpico, no entardecer deste domingo. Eles iriam ver um dos grandes jogos do Grêmio, neste Campeonato Brasileiro.



Roger foi o principal destaque da vitória contra o Atlético Paranaense. O gol que você quase não vê nesta imagem gravada das arquibancadas do Olímpico foi o primeiro dos três que marcou de pênalti. Clique aqui e veja o segundo gol.


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Avalanche Tricolor: De volta à casa



O arco-íris lá em cima, a Praça do Papa em primeiro plano e o Olímpico no horizonte


Grêmio 3 x 0 Atlético (PR)

Estádio Olímpico - Brasileiro


Fazia um ano que havia assistido a uma partida do Grêmio, no estádio. Era a final da Libertadores (as lembranças daquele dia você lê clicando aqui). Hoje, um domingo muito mais frio do que aquela quarta-feira à noite, estive de volta ao Olímpico e fui recepcionado por uma das mais belas imagens jamais vista deste estádio. Um arco-íris guiava o torcedor para um pote de emoções, que começam com a chegada da própria torcida. A batida do bumbo, os braços em movimento sincronizado, o pula-pula na arquibancada, as bandeiras que tremulam (sim, tem bandeiras tremulando no Olímpico), a avalanche que batiza esta coluna. Mesmo sozinho, encapotado até as orelhas, me sinto acompanhado. E feliz. Um ano depois, assisto a um jogo do Grêmio sem a intervenção das câmeras de baixa qualidade e da narração intrometida do pay-per-view.

Felicidade que se consagra ao ver um time em campo que sabe trocar passe. Parece pouco. Mas não é. Pelo menos no futebol brasileiro. Passe, aliás, é o que Roger, camisa 10, mais sabe fazer. Movimentando-se em campo com elegância. Esforçando-se para roubar a bola (sim, com a camisa do Grêmio, Roger se esforça). Se esforça para passar pelo adversário sem levar um pontapé. E quando leva, leva o adversário a ser expulso ou cava um pênalti.

Neste domingo, o Grêmio conseguiu três pênaltis a seu favor. Três cobrados por Roger que pode mostrar ao torcedor um variado cardápio: chute no canto do goleiro, chute em um canto e goleiro no outro, e a malcriada paradinha. Faltou apenas Roger pedir desculpas ao goleiro, afinal com a camisa do Atlético Paranaense estava o lendário Galatto, um dos protagonistas da Batalha dos Aflitos.

Há um ano, deixei o estádio Olímpico ao lado de meu pai, com a certeza de que havia visto o capítulo de uma história vitoriosa e lutadora, mesmo com o resultado favorável ao Boca Junior. Hoje, deixei o estádio sozinho (o frio fez com que meu pai ficasse em casa diante da televisão) no ritmo do canto entoado pela torcida. A sensação de que estava diante de um time que nasceu para vencer e lutar era a mesma. Voltei para casa, o arco-íris não estava mais lá, e o Grêmio ... bem, o Grêmio segue líder do Campeonato Brasileiro.

É muito bom estar de volta à casa.


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De vida e de morte

Por Maria Lucia Solla

Olá,

Domingo, onze da manhã, em frente ao prédio da tia Inês. Vamos visitar a minha mãe no Recanto onde mora com outros senhorzinhos e senhorinhas que precisam de cuidados especiais. Ela precisa; sofre do Mal de Alzheimer. Na estrada, colocamos a conversa em dia. Falo muito. Da minha recuperação, do novo tipo de alegria que faz parte da minha vida, e de quanto gosto dela. Da alegria e da vida. Falo de novos projetos, e de como mudo a cada dia. Tenho tido surtos de idéias, e minha tia me empresta ouvidos pacientes e generosos. Sei que não vou levar nada comigo quando tirar mais uma das minhas cascas e mudar de estado vibratório, mas gosto do ato de criar. Preciso dele para existir.

Segunda-feira, cinco da tarde, ala de observação de um hospital de São Paulo. Sala comprida, dividida em pequenos espaços por cortinas verdes até o chão, a fim de dar certa privacidade ao paciente e seu acompanhante. Enfermeiros e médicos vão e vem. Quando você precisa deles eles vão, quando quer um pouco de calma e silêncio, eles vêm. Procurar uma veia melhor nas mãos e braços de idosos é tarefa árdua. A veia estourou. Ai, ai, ai! É o que mais se ouve. Tenta na mão. As veias dela enganam. Você olha e pensa que é uma veia boa e ela já está pronta para estourar. Dona Clélia, está tudo bem, a gente só vai dar uma picadinha. Ela quer acreditar. Acredita e depois percebe que acreditou errado. É novamente uma criança, mas a pele das mãos é dura, devido ao trabalho. Não falo de louça lavada nem de queimaduras no fogão. Não falo de vassoura, pano de chão lavado no tanque com água sanitária. Falo do trabalho que fica impregnado na alma, no corpo. Do trabalho que se confessa através dos nossos gestos, da constituição de nossa pele. Mas voltando à sala de recuperação, a troca de médicos é constante e a gente sofre a inconstância de suas presenças. A cada troca de pessoal, informações preciosas se perdem. Principalmente as que não são registradas na planilha de controle. Pressão arterial e temperatura do corpo são medidas por sofisticados aparelhos, mas a identidade da dor não se revela facilmente. É preciso saber ler os símbolos dela, para poder avaliar sua intensidade, formato, origem, e os porquês de sua manifestação.

Quarta-feira, onze da manhã. Espero a vinda do médico para dizer se vamos ou se ficamos. Olho minha mãe e vejo, através do seu corpo, uma história de vida atirada na cama, para quem quisesse ler. Tudo ali. Nada dos móveis bonitos, nada de tevês, discos ou livros. Fogões, panelas, jóias, vestidos, e tudo que lhe passou pelas mãos, reteve um pouco dela. Isso sim, mas ela mesma ficou assim, de mãos vazias e pés nus. O coração, que tanto bateu nos mais diversos ritmos e que por vezes quase parou, vai levar com ele também, um pouco dela.

Será que não existe meio-termo entre vida e morte?

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.


Maria Lucia Solla é professora, terapeuta e autora do livro “De bem com a vida mesmo que doa”, lançado pela editora Libratrês. Aos domingos, está neste blog com textos sobre o cotidiano.

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São Paulo perde o ritmo em livro de Arlindo Gonçalves

Reproduzo neste espaço texto de apresentação do livro "Desacelerada Mecânica Cotidiana" do escritor e fotógrafo Arlindo Gonçalves, lançado nesta semana, pela Editora Horizontes:

"Cidade que não pára, frenética, corrida. Esses são apenas alguns dos predicados que
recebe a capital paulista. São Paulo é tudo isso sim. Mas nela há também espaço para
ritmos mais amenos, movimentos letárgicos no amanhecer de trabalhadores que
caminham para pontos de ônibus, estações de metrô, locais de trabalho. Ações mecânicas e
lentas que muitos podem julgar patéticas, como é o clima de alguns ambientes para os quais este livro traça um retrato afetivo.

São velhos bares, padarias, baixos de viadutos — todos povoados por pessoas esquecidas,
desempregados ou subempregados na sua maior parte. Uma gente que convive em lugares que,
apesar do frenesi da cidade, parecem parados no tempo, congelados de tal forma que tudo neles se mostra ultrapassado.

E, se o ritmo desses ambientes contrasta tanto com o da Paulicéia, seria natural esperar que as
vidas dos que os freqüentam estariam também numa inércia semelhante, em que nada de
importante acontece. Mas não é. Então, quase que imperceptivelmente, eventos únicos tomam
forma...

Duas vítimas de violência passam décadas cultivando uma amizade que as ajudará a superar
seus traumas. Um músico fracassado e pobre ajuda crianças doentes. Um homem atormentado
pela lembrança da morte de sua esposa passa as horas livres ouvindo e apoiando alcoólatras em bares. Uma terceira vítima de violência cultiva a atenção dos freqüentadores do boteco onde trabalha. Um engraxate otimista e bem-humorado ilumina a vida de todos os que conhece pelas ruas. Um fotógrafo desempregado tenta superar suas tristezas e limitações artísticas pelo carinho que nutre pela cidade. E uma velha analfabeta reza desesperadamente pela sorte de todos eles.

Desacelerada mecânica cotidiana faz um recorte representativo dessa realidade. Marasmo e tédio seriam o que se esperaria dos palcos em que se passam as narrativas deste livro. No entanto, sem que suas personagens notem, pequenas revoluções são empreendidas, ficando latente que o ser humano nunca é um derrotado. E que, se faltam as posses, podem sobrar as coisas realmente essenciais: a amizade despretensiosa, o respeito às diferenças e a solidariedade como mecanismos de resistência à violência e ao desamparo."



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Quintanares: Luz


Foto de Liane Alves reproduzida do site sobre o centenário do poeta



Todo sábado, você ouve a poesia de Mário Quintana, na interpretação de Milton Ferretti Jung, que apresentou o programa Quintanares, na Rádio Guaíba de Porto Alegre:




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A lata do lixo de São Paulo está cheia

Nesta quinta-feira, a Fabíola Cidral entrevistou o diretor de controle de poluição ambiental da Cetesb Otávio Okano sobre a intenção da Ecourbis, uma das empresas responsáveis pela coleta de lixo na cidade de São Paulo, voltar a usar o aterro sanitário Sõo João, naa capital.

Atualmente, a Ecourbis e Loga estão despejando o que recolhem na porta da sua casa em duas cidades da região metropolitana e pagando mais por isso. Por decisão judicial, não podem usar os aterros que estariam entupidos de lixo.

O problema tem se tornado a dor de cabeça de gestores públicos em várias cidades pelo mundo. A encrenca com o lixo é mal-resolvida na maior parte dos municípios brasileiros, inclusive São Paulo. Apesar da reordenação do setor que ocorreu há pouco mais de três anos com a assinatura de novo contrato com as empresas que venceram a concorrência pública, falta espaço para a quantidade de lixo produzido na cidade.

Se continuarmos com os hábitos de consumo irresponsáveis e produzindo lixo de maneira descontrolada, em breve teremos de pedir licença para transformar este terreno baldio próximo da sua casa em aterro sanitário.

Rever o tipo de produto que consumimos, dar preferência a embalagens menos agressivas ao ambiente, reaproveitar e reciclar os resíduos são caminhos difíceis mas fundamentais.

Em 2007, a coletiva seletiva recolheu 29.666 toneladas, segundo a prefeitura de São Paulo. Conforme as contas da Secretaria Municipal de Serviços, deixou-se de jogar nos aterros sanitários 4,9% do que se produz de resíduos na cidade. O índice se refere apenas a quantidade de material reciclado pelo sistema da prefeitura. A decisão da atual administração de rever os contratos com as duas empresas que dividem o mercado em São Paulo impediu que a reciclagem atendesse toda a cidade. A meta da prefeitura, agora, é aumentar o volume coletado em até 7%.

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Anúncio dos grupos Pão de Açucar e Unilever


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Morumbi vai ganhar Fura-Fila


Pista elevada vai cruzar a Jorge João Saad


Ônibus circulando em uma pista elevada, semelhante do Fura-Fila, para transportar passageiros da futura estação de metrô São Paulo-Morumbi até o estádio, em uma distância de 1,18 km, pela Avenida Jorge João Saad. O projeto que faz parte dos investimentos urbanos previstos para São Paulo se transformar em sede da Copa do Mundo de 2010 preocupa moradores das redondezas que temem a possibilidade de serem vizinhos de um novo Minhocão na cidade.

O projeto inclui a construção de estacionamento subterrâneo com quatro andares, 4.800 vagas, em área de 40 mil m2. Na parte superior, haverá tratamento paisagístico e a criação de parque com 26 mil m2, que também receberá os passageiros que vierem pelo Fura-Fila. O estacionamento seria aproveitado, em dias que não houverem jogos, pelos passageiros do metrô que moram distante da estação e tenham de fazer o primeiro deslocamento de carro.

A possibilidade de ganharem mais uma praça na região não anima os moradores do bairro que consideram desnecessária a construção do elevado, pois entendem que o deslocamento dos torcedores poderia ocorrer a pé, entre a estação e o estádio, pela Jorge João Saad. Outro motivo que incomoda, é o fato de que o “Minhocão” colocaria abaixo o canteiro central da avenida que está arborizado, em um trabalho que se iniciou há muitos anos na região.

O tema já foi discutido pelo Conselho de Segurança do Morumbi e será ampliado com a convocação de entidades que atuam na região. Os moradores pretendem levar os argumentos contrários a construção do Fura-Fila para os candidatos a prefeitura de São Paulo.



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Foto-ouvinte: Cai cai balão, aqui na minha mão


No ar, bela imagem ...

Enorme, colorido e perigoso, este balão despencou sobre casas na Vila Santana, em São Paulo. Dezenas de pessoas de carro e moto percorriam em terra o trajeto feito no céu até chegarem ao local do pouso forçado - o telhado de uma residência. Quando a polícia chegou, 20 minutos após a queda, a turma do balão já havia dado no pé e restou aos moradores a calda com os suportes de fogos de artifício e decoração, de acordo com o ouvinte-internauta Anderson Freitas que registrou as imagens publicadas no blog e em nosso álbum no Flickr.


...em terra, perigo




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Do Gibrail: Kotler – o Sábio – ou os consumidores precisam de socorro

Por Carlos Magno Gibrail

“O marketing é muito importante para ficar restrito aos especialistas de marketing” – Philip Kotler.

Esta frase vale para todas as atividades: engenharia, economia, medicina, direito, etc ...

Casas projetadas por engenheiros tendem a ser racionais por excesso, críticos de cinema gostam de filmes que não dão bilheteria, leis que contemplem apenas o jurídico não funcionarão, etc ...

Tomemos o caso das grandes empresas e seus “call centers” ou seus “SAC”. Vemos dois fenômenos. De um lado uma estrutura específica para o atendimento que o torna o objetivo do próprio atendimento. De outro, o departamento é independente mas onipotente para o consumidor, que jamais terá acesso à área que está gerando o problema E fica na mão dos “especialistas” em atendimento.

O fato atual em que a justiça interfere nos “call centers” e exige uma série de mudanças para cancelamentos de serviços é ilustrativo e bastante positivo.


A Volkswagen, provavelmente, ouvindo seus "experts" em engenharia de "bancos automobilísticos reversíveis", entregou à sua área de marketing um tremendo "pepino". Convencer pessoas que perderam o dedo que estavam erradas.

Deve ser “piada pronta” e de mau gosto para o consumidor com problemas ligar a TV, rádio ou ler jornal e ver na propaganda a empresa que não está correspondendo prometendo o paraíso e entregando o inferno.


Carlos Magno Gibrail é empresário, mestre em administração e professor de marketing de moda. Toda quarta-feira, estará neste blog compartilhando com você as muitas idéias que surgem enquanto está pendurado no telefone aguardando o atendimento da turma do vamos-estar-fazendo.

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Ambiente Urbano: Vida e morte paulistana

Por Osvaldo Stella

"Árvores absorvem a maioria dos poluentes encontrados nas grandes cidades, ozônio, oxido de nitrogênio e material particulado são retirados da atmosfera pelas árvores. Estudos realizados nos Estados Unidos,
Áustria e Inglaterra concluíram que florestamento urbano gera economia de milhões de dólares. Além de contribuírem para a melhoria da qualidade do ar, as árvores promovem outros benefícios para o ambiente urbano, regulando a temperatura e tornando o clima mais ameno, armazenando água contribuindo para redução de enchentes, economia de energia para ar condicionado, entre outras. Enquanto cada vez mais se entende a importância das árvores para a qualidade de vida da população da grandes metrópoles, em São Paulo 100 mil metro quadrados de bosque são derrubados para a construção de um cemitério na zona oeste da cidade. Por não serem nativas a maioria das árvores do local foi derrubada, árvores que forneciam um pacote de serviços ambientais para todo a comunidade. Existe uma série de outros agravantes, a obra está em área de preservação permanente, o lençol freático está a apenas 8 metros de profundidade e pode ser contaminado pelo necrochorume. E o pior de tudo, tudo legalizado pela CETESB. A vida cedendo espaço para a morte".

Osvaldo Stella é comentarista do quadro Ambiente Urbano que vai ao ar, toda segunda, logo após às 11 da manhã, no CBN São Paulo. Atua na ONG Iniciativa Verde e não se cansa de denunciar os cemitérios verdes da capital.

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Direito de resposta: Sidney, em tese, esteve na bicicletada

Poucos e ilustres os internautas que têm a gentileza de deixar seus comentários neste blog. Surpreendido em meu primeiro dia de férias, li a resposta do colega Sidney Rezende e decidi oferecer o devido destaque dedicando um post a ele.

Pela justificativa do mestre do jornalismo fluminense (não confunda, ele torce mesmo é para o Flamengo), Sidney esteve em São Paulo durante a bicicletada nu, na Paulista. Esteve não de corpo presente (e nu), mas de alma:

"Caro Milton, grande amigo, estou gargalhando com o seu post. Não sei andar de bicicleta e por isso não teria como engrossar a manifestação realizada em São Paulo. Mas concordo com o objetivo do protesto. Por fim, foi melhor assim, afinal poupamos o público de uma paisagem trágica. Boas férias!! Sua inteligência e bom humor já estão fazendo falta. Seu fã. S."




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"Cidade Limpa" conta e mostra mudanças em São Paulo



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Quintanares: Mundos



Acompanhe mais uma poesia de Mário Quintana intepretada por Milton Ferretti Jung que por 10 anos apresentou o programa Quintanares, na Rádio Guaíba de Porto Alegre:




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Jornalista de Kassab lança livro sobre Cidade Limpa

O projeto Cidade Limpa é a marca do Governo Kassab (DEM). A retirada da publicidade externa e a redução das placas indicativas do comércio são das raras idéias que o prefeito não herdou de José Serra (PSDB), que lhe abriu as portas da prefeitura ao renunciar ao cargo para o qual havia sido eleito poucos mais de um ano antes. A campanha eleitoral não começou oficialmente, mas a discussão em torno da lei está no noticiário. Marta Suplicy (PT), por exemplo, já tentou se apoderar da iniciativa. Disse que o primeiro passo foi ela quem deu com a criação do Belezura. E anuncia que vai expor a “cidade suja” para contrapor ao programa.

Na quinta-feira, dia 19, Kassab ganhará um reforço extra na campanha. O jornalista Leão Serva, assessor de imprensa da prefeitura de São Paulo, lançará o livro “Cidade Limpa - O projeto que mudou a cara de São Paulo”, no qual se propõe a contar “os bastidores de como o prefeito Kassab realizou a mais profunda intervenção na paisagem urbana de São Paulo”. O lançamento pela Clio Editora será às sete da noite, na Livraria Cultura, do Conjunto Nacional, que deverá receber uma leva enorme de correligionários do prefeito.

Dos fatos descritos por Leão Serva, o único que poderia causar constrangimento ao prefeito (salvo engano de minha leitura dinâmica) está no trecho em que relata a briga pública de Kassab com um cidadão na porta de um hospital, em São Paulo:

“Kassab adota o hábito de chamar, para conversar, as pessoas que reclamam ou protestam isoladamente em suas visitas. Normalmente, as encaminha para um assessor de seu Gabinete, que atende o caso e estuda a reivindicação ou reclamação, incumbindo-se de dar retorno sobre sua viabilidade ou não. De alguma forma, ao verem o prefeito preocupado com suas questões, as pessoas tendem a abaixar o tom de voz e a animosidade; ao dialogarem com um assessor do chefe do Executivo, naturalmente já entendem o gesto como uma atenção e com isso o protesto se torna um despacho calmo. Foi pensando nisso que Kassab pediu que um segurança avisasse ao senhor que protestava na recepção que ele seria recebido ao final da visita. Depois de um átimo, o segurança voltou e avisou que o homem estava muito exaltado e que a ante-sala onde se encontrava era a sala de espera da AMA, com as pessoas doentes muito incomodadas com seus gritos. Ele atacava a lei Cidade Limpa, conforme informou o ajudante de ordens.

O homem que gritava era um microempresário que fazia faixas de publicidade que eram afixadas em postes e semáforos, muito comuns em São Paulo (inclusive para declarações de amor e saudações pessoais) até a Lei Cidade Limpa. Como essa fosse sua fonte de renda, com a aprovação da lei, viu seus negócios diminuírem vertiginosamente. Estava deprimido, amargurado, remoendo raiva contra a nova lei e seu autor. Naquela manhã, Kaiser da Silva levou o filho pequeno ao posto de saúde que funcionava junto à AMA, para uma consulta marcada antes. Ao chegar, cedo, soube que o prefeito Kassab iria visitar a unidade de saúde. Funcionários do Cerimonial, que costumam chegar antes aos locais de eventos, detectaram que uma pessoa gritava ameaças e imprecações contra o prefeito em um bar do outro lado da rua.
Logo que Kassab entrou no prédio, o microempresário foi para a recepção e iniciou seu discurso, em que misturava lamentos sobre a sua situação, xingamentos e acusações de que o prefeito era “vendido a multinacionais”. Foram esses gritos que Kassab ouviu ao fundo, enquanto observava o ambulatório.

Quando deixou a última sala de atendimento, o corredor levava Kassab para dentro da recepção onde o homem seguia aos berros. O prefeito conta que, em meio aos gritos, a primeira coisa que viu foram algumas pessoas idosas que pediam que o micro-empresário parasse de gritar, e aquilo o deixou indignado.

Surpreendeu a todos a reação irritada, descontrolada mesmo, de Kassab. Normalmente um homem sereno, hábil, quechama atenção pela calma e que é reconhecido como um dos melhores articuladores da política nacional, nesse dia ele se excedeu, perdeu o controle ao gritar com o homem que gritava do outro lado; o que começou como uma repreensão pelo protesto na sala de espera de um centro de saúde se tornou em segundos, uma cena exagerada, fora de propósito para um homem público. Kassab protagonizou, então, a única cena destoante na história da Lei Cidade Limpa. Em artigo para a Folha de S.Paulo, Kassab pediu desculpas: “Não vou tergiversar, não uso meias-palavras. Errei, me excedi. Perdi a cabeça. Não tenho sangue de barata e reajo, às vezes, como muitos reagiriam. Mas não tinha o direito de perder a calma, e perdi. Foi um acidente. Mas nada o justifica. Mostrei-me como não sou. No dia seguinte, pedi desculpas. Não tenho problemas em reconhecer um erro. Faço-o novamente agora, por escrito. Peço desculpas ao senhor Kaiser, à cidade e aos brasileiros. Faço-o de coração aberto e com sinceridade”.


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Ouvinte-internauta sai de férias

Chega de cara emburrada, nariz torcido, cabeça sacudindo negativamente, desejo incontido de mandar e-mail defenestrando o apresentador que diz cada uma, ou ar de indignação pela opinião não reconhecida. Chega de ficar com a orelha colada no rádio - ou na caixinha do computador - para saber se ele vai continuar defendendo o pedágio urbano, se na entrevista de hoje vai se entregar e, finalmente, confessar que é PT de carteirinha (eu sabia, nunca negou), se chegou o dia em que vai mostrar de vez que está ali é para defender estes tucanos que mandam em São Paulo (tava na cara, nunca me enganou). Chega dessas brincadeirinhas sem graça com o respeitoso Heródoto Barbeiro.

Chega destas “emoções” todas provocadas por este jornalista que lhe escreve. Está na hora de tirar férias. Com tudo o que você tem direito. Trinta dias de descanso. Longe das chatices. Acompanhado pela voz agradável da Fabíola Cidral. O tom ameno e informativo de seus comentários. O bate-papo interessante, as perguntas incisivas e a condução equilibrada do CBN São Paulo, a partir desta segunda-feira.

Boas férias, caro ouvinte !

PS: Já se estiver afim de se incomodar, estarei aqui a sua espera no blog.

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Carta de um ciclista ao Sidney Rezende

Uma das maiores ausências da World Naked Bike Ride de São Paulo foi nosso colega Sidney Rezende. Apesar de tentar seduzi-lo a viajar à capital paulista, no sábado, não tive sucesso. Procurei-o entre os participantes do evento que se realizou na Avenida Paulista, mas não estava nem entre os nus, semi-nus, ou um-pouco-nus. Desconfio que o motivo que intimidou Sidney foi a falta de habilidade dele com os pedais.

Sensibilizado com a dificuldade do nosso companheiro de Conexão Rio-SP, o ouvinte-internauta Zizzo Bettega enviou o “Manual do Novo Ciclista”.

Acompanhe:

“Vai-se para cima de uma ladeira que termine, preferencialmente, num estacionamento, num descampado ou mesmo numa rua deserta, segura e sem obstáculos.

Devagar; usando sempre os pés abertos como apoio para descer a ladeira em linha reta, segurando com firmeza o guidão como se a bicicleta não tivesse caixa de direção; descer várias vezes até se sentir seguro para ir levantando os pés, almejando-se apoiar um ou preferencialmente os dois pés nos pedais. Sempre pronto para retornar a posição inicial de segurança.

Pode-se combinar o uso dos freios, inicialmente, para dosar a velocidade de descida até se adquirir segurança suficiente para dispensar totalmente os pés como apoio e freio. (Não esquecer que a proporção de frenagem correta da bicicleta é 30% no freio dianteiro, 70% no freio traseiro)

Após aprender e praticar os rudimentos do equilíbrio, iniciar as tentativas combinando o equilíbrio com o pedalar. Escolher como via a leve depressão de um estacionamento, por exemplo, ou rua deserta sem obstáculos, até se sentir seguro o suficiente para passar para declives e aclives mistos, o que vai te garantir encarar os percursos de trânsito promíscuo de um ciclista qualquer.

A bicicleta te leva 10x mais longe, 10x mais rápido com 10% do esforço.

À grosso modo, quem é capaz de praticar uma hora de corrida ou marcha acelerada é capaz de pedalar 80km por dia se tiver um bom equipamento, adequado e devidamente ajustado para suas próprias medidas.

Usar sempre capacete e demais equipamentos de segurança em especial luvas, pois na eventualidade de uma queda, as mãos, antebraços e cotovelos quase sempre tocam o chão primeiro, o que causa as contusões mais incomodas para os ciclistas, em especial os iniciantes.

Ciclista também é condutor e deve obedecer o código de trânsito que faculta livremente a circulação de bicicletas pelas vias públicas sempre no sentido da mão.

A bicicleta é um veículo preferencial e como tal deve ser respeitada, bem como o ciclista respeitar o pedestre.

É sempre triste constatar que existem ainda pessoas que não conhecem o prazer de uma pedalada e espero sinceramente poder ter ajudado na introdução de mais um ciclista no planeta.

Saudações cíclicas

Zizzo Bettega”


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De papo furado

Por Maria Lucia Solla

Às vezes dá vontade de pedir carteirinha para a turma do senta-à-mesa-do-bar-enche-a-cara-esculacha-tudo-o-que-não-é-você-mesmo-e-vai-dormir-achando-que já-fez-a-sua-parte-e-se-achando-o-máximo, pra ver como é a sensação.

• Há suspeitas em torno da compra-e-venda da Varig.
• Político condenado em até segunda instância poderá concorrer nas eleições.
• Em Salvador: ...influente traficante local mantinha em sua cela duas geladeiras, uma TV de plasma, um aparelho de DVD, equipamentos de ginástica, uma sortida despensa, uma cama de casal, duas pistolas 9 mm e R$ 250 mil em dinheiro.
• Em ano eleitoral, Bolsa Família terá reajuste.
• Na Unifesp, além de R$ 12 mil gastos no cartão corporativo, para você e eu pagarmos, a lista de irregularidades é longa. Noventa e quatro, segundo a Controladoria Geral da União.
• Mortos do vôo da Gol foram pilhados.
• Escândalo Renan completa um ano. As acusações: 1- contas pagas pela Mendes Júnior; 2- atuar em favor da Schincariol na Receita Federal e no INSS; 3- uso de laranjas na compra de duas rádios e um jornal; 4- arrecadação em ministérios do PMDB; 5- espionagem de dois senadores da oposição em Goiás; 6- autoria de emenda que destinou R$ 280 mil à empresa fantasma de ex-assessor. Livrou-se de todas!!!

Na Wikipédia: “A palavra corrupção deriva do latim corruptus que, numa primeira acepção, significa quebrado em pedaços e numa segunda acepção, apodrecido, pútrido. Por conseguinte, o verbo corromper significa tornar pútrido, podre.”

Acha que vale a pena estender a lista acima? Nem que tivesse, à minha disposição, espaço ilimitado no Jornal O Registro e no blog do Mílton!
Corrupção, propina, maldade, desonestidade, violência, incompreensão, desamor e todas as suas ramificações, estão brotando, à nossa volta, como pústulas em pele de adolescente. E espinha é sinal de desequilíbrio.

Tudo bem que está quase tudo mal, mas adianta ficar só cocoricando? Achando que somos ilhas perfeitas, cercadas de ilhotas imperfeitas?

Enquanto não nos conscientizarmos de que a arrumação começa de dentro para fora, vamos alimentar e criar, dentro de casa, cidadãos corruptos, desonestos e, violentos. Só pra começar. Que tal baixarmos a crista?

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.


Maria Lucia Solla é professora, terapeuta e autora do livro “De bem com a vida mesmo que doa”, lançado pela editora Libratrês. Aos domingos, está neste blog com textos sobre o cotidiano.



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Avalanche Tricolor: Somos líderes


Nossa torcida em imagem reproduzida do PPV


Goiás 0 x 3 Grêmio

Campeonato Brasileiro - Serra Dourada


Foi o fim de um tabu que durava 12 anos. Não vencíamos o Goiás este tempo todo. Também não fizeram muita falta aqueles jogos. O de hoje, sim, foi importante. Pois marcou o início de uma relação que, acredito, será eterna (até que dure). O Grêmio é líder do Campeonato Brasileiro. Alguém haverá de escrever no espaço reservado aos comentários de que o líder é sei-lá-quem porque tem mais gols marcados e coisa-e-tal. Puro tecnicismo. Burocracia de cartola que nada muda nossa sensação nesta altura do campeonato.

Teremos uma semana inteira para curtir este início de namoro, vamos aproveitá-la com o carinho que o momento merece. A começar na noite deste sábado quando sairemos a passear de mãos dadas até a mesa que abriga um saborosa garrafa de vinho azul, preto e branco. Da melhor safra.


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Quintanares: Mundos



Imagem de autoria de Liane Neves reproduzida do site em homenagem ao centenário do poeta


Acompanhe a poesia de Mário Quintana na voz de Milton Ferretti Jung que apresentou o programa "Quintanares" na Rádio Guaíba, de Porto Alegre, por dez anos. Este arquivo se deve, exclusivamente, pelo cuidado da família em preservar bons momentos do rádio:



A ausência de "Quintanares" nas duas últimas semanas deveu-se a problemas técnicos enfrentados por este jornalista que transferiu sua operação de um PowerBook G4 para um AirBook da Apple e até agora não entendeu porque ao "traduzir" os arquivos para MP3 este serviço de blog - leia-se Globolog - não entendeu a coisa direito. Em tempo: voltei a postar "Quintanares" pois retornei ao PowerBook G4, momentaneamente.

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  PERFIL
   
 

Mílton Jung é jornalista, âncora do programa CBN São Paulo e autor dos livros "Conte Sua História de São Paulo" e "Jornalismo de Rádio".

e-mail:
milton.jung@cbn.com.br

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