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  Mílton Jung
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Ouvinte-internauta: Atitude cidadã






Um desabafo e uma idéia. Provocado pelas encrencas que enfrenta no trânsito da cidade, o ouvinte-internauta Paulo Alves enviou e-mail ao CBN São Paulo no qual pede mudanças de comportamento do cidadão e da autoridade policial. Reproduzo parte do texto para que você possa expressar sua opinião sobre o tema:

“Sabemos que os problemas no trânsito são muitos, caminhões quebrados, acidentes, obras etc., mas além de tudo isso ainda temos que aguentar o abuso de alguns “espertos” que se julgam melhores do que os outros ? Estas pessoas nos agridem moralmente quando desrespeitam as leis, certos que não serão punidos.

Aquele motorista da carreta que tombou na Avenida 23 de Maio foi multado em pouco mais de R$ 100,00, isso é ridículo perto do prejuízo que ele causou na cidade, isso sem falar na vítima que foi ferida. Aliás a vítima vai receber algum tipo de indenização por ter sofrido o acidente em função da irresponsabilidade de alguém que estava desrespeitando algumas leis?

Outro comentário que ouvi hoje, foi a respeito dos veículos abandonados na cidade. Estes veículos devem ter um dono, ou tiveram um dia, uma vez que já foram abandonados pelos mesmos. Quer dizer que quando abandonamos um veículo deixamos de ter responsabilidade sobre ele? Porque as autoridades não intimam os proprietários destes veículos para que façam o ressarcimento ao Estado das custas referentes a remoção destes veículos? Mais uma vez, a certeza da impunidade.

Mais uma aberração diária no trânsito da cidade são os veículos com as placas encobertas, tortas ou raspadas que dificultam sua identificação por radares ou fiscalizações. Não há uma punição para este tipo de atitude? (vejam as fotos que registrei)

Eu faço um trajeto diário de 25 km para o trabalho e mais 25 de volta, é muito raro ver alguma viatura da CET ou polícia fazendo fiscalização efetiva. Por que não há agentes de polícia em veículos à paisana? Tenho certeza que isso diminuiria muito, mas muito mesmo uma atitude contraventora, pois o “malandro” não saberia se por perto há algum policial à paisana que possa puni-lo ou prendê-lo.

Eu tenho uma teoria que no Brasil (talvez não só no Brasil) as leis são feitas para proteger os “malandros”. Por exemplo: Deve haver avisos nas vias que possuem fiscalização eletrônica de velocidade ? Por que não se instituir o “policiamento de atitudes” no qual seriam cadastradas as pessoas que são flagradas em pequenos delitos. O acúmulo destes delitos elevaria o grau de periculosidade desta pessoa com a sociedade. Uma pessoa que possui várias multas por avançar um sinal vermelho não pode dirigir um veículo, esta pessoa representa um perigo a muitos outros.

Acho que já reclamei muito. Dizem que reclamar não adianta, que precisamos agir, mas as “leis” não nos dão ferramentas para agir. Talvez este início de conversa seja também um início de ações para revertemos alguns absurdos”.


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Seu Gregório, o brasileiro, conhece a Justiça

Antes de oferecer este texto a você, peço desculpa ao autor que, para mim, é desconhecido. Coisas da modernidade. Alguém mandou para alguém que remeteu para alguém que copiou para vários alguens. E o autor sumiu neste vai-e-vem.

Para não ser eu o autor de injustiça, reproduzirei o texto mudando o nome da loja e empresa que estariam envolvidas nesta querela judicial mediada pelo “Exmo. Magnífico Porretíssimo Gerivaldo Alves Neiva”.

Se você conhecer a origem deste texto, nos informe. Enquanto isso, leia:

Quem pede: José de Gregório Pinto
Contra quem: Loja Tudo Vende S.A, fabricante de telefone celular Celulóide

Ementa:

UTILIZAÇÃO ADEQUADA DE APARELHO CELULAR. DEFEITO. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DO FABRICANTE E DO FORNECEDOR.

Sentença:

Vou direto ao assunto. O marceneiro José de Gregório Pinto, certamente pensando em facilitar o contato com sua clientela, rendeu-se à propaganda da Loja Tudo Vende S.A de Coité e comprou um telefone celular, em 19 de abril de 2005, por suados cento e setenta e quatro reais. Leigo no assunto, é certo que não fez opção por fabricante. Escolheu pelo mais barato ou, quem sabe até, pelo mais bonitinho: o tal Celulóide A52. Uma beleza!

Com certeza foi difícil domar os dedos grossos e calejados de marceneiro com a sensibilidade e recursos do seu Celulóide A52, mas o certo é que utilizou o aparelhinho até o mês de junho do corrente ano e, possivelmente, contratou muitos serviços. Uma maravilha!

Para sua surpresa, diferente das boas ferramentas que utiliza em seu ofício, em 21 de junho, o aparelho deixou de funcionar. Que tristeza: seu novo instrumento de trabalho só durou dois meses. E olha que foi adquirido legalmente nas Lojas Tudo Vende S.A e fabricado pela poderosa Celulóide ..... Não é coisa de segunda-mão, não!

Consertado, dias depois não prestou mais... Não se faz mais conserto como antigamente!

Primeiro tentou fazer um acordo, mas não quiseram os contrários, pedindo que o caso fosse ao Juiz de Direito.

Caixinha de papelão na mão, indicando que se tratava de um telefone celular, entrou seu Gregório na sala de audiência e apresentou o aparelho ao Juiz: novinho, novinho e não funciona. De fato, o Juiz observou o aparelho e viu que não tinha um arranhão.

Seu José Gregório, marceneiro que é, fabrica e conserta de tudo que é móvel. A assistência técnica especializada e indicada pela Tudo Vende, para surpresa sua, respondeu que o caso não era com ela e que se tratava de "placa oxidada na região do teclado, próximo ao conector de carga e microprocessador" .

Seu Gregório: o que é isto? Quem garante? O próprio que diz o defeito, diz que não tem conserto....

Para aumentar sua angústia, a Celulóide disse que seu caso não tinha solução neste Juizado por motivo da "incompetência material absoluta do Juizado Especial Cível - Necessidade de prova técnica."

Seu Gregório: o que é isto? Ou o telefone funciona ou não funciona! Basta apertar o botão de ligar. Não acendeu, não funciona. Prá que prova técnica melhor?

Disse mais a Celulóide: "o vício causado por oxidação decorre do mau uso do produto".

Seu Gregório: Ora, o telefone é novinho e foi usado apenas para falar. Para outros usos, tenho outras ferramentas. Como pode um telefone comprado na Insinuante apresentar defeito sem solução depois de dois meses de uso? Certamente não foi usado material de primeira.

Um artesão sabe bem disso.

O que também não pode entender um marceneiro é como pode a Celulóide contratar um escritório de advocacia de São Paulo, por pouco dinheiro não foi, para dizer ao Juiz do Juizado de Coité, no interior da Bahia, que não vai pagar um telefone que custou cento e setenta e quatro reais? É, quem pode, pode! O advogado gastou dez folhas de papel de boa qualidade para que o Juiz dissesse que o caso não era do Juizado ou que a culpa não era de seu cliente! Botando tudo na conta, com certeza gastou muito mais que cento e setenta e quatro para dizer que não pagava cento e setenta e quatro reais!

Que absurdo!

A loja Tudo Vende, uma das maiores e mais famosas da Bahia, também apresentou escrito de advogado, gastando sete folhas de papel, dizendo que o caso não era com ela por motivo de "legitimatio ad causam", também por motivo do "vício redibitório e da ultrapassagem do lapso temporal de 30 dias" e que o pobre do seu Gregório não fez prova e então "allegatio et non probatio quasi non allegatio".

E agora seu Gregório?

Doutor Juiz, disse Seu Gregório, a minha prova é o telefone que passo às suas mãos! Comprei, paguei, usei poucos dias, está novinho e não funciona mais! Pode ligar o aparelho que não acende nada! Aliás, Doutor, não quero mais saber de telefone celular, quero apenas meu dinheiro de volta e pronto!

Diz a Lei que no Juizado não precisa advogado para causas como esta. Não entende seu Gregório porque tanta confusão e tanto palavreado difícil por causa de um celular de cento e setenta e quatro reais, se às vezes a própria Tudo Vende faz propaganda do tipo: "leve dois e pague um!" Não se importou muito seu Gregório com a situação: um marceneiro não dá valor ao que não entende! Se não teve solução na amizade, Justiça é para isso mesmo!

Está certo Seu Gregório: O Juizado Especial Cível serve exatamente para resolver problemas como o seu. Não é o caso de prova técnica: o telefone foi apresentado ainda na caixa, sem um pequeno arranhão e não funciona.

Isto é o bastante!

Também não pode dizer que Seu Gregório não tomou a providência correta, pois procurou a loja e encaminhou o telefone à assistência técnica. Alegou e provou!

Além de tudo, não fizeram prova de que o telefone funciona ou de que Seu Gregório tivesse usado o aparelho como ferramenta de sua marcenaria. Se é feito para falar, tem que falar!

Pois é Seu Gregório, o senhor tem razão e a Justiça vai mandar, como de fato está mandando, a Loja Tudo Vende lhe devolver o dinheiro com juros legais e correção monetária, pois não cumpriu com sua obrigação de bom vendedor.

Também, Seu Gregório, para que o Senhor não se desanime com as facilidades dos tempos modernos, continue falando com seus clientes e porque sofreu tantos dissabores com seu celular, a Justiça vai mandar, como de fato está mandando, que a fábrica Celulóide lhe entregue, no prazo de 10 dias, outro aparelho igualzinho ao seu. Novo e funcionando! Se não cumprirem com a ordem do Juiz, vão pagar uma multa de cem reais por dia!

Por fim, Seu Gregório, a Justiça vai dizer à assistência técnica, como de fato está dizendo, que seu papel é consertar com competência os aparelhos que apresentarem defeito e que, por enquanto, não lhe deve nada.

À Justiça ninguém vai pagar nada. Sua obrigação é fazer Justiça!

A Secretaria vai mandar uma cópia para todos.

Como não temos Jornal próprio para publicar, mande pelo correio ou por Oficial de Justiça.

Se alguém não ficou satisfeito e quiser recorrer, fique ciente que agora a Justiça vai cobrar.

Depois de tudo cumprido, pode a Secretaria guardar bem guardado o processo!

Por último, Seu Gregório, os Doutores advogados vão dizer que o Juiz decidiu "extra petita", quer dizer, mais do que o Senhor pediu e também que a decisão não preenche os requisitos legais. Não se incomode. Na verdade, para ser mais justa, deveria também condenar na indenização pelo dano moral, quer dizer, a vergonha que o senhor sentiu, e no lucro cessante, quer dizer, pagar o que o Senhor deixou de ganhar.

No mais, é uma sentença para ser lida e entendida por um marceneiro.

Conceição do Coité, Bahia, 21 de setembro de 2005
Gerivaldo Alves Neiva, Juiz de Direito "

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Canto da Catia: Agora vai

Nestes dias de férias e distanciamento da cidade, sempre que possível (leia-se: aparecer um acesso a internet no meu caminho) abrirei espaço para o canto mais famoso deste blog.

Neste começo de semana, soube pela Catia Toffoletto que São Paulo trava queda-de- braço com os motoristas de caminhão. Se a briga não é da cidade, parece ser do prefeito que de jaleco e tudo saiu as ruas para caçar os “ ilegais”.

Na primeira imagem, o próprio atirou na mosca e acertou no mosquito. Encontrou e mandou cortar faixa de comerciante que fere a lei Cidade Limpa. Na segunda, foi a CET que cortou o barato de um motorista de caminhão. E, segundo me conta a Catia, com pneu careca e placa ilegível, o caminhão sequer poderia rodar na cidade.

Quando a prefeitura tiver capacidade de tirar das ruas carros e caminhões “piratas” não precisará mais restringir o tráfego de ninguém.







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Terra de Heródoto


Clique na imagem e veja fotos de Taiaçupeba no álbum do Blog do Mílton Jung

Taiaçupeba tem ilustres moradores. Nenhum se compara ao lendário professor Heródoto Barbeiro. Com sítio na região, já fundou ONG e ajudou a mudança de hábito dos moradores do pequeno distrito de Mogi das Cruzes. Transformou o local em estação turística, haja vista o interesse do ouvinte-internauta Marco Paulo Dias em fotografar pontos relevantes de Taiaçupeba pelos quais nosso mestre já nos brindou com sua sempre humilde presença.

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Avalanche Tricolor: Festa na madrugada italiana

Direto de Roma
(e de um teclado com a acentuaçao diferente da nossa)

Do acolhedor apartamento na Via Merulana, é possivel caminhar até tres belas igrejas que ornamentam o bairro. Vizinho a nos, no subterraneo, uma cantina de moças divertidas esta sempre a disposiçao. Se der a volta na quadra, outras moças festeiras poderao nos recepcionar, mas o local nao é exatamente para as boas familias italianas. Prefiro manter distancia.

Daqui do terceiro andar deste antigo prédio que mistura residencias e dois ou tres espaços comerciais, quase nao se ouve nenhum barulho da rua. Os sons costumam sair dos apartamentos de cima. O salto da senhora do quarto andar nos acompanha o dia todo. Um pouco mais cedo, ouvi alguns aplausos de uma familia de espanhois comemorando o gol de Torres contra a Alemanha. Imagino que tenham saido para festejar o titulo na Eurocopa, pois nao ouvi nenhum som a mais, apos o fim da partida.

Com a madrugada, o silencio se destaca. Nada, além da ventuinha deste computador e da respiraçao cadenciada de quem ja dorme. Foi assim que assisti, pelo computador, ao Gre-Nal deste domingo, que terminou na segunda, em Roma. Estamos cinco horas a frente do Brasil.

Mesmo nestas condiçoes, foi possivel vibrar mais uma vez com o talento de Roger que marcou seu quarto gol de penalti neste Campeonato Brasileiro. Nao tive o privilégio de ver a imagem da cobrança, mas na transmissao do Terra, o redator escreveu “com direito a paradinha”. Fechei os olhos e relembrei a cena de domingo passado quando estava, ao vivo, no estadio Olimpico, e Roger desconsertou Galatto, do Atlético Paranaense. Clemer deve ter sofrido o mesmo vexame.

Engraçado: ao fechar os olhos, passei a ouvir o grito forte de torcedores gremistas que, em meio a foguetes, corriam em avalanche pela arquibancada, berravam de maneira estridente, e cantavam aos gritos o hino do tricolor.

Ao abrir os olhos, a familia deitada na cama me olhava com cara feia.

Boa Noite !


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De tempo e Ponto Zero

Por Maria Lucia Solla

Olá,

Mais uma semana se vai ou, puxando para o dramalhão, se esvai. Tudo voa, nas malhas da controvérsia sobre a velocidade do tempo.

O geólogo americano Greg Braden vem dizendo, há tempo, que a Terra está desacelerando o movimento de rotação e aumentando sua freqüência vibratória, a chamada Ressonância de Schumann, e que isso faz o tempo passar cada vez mais depressa. Ele diz que num futuro bem próximo, a Terra vai parar o movimento de rotação, atingir o que ele chama de Ponto Zero, e girar do lado contrário. Dessa forma o sol vai nascer no Oeste e se pôr no Leste. Acrescenta que devemos nos preparar para essas mudanças, e que todos os nossos medos, então, serão totalmente dissolvidos. Gosto da idéia.

Acontece que Einstein disse que ele, o tempo, e na realidade tudo o mais, é relativo; e com isso quis dizer que se você está perto de quem ama, ele, o tempo, voa, mas se está na cadeira do dentista, boca aberta, com uma broca insistente detonando o seu dente, engatinha.

Carrego as duas informações, mas é a crença na relatividade que me faz perceber que é, em grande parte, nossa impressão de prazer e desprazer a responsável pela mudança na velocidade da passagem do tempo. Nosso prazer o acelera e nosso desprazer o paralisa. Que poder, hein? E olha que cada um de nós tem um cardápio próprio, pessoal e intransferível, do bom e do não-bom. Será que, mesmo assim, somos nós que aceleramos o tempo? Cada um empurrando a máquina com seus prazeres, mesmo mergulhados em diferenças e achando que está tudo sempre errado?

Esse é o mundo que criamos; o reflexo da soma de todos nós. Puro espelho. É o melhor que conseguimos fazer. Duro é chegar a essa conclusão, mas é hora de encarar a realidade nua, sem maquiagem e de cara lavada.

Vivemos manifestando vontade de mudar, mas na verdade estamos muito apegados ao tempo e ao mundo; cada dia mais, e daí nasce o desequilíbrio entre matéria e essência. O segredo para o equilíbrio? O meio do caminho, para onde convergem as duas pontas, encontrando-se no ponto zero da reta.

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.


Maria Lucia Solla é professora, terapeuta e autora do livro “De bem com a vida mesmo que doa”, lançado pela editora Libratrês. Aos domingos, está neste blog com textos sobre o cotidiano.


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Quintanares: Cocktail Party


A foto é de autoria de Dulce Helfer e está publicada no site sobre o Centenário de Mário Quintana (clique na imagem)

Ouça o poema de Mário Quintana toda terça e sábado, aqui no blog, na voz de Milton Ferretti Jung que apresentou o programa Quintanares na Rádio Guaíba de Porto Alegre:



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Caros,

De Madrid/Espanha

O avião da TAM para Milão atrasou a saída. Muitos passageiros estavam presos na interminável fila do embarque internacional, no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. O da Iberia para Madrid tinha de “estacionar” na mesma vaga. Atrasou, também. E a conexão para Roma “foi para o saco”, expressão que ouvi de um brasileiro que aguardava em mais uma fila para remarcar o vôo à capital italiana. De consolo, ganhamos o almoço e o direito de visitar as lojas do freeshop. Dei preferência a sentar em um dos pontos de conexão Wi-fi e escrever para vocês aqui no blog.

Durante estas férias, o acesso à internet será restrito. Sempre que houver oportunidade conto alguma novidade (se é que você está interessado em saber). Durante minha ausência não faltarão novas notas aqui no blog, além das colunas que nos acompanham todas as semanas: a Do Gibrail, publicada às quartas-feiras, que tem tido ótima repercussão mesmo lançada recentemente; a da Maria Lucia Solla, que nasceu com o blog e todos os domingos nos ajuda a pensar sobre as coisas da vida; a Quintanares, às terças e sábados, com a poesia de Mário Quintana; o Canto da Cátia, a qualquer momento em edição extraordinária ou quando o Corinthians ganhar; e a Avalanche Tricolor, que vai “ao ar” logo após cada nova façanha do Grêmio (a próxima, no domingo, cheia de emoções pois estamos na Semana Gre-Nal).

E se o assunto é futebol, a camisa da seleção da Espanha, aqui no aeroporto, está custando 65 euros (não encontrei a de nenhum time brasileiro). Com a classificação à final da Eurocopa, o preço vai aumentar, em breve. A satisfação com o desempenho da seleção deles é tanta que o comandante do vôo entre São Paulo-Madrid, nas boas vindas aos passageiros, fez questão de anunciar a vitória por 3 a 0 sobre a Rússia. Não chegaram a fazer “ola” mas o bom humor dos comissários de bordo - pouco comum na Iberia - refletia a alegria da turma.


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Quanta coisa a gente faz de errado



Desde a extração até a venda, use e descarte, todas as coisas em nossas vidas afetam as comunidades locais e internacionais, mesmo que na maioria das vezes não sejamos capazes de enxergar esta realidade. A “História da Coisa” - originalmente batizada “The Story of Stuff” - apresenta a conexão que existe entre problemas sociais e ambientais enfrentados pela sociedade moderna. São 20 e poucos minutos de filme que nos convocam a criar um mundo mais justo e sustentável. A iniciativa é de Annie Leonard, ambientalista e coordenadora do Funders Workgroup for Sustainable Production and Consumption

Você tem duas formas de assistir ao vídeo. Clique na imagem acima e reserve alguns minutos a mais para refletir sobre o tema. Ou vá até o site oficial de “História da Coisa” e tenha a oportunidade de interagir na discussão.

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Audácia de Maluf tem limite



O livro-palanque com a trajetória política de Paulo Maluf, lançado semana passada, não foi a primeira tentativa de se escrever a biografia do atual deputado federal. Ainda antes de se eleger para a Câmara dos Deputados, Maluf se submeteu a uma série de entrevistas feitas por famoso jornalista paulistano. Ao aceitar o convite, Maluf assumiu o compromisso de permitir a publicação de todas as declarações que estavam sendo gravadas. O caldo entornou quando o jornalista falou sobre a relação dele com o Regime Militar: “O senhor sabia que os militares torturavam e matavam os presos políticos ?”. Um sonoro e impublicável palavrão foi disparado pelo parlamentar na época não-deputado. Em seguida, levantou-se e saiu da sala. Ao retornar foi informado que a reação agressiva seria publicada. Desistiu do projeto.

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Canto da Cátia: Cadê a faixa que estava aqui ?



A falta de sinalização horizontal na pista gera insegurança aos motoristas, principalmente nas vias de maior velocidade como esta na Marginal Tietê. A justificativa, já sabemos: é preciso esperar a fiscalização avaliar o trabalho de recapeamento e autorizar a pintura. O problema é a demora para que estas ações sejam adotadas. A Cátia Toffoletto, nossa “Paparazzo do Cidadão”, registrou esta imagem na faixa em direção a rodovia Ayrton Senna, no trecho da Ponte da Casa Verde e o estádio da Portuguesa.


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Do Gibrail: Pareto, Drucker e a consagração da eficácia

Por Carlos Magno Gibrail

Cinqüenta e duas mil pessoas vaiam a seleção brasileira e, de repente, começamos a assistir à infindáveis causas geradoras da vaia por parte dos envolvidos e da imprensa. Pareto diria que se constataram dez causas, bastariam resolver duas e na próxima o Brasil ganha.

Nas empresas com muitos itens de venda, apenas pequena parte apresenta giro e volume significativos. De forma que podemos classificar em A, B e C. E verificar que os produtos A representam 20% das unidades, mas 80% do resultado.

Segundo Drucker, ao realizarmos uma tarefa dentro do prazo e custos previstos, somos eficientes. Se escolhermos certo as atividades a serem executadas e as fizermos eficientemente, somos eficazes.

Eficácia, portanto, é atuar em cima dos 20% que resolvem os 80%.

Pareto desenvolveu sua experiência em 1897, Drucker escreveu em 1966. Entretanto, muitas áreas ainda não utilizam estas premissas.

Não vamos nem citar o caso de nosso guarda-roupa, do qual, certamente, estamos usando apenas 20% das peças e as outras 80% estejam ocupando espaço.

Provavelmente na política, inclusive durante as campanhas eleitorais, é que Pareto e Drucker sejam mais ignorados. Como explicar que em vez de o candidato eleger 20% de temas que mais dariam eficácia ao mandato desejado, escolhe criticar o adversário mais forte, indo muitas vezes na profundidade da vida privada alheia ?

Que o esporte, as empresas comerciais e nós estejamos almejando a eficácia é de se esperar, mas e a política ?

Carlos Magno Gibrail
é empresário, mestre em administração e professor de marketing de moda. Toda quarta-feira, está neste blog, dividindo com você idéias de maneira eficiente e muito eficazes.

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Recado encontrado na parede de uma das salas do Palácio do Governo do Rio Grande do Sul


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Ouvinte vê debate na vitrine da rádio, em Porto Alegre


Discussão esportiva é atração no estúdio Cristal de rádio no RS


Na semana Gre-Nal, os debates esportivos ganham destaque no Rio Grande do Sul. O torcedor fica excitado com a possibilidade de vencer o adversário no domingo. E quer participar de todas as discussões. Ver, ao vivo, alguns dos mais famosos jornalistas falando sobre futebol é uma das atrações proporcionadas pela Rádio Guaíba de Porto Alegre.

Na esquina da Rua da Praia com a Caldas Júnior, centro da cidade, local de intensa movimentação, principalmente na hora do almoço, os ouvintes param para ver o programa apresentado no Estúdio Cristal, que fica no andar térreo da emissora. É uma vitrine na qual a atração é a turma do esporte batendo boca. O público que ouve o som da rádio a partir de caixas penduradas do lado de fora participa com vaia ou aplausos dependendo a opinião do comentarista e o time para o qual ele torce, é lógico.

Nesta terça-feira, passei por lá para registrar as imagens que você vê aqui no blog ou acessa no nosso álbum do Blog do Milton Jung, no Flickr. Vi dois velhos amigos com quem tive oportunidade de trabalhar: Luis Carlos Reck, o primeiro da direita para a esquerda, e Edgar Schmidt, na outra ponta.

A emissora está ligada a minha história profissional e pessoal. É lá que meu pai trabalha há 50 anos. E foi lá que trabalhei no início de minha carreira, nos anos de 1980. No livro Jornalismo de Rádio, que lancei pela Editora Contexto, cito a emissora em capítulo no qual falo sobre a influência da internet no rádio. E aqui no blog reproduzo terças e sábados gravações do programa Quintanares que, originalmente, foram ao ar na Guaíba, por dez anos.

Clique na imagem lá em cima e veja o álbum do Blog do Milton Jung, no Flickr





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Fretados debatem trânsito congestionado de São Paulo


Caminhão comete irregularidade e prejudica ainda mais o trânsito


São Paulo está congestionada de eventos que discutem a mobilidade urbana, reflexo de um cenário que prejudica a qualidade de vida do cidadão e barra o desenvolvimento da cidade. Os engarrafamentos que transbordam os tradicionais horários de pico são resultado de políticas públicas fracassadas que deram prioridade ao transporte individual, e tornaram o carro extensão da casa de mais de 1/3 dos paulistanos. Hoje, será a vez do sindicato que reúne empresas do setor de frete que debaterá o tema com personalidades que estudam este quadro.

Uma pesquisa que mostrará quantos carros deixariam de circular com a ampliação do sistema de fretamento oferecerá aos empresários base para documento que será apresentado ao fim do encontro. Será interessante, por exemplo, comparar o efeito desta medida com outra muito mais polêmica: o pedágio urbano. Apesar de o programa do 1o. Fórum de Debates sobre Trânsito e Transporte não falar explicitamente no tema, um dos mais ferrenhos defensores da cobrança, o arquiteto Cândido Malta, está entre os convidados do painel “São Paulo está parando”.

Os empresários do transporte de carga que têm criticado a prefeitura de São Paulo pela restrição parcial na circulação de caminhões também falarão ao público e, ao lado, dos representantes dos setores de transporte de passageiros formarão o painel “São Paulo não pode parar”

A este que lhe escreve, caberá o sempre antipático papel de mediar o debate “São Paulo não vai parar”. Antipático, pois a função exige o controle do tempo ocupado pelos debatedores (e sempre alguém vai além da conta) e a seleção das perguntas do público o que acaba deixando muita gente de lado. Nos dois casos, todos olham para você com cara feia.

Como feia mesmo é a situação do transporte na cidade, será interessante ouvir do presidente da Associação Nacional do Transporte Público Ailton Brasiliense o que São Paulo pode fazer. Em seguida, CET, EMTU, e as secretarias de transporte do Município e do Estado comentarão as sugestões apresentadas para que se possa entender as diferenças que existem e as convergências possíveis.

O evento será no Centro de Convenções do Novotel Jaraguá São Paulo Conventions (r. Martins Fontes 71 - Centro - São Paulo -SP), das 8 às 18 horas.

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Tempo quente no inverno gaúcho



Painel de Aldo Locatelli se destaca na sala na qual a governadora anuncia medidas para o Detran

Sem a mesma maestria para manipular os deputados estaduais que alguns colegas seus, a governadora Yeda Crusius (PSDB), do Rio Grande do Sul, tem enfrentado forte oposição na Assembléia Legislativa. Nessa segunda, antecipou-se a conclusão da CPI do Detran e anunciou medidas para mudar a cara do órgão, alvo de denúncias de ineficiência e desvio de verbas públicas.

O local escolhido para o lançamento do plano de recuperação do Detran foi o Salão Alberto Pasqualini, do Palácio do Governo. Lotado de jornalistas, gente interessada e uma turma de interesseiros, Yeda falou ao microfone na tentativa de provar aos gaúchos que os tempos são outros, a partir de agora. Tem muito o que falar ainda para convencê-los desta verdade, pois os problemas no governo dela não se resumem ao departamento de trânsito.

Assisti apenas à parte do pronunciamento, estava mais interessado na decoração do palácio e nas pessoas que frequentavam o local. Muitos, atentos as medidas, nem ouviram a explosão de um carro do lado de fora. Não era um carro-bomba, menos mal. Era apenas uma bomba de um carro.

Clique na foto acima para visitar a página do Blog do Milton Jung no Flickr



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Nosso blog é 100 mil

Levei dois dias, vai ver pela emoção do momento, para registrar que o blog superou, no fim de semana, a marca dos 100 mil cliques. Poderia falar em 100 mil acessos, mas preferi os 100 mil cliques pois soa mais próximo da realidade. Deve ter muita gente que apenas clicou e quando viu a cara feia deste jornalista já desistiu de seguir em frente, ou seguir rolando barra abaixo para ler os posts. Não posso esquecer a quantidade de vezes que este mesmo autor acessou o blog para verificar se algum ouvinte-internauta deixou seu precioso comentário. Cada sem-número de vezes que fiz a verificação, o reloginho de clicadas mudou, também. Deve-se levar em consideração, ainda, que a contagem não se iniciou com o blog em 1o. de junho do ano passado. A "tecnologia" foi introduzida nos últimos meses de 2007. Por isso, posso garantir-lhe que estamos com bem mais de 100 mil acessos.

A caminhos dos 200 mil !

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Ambiente Urbano: Tóquio, lixo e transporte

Por Osvaldo Stella
Direto de Tóquio

"Estando em Tóquio para acompanhar encontros técnicos sobre a inclusão das florestas em pé no Protocolo de Quioto, aproveito para fazer um paralelo entre a cidade japonesa e São Paulo, a partir de temas relacionados ao transporte coletivo e ao lixo (finalmente achei uma maneira de utilizar o gerúndio).

Podemos dizer que Tóquio é a maior cidade do primeiro mundo, seguida de perto por Nova Iorque. A cidade de Tóquio tem uma população de mais de 8 milhões de habitantes, porém se considerarmos a região metropolitana, com suas 23 municipalidades, este número chega a 12 milhões. A densidade populacional da capital japonesa é o dobro que a da cidade de São Paulo. Logo é de se esperar que existam problemas semelhantes. Mas embora os problemas sejam semelhantes, as soluções são diferentes.

Em relação ao lixo na cidade de Tóquio existe um forte programa de redução na produção de resíduos e de reciclagem, o lixo que não é reciclado é incinerado. A opção pela incineração se deve principalmente ao fato da indisponibilidade de áreas para aterro. Neste sistema apenas 20% de todo lixo coletado vai para o aterro. Existem 21 estações de incineração em Tóquio, inclusive uma a 500m aqui do hotel. Esta solução não seria a mais indicada para o Brasil. Apenas os ganhos com programas eficientes de reciclagem já seriam suficientes em São Paulo. Em Tóquio, considerando a incineração, o índice de reciclagem é de quase 80%. Na
construção civil, 90% dos resíduos são reciclados.

Em relação ao transporte, Tóquio é conhecida por ter a maior rede de transporte coletivo do mundo, interligando trens de superfície com metrôs e linhas de ônibus. O metrô de Tóquio foi inaugurado em 1927 e, hoje, conta com 290 km e 240 estações. É comum em Tóquio encontrar estações de metrô a alguns quarteirões uma da outra. Quando saí da minha casa na Vila Leopoldina, sexta feira, levei, de táxi quase duas horas para chegar no aeroporto. Curiosamnente, naquele momento, Dan Stulbach e sua turma conversavam com o professor Jaime Weissmam sobre a questão do trânsito em São Paulo, no Fim de Expediente. A viagem até o aeroporto me custou R$ 130 e duas horas. Chegando aqui, demorei metade do tempo para percorrer o dobro da distância a um custo de R$ 50, de trem. O táxi aqui custaria R$ 400. Parados nos congestionamentos a cidade vai consumindo nosso tempo e nosso dinheiro."


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Quintanares: Acordarás



O autor da imagem é Itamar Aguiar e está publicada no site em homenagem ao Centenário de Mário Quintana


Ouça mais um capítulo de Quintanares, programa que foi ao ar, originalmente, na Rádio Guaíba de Porto Alegre, apresentado por Milton Ferretti Jung:



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Ouvinte-internauta: Vamos invadir o Ibirapuera

Por Sandro Tubertini

"Vivo em Londres há três anos onde trabalho como arquiteto para uma consultoria especializada em projetos sustentáveis. Escuto seu programa sempre que posso via internet e pude seguir todas as discussões a respeito das mudanças no zoneamento vigente na região do Parque do Ibirapuera, mais precisamente sobre a construção ou não de novos edifícios no entorno do parque. Corrija-me se estiver enganado, mas entendo que a região tem um zoneamento que permite uso e ocupação maiores dos hoje existentes, entretanto uma resolução do Conpresp limita, desde de 1997, as construções a um gabarito máximo de 10 metros.

Trago esse assunto novamente a tona pois fui convidado pela A.A. (Architectural Association), uma das mais antigas e respeitadas escolas de arquitetura da Inglaterra, para fazer parte de uma banca de examinadores. O tema de trabalho sugerido aos alunos do último ano do curso de arquitetura era uma intervenção no edifício do Detran, em São Paulo, para transformá-lo em uma nova sede para o Museu de Arte Contemporânea (MAC). Quase todos tiveram a oportunidade de visitar o parque e constatar como este é usado durante o fim de semana e durante os dias úteis,bem como as condições da estrutura de apoio disponível ao público. Eu, como o representante paulistano na banca, tinha previsto o papel de avaliar a adequação dos projetos ao clima local bem como o produto final dos trabalhos. Entretanto, perdi mais tempo explicando as duas constatações mais gritantes de quase todos os alunos. Primeiro, a diferença do uso do parque durante os dias de semana e fins de semana; e segundo, a dificuldade de acessar o edifício do Detran, tanto a partir do Parque do Ibirapuera quanto a partir dos meios de transporte, mesmo que individual. Essa segunda característica foi também constatada pelos alunos quanto à acessibilidade ao Parque do Ibirapuera.

A questão de acessibilidade é importante, porque não faz sentido promover um museu em um local onde são constatados sérios problemas de acessibilidade. A discussão sobre esse tema se estendeu para entender por que o Parque do Ibirapuera não tem sua marquise cheia durante a semana da mesma forma que aos fins de semana. Ou mesmo porque a marquise é o espaço mais utilizado do parque. O clima ameno de São Paulo, onde sombra e áreas verdes como a do parque criam um ambiente extremamente agradável, pode responder parte dessa questão, mas ficava faltando responder ao pouco uso durante a semana.

Comparando o Ibirapuera com os parques urbanos europeus e mesmo com o Central Park de Nova Iorque fica evidente a diferença que há no envoltório desses locais. Áreas lindeiras a parques são privilegiadas e por isso são mais valorizadas. Sendo o parque público o ideal é ampliar ao máximo o uso desses espaços lindeiros, permitindo que mais gente trabalhe, estude e more próximo a ele. Afinal quem mantém o parque são os impostos pagos por toda a população de São Paulo.

Contrapondo esse argumento ao dos contrários a densificação da porção sul do parque fica claro que a atitude de manter o entorno congelado vai na direção contraria ao interesse do cidadão paulistano. A baixa densidade do parque o torna um bem cada vez mais caro para o contribuinte, e proibir investimentos na região que poderiam gerar mais recursos para a preservação do mesmo (mais área construída gera maior arrecadação de impostos).

Do ponto de vista ambiental a construção na vizinhança não prejudica de forma alguma o parque. Na verdade, a proximidade com o parque é benéfica para os que estão ao seu entorno. Sendo esse mais um motivo para que se permita que todos usufruam desse bem público."


Sandro Tubertini é ouvinte-internauta do CBN São Paulo, arquiteto, e imagina um dia ver o Parque do Ibirapuera cheio de paulistanos durante a semana.


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Mílton Jung é jornalista, âncora do programa CBN São Paulo e autor dos livros "Conte Sua História de São Paulo" e "Jornalismo de Rádio".

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