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Se dirigir, não fale ao celular



Campanha da fabricante de óleo automotivo Castrol para mostrar ao motorista o risco de dirigir e falar ao celular ao mesmo tempo. Se você tiver conhecimento de outras campanhas semelhantes nos avise para que possamos publicar no blog.

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O bom motorista, apenas dirige


Just Drive! - A funny movie is a click away


A campanha "Good drivers, just drive" é do governo da Austrália e chama atenção dos motoristas para os riscos à vida ao falar ao celular ou realizar outras atividades quando deveríamos estar apenas dirigindo.

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Da beleza em triste cenário

Por Maria Lucia Solla

Olá,

Abro a porta de casa, e encontro um silêncio com sabor e aroma de doces boas-vindas. Respiro fundo e me faço permeável. Preciso tanto dele... Falei com meus filhos, por telefone, e acabamos dando boas risadas. Riso nervoso, talvez. Moram longe, sabe como é, achei melhor que soubessem por mim, e não através deste texto, após sua publicação no jornal e postagem no blog.

Aconteceu num salão de beleza, próximo ao Portal do Morumbi, lugar que freqüento muito raramente. Corto e cuido, eu mesma, do meu cabelo. Fui sem pressa, indulgente comigo. É sábado. Deixei minha agenda livre e curti uma coisa de cada vez, sem hora para terminar. Zen.

Por volta das sete da noite, com a porção esquerda do cabelo seco e a porção direita presa em cômicos chumaços que aguardavam a vez na boca do secador, o terremoto eclodiu. O bando entrou de armas na mão, imitando filme americano. Pernas e braços abertos. Todo mundo quieto! Vão passando tudo! Queriam principalmente celulares e dinheiro. Pedi que não levassem meus documentos. A gente qué dinheiro, dona! Num olha pra mim! Num olha pra mim! Disse ele, olhando para mim. Jogou de volta meus documentos dentro da bolsa, deixando ir com eles meus cartões de crédito. Mãe, mãe, tô com medo! Fica pertinho de mim, filha. Fica quietinha. Eu também estou com medo, mas não vai acontecer nada.

Além do que estava acontecendo?

Surpreendi o olhar de um dos homens, três entre as vítimas contra oito na versão tupiniquim urbana das Farc, se dirigindo para a arma de um bandido que estava mesmo fácil de pegar. Segurei o olhar dele no meu o quanto pude, e fiz que não com a cabeça. Ele engoliu a amarga sensação de impotência e se aquietou, avaliando melhor a situação.

Fomos encurralados numa única sala. Todo mundo junto! Ninguém se mexe! A gente qué o nosso! Vão entregando o celular! Olha que um vai morrer aqui!

Uma das meninas conseguiu entrar no banheiro e ligar para o pai, que chamou a polícia. A mãe ficou furiosa quando soube, e o pai de um bebê de dois meses que acabara de ser amamentado e dormia profundamente no colo da mãe, decidiu que o confronto entre policiais e bandidos poderia ser ainda mais desastroso. Alertou o bando dizendo que ouvira alguém na rua anunciar a chegada da polícia. Nervosos, ameaçaram nos matar, mas tinham pressa de levar o que tinham conseguido e, furar uns poucos levaria tempo e o barulho chamaria mais atenção.

A polícia chegou nos calcanhares deles e fechou a rua. Saíram em caçada e recuperaram um carro que havia sido levado e abandonado por perto, ainda ligado. O resto, o vento levou.

Estou em paz; feliz de estar viva. Felizmente decidi, na última hora, não levar meu novo livro de poesias de Menotti del Picchia. Por outro lado, penso que não se interessariam por ele. Tudo isso é muito triste e confuso.

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

PS: Aviso meus amigos que levaram minha agenda eletrônica. Fiquem atentos, por precaução!


Maria Lucia Solla é professora, terapeuta e autora do livro “De bem com a vida mesmo que doa”, lançado pela editora Libratrês. Aos domingos, está neste blog com textos sobre o cotidiano.


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Cidade cidadã 3: Atravesse com segurança



Faixas de segurança e lombadas se misturam nesta proposta que você vê no vídeo. São trajetos no meio das ruas e avenidas destinados para a travessia do pedestre. Com a “faixa elevada”, os carros são obrigados a reduzir a velocidade para atravessar a elevação. E o pedestre, deixa de jogar a sorte em corridas desesperadas para chegar ao outro lado. A animação é da Streetfilmes. Veja outros vídeos neste blog.


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O governo australiano e a comissão de acidentes de carros realizaram campanha publicitária alertando os motoristas para o risco de falar ao celular enquanto se dirige. O anúncio acima foi desenvolvido pela agência Clemenger BBDO Adelaide.

Nos próximos dias, veremos comerciais para televisão com o mesmo tema, exemplos de campanhas que poderiam ser desenvolvidas no Brasil investindo o dinheiro que os governos (todos, sem exceção) daqui preferem gastar para dizer que vão-fazer-e-acontecer.

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Cidade cidadã 2: Chicanes para tráfego seguro



Chicanes são pequenos desvios usados para diminuir a velocidade dos carros. Costumamos ouvir o nome durante as transmissões de corridas de fórmula 1. Estes desvios são instalados nas pistas de alta velocidade visando a segurança dos pilotos. Neste vídeo que faz parte do Project For Public Spaces você pode entender de maneira simples a funcionalidade destes desvios nas vias de tráfego na cidade. Lembre-se que a prioridade no programa é tornar a vida do pedestre mais segura. Se nas pistas podemos usá-las por que não nas ruas da cidade ?


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De olho na rua: Terrorismo canino



Cachorrinho fazendo cocô na grama do vizinho é das coisas mais comuns e mal-educadas da cidade. Conheço história de gente que não se fala mais desde que o pequinês da moça da esquina saiu em disparada pelo portão aberto e fez suas necessidades no jardim de bromélias da Dona do 57. Não houve quem convencesse a senhora de que foi apenas um descuido da moçoila que naquele momento acabara de receber um telefonema do namorado e não puro ato de provocação daquela atrevida que anda de perna de fora só para chamar atenção dos vizinhos.

Foi em uma dessas andanças pelas calçadas do bairro do Morumbi com Eros, meu labrador que já aprendeu o caminho do toalete há muito tempo, que encontrei a plaquinha de alerta aí em cima. Os proprietários de luxuosos apartamentos partiram para o terrorismo moral ao anunciar que na grama havia veneno para ratos que, lógico, podem matar o seu cãozinho. Eros deu de ombros para o alerta, seguiu em frente com um ar safado no rosto. Não me contou o motivo, mas imagino que seja pelo fato de que ninguém teria se assustou com o alerta, haja vista a quantidade de cocô que cercava o mentiroso anuncio.

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Do Gibrail
O Fenômeno das reuniões: Todos detestam, mas não vivem sem elas.


Por Carlos Magno Gibrail

É na empresa, na escola do filho, no condomínio, no clube. Você não escapa. Então, a saída é a eficácia.

Até 1957, acreditava-se que os itens de uma reunião duravam progressivamente menos, isto é, depois do sétimo assunto, todos os demais seriam rapidamente aprovados. Parkinson investigou melhor e decretou: “Numa reunião, a duração de um assunto é inversamente proporcional ao valor do mesmo”. Ou seja, quanto mais importante ou mais dinheiro envolvido no tema em discussão, menos tempo será gasto.

Dramatizou uma reunião da Comissão de Finanças de uma grande empresa:

Para aprovação de investimento em um reator atômico, de US$ 10.000.000,00 gastou-se depois da apresentação, 2,5 minutos. Além do relator, ninguém mais entendia de física.

O segundo assunto referia-se a uma cobertura para o estacionamento de bicicletas dos funcionários, que envolvia US$ 10.000,00. A discussão levou a uma economia de US$ 300,00 e gastou 45 minutos, pois vários participantes entendiam de coberturas e bicicletas.

O terceiro item era sobre bebidas a serem servidas em reuniões de um Comitê do Bem Estar. Depois de 1 hora e 15 minutos discorrendo sobre café, chá e demais bebidas que todos conhecem , envolvendo a quantia de US$ 57, 00, o tema foi encerrado.

É por isso, que Dilbert aconselha você a se divertir, procurando os seguintes tipos: o mestre do óbvio, o sádico bem-intencionado, o mártir chorão, o divagador e o dorminhoco.

Bill Gates orienta para utilizar o correio eletrônico e a vídeo-conferência.

Tom Peters depois de observar na CNN e na LOCKEHEED e aplicar consigo mesmo, recomenda: “Faça sua primeira reunião em pé; 15 minutos nas próximas 24hs; e, depois, a cada 24hs. Pauta 1 - o que aconteceu nas últimas 24hs. Pauta 2 – o que vai acontecer hoje. Faça sempre; quando ausente, delegue; quando surgir algum problema, nova reunião, sempre de 15 minutos”.

Como será que estão fazendo o prefeito de SP, o governador de SP e o presidente Lula ? A Prefeitura e o Estado têm 25 secretários cada um e o Brasil tem 35 ministros. Será que é possível ser eficaz em reuniões operacionais com 25 participantes? Ou 35?

E a Câmara Federal, com 513 deputados? Enquanto uma Excelência discursa, todas as demais fazem de tudo, menos ouvir quem fala.

A Espanha tem 15 ministros e um Rei que manda calar quem diz besteira. E a Espanha está vencendo tudo, inclusive no futebol e no tênis.


Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing, escreve todas as quartas aqui no blog, sempre participa dos comentários e, além de tudo, entende muito de futebol e tênis. Não o convide para uma reunião sem definir bem a pauta.

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Memória gigante

A imagem publicada no blog dessa terça-feira (08/07) foi enviada pelo ouvinte-internauta Renato Primi e mostra um disco-rígido de 5 MB, fabricado em 1956. De acordo com as informações que nos repassou, em setembro daquele ano a IBM lançou o 305 RAMAC, o primeiro computador com hard disk. O HDD pesava perto de uma tonelada e tinha capacidade semelhante a estes pen drive que, hoje, compramos em banca de camelô, em qualquer esquina da cidade.


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Fiquei surpreso com o interesse das canetas de Maierovitch pelo tema abaixo. Temo que a falta de tempo me impeça de atender o pedido, mas aproveito o blog para sugerir que as "moças" letradas do meu colega de Justiça e Cidadania visitem praias no Sul do Brasil que incentivam o naturismo:

"Caríssimo Signor Ferretti Jr.

Peço uma especial gentileza, no interesse do boletim Justiça e Cidadania.

Se possível, uma sua reportagem especial na praia La Bassona, em Lido de Dante (Ravenna). Cerca de 15 mil "turisti naturisti" tomam conta da praia.

O interesse do Justiça e Cidadania prende-se à decisão da Corte de Cassação da Itália (do ano 2000), que permite e garante espaço aos adeptos do nudismo.

Atenciosamente.

Signor Fanganiello"




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Cidade cidadã: Segurança para o pedestre



Nesta animação, ruas e avenidas perigosas tornam-se amigáveis ao pedestre e ao ciclista. Oferecem mais segurança ao cidadão com pequenas intervenções como o estreitamento do acesso dos carros, que diminuem a distância para o pedestre atravessar a rua; rotas específicas para ciclistas; e o retorno à esquerda obrigatório para os carros. Nos próximos dias, você verá no blog outros vídeos animados por Elisabeth Press da Streetfilm Illustrates. Após assistí-los pense como propor idéias semelhantes na sua cidade.


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Caros,

Uma semana falta para retornar ao trabalho. Aceito abrir o jornal que me compram por força do hábito. Tem uma revista semanal por aqui, também. Na capa, os riscos aéreos para quem voa na Itália (apagão!?). Lá dentro, o governo Berlusconi é criticado por querer combater a crise energética com usina nuclear (esta o Osvaldo Stella iria adorar).

Na primeira página do diário, o destaque para a jovem italiana assassinada no verão espanhol (droga, sexo e fofoca). Tem greve no transporte que atinge algumas das principais cidades (na Toscana, lanchas e iates seguem a cruzar a costa). A polícia combate a imigração impedindo ambulantes estrangeiros, e os repórteres colaboram descrevendo roubos na areia da praia (Copacabana é aqui !?). Os ferraristas estão nos jornais chamando o técnico de “burrro, burro, burro”.

Fecho a revista, molho o jornal, lembro de Maierovitch ao ver uma Ferretti passar em alta velocidade desde a praia de Ansedonia, decido ficar com as notícias que apurei na semana passada e revelo para você em primeira mão:

2a. Feira



3a. Feira



4a. Feira



5a. Feira



6a. Feira



Sábado



No sétimo dia descansei !

Até o próximo acesso,

Milton Jung

Obs 1: Amanhã, tem Carlos Magno Gibrail aqui no blog e a Avalanche Tricolor volta semana que vem, na expectativa de que as férias (das vitórias) no Rio tenham sido curtas.


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Teste seu conhecimento



O que é esta traquitana que está sendo descarregada de um avião ? Quem souber pode deixar a resposta no espaço reservado aos comentários. Uma dica: o aparelho tem muito a ver com este que você está usando neste momento.

A resposta certa você acompanha aqui mesmo, amanhã.


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Se até o Heródoto tem ...




Por que estas senhorinhas que parecem ter vindo de séculos passados não podem se divertir diante de um computador ? Até o Heródoto Barbeiro, o mais culto dos dinossauros do jornalismo brasileiro, já mantém o seu blog.

A imagem foi enviada por e-mail por uma amiga do blog que não sabe quem é o autor deste incrível flagrante.

A propósito, você já visitou o Blog do Barbeiro ?

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Da parte e do todo

Por Maria Lucia Solla

Olá,

Quando digo minha vida, mergulho na ilusão de que seja exclusivamente minha, de que tudo depende de mim e de que sou o centro do mundo, ainda infantilmente dependente do próprio umbigo e olhando apenas e diretamente para ele.

Quando digo minha vida, mergulho na ilusão de ser independente e de não me deixar influenciar a torto e a direito. Penso que tomo minhas decisões, tenho minhas convicções e que ajo a partir da minha cabeça ou do meu coração.

Pois bem, sinto a urgência de pôr no papel o que percebo agora. Como sempre. Compartilhar com quem lê o que se escreve é uma das razões do ato da escrita, mas honestamente falando, a principal razão é que se não crio ou escrevo, corro o risco de implodir.

Percebo não apenas na mente, mas em cada célula, que não sou nunca só eu, e que nada é só meu. Percebo que compartilho minha existência, compulsoriamente é verdade, com toda a humanidade, com suas formas-pensamento e suas emoções. Sou influenciada por tudo que me cerca. Sou influenciada por tudo o que tem vida, e influencio tudo o que tem vida. Não é papo-nova-era, e nem falo da espiritualidade dissociada da matéria; até porque isso não existe. Falo do que carrego na pele, nos olhos, no ar dos pulmões, na lembrança ou na caixinha sonhadora do meu ser, onde quer que esteja. Não existe distância entre eu e você.

Pare de ler um pouco e se ponha em silêncio, de olhos fechados, por alguns instantes. Dá para perceber a multidão em você? Se tiver um pouco de paciência e disposição, vai perceber que está tudo aí. Não perto; literalmente em você. Vai ouvir nitidamente o som e as tonalidades das vozes que já ouviu ao vivo, e ver nitidamente os gestos de todos os que moram dentro de você.

Quando imagino, penso que imagino sozinha e que tenho direitos autorais da imagem que projeto, mas me dou conta de que minha imagem é composta também da imagem projetada pelo outro, pelo seu desejo, seu pensamento, sua mágoa, gratidão, raiva, julgamento e comportamento. Tudo. Absolutamente tudo é compartilhado neste planeta, e quantas vezes nos damos conta disso? Quantas vezes quebramos a barreira do ego? Percebo mais claramente hoje, e sinto como se aprendesse a ler uma nova escrita e já pudesse balbuciar algumas palavras.

Se você já estava careca de saber de tudo isso, agradeço pela paciência em me ouvir, mas se nunca tinha pensado, sinto que pode valer a pena.

Em todo caso...

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.


Maria Lucia Solla é professora, terapeuta e autora do livro “De bem com a vida mesmo que doa”, lançado pela editora Libratrês. Aos domingos, está neste blog com textos sobre o cotidiano.


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Quintanares: Depois do fim

A criação de Mário Quintana foi apresentada, por dez anos, na Rádio Guaíba de Porto Alegre, pelo jornalista Milton Ferretti Jung. Toda terça e sábado, você ouve aqui um dos capítulos do programa Quintanares mantido em arquivo da família:



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Sob o sol de Toscana
(desculpe-me pelo lugar comum, mas que lugar ...)



Caros,

Nove dias sem telefone celular, cinco sem acesso a internet. Televisão, jornal e rádio também estão distantes. Ontem, pela primeira vez, as primeiras páginas dos diários italianos apareceram em uma pequena loja perto daqui. E a boa manchete foi a libertação de Betancourt.

Descobre-se que é possível viver assim pelo menos durante algum tempo. Mesmo que pequeno.

De tudo, a maior falta é não compartilhar com amigos e parentes que estão distante estes dias de férias na beira da praia de Ansedonia, com barraca quase em frente a velha e conservada casa que Puccini viveu parte de seu talento, na região de Toscana. Se ele sonhasse que alguém com tão poucos dotes musicais estaria pisando nessa areia.

Foi preciso viajar um pouco mais adiante, para Orbetello, e procurar um Café com computador, onde estou sentado agora enquanto alguns marmanjos gastam suas moedas no caça-niquel encostado na parede de trás, para dividir com você estes dias. Nesta pequena cidade que consigo enxergar do alto do morro de Ansedonia, na casa onde estou hospedado, o convite para as comemorações dos 150 anos de Puccini está em todas as portas.

Tenho pouco tempo neste computador. O acesso é por minuto. E a conexão é lenta. Também não tenho muito que escrever. Estou mais interessado em saber. E, por isso, navego pelas páginas dos portais e leio os comentários (alguns ouvintes-internautas ainda me oferecem esta oportunidade) aqui no blog. Aproveito para programar a postagem do texto da Maria Lucia Solla que você poderá ler no domingo. E ver que o Carlos Magno segue fazendo sucesso com sua coluna às quartas. A Cátia me enviou várias imagens destes últimos dias, em São Paulo, mas a falta de acesso me impediu de “blogá-los”. Peço a ela que continue a insistir. Quem sabe, amanhã ou domingo, consigo outro sinal de internet mais próximo. Nem que seja para me deparar com mais uma vitória do Grêmio, no Campeonato Brasileiro.

O pessoal do caça-níquel comemora uma boa rodada.

Está na hora de eu desconectar.

Pego a mochila e volto correndo a Ansedonia, onde o pôr-do-sol é tentador.

Até breve,

Mílton Jung


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De olho na rua: Vai de helicóptero



Esta é a mensagem que o motorista deste carro colou no vidro traseiro. O destinatário deve ser aquele paulistano que ainda não se deu conta que a buzina não é a solução para acabar com os congestionamentos na cidade.

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Foto-ouvinte: Saudade do meu Rio Grande




“O Rio Grande do Sul é muito bonito”. O elogio me foi enviado pelo ouvinte-internauta Fernando Bottari, um uruguaio que está vivendo pelos lados de São Paulo, há algum tempo. Mesmo assim, mantém lembranças de suas visitas ao Brasil, entrando pelo Sul do País, quando morava no país vizinho. Para comprovar que não escreve apenas para “puxar o saco” - como ele próprio afirma em mensagem eletrônica -, Fernando enviou imagens feitas por ele em uma das muitas visitas na região da Serra. Compartilha, também, a beleza de Cambará do Sul e seus canyons. O de Itaimbezinho, por exemplo, é o maior da América do Sul, com 5.800 m de extensão, largura de até 2.000 m e profundidade máxima de 720 m.


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Do Gibrail: Todo mundo é incompetente, inclusive você ...

De Carlos Magno Gibrail

... E eu.

“Burro!burro!burro!...”

Se não somos técnicos de futebol, certamente nunca ouvimos este coro. Pela exposição a que são submetidos em seus cargos, os treinadores estão sujeitos à avaliação automática e implacável. Mais que políticos, artistas e os demais esportistas.

De qualquer forma, todos os outros cargos do mundo não são alvo de avaliação tão rápida e intensa.

Para Laurence J. Peter, autor do livro que traz como título do tradutor a frase acima, com certeza seria uma “boa” que todos tivessem a “sorte” dos “coachs”.

O princípio de Peter: “Mais cedo ou mais tarde, cada posto tende a ser ocupado por alguém que é incompetente para suas funções”. Ou , em outras palavras, o mundo anda por aqueles que ainda não atingiram o seu nível de incompetência.

Peter foi contemporâneo de Towsend, antecessor de Dilbert e, todos, sucessores de Parkinson. Críticos das atuações das pessoas nas organizações, que contribuíram para identificarmos, de 1957 até hoje, os “humores” da burocracia.

Abrindo o jornal de domingo (29/06/08), vemos, por exemplo, em Bertioga, SP, que um píer caiu e 500 pessoas ficaram feridas; um candidato a prefeito de São Paulo está propondo fechar o rio Pinheiros e Tietê com uma tampa, para dar lugar ao tráfego de autos; no Rio, o Vasco da Gama, tradicional clube carioca levou anos para tirar da presidência um senhor que, entre outras façanhas, ganhou eleição utilizando títulos de vascaínos mortos.

Enfim, é claro que estes episódios incluem funções exercidas por pessoas que já atingiram seu nível de incompetência.

As eleições para as Prefeituras estão próximas e, não podemos esquecer que Prefeito não se
tira com vaias e coro de “burro! burro! burro!...


Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing, escreve todas as quartas aqui no blog, tem olhar apurado para evitar os incompetentes e - até onde uma mosca me contou - já chamou Dunga de burro.

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  PERFIL
   
 

Mílton Jung é jornalista, âncora do programa CBN São Paulo e autor dos livros "Conte Sua História de São Paulo" e "Jornalismo de Rádio".

e-mail:
milton.jung@cbn.com.br

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