Uma visita-- merecida-- à tradição Por Ailim Aleixo Editora da Revista Época SP
As dicas da Ailim que comanda o boletim "Época SP na CBN", que vai ao ar de segunda a quinta, no CBN SP:
Marcel
Em funcionamento há 53 anos, a casa mantém as tradições que merecem ser mantidas-- caso dos incríveis suflês, que sempre foram o carro chefe do lugar-- e renova o que precisa ser renovado. A decoração, por exemplo. O salão, ganhou tons mais claros e um lindo jardim interno. Na cozinha, o sopro de juventude vem nas mãos do chef Rafael Durand Despirite, neto do fundador, Jean Durand. Ao lado dos sete tipos de suflês salgados (o de espinafre e gruyére é sensacional) e seis doces (incluindo cupuaçu), figuram pratos de base mais contemporânea:as coxinhas de rã com purê de feijão branco, por exemplo.
Rua da Consolação, 3555, Jardim paulistano
Pratos principais de R$ 29 a R$ 89
Di torino
A cantina que Raimundo Firmino, do rio grande do norte, comanda há 30 anos superam muitas casas genuinamente italianas. Ex- garçom do Gigetto, aprendeu tudo no antigo fasano, onde foi maître-- e de onde levou o cozinheiro. As massas fabricadas pela Di Torino são um primor. Até o nhoque de abóbora, tão difícil de dar ponto, desmancha na boca. Não deixe de provar o delicioso tiramisú, ser vido em fatias.
R. Dr. Homem de Melo, 380, Perdizes
Pratos principais de R$ 25,80 a R$ 39,80
sobremesas de R$ 6,80 a R$ 10,80
Raful
Inaugurado há 40 anos, fica escondidinho nos fundos de uma antiga lanchonete na região da 25 de março. A cozinha e o serviço continuam primorosos. Vá fundo nas iguarias árabes: o rodízio custo R$ 38. Do cardápio, vale a pena provar a cafta, assada no ponto certo, que chega suculenta à mesa e vai muito bem com o arroz de lentilha coberto por cebolas crocantes.
Uma tarde de férias escolares em Mogi das Cruzes, São Paulo. Dois garotos correm para dentro de casa com uma pipa na mão e irrompem no quarto para jogar videogame. O joguinho violento da tela da TV não passa de ficção: nada comparado ao que Hussan, de 9 anos, e seu irmão, Mohmoud, de 5, viveram no Iraque e no campo de refugiados Ruweished, na Jordânia.
Eles fazem parte do grupo de 107 palestinos que fugiram do Iraque em guerra, viveram no deserto da Jordânia por quase cinco anos e, em setembro do ano passado, foram reassentados no Brasil. Parte do grupo foi para três cidades do Rio Grande do Sul, e 56 pessoas estão em Mogi, na região metropolitana de São Paulo.
O pai das crianças, Walid Sad Tamimi, dedica seus dias a escrever toda essa história. Sentado em frente ao seu computador, ele lê, em árabe, um trecho que escolheu para mostrar seu livro. Sua família tinha uma vida confortável em Bagdá. Mas foram obrigados a fugir para a Jordânia, depois de receber de milícias de oposição a Saddam Hussein uma carta ameaçadora: você tem que sair dessa área, desaparecer daqui. Nós sabemos que você é palestino, os mesmos palestinos que receberam de Saddam Hussein a ajuda do povo iraquiano. Há nove meses no Brasil, o maior desafio das famílias palestinas é aprender o português e se integrar a ponto de deixar de receber a ajuda financeira mensal do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados. São cerca de 200 reais por pessoa, mais o aluguel - valor que só receberão por dois anos.
As crianças, claro, têm menos dificuldade. Hussan desata a falar sobre as brincadeiras que mais gosta - pipa, pega-pega, esconde-esconde, videogame - num português quase perfeito, não fosse pelo som de "bê" que escapava no lugar do "pê" [já que em árabe não há esse som].
Eu diria até que as crianças já se adaptaram completamente. Mas os conflitos não vão deixar de existir nessa casa. Huda, esposa de Walid, é xiita. Ele, sunita. Entre os dois nunca houve problemas - eles negaram mesmo que houvesse esse conflito no Iraque, antes da invasão dos americanos. Mas Hussan diz que torce para o Corinthians, e diz com convicção. E seu irmão também não vacila: é palmeirense.
Em outro bairro de Mogi, uma senhora abre o portão com uma touca de crochê na cabeça. Oferece café árabe, mais espesso. Sorri bastante, mas disse em poucas palavras que ainda não fala português. Aliás, das palavras que disse, saiu mais francês do que português. Se tivéssemos ficado na mímica, eu não saberia muito sobre ela. Não imaginaria que aquela senhora, Doniah, que mostrou os cômodos da casa e os bordados que faz para vender, era libanesa - seu francês é fluente -, cientista política formada em Beirute e tradutora. Ela contou que a família de seu marido morava em Haifa, cidade onde hoje é Israel, e se tornou refugiada na guerra de 1948, junto com outros 800 mil palestinos.
Na sala, um quadro com um verso do Alcorão está pendurado acima da estante com a televisão; em uma das prateleiras, um porta-retrato mostra seu filho Ali, de 18 anos, vestido com o uniforme do Brazsat Futebol Clube, time da terceira divisão do Distrito Federal. O site do clube traz a mesma foto, com a legenda "primeiro árabe a atuar como jogador profissional no Brasil". Doniah também fala dos outros dois filhos: um deles esta namorando com uma brasileira, e o outro é marceneiro e esculpe molduras de quadros e espelhos, como o que se vê no corredor de sua casa.
A maioria das famílias é muçulmana. Huda está feliz por poder ir à mesquita de Mogi. Diz que sua vizinha e amiga brasileira a acompanha, assim como ela também acaba freqüentando a igreja católica do bairro. "Esse povo têm o coração muito grande", diz, depois de tentar traduzir uma palavra que significava "mais que vivo", "mais que alegre". Terminado o chá preto com hortelã que ela nos trouxe, nos despedimos. Ela ainda fez um convite para o almoço. A cordialidade não é só dos brasileiros - veio da Palestina, passou pelo Iraque, sobreviveu na Jordânia e veio parar em Mogi.
Fernanda Campagnucci é quase-jornalista, estagiária da CBN e já esteve tomando chá preto com hortelã pelo oriente médio. Escreve sobre essa e outras histórias do conflito israelo-palestino em seu trabalho de conclusão de curso.
Nesta quinta e sexta, a repórter Luciana Marinho apresentará duas reportagens que mostram a situação destes palestinos que deixaram sua terra para viver na região metropolitana de São Paulo.
O humorístico da TV Bandeirantes, comandado pelo Marcelo Tas, procurou os candidatos a prefeito de São Paulo e os convidou a participarem de um game. A idéia era que eles revelassem seu conhecimento sobre a capital paulista.
A nossa colega Rosângela Silva assistiu e sugeriu à reprodução de um trecho do material aqui no blog. Há quem tenha visto a reportagem e concluído que o quadro será mais útil do que a Lista da AMB para decidir em quem vai votar.
Contrários a filosofia não pensam em formar cidadãos
No debate sobre a inclusão das disciplinas de filosofia e sociologia no currículo da rede pública, o professor da Faculdade de Educação da USP Amaury César Moraes entende que a lei, aprovada recentemente, é importante na formação do cidadão. Para ele, os que criticam a medida pensam apenas em formar alunos para que este passem no vestibular.
Ouça a entrevista de Amaury César Moraes, professor da Faculdade de Educação da USP:
Leia mais abaixo a opinião da professora Rose Neubauer sobre o mesmo assunto.
A jornalista Ailin Aleixo está de segunda à sexta no CBN SP apresentando o quadro "Época SP na CBN" no qual traz informações sobre a gastronomia e a cultura paulistana. A partir de hoje, você terá aqui no blog as dicas da Ailin que, nesta quarta-feira, fez as seguintes sugestões sobre carne à moda argentina:
Cabaña Del Asado
A casa fica num curioso complexo de lazer, a Vila do Jardineiro, que tenta reproduzir o clima country em pleno Butantã: além de vários restaurantes e lanchonetes enfileirados, como numa cidadezinha do interior, há lojinhas. No Cabana, a especialidade são os cortes argentinos na parrilla. Porções generosas de carne chegam a mesa no ponto pedido—embora o "ao ponto" do argentino seja mais sangrento que o brasileiro. Os acompanhamentos são pagos à parte: farofa de ovo, batata suflê, cebola assada... todos gostosos e bem servidos. Av. Eliseu de Almeida, 1077, Butantã
Pratos principais de R$ 29,90 a R$ 42,90
Ávila
Aqui, a parceria vinho e comida é levada a sério. O lugar também funciona como enoteca e a curtição é fazer a escolha da bebida direto das prateleiras, com orientação do sommelier.
Da grelha à moda Argentina saem cortes altos, como o bife de chorizo, o vacio e a tapa de quadril. Entre as sobremesas, há duas opções imperdíveis: a panqueca de doce de leite argentino (com uma deliciosa calda de laranja e açúcar queimado) e a limonada Ávila, uma taça de sorvete de limão batido com vodca e hortelã.
R. Bandeira Paulista, 520, Itaim
Pratos principais de R$ 36 a R$ 59
Sobremesas de R$ 10 a R$ 14
La frontera
O belíssimo salão arte decó foi inspirado nos antigos bares de Buenos Aires. Quem pede um ojo de bife tem não só a chance de escolher o peso do corte, de 200 ou 300 gramas, como ainda decide o acompanhamento: não dispense os nhoques quadradinhos de batata assados na grelha com creme de parmesão.
O presidente da OAB de São Paulo Luis Flávio Borges D'Urso critica a forma como a Associação dos Magistrados Brasileiros divulgou a lista de processos respondidos pelos candidatos às prefeituras. Apesar de entender que as informações são públicas e um direito do cidadão, D'Urso fala que a AMB "ingenuamente" pode estar prestando um mau serviço.
Ouça e opinie sobre a entrevista do presidente da OAB/SP Luis Flávio Borges D' Urso:
Nenhum dos candidatos a prefeito em São Paulo usou o espaço destinado a comentários destinado a eles pela Associação dos Magistrados Brasileiros que divulgou o que vem sendo chamado de "Lista Suja". Marta Suplicy (PT) e Paulo Maluf (PP) preferiram divulgar nota imprensa que reproduzo aqui no blog:
MARTA RESPONDE:
Os partidos da “Coligação Uma Nova Atitude para São Paulo” vêm a público manifestar seu mais profundo repúdio à decisão arbitrária, tendenciosa e leviana da Associação dos Magistrados Brasileiros de divulgar uma lista de candidatos que “respondem a ações penais de improbidade administrativa e eleitoral”, e que atinge, de forma injusta, a imagem de nossa candidata Marta Suplicy. A lista, que transgride os preceitos mínimos da ética e do direito, faz referência a uma ação movida por oposicionistas contra a então prefeita, ainda sem julgamento em qualquer instância, e na qual Marta Suplicy já obteve uma liminar favorável do Tribunal de Justiça de São Paulo. Uma das regras sagradas do Direito é a de que ninguém pode ser considerado culpado antes de julgamento definitivo e de dispor de amplo direito de defesa. Surpreende que uma associação, cujos integrantes têm a responsabilidade de administrar a justiça, cometa um gesto que caracteriza pre-julgamento ou rito simbólico de execução sumária. Vale ressaltar que a candidatura de Marta Suplicy teve seu registro aprovado pela Justiça Eleitoral, sem sofrer pedido de impugnação do Ministério Público ou dos seus adversários, o que demonstra que a candidata não tem nenhum tipo de problema com a justiça. Não por acaso, minutos após a sua divulgação, a tal lista já recebia a contundente reprovação de um grande número de juristas e de membros da Justiça, entre eles o o presidente do Supremo Tribunal Federal. A Coligação Uma Nova Atitude por São Paulo estuda as medidas judiciais que tomará contra os responsáveis pelos danos causados à imagem pública de nossa candidata e pede uma reflexão à sociedade sobre as motivações políticas deste gesto da AMB."
MALUF RESPONDE: "Paulo Maluf tem 41 anos de vida pública e foi o mais realizador prefeito dessa cidade e governador desse Estado. Se for novamente eleito vai colocar a cidade de São Paulo sem problemas, como sempre aconteceu. As acusações nesses processos não tem base legal, jurídica ou administrativa. O Estado de Direito seria melhor conduzido sem politização dos juizes. Juizes não devem se meter em política. Juiz só fala nos autos."
O fogo era tão alto que chamou atenção da Pétria Chaves, no helicóptero da CBN. Chamou atenção, também, da Cátia Toffoletto que foi até a Avenida do Estado e constatou que o incêndio havia sido provocado pelo capim que é jogado na margem da avenida. O material, segundo a Cátia contou, é sempre despejado no local depois de ser usado para acondicionar as frutas entregues no Mercado Municipal. Desta vez, o fumaça além de poluir o ambiente ainda atrapalhou a visibilidade de motoristas que passam próximo do local. Agora o outro lado
A Secretaria Municipal das Subprefeituras esclarece o uso do canteiro lateram da Avenida do Estado como depósito clandestino:
"Sobre comentário em relação ao entorno do Mercado Municipal, informamos que os transtornos na região são decorrentes do comércio clandestino de horti-frutis que ocorre nas madrugadas, ocasionando transtornos no trânsito e muita sujeira no local. Desde 2005 foram feitas diversas ações para coibir esta feira e a Prefeitura busca um local alternativo para que estes vendedores não realizem suas atividades em via pública.
A região fica completamente tomada por vendedores ilegais e caminhões de grande porte, o que gera cerca de 24 toneladas de lixo por dia, retirados das ruas diariamente pelas equipes de limpeza da Subprefeitura da Sé, que é formada, durante a manhã, por 60 homens, 5 caminhões, sendo 2 caminhões-carroceria, 2 pipas e um compactador; à tarde: por 24 homens, 3 caminhões, sendo 2 caminhões-carroceria, 1 compactador e, à noite, por 12 homens, 3 caminhões, sendo 2 caminhões-carroceria, 1 caminhão-pipa e um compactador."
Fotos exclusivas obtidas por este blog revelam detalhes sobre as pantufas do mestre HB. Depois de desvendarmos as notas fiscais que comprovavam a compra do calçado pós-cama, divulgarmos o retrato-falado das mesmas, em um esforço de reportagem “agarramos a verdade” sobre a Máfia das Pantufas.
Em momento de descontração, durante apresentação do Jornal da CBN, o professor esticou as canelas e uma câmera escondida foi capaz de registrar as cenas que estão a sua disposição no álbum de fotos do Blog do Milton no Flickr. Basta clicar na imagem acima.
Bicha, cola, file, line, fila é tudo igual, só muda a língua
Por Carlos Magno Gibrail
O ordenamento de pessoas por ordem de chegada, quer para esperar um exame de sangue, ou para pagar um serviço ou produto que nos dará prazer, sempre trará uma sensação de desconforto.
É um fato que conhecemos e, algumas vezes reagimos, mas e as empresas?
As companhias aéreas reconhecem, que o momento de maior “stress” dos passageiros, quer turistas ou trabalhadores, é o” check-in”. Entretanto não há progressos nesta área. Salvo casos esporádicos, como o da SINGAPORE AIRLINES, primeiro lugar no “Ranking Mundial das Marcas Sensoriais” e única empresa de aviação na lista.
A ToysR`Us , ícone dos brinquedos do varejo americano, coloca uma roda gigante dentro da loja, estimula as crianças a brincar, mas na hora do pagamento não o exime de esperar na fila do caixa.
A extinção das filas pode advir de percepção natural ou, pura matemática, através da “Teoria das Filas”.
Desde as padarias, casas lotéricas, pipocas nos cinemas, bancos, lojas de serviços públicos, até os gigantes do varejo, os consumidores são obrigados a perder tempo.
Nem sempre. Algumas empresas já introduziram pequenas modificações e ganharam substanciais melhorias de atendimento e custos.
Os recursos eletrônicos tem tido resposta crescente nos bancos e ingressos.
Na cobertura dos picos, quando previsíveis, há que flexibilizar os horários e quadro dos funcionários. As loterias e as pipocas nos cinemas têm muito a aprender.
No socorro de autos e no gás residencial apenas uma pessoa é motorista, vendedor, caixa e técnico.
A polivalência é e será um grande trunfo. O vendedor pode e deve ser o caixa onde prevalecer à atenção ao consumidor. Evita-se o corte do atendimento mantendo continua a experiência de compra para o cliente. Elimina-se definitivamente a possibilidade do consumidor ter alguém a sua frente na fila do caixa. E é, o que várias empresas como a CORI, RICHARDS, LA LAMPE, estão fazendo.
Entretanto, a maioria das empresas, por preconceito ou desconhecimento, ainda expõe o seu maior ativo – o cliente – à incômoda fila. E, algumas vezes, o obriga a despender mais tempo na fila do que na compra.
Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing, escreve toda quarta-feira aqui no blog, troca mensagens com os ouvintes-internautas todos os dias e há muito tempo já trocou as filas pelo computador.
Seis telefones celulares e um “tijolo” de maconha foram arremessados sobre o muro de uma das prisões que costumamos enxergar quando passamos pela Rodovia Dutra, em Guarulhos. Foram os agentes penitenciários que encontraram o “kit-preso” e entregaram para a polícia. O material teria sido jogado por parentes de presos. Com a foto e o ato, esperam mudar um pouco a imagem que a população tem dos profissionais que atuam neste setor.
Comunique-se: Janaína na disputa pelo prêmio de cultura
O nome dos jornalistas selecionados para disputar o Prêmio Comunique-se, em 27 categorias, foi divulgado nesta terça-feira, pelo Portal Comunique-se. A principal novidade entre os colegas aqui da CBN é a presença da Janaína Barros que concorrerá na categoria jornalista de cultura – mídia eletrônica. Vencedora do Prêmio APCA 2007, ela é a única jornalista de rádio entre as finalistas, nesta edição. Janaína apresenta o Noite Paulistana toda sexta-feira, no CBN SP.
Outra mulher representante da CBN que está na disputa é a diretora de jornalismo Mariza Tavares que concorre na categoria executivo de comunicação. O veterano Juca Kfouri está concorrendo ao título de melhor jornalista esportivo em mídia eletrônica. Ele também participa de outras categorias, entre elas a de melhor blog.
O Carlos Alberto Sardenberg vai concorrer a dois troféus pela CBN: melhor comentarista de economia em mídia eletrônica e melhor âncora de rádio. Nesta, por sinal, a CBN tem quatro nomes entre os dez selecionados: Adalberto Piotto e Sidney Rezende, além do Sardenberg e deste que lhe escreve que pelo quinto ano consecutivo está na parada.
O Heródoto Barbeiro que não disputa mais o título de âncora de rádio pois está na galeria dos Mestres do Jornalismo vai concorrer a melhor âncora de televisão, pelo trabalho apresentado na TV Cultura. E o mistério já está lançado: ser for a final, ele sobe no palco de pantufa ?
A escolha dos vencedores é feita pela internet por jornalistas cadastrados no Portal Comunique-se. O resultado final será conhecido dia 20 de agosto.
O blog Photojo que fala de truques e técnicas fotográficas publica uma série de instruções para quem pretende compartilhar seus passeios ciclísticos com os internautas. A proposta é que o ciclista coloque a máquina fotográfica, através de uma agarradeira, no guidom da bicicleta. Com a adaptação é possível fazer vídeos interessantes como o que você assiste acima.
Dos principais candidatos à prefeitura de São Paulo, apenas a petista Marta Suplicy não assinou documento no qual assume o compromisso de permanecer os quatros anos no comando da cidade se for eleita. A proposta foi apresentada pelo jornalista Gilberto Dimenstein que no boletim Mais SP que foi ao ar, ontem, comentou sobre o assunto. Nesta terça-feira, a candidata do PT enviou, através da assessoria de imprensa, uma nota para esclarecer sua decisão.
Leia a justificativa e depois diga o que você pensa sobre o assunto:
"Aos ouvintes da CBN
Caros Gilberto Dimenstein e Milton Jung
A candidata Marta Suplicy já afirmou, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, que, se eleita, cumprirá integralmente o mandato de prefeita. Esta declaração é de conhecimento do jornalista Gilberto Dimenstein e foi reafirmada a ele em e-mail. Perguntada novamente a respeito em outra entrevista, Marta repetiu, e repetirá toda vez que for necessário, o compromisso declarado à Folha.
A assinatura de documento da mesma natureza em eleição passada, também proposto pelo Gilberto, e assinado por Marta e por outros candidatos, não constituiu garantia eficaz para o cumprimento integral de mandato.
Documentos assinados são habitualmente usados para, no caso de ruptura de compromisso, ensejar recursos de natureza judicial para impor seu cumprimento ou punir quem não o fez. No caso de mandatos eletivos, não tem eficácia. como ficou demonstrado. Não há razão para esse ritual de assinaturas e Marta não participará dele. Ficará com sua palavra, que é o que vale, e que ela tem honrado em toda a sua vida pública. E reafirmará pessoalmente essa posição ao Gilberto Dimenstein, provavelmente por ocasião da sabatina da Folha, quando terá oportunidade de encontrá-lo.
Mario Moyses Assessoria de Imprensa da Campanha de Marta Suplicy"
O ensino da filosofia passa a ser obrigatória na escola pública, medida que não agrada a ex-secretária de Educação de São Paulo Rose Neubauer, entrevistada pelo CBN SP. Para ela, faltam professores capacitados para a matéria que deveria ser optativa.
Rose comentou que se o estudante não for bem preparado na língua portuguesa, por exemplo, terá dificuldade para interpretar um texto de Platão.
Ouça a entrevista da professora e ex-secretária Rose Neubauer:
Na semana passada, foi realizada a sexagésima reunião anual da SBPC, Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. O evento contou com a presença de vários ministros do governo, senadores, ONGs e dos mais renomados cientistas do Brasil.
Dentro do tema central “Energia, ambiente e tecnologia”, várias discusses foram relativas as grandes metrópoles.
Uma questão muito importante foi levantada pelo demógrafo George Martine durante o simpósio “Crescimento urbano, populacional e meio ambiente no século 21”. O sociólogo e demógrafo canadense é o autor do relatório ”Situação da população mundial 2007”, divulgado pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no ano passado.
A cada semana, 1,2 milhão de pessoas se mudam do campo para a cidade. Esse processo é particularmente comum na Ásia e na África, mas o modo como tem ocorrido tem aspectos negativos que deveriam ser evitados no Brasil. Segundo Martine, a ação dos administradores públicos tem agravado o problema. Atitudes como combater a migração e negar serviços urbanos aos mais pobres geram prejuízos sociais, financeiros e ambientais.
Esses efeitos são preocupantes, uma vez que a escala dessa migração deve ser a maior de toda a história. “Espera-se que a população urbana mundial passe dos atuais 3,3 bilhões para 5 bilhões em 2030”, alertou, ressaltando que o fenômeno será sentido especialmente nos países mais pobres.
O Brasil já tem alto grau de urbanização, com 80% da população em cidades, mas Martine aponta que o país ainda tem muito a aprender sobre crescimento e planejamento urbano. Para ele, ainda é preciso derrubar alguns mitos, como o da separação entre “rural e urbano” e o de que a urbanização degrada o meio ambiente.
Os conceitos registrados no Tratado das Questões Urbanas, assinado na Eco 92, foram um alerta para dizer que as questões urbanas, rurais e ambientais devem ser tratadas como uma coisa só”, pontuou.
A invasão de áreas de proteção ambiental por favelas, por exemplo, está diretamente ligada à falta de atenção à população mais pobre. Na seqüência, a dificuldade que essas pessoas acabam tendo de acesso aos serviços urbanos como saúde, segurança, educação e até ao emprego só contribuem para aprofundar os problemas da cidade.
Ao ser questionado sobre o problema do trânsito nas grandes cidades, Martine citou o exemplo de Bogotá, capital da Colômbia. “Há quinze anos as ruas da cidade eram completamente paradas por causa do trânsito caótico”, contou.
Uma construtora japonesa apresentou então uma solução no valor de US$ 90 bilhões que consistia na construção de túneis e viadutos. Com um terço desse valor a prefeitura da capital preferiu um plano alternativo. Construiu ciclovias, copiou parte do modelo de transporte público de Curitiba (PR) e dificultou o acesso dos automóveis.
Com isso, a capital colombiana ganhou um trânsito que, coisa rara entre as metrópoles do continente, é melhor hoje do que era há quinze anos. “É preciso se perguntar para quem serão feitas as mudanças. Fazer viadutos privilegiará somente os donos de automóveis e continuará a deixar a maior parte da população à pé”, disparou Martine.
Ainda bem que se trata de um pesquisador canadense e que essas coisas não acontecem por aqui.
Osvaldo Stella é comentarista do quadro Ambiente Urbano que vai ao ar, no CBN SP, toda segunda-feira, logo após às 11 da manhã. Ou quando o telefone celular dele funciona. Ouça outros comentários clicando aqui.
O ouvinte-internauta Carlos Silveira sugere que o cidadão confira no Portal da Prefeitura se aquele obra que tanto lhe incomoda feita pertinho da sua casa é legal. Clique aqui.
Uma carreta tombou por volta das quatro horas da manhã na Avenida Salim Farah Maluf, na Zona Leste, e complicou a vida do paulistano que chega a cidade pela Via Dutra. Eram 10 da manhã e o caminhão estava por lá. A Cátia Toffoletto registrou do celular o local do acidente. A transportadora, consta, será multada pelo transtorno.
A praça que-nem-nome-tem foi prometida aos moradores da rua Gaspar Gutierres, no bairro de Itaquera, na Zona Leste de São Paulo. A prefeitura chegou a iniciar obras, mas parece ter se esquecido de voltar ao local.
De acordo com o ouvinte-internauta Jandui Alve dos Santos, ratos, esgoto entupido, acúmulo de lixo ocupam o cenário que seria explorado pelas crianças da região. “Esta praça é grande e daria para construir quadras para as nossas crianças e pistas para os idosos caminhar”, afirma Jandui que gostaria mesmo é que esta mensagem chegasse às mãos do secretario municipal das Subprefeituras Andréa Matarazzo.