Quando vi a estrada pela primeira vez nem sequer sabia o quanto ia ter que caminhar pra chegar até aqui, e mal sabia que esse tipo de estrada não fim, só paradas breves para que o coração possa registrar os momentos.
A vida não pára, nem aqui, nem hoje e talvez, nem nunca. Quem sabe o futuro? Ninguém vence enquanto a luta não acaba, um dia como hoje é apenas uma vitória passageira, não chega a ser um nocaute, mas dá um certo prazer em olhar a cara do destino cheio de hematomas acuado nas cordas, como que surpreso pela nossa reação.
Quando olho no espelho também vejo as cicatrizes que carrego na face, todos sabem que a vida bate bem, e muitas vezes é traiçoeira, só quem nunca apanhou não sabe do que estou falando, mas de onde eu venho quase todos têm cicatrizes na alma. Um dia como hoje é algodão doce na ferida da gente.
Eu que sempre represei lágrimas, apesar de tudo, sempre achei que a vida é feita de pequenos milagres, e o riso que nasce da dor, como vocês sabem, é giz colorido na boca de poeta. Sofrimento pra nós é festa, muitas vezes sem hora pra acabar.
Mas hoje, exclusivamente hoje, não quero estar triste, tampouco quero uma alegria histérica estampada no rosto como vitrine de loja de shopping, quero apenas estar em paz. Nem como soldado nem como monge, como moleque comendo fruta no pé, encardido de suor, mas limpo na sombra.
Um dia para andar descalço, no escuro e nu de vaidade (vou tentar). Andar com os pés no chão, mas sem pisar em brasas... não quero bolhas nos pés nem bolhinhas de sabão. Se for proibido pisar na grama, deitar e rolar e seria bom. Francamente, um dia como hoje é ótimo para dizer obrigado, não como pagar dívidas, mas para praticar a gratidão sem mesquinharia e sem nada em troca, porque pensando nos tantos amigos se foram, não tive oportunidade de dizer isso, na verdade tive, mas não disse, por isso, antes que eu ou você parta sem se despedir adequadamente, quero te pedir obrigado, por tudo, por nada obrigado.
Este dia em que a lágrima molha meu sorriso, é porque de alguma forma você está por perto. Eu sinto isso. Como eu disse, nem alegre, nem triste. Em paz.
Voto Consciente: Câmara é incoerente e improdutiva
O levantamento feito pelo Movimento Voto Consciente mostra que boa parte dos projetos de lei aprovados pelos vereadores não tem praticamente nenhum impacto na vida do cidadão. Não bastasse isso, parte desses projetos ainda é vetada pelo prefeito por ser inconstitucional.
Ouça a entrevista da coordenadora do Voto Consciente, Sônia Barboza, ao CBN São Paulo:
Os bons resultados no início de carreira, o caso de doping, o nascimento da filha, o fim do casamento. Conheça um pouco da caminhada de Maurren Maggi até os 7,04 m que lhe renderam a medalha de ouro no salto em distância.
O diretor técnico da Confederação Brasileira de Atletismo José Haroldo Arataca é quem conta a história de Maurren. E ainda fala da oportunidade de mais um ouro para o Brasil, neste fim de semana:
É hora de fazer as malas.....O objetivo maior da minha viagem já foi alcancado..... Agora há pouco recebi o prêmio Wash Medea Award pela série que foi ao ar no CBN Säo Paulo entre 17 e 21 de marco deste ano.... Aqui no Stockolmsmässan, uma espécie de Centro de Convenções, a cerimônia durou uma hora...Foram anunciados os vencedores e entregues seus devidos diplomas...Uma coisa eu não sabia e fiquei muito feliz: o veículo rádio foi o grande vencedor deste prêmio....sim, porque rádio, tv e jornal concorreram todos juntos, divididos só em língua: inglesa, francesa e espanhola... A TV ficou com o segundo lugar na lingua espanhola, uma TV lá da Argentina, e teve um jornal que ficou em segundo na língua francesa, mas as 3 vencedoras de cada língua sao jornalistas de rádio.... A jornalista da Tanzânia que levou pelo conjunto da obra é de um jornal ..... Por isso sou apaixonada cada vez mais por esse veículo, táo simples, täo desafiador e täo apaixonante......Correu tudo bem...recebi meu diploma e agora levo na bagagem...Ah!!! tirei foto com a camisa do Corínthians, é lógico....Gostaria de vê-la publicada no blog!!!! Que sensação boa!!!!! Agora vou aproveitar este dia de folga e procurar a 25 de marco aqui de Estocolmo.... Até a volta.....
Até a volta,
Cátia Toffoletto
PS:Nao vi nada do Corinthians na internet, se ganhou, se perdeu....Perder não tem nada não, faz parte do jogo....o importante é ser líder, nao é Milton????? Avante Corínthians.... Aqui tem só uma louca, louca por ti Corinthians
Loivo, o Coração de Leão, estava no meu Maracanã imaginário
Flamengo 2 x 1 Grêmio
Maracanã - Brasileiro
Quando o árbitro marcou a falta quase na imaginária linha da intermediária poucos acreditaram no que estava por vir. Com o número 11 às costas, oferecido a todos que naquela época exerciam a saudosa função de ponta esquerda, Loivo ajeitou a bola no gramado, deu as costas para o goleiro, tomou distância e fez pose com as mãos na cintura a espera da autorização para cobrar o tiro livre direto.
De lá onde estava mal conseguia enxergar a goleira tantos eram os adversários de camisa rubro-negra que formavam a barreira à frente dele. Estava 1 a 1 no placar. Dario havia feito para o Flamengo e Tarciso descontado para o Grêmio. Loivo ainda deu uma última olhada em direção a meta como se tentasse achar um espaço naquela muralha. Assim que ouviu o apito do árbitro correu, mudou um pouco o ritmo para acertar a passada antes de chegar na bola e fulminou.
O petardo acertou primeiro o travessão sobre o goleiro flamenguista, desceu na vertical com um força impressionante e se chocou com a linha da cal, na mesma velocidade voltou a subir encontrando mais uma vez o travessão, e só sossegou depois de ficar amarrada no fundo da rede. Ou no fundo do poço, gíria que um locutor gaúcho que estava na cabine do estádio do Maracanã já havia consagrado no microfone da rádio Guaíba de Porto Alegre.
Foi na cobrança de falta de Loivo que o narrador, pai deste que lhe escreve, ensaiou pela primeira vez um grito de gol que durante anos passaria a ser sua marca registrada. Acompanhando a batida da bola no travessão, na linha, no travessão novamente e na rede, anunciou ao Rio Grande do Sul: gol, gol, gol, gooooooooooooool !, Loivo, Coração de Leão !
Durante à noite de hoje, por motivos que não sei explicar, lembrei desta jogada que aconteceu em 1973 quando ainda tinha 10 anos de idade. Lembrei de Loivo que é o atual titular da ponta esquerda do meu time de botão;do grito de Milton Gol-Gol-Gol Jung; de quantas vezes o Grêmio saiu sorrindo do gramado do Maracanã.
Desculpe-me por tomar tanto espaço nesta coluna falando das minhas lembranças, típicas de quem pode se dar ao luxo de passar um jogo de futebol inteiro pensando nos bons momentos da vida sem se importar com o que acontece a sua frente. Acabei esquecendo de escrever sobre o que realmente lhe trouxe até este blog, nesta noite de quinta-feira: o Grêmio é o líder do Campeonato Brasileiro.
Quatro vereadores do PT, quatro do PSDB, três do PTB e um do PDT receberam notas de sete a dez por seu desempenho na Câmara Municipal de São Paulo, segundo levantamento feito pela ONG Voto Consciente. O tucano José Police Neto foi o mais bem avaliado tendo recebido nota 8,7 segundo os critérios para identificar a qualidade do serviço prestado no legislativo. Mara Gabrilli, do PSDB, ficou em segundo lugar com 7,9 e Donato do PT, em terceiro, com 7,6.
Para chegar a nota final, os integrantes do Voto Consciente avaliaram oito ítens: projetos apresentados, freqüência nas comissões, fidelidade partidária, sites, respostas a pedidos de informação, presença em votações nominais e coerência.
Roberto Trípoli (PV), com 3,9, Wadih Mutran (PP) com 3,3 e Milton Leite (DEM) com míseros 2,4 receberam as piores notas dos 55 avaliados pelo movimento. Doze vereadores apesar de terem obtido notas maiores foram separados em uma lista devido a problemas que enfrentam na justiça como não-provação das contas ou condenação por improbidade administrativa.
Entusiasmo não falta. Livros também não. É o que se percebe ao entrevistar Devanir Amâncio, da ONG Educa São Paulo. Ele é um dos responsáveis pela Bienal dos Pobres que se realiza, neste ano, na Praça Silvia Teles, no bairro Itaim Paulista, zona leste da capital paulista.
Conversei com ele nesta quinta-feira, durante o CBN São Paulo-digital, transmitido apenas pela internet. Satisfeito com o resultado do evento e a presença de muitas crianças na praça, Devanir disse que há seis mil livros à disposição do público. É só passar por lá, folhear, escolher e levar. De graça.
“Os bairros ricos ajudaram os mais pobres”, falou Devanir ao explicar que o material à disposição dos visitantes da Bienal foi doado por pessoas que têm mais recurso. Bairros que tem biblioteca, no mínimo. Pois, no Itaim você não encontrará nenhuma para ser visitada pelos moradores. Apesar da sede de leitura encontrada na praça, nesta sexta-feira, de muito calor na cidade.
A 5ª Edição do Festival São Paulo Bom de Mesa é a sugestão da comentarista do "Época SP na CBN" Ailin Aleixo. O evento organizado pela Associação dos Restaurantes da Boa Lembrança será entre os dias 26 e 28 de agosto.
Nove casas paulistanas recebem chefs convidados de outros estados para executar receitas a quatro mãos. A intenção do SPBM é divulgar as culinárias regionais. Quem pedir o menu do evento será presenteado com pratos cerãmicos comemorativos. Confira alguns restaurantes e chefs da programação:
* Amadeus- Bella Mazano recebeo o chef Saburó, do QUina do Futuro, do Recife
* Vinheria Percussi- Silvia Percussi cozinha com Auricélio Romão, da POusada do Zé Maria, de Fernando de NOronha
A programação completa você encontra clicando aqui.
As notícias da nossa cidade você poderá acompanhar pelo computador de casa ou do escritório, nesta quinta-feira. O CBN São Paulo estará disponível em www.cbn.com.br , enquanto no FM 90.5 e no AM 720 haverá a transmissão da final do Torneio Olímpico de futebol feminino, entre Brasil e Estados Unidos.
Aproveite sua presença na internet para ouvir o CBN São Paulo e participar do programa enviando mensagens pelo blog ou pelo Twitter.
Com relógio em punho e máquina de fotografia em mãos, a ouvinte-internauta Eliana Souza decidiu monitorar o que considera desrespeito da feira livre que ocorre diante da casa dela, no bairro do Tucuruvi, em São Paulo.
A rua é a Cruz de Malta. E como mostram as fotos da moradora, a feira livre e seus reflexos se estendem até o fim da tarde. Às três horas as barracas começam a ser desmontadas. Uma hora depois ainda não é possível transitar pela rua. O caminhão de limpeza termina a lavagem lá pelas seis horas.
A dúvida da Eliana Souza é se o pessoal responsável pela fiscalização está sempre de folga no dia da feira.
Este é o Erick Barbosa exibindo orgulhoso o seu primeiro uniforme do Grêmio, presente que recebeu do pai, o roteirista a Tv Globo do Rio e ouvinte-internauta da CBN, Jorge César Barbosa. É o que eu chamo de educação de qualidade.
God Dan ! Não, não é gol de ninguém. É assim que se deseja aos suecos “bom dia”.
Nesta quarta-feira, o sol brilha desde cedo na cidade. Faz 18 graus em média, desde que cheguei (nada do que eu não esteja acostumada). Acho que trouxe roupa de frio de mais, comprada pouco antes no Bom Retiro.
Imaginei os suecos andando de sobretudo, cachecol, botas, luvas e gorro de lã, o tempo todo. Por mais que buscasse informações de quem já viajou para cá (não estou te culpado, Milton, longe de mim ...) e em sites, a realidade é outra. O povo é elegante mas não usa tudo isso. Eu sinto falta das cores. É muito cinza, marrom, tons sóbrios. Nada de pink, laranja, verde limão. As vitrines das lojas são super-discretas, assim como as pessoas.
No Brasil, não é difícil encontrar pelas ruas alguém rindo do nada (mesmo que sorria prá não chorar). Também não sei por que ou do que eles poderiam chorar morando aqui. Não vi ambulantes pelo caminho nem ninguém pedindo esmolas. Ah ! Tem muito turista nesta época do ano: Japão, Itália, Coréia etc. Todos com máquinas digitais nas mãos . Imagine quantos “fotos-ouvintes” para o blog. Eu também não saio sem a minha. Sabe como é, corintiana, com passaporte, “tamos aqui mano” ... “É nóis”.
A propósito: quando é o próximo jogo do Timão ? Hoje ? Não me deixe sem notícias deste outro grande mosqueteiro.
Foto publicada na revista Época. Clique nela e vá para a reportagem
O escritor Sebastião Nicomedes, morador de rua de São Paulo, escreve para a revista Época. Ele foi convidado para relembrar a história da chacina que matou sete pessoas que viviam nas ruas da capital, há quatro anos. No texto, narra seus últimos quatro dias no meio-fio que antecederam a manifestação Ato Pela Vida - 4 anos de impunidade, que se realizou na Praça da Sé, no centro da cidade.
Sebastião foi personagem de reportagem publicada neste blog com o título “Sem-teto com talento se revela no teatro de São Paulo”, em 11 de agosto do ano passado. Leia e ouça a entrevista aqui.
“Num quarto de pensão, eu me encontro, mais uma vez, pernoitando de diárias. Hoje é sábado, e tenho vaga garantida até a manhã de segunda-feira. Depois, será o que tiver de ser. Diante do espelho, escovo os dentes que me restam na boca, felizmente a maioria continua comigo. Se bem que preciso urgente de um tratamento odontológico. Colocar ponte é um sonho. É chato não poder sorrir por um detalhe tão ingrato”.
Este é apenas o primeiro parágrafo do primeiro capítulo do diário publicado na Época que você pode ler aqui.
Um dos nossos ouvintes reclamou em mensagem postada na nota abaixo que veio até o blog e não encontrou a dica da Ailin Aleixo. Ele tinha razão em se queixar, a participação no Conarh 2008 atrapalhou um pouco a postagem de notas no blog, nesta quarta-feira. Antes tarde do que nunca. Aproveite as sugestões da nossa comentarista do "Época SP na CBN" e entre no clima de romantismo: Thai Gardens
O pé direito altíssimo, a imensa estátua dourada de Buda no andar superior, o riachinho que corre pelas laterais da entrada, a extrema simpatia do hostess. Apesar de estar localizado no meio da 9 de Julho, é só passar pela grande porta de madeira esculpida do Thai Gardens para ser invadido pela sensação de ter saído de São Paulo. Mesmo quando cheio - o que é muito comum - o salão não fica barulhento e o atendimento costuma ser eficaz. Fora isso, o cardápio extensíssimo traz mais de sessenta receitas tailandesas, bem executadas - a maioria agridoce e/ou apimentada, a preços justos. Se você gosta de sabores delicados, peça a yam hua plee (salada de flor de banana com peito de frango e coco ralado). Caso queira se arriscar no potente curry tailandês, vá de mapraw (filé de boi ao curry verde com legumes, servido dentro do coco verde). Toda última segunda-feira do mês, a casa realiza um jantar à luz de velas, perfeito para namorar.
Av. Nove de Julho, 5871,Vila Olímpia, tel.: 3073-150
Chackras
Se a idéia é impressionar alguém, não tenha dúvida: este é o lugar. Lindo, badalado, tem espaço para exposições, pista de dança e diversos cantinhos aconchegantes. Para os mais ousados, existe a possibilidade de fazer a refeição em cima de uma cama! É que os dnos batizaram de La Suit Dorming Restaurant, com três opções de menu para se comer com as mãos. Responsável pela cozinha, o chef Nilson de castro oferece um cardápio tão criativo quanto a casa. Há crepe de escargot, e alcachofra ao molho de cachaça, risoto de camarão e lula com suco de maracujá e aspargos selvagens.
O programa CBN São Paulo foi apresentado, ao vivo, do estúdio montado no Corah 2008, no Transamérica Expo Center, zona sul da capital. Clique na imagem acima e veja o álbum de fotos do debate que contou com a presença de Oded Grajew, José Roberto de Toledo e Cláudio Weber Abramo
Pesquise: a unanimidade é burra; a similaridade, verdadeira.
Por Carlos Magno Gibrail
Você acredita em pesquisa?
Pesquisemos as pesquisas.
As pesquisas influenciam o eleitor e o consumidor? Para saber a língua de um país, precisamos perguntar a quantos habitantes? Para examinar o tipo sanguíneo, quanto precisamos extrair de um indivíduo? Se as pesquisas podem revelar as verdades do momento por que não são usadas com maior freqüência? Se a disponibilidade para ser pesquisado é importante por que não ficamos á disposição?
Frank Newport, sociólogo, diz que as pessoas não acreditam em pesquisas porque são egocêntricas. Duvidam que suas idéias possam ser traduzidas em números.
Da mesma forma que as marcas líderes atraem parte dos consumidores por serem as primeiras, também os candidatos que aparecem na ponta recebem parte das intenções de voto. Entretanto, os produtos na ponta do ranking não têm 100% do mercado nem os eleitores seguem 100% os primeiros da pesquisa.
Um desavisado estrangeiro que chegasse ao Brasil sem saber qual o nosso idioma, após falar com algumas poucas pessoas irá saber que o português é a nossa língua. Ou irá às 180 milhões para confirmar? Nem São Thomé iria.
George Gallup exemplifica que poucas gramas dirão qual o tipo de sangue examinado. Não há necessidade de tirar o sangue total do paciente.
Ibope, 66 anos, e Vox Populi, 20, trabalham nas residências, procurando o pesquisado onde acreditam obter respostas com mais credibilidade. O Datafolha, 21, colhe nas ruas, buscando todos os extremos da população e objetivando rapidez. Consegue pesquisar 1.700 pessoas por dia.
Ambos os critérios funcionam, mas a metodologia adotada deve considerar todos os extratos referentes ao produto pesquisado respeitando a proporcionalidade de seu segmento. A Vogue publicou uma pesquisa sobre as marcas mais desejadas do Shopping Iguatemi, em São Paulo. Não apresentou a metodologia e apontou marcas que certamente eram desejos da maioria dos freqüentadores, sem considerar a segmentação. Nenhuma das marcas importadas mais caras apareceu como desejo de consumo.
No mundo dos produtos e marcas as pesquisas se dividem em quantitativas e qualitativas. As primeiras perguntando um a um, durante uns 15 minutos e as segundas sem perguntas diretas, em discussão em grupos de 3 a 4 h. Ambas têm sua utilidade e dependem do que se busca, entretanto hoje se sabe que o consumidor serve muito mais para avaliar do que para criar.
A Ford ensinou ao mundo que de construção de carro quem entende é o fabricante. De usá-lo, é o consumidor. Na década de 60 resolveu perguntar como deveria desenvolver um novo carro. Veio o Edsel, o maior fracasso da indústria de automóvel e o maior sucesso para as aulas de pesquisa de mercado até hoje.
Na ultima eleição presidencial a pesquisa final foi Ibope 50%, Vox Populi 46%, Datafolha 48% para o resultado real do candidato Lula de 46 %.
Considerando que a pesquisa se propõe apenas a um balizamento do momento e não a uma previsão de resultado futuro, precisamos apenas saber usar a informação. Tal qual outro produto qualquer.
É preciso evitar a atitude dos políticos, que as usam quando estão na frente e as abominam em caso contrário. E é um método adotado para tudo que fazem - uma coerência ao incoerente. Também pudera. Já vivem num mercado cuja segmentação na representação política foi abortada em tempos idos e permanece até hoje numa desfigurada representatividade dos Estados na Republica Federativa do Brasil.
No âmbito empresarial salvo para lançamentos de novos produtos e serviços, as pesquisas de satisfação e avaliação de atendimento são inexplicavelmente pouco usadas. A disponibilidade dos dirigentes de serem contatados, que é uma extraordinária fonte, também. Procon, compradores camuflados e colunas de consumidores na imprensa são canais de comunicação relevantes.
Tom Peters costuma gritar nas palestras que determinados presidentes de grandes organizações americanas de sucesso estão à disposição para qualquer pessoa e qualquer assunto. Telefona para eles no meio do show. O executivo atende prontamente. Inacreditável. Tom sugere à platéia: ao sair daqui pegue o telefone e ligue para a sua empresa ou para sua casa. Pesquise você mesmo.
Há anos, Ricardo Semler ligou direto para um alto executivo em New York, marcou entrevista para o dia seguinte e fez negócio. Recentemente a imprensa publicou que ambos lucraram milhões de dólares. Ricardo Bellino foi direto ao Donald Trump, sem apresentação e ficou sócio dele.
Que tal ligar para Martin Winterkorn em Wolfsburg na Alemanha e contar a repercussão efetiva do caso Fox?
Carlos Magno é doutor em marketing de moda e toda quarta-feira publica um novo texto aqui no blog participando ativamente de debates com os ouvintes-internautas. O celular dele está sempre à mão para ligar a quem quer que seja. Inclusive para você.
A figura flagrada pela Cátia, semana passada, é de Passo Fundo, interior do Rio Grande do Sul. Está em São Paulo trabalhando com carga, e foi visto vestindo o Manto Tricolor durante o descarregamento de material de papelaria na Avenida Ipiranga, enquanto assobiava um alegre cantarolar de líder.
“Você não tem medo de andar com uma camisa dessas no centro de São Paulo ? “, perguntou a repórter.
“Não, tenho muitos amigos corintianos”, respondeu o gremistão deixando a moça sem saber bem o que aquilo significava.
CBN SP discute a campanha eleitoral e o comportamento do eleitor
O horário eleitoral está no ar. Os candidatos à prefeitura participam de entrevistas nos programas de rádio e televisão, conversam com jornalistas dos principais veículos de comunicação do país, e interagem com o eleitor nos portais de internet. Por 11 dias, o CBN São Paulo ouviu as idéias daqueles que pretendem chegar ao comando da maior cidade do Brasil (este material está disponível aqui no blog). Hoje, vai discutir com especialistas o nível do trabalho apresentado, a profundidade do debate eleitoral e, principalmente, o comportamento do eleitor.
O bate-papo será no estúdio da rádio CBN, montado no Conarh 2008, congresso sobre gestão de pessoas, que se realiza no Transamérica Expo Center, em São Paulo, a partir das 10 horas da manhã.
Para que possamos ter um debate mais rico, você está convidado a dar sua opinião sobre o desempenho dos candidatos neste início de campanha eleitoral e as propostas que surgiram até aqui no cenário paulistano. Deixe seu comentário aqui no blog ou faça perguntas aos participantes durnte o programa pelo Twitter.
Falta pouco para o meio-dia desta terça-feira na qual dormi até mais tarde do que o normal. 15 para as seis da manhã. “Go, Cátia ... Go !”. “É do Corinthians ?”, levantei esfuziante. Não, era minha colega de quarto Claudine, jornalista que vai receber o prêmio na sexta-feira pela melhor reportagem em língua francesa, me cutucando para acordar. Nosso diálogo é restrito, com poucas palavras, e muito entusiasmo.
Ela é francesa e não deve gostar de falar inglês. Eu, apesar do Timão ter sido inspirado no Corinthians Team, lá da Inglaterra, nunca precisei exercer a língua estrangeira na 25 de Março.
As outras duas meninas que também venceram o concurso, uma do Quênia (língua inglesa) e outra da Tansânia (conjunto da obra) - se viram bem melhor.
Quando me apresentei e disse que era brasileira, ouvi a resposta padrão: “Oh, Brazil ... Football ... Ronaldinho”. “Yes, Corinthians”, retruquei. E ouviu um sonoro: “Who ?”. Forget about, meninas.
Uma curiosidade, Aqui, as escadas nas ruas e nos trens, ao menos nos locais em que passei, são adaptadas para que os pais possam andar com os carrinhos de bebês sem tropeço. E quem tenha alguma restrição não encontre dificuldades. A acessibilidade é total.
Ainda não foi possível conhecer a dinâmica da cidade. Minha vida (dia) é levantar, tomar um bom café (tem para todos os gostos), pegar o trem (ninguém precisa ficar esmagado no vagão como na zona leste) e seguir para o congresso, onde acompanhamos um monte de encontros.
Hoje deu tempo de participar do CBN São Paulo, ao vivo, por telefone lá do centro de imprensa. Foi quando recebi a informação de que o Brasil perdia para a Argentina. Perdemos.
Falar é muito mais fácil do que escrever, principalmente neste computador no qual não encontro o sinal de arroba. Cadê o cedilha ? Como se faz para pôr o acento circunflexo que é diferente do modo que a gente faz aí no Brasil ?