"Herança maldita" foi expressão cunhada por políticos para justificar problemas que herdavam dos antecessores ao assumir a administração pública. Termo que só vale se a turma que deixou o governo for do outro lado. Quando o sucessor é do mesmo partido, como se chama esta herança ?
O presidente da Fundação Estadual Para o Desenvolvimento da Educação, Fábio Bonini, preferiu não batizá-la para não criar ainda mais atrito entre a gestão Serra e Alckmin. Mas não deixou de comparar o trabalho da atual administração no intuito de acabar com as escolas de lata, aquelas em que os alunos são obrigados a estudar embaixo do zinco porque o prédio de alvenaria ainda não está pronto. São 36 salas de aula nestas condições em todo o Estado e seis salas na capital em duas escolas.
Ao falar para o CBN São Paulo, Bonini ressaltou que o governo anterior (leia-se, Alckmin) entregou cerca de 212 escolas e 1.239 salas de aula de lata. A promessa é que até o fim do ano nenhum aluno mais estudará nestas condições:
Nós estamos desde cedo na 1ª Campus Party Brasil, lá na Bienal. Daqui há pouco, você já lê e vê no blog da CBN na Campus Party as imagens da Simone Queiroz que acompanhou a chegada dos primeiros 3 mil campuseiros inscritos no evento. Os encontros se iniciaram ao meio-dia, mas a abertura oficial está marcada apenas às 11 da noite. O robô humanóide que aparece na foto acima é que dará as boas vindas aos participantes. O Quase interage, dança, conta história, joga e, dizem os promotores, adora fazer amigos. Pela quantidade de gente interessante que estará reunida nestes dias, na sede da Bienal, tenho dúvidas se o robô é a melhor amizade que você tem para fazer nesta festa. Cada nerd com a sua mania.
A foto acima de Carol Guedes e a reportagem de Evandro Spinelli, estão na Folha desta segunda, e mostram que o prefeito Gilberto Kassab (DEM) deu as costas para a Lei Cidade Limpa ao permitir faixas espalhadas com o nome dele e de um vereador da região, em área na qual foi asfaltada uma rua, no bairro de Capela do Socorro, na zona sul de São Paulo.
A Folha conversou com a presidente da Comissão de Proteção da Paisagem Urbana, Regina Monteiro (diretora da Emurb), que disse ser irregular a colocação da faixa: "Se o cidadão comum não pode dizer que perdeu o cachorrinho, por que isso vai poder?".
Não é a primeira vez que o vereador Goulart desrespeita a Lei Cidade Limpa naquela região. Não se tem informação se em alguma das vezes foi obrigado a pagar os R$ 10 mil de multa por faixa estendida.
Agora o outro lado:
A Secretaria de Coordenação das Subprefeituras informa que os responsáveis pela colocação de faixa referente à inauguração de ruas pavimentadas no Jardim Shangri-lá, na região da Subprefeitura Capela do Socorro, serão multados por desrespeito à lei Cidade Limpa. O valor da multa é de R$ 10.000. Casos semelhantes registrados em qualquer área da cidade devem ter o mesmo tratamento, conforme determina a lei. Esse é um trabalho de rotina das Subprefeituras, que mantêm fiscalização permanente e fazem a remoção de anúncios irregulares. Neste ano, em toda a cidade, mais de 8.800 peças de propaganda, entre faixas, cartazes e tabuletas, foram retiradas das ruas. Em 2007, o número de peças retiradas foi superior a 127 mil. (Resposta publicada em 12/02/08)
O fotógrafo colombiano Joaquím Sarmiento, há quatro anos vivendo no Brasil, decidiu transmitir seu conhecimento aos jovens da favela de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo. Desde 2006, já formou 14 fotógrafos no laboratório que realiza na ONG Barracão dos Sonhos. Nesses dois anos registrou o cotidiano dos moradores desta que é uma das maiores favelas do País. O resultado do trabalho dele está na mostra Cidade do Paraíso, , em cartaz de 13 de fevereiro a 9 de março, de segunda a sexta-feira, das 10h00 às 17h00, no saguão do Edifício Altino Arantes.
Os equipamentos de raio-X que não estavam funcionando durante o Carnaval fazem parte dos 10% que estão quebrados, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, de São Paulo. A denúncia de que as máquinas estavam paradas em duas AMAS e no Hospital do Tatuapé foi feita por ouvintes-internautas do CBN São Paulo (veja nota publicada ontem).
O coordenador da gerência hospitalar da secretaria, Paulo Kron, negou que as máquinas estejam sendo vítimas de uma “epidemia”. Em um dos casos, culpou o ouvinte-internauta que não teria esperado o atendimento, no Tatuapé. Em outro, a rede elétrica que prejudica o funcionamento do equipamento, no Sacomã.
Ouça a entrevista do representante da Secretaria Municipal de Saúde:
Um passeio no cotidiano dos passageiros do metrô é descrito pelo ouvinte-internauta Francisco Paiva Salviano neste capítulo do Conte Sua História de São Paulo. Um fim inusitado nos aguarda:
Todo dia aqui no blog, todo sábado, a partir das 10 da manhã, no CBN São Paulo, e quando você quiser no livro “Conte Sua História de São Paulo” você conhece capítulos da capital paulista relatados por ouvintes-internautas. Escreva você também para o endereço contesuahistoria@cbn.com.br
Dois trechos do artigo de Eliane Catanhêde, da Folha, neste domingo:
“Os R$ 108 milhões dos cartões do governo Serra em 2007 são o Eduardo Azeredo da crise da tapioca. Quando os tucanos mais comemoravam o mensalão, Azeredo entrou na roda e estragou-lhes a festa. Quando começavam a brindar a tapiocaria, vem a água fria dos cartões de Serra. Quanto mais se acusam, mais tucanos e petistas se parecem. Os dois lados blefam ao alardear a criação de uma CPI em Brasília e outra em São Paulo para investigar uso do dinheiro público em restaurantes caros e baratos, lojas de doces e de jóias, hotéis e carros alugados em feriados. Uma orgia”
“Os petistas e tucanos de internet, essas novas categorias do cenário político, irresponsáveis e agressivas, ficariam surpresíssimos se ouvissem a troca de elogios que Serra e ilustres lulistas trocam fora dos holofotes”.
Já dá para visitar o blog coletivo da CBN no Campus Party e deixar sua mensagem. Vá até lá e descubra o que a festa da internet tem a ver com espeto corrido, serviço preferido por 10 entre 10 gaúchos.
Aproveite para deixar registradas perguntas sobre rádio e internet que podem ser respondidas na minha palestra de segunda, que começa às oito da noite, lá no Prédio da Bienal. Quem não puder passar por lá, acompanhe pelo portal da CBN, ao vivo.
A Grécia me recebeu de coração e braços abertos, e panelas no fogão. Gostaria de poder transmitir os detalhes de cada dia, como se meus olhos fossem lentes, através das quais você pudesse ver, ouvir e sentir tudo comigo, mas nem eu mesma consigo decodificar e digerir tanta informação. Muito menos tanta comida.
Tudo mudou muito, desde minha última visita. Esta terra era muito mais simples, e seu povo, gente de hábitos descomplicados e passos lentos. O que mudou nestes últimos anos? O país entrou para a União Européia, como um dos países mais pobres do grupo, com a cara e a coragem que só descendentes diretos dos deuses do Olimpo podem se dar ao luxo de ter. E então, a questão. O que fazer para desenvolver e construir a infra-estrutura básica esperada de um integrante de grupo tão seleto? Não precisaram, os gregos, sentar e queimar seus neurônios como o Pensador de Auguste Rodin. Continuaram a tomar café, frapê e freddo, relaxados e despreocupados, a qualquer hora do dia ou da noite, nem deixaram de freqüentar as buzúkias, onde se canta e dança, até o amanhecer, ao som de música ao vivo, fumando e bebendo vinho e uzo (a aguardente daqui). Tudo muito.
Então, quem teria cuidado dos assuntos sérios e desgastantes? Que varinha mágica foi acionada e me fez encontrar, aqui, um metrô de primeiro mundo? Que fada madrinha abriu caminho para que eu viajasse de carro para o Peloponeso, no fim de semana, deslizando feito dançarina russa, na auto estrada que cruza o país inteiro, de norte a sul e de leste a oeste? Nenhuma. Os parceiros ricos, do grupo, vivem queimando as pestanas em seus países e vêm relaxar aqui, no playground que lhes abre as portas para o oriente, onde encontram sol, praia, mistério, beleza e descontração, e o melhor azeite do mundo, diga-se de passagem. Assim, os alemães trouxeram euros da união européia, o material e o equipamento necessários, seus mais preparados especialistas, arregaçaram as mangas e construíram auto-estradas impecáveis, para seu deleite.
Disseram aos gregos, construiremos as melhores estradas, arcaremos com setenta por cento dos custos, e vocês, com trinta. Está bem? Imagina! Disseram os gregos; nem pensar! Não pagaremos nem um centavo. Final da história, os alemães construíram as estradas assim mesmo, com a condição de explorarem os pedágios durante dez anos.
Pelo que pude perceber, os gregos não só concordaram sem pestanejar, como teriam aceitado o acordo, se fosse prorrogado ad eternum. E, do mesmo modo, teriam continuado felizes se tivessem mantido suas estradas rudimentares até hoje, e para sempre. Os alemães construíram estradas para si e para os outros parceiros ricos, para poderem desfrutar do calor e das belezas da divina Grécia. Pagam, e pagam caro pelos seus favores.
Justíssimo, não acha? Muito mais justo do que o preço que pagamos, em forma de imposto temporário e permanente, para sustentarmos as peripécias consumistas, deslumbratistas e nova-riquistas da corja teúda e manteúda da atual nobreza federal. E haja cartão de crédito corporativo e despesa sigilosa!
Grêmio 2 x 0 Novo Hamburgo Campeonato Gaúcho – Olímpico
O Grêmio de Roger, Willian Magrão e companhia precisou de 10 minutos apenas para mostrar ao futebol brasileiro quem é o melhor, neste momento. Enfrentou o mais forte time da região coureiro-calçadista do sul do País e mesmo assim foi superior (puxa vida !), assumiu a liderança e se manteve invicto no ano de 2008.
Com o apoio de Débora Secco que assistiu ao jogo de camarote no estádio Olímpico, Roger liderou a entrada dos jogadores no gramado, tocou bonito na bola, fez passes de categoria, cobrou falta e sofreu penâlti que o árbitro não viu. No chão, ouviu do zagueiro brutamonte do Nóia: “Aqui é Campeonato Gaúcho”. Levantou, riu da cara do adversário e foi jogar futebol.
A propósito: das roupas de grife que Roger já vestiu, a camisa do Grêmio é sem dúvida a mais elegante e bonita.
"Avalanche Tricolor" entra no ar sempre após os jogos do Imortal Tricolor ou em edição extraordinária. É a mais isenta coluna esportiva que você já leu (será que tem alguém lendo ?), aberta para gremistas e todos aqueles que acreditam que o futebol é um ótimo campo para a gente se divertir.
Na edição desta sexta-feira do CBN São Paulo reproduzimos reportagem de Cristina Coghi na qual se fala dos gastos com cartão-corporativo-que-não-é-cartão-corporativo do governo do Estado de São Paulo. Acompanhada pelo meu comentário comparando o comportamento dos governos do PT e PSDB, a reportagem desencadeou uma série de críticas de ouvintes-internautas querendo provar que “uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa”.
Na edição deste sábado, do jornal Folha de São Paulo fica claro que a coisa pública é tratada da mesma maneira aqui ou acolá. E como aprendi com minha mãe que um erro não justifica o outro, condene-se as duas atitudes (federal e estadual).
No caso do Estado de São Paulo trocaram a tapioca por outros coisas miúdas como podem ler nesse trecho da reportagem da Folha:
“Das fraldas da Secretaria da Administração Penitenciária a molduras para quadros da Secretaria do Meio Ambiente, o cartão de pagamento de despesas adotado pelo governo do Estado de São Paulo dá a senha para a mais variada lista de compras. Sob a rubrica "despesas miúdas e de pronto pagamento" e "outros materiais de consumo", compra-se de tudo: das lojas de flores e doces da Secretaria da Fazenda a assadeiras da Secretaria da Segurança. Anteontem, o chefe da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira, disse que o uso dos cartões era limitado ao gasto de "combustível, diárias e vale-transporte".”
Com reportagem especial de Leandro Motta, a CBN abre amanhã página especial sobre a 1a Campus Party Brasil, que se realizará no prédio da Bienal, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Um blog coletivo será destaque na cobertura da rádio durante os sete dias de evento. Os jornalistas que diariamente trazem informações para você estarão entre as milhares de pessoas que visitarão a festa da internet.
A qualquer momento, novidades e curiosidades serão postadas no blog que estará aberto à participação do ouvinte-internauta para que possamos compartilhar idéias e opiniões. Além das reportagens do dia-a-dia da Campus Party, matérias especiais e entrevistas com personagens desta festa, as palestras que serão realizadas de segunda à sexta, das oito às nove da noite, também poderão ser consultadas.
Para quem visitar a Campus Party, fica o convite para que conheça o espaço da CBN e deixe seu recado no blog pelo computador que estará à disposição.
Toda terça e sábado, você ouve mais um capítulo do programa Quintanares que por dez anos foi ao ar na rádio Guaíba de Porto Alegre, apresentado pelo jornalista Milton Ferretti Jung. O material disponível neste blog faz parte do arquivo pessoal da família:
Toda sexta, neste espaço, você ouve o programa Noite Paulistana que foi ao ar no CBN São Paulo. A jornalista Janaína Barros recomenda o que há de melhor na vida cultural da cidade. Ouça as dicas e tenha uma noite com muito prazer:
A reunião de três mil “campuseiros” e a presença de inúmeros convidados especiais vão oferecer aos internautas soluções para incrementar blogs. A opinião é da designer e repórter da revista MacMais Stela Dauer que pretende permanecer boa parte da semana que vem acampada dentro do prédio da Bienal, no Parque do Ibirapuera, na 1a Campus Party Brasil.
Stela Dauer falou ao CBN São Paulo sobre a expectativa dela e a dificuldade que usuários de computadores Macintosh (como este que lhe escreve) ainda têm pela falta de programas desenvolvidos para a plataforma:
A CBN terá um espaço reservado para os ouvintes-internautas na Campus Party, onde haverá computadores disponíveis para que os visitantes participem do blog coletivo “CBN no Campus Party”. E de segunda à sexta, das oito às nove da noite, haverá palestras de jornalista da rádio. Na segunda-feira, será minha vez e espero contar com o seu prestígio. A entrada no pavilhão da Campus Party é gratuita.
O colorido da fotografia que ilustra material de divulgação da Subprefeitura de Itaquera sobre a 3ª edição do Carnaval no bairro da zona leste de São Paulo me chamou atenção por ser um contraponto a enxurrada de imagens que vimos nos últimos dias recheadas de seios, coxas, bundas e outros orifícios sem tapa-sexo.
O site “Apocalipse Motorizado” denuncia a invasão da calçada da Avenida Paulista pelo restaurante America, desde que as obras de reforma se iniciaram:
“Com a reforma das calçadas da avenida Paulista, todo o trecho em obras está proibido para embarque, desembarque e estacionamento de veículos, sinalizado pela famosa placa do “E” cortado duas vezes (a que aparece acima do carro parado).
No quarteirão entre as ruas Bela Cintra e Haddock Lobo, o restaurante com o sugestivo nome de “America” (sic) não está nem aí para a proibição: resolveu deliberadamente desrespeitar os pedestres.
Para “bem atender” os seus clientes motorizados, manteve funcionando o serviço de “valet park” na área proibida”
O texto completo do ouvinte-internauta Thiago Benicchio você lê clicando aqui.
Conte Sua História: Paulista dos tempos do Heródoto
Na sala de aula, uma centena de alunos prestava atenção no professor de História, enquanto lá embaixo, na Paulista, uma barricada de tubos enormes se formava, sinalizando a chegada do metrô. Estes momentos são lembrados pelo ouvinte-internauta Hélio Magnotti:
Saiba como encontrar o livro "Conte Sua História de São Paulo" acessando o site da Editora Globo. E envie a sua história para o endereço eletrônico contesuahistoria@cbn.com.br